<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>no-media // portugal &#187; Continente</title>
	<atom:link href="http://pt.no-media.info/continente/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.no-media.info</link>
	<description>a rede independente de informação</description>
	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.6.2</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>III Jornadas da Dissidência</title>
		<link>http://pt.no-media.info/985/iii-jornadas-da-dissidencia</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/985/iii-jornadas-da-dissidencia#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 02:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Featured]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=985</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/985/iii-jornadas-da-dissidencia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=985&amp;w=80" width="80" height="112" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Decorreu nos passados dias 7, 8 e 9 de Novembro um encontro internacional com a presença de diversos socialistas, patriotas e revolucionários oriundos de toda a Europa (dos Açores até à longínqua Rússia). O encontro decorreu em Madrid, na Espanha, e intitulou-se de III Jornadas da Dissidência. Durante três dias centenas de pessoas tiveram a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/985/iii-jornadas-da-dissidencia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=985&amp;w=80" width="80" height="112" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Decorreu nos passados dias 7, 8 e 9 de Novembro um encontro internacional com a presença de diversos socialistas, patriotas e revolucionários oriundos de toda a Europa (dos Açores até à longínqua Rússia). O encontro decorreu em Madrid, na Espanha, e intitulou-se de <a href="http://jornadasdeladisidencia.blogspot.com/">III Jornadas da Dissidência</a>. Durante três dias centenas de pessoas tiveram a oportunidade de ouvir os pontos de vista inconvencionais de uma série de indivíduos extremamente singulares. Eu fui um deles.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">O primeiro dia</span></p>
<p>Fomos cedo para o aeroporto de Lisboa (acreditem se quiserem, ficou mais em conta irem três portugueses de avião para Madrid do que irem de carro, talvez sintomático dos preços actuais da gasolina) após uma curta e deprimente visita ao nosso apartado, aguardávamos a qualquer momento a chegada de uma encomenda oriunda de <a href="http://www.mathaba.net/authors/herfurth/">Welf Herfurth</a>… mas não chegou, portanto tivemos que esquecer a exposição gráfica de materiais nacional-anarquistas que planeávamos mostrar aos restantes europeus, tivemos que nos contentar com os quatro números da revista “<a href="http://revistarevolucao.wordpress.com/"><span style="font-style: italic;">Revolução</span></a>”… a culpa foi minha, uma vez que dei ao Welf o código postal com o número errado, a minha ligeira dislexia causou que trocasse dois dos algarismos do código…</p>
<p>O voo durou cerca de uma hora e, algo surpreendente para um português, a pessoa que ficou de nos ir esperar ao aeroporto já lá estava à nossa espera quando chegamos e levou-nos ao hotel. Chegando fomos saudados por António Martinez Cayuela, secretário-geral do <a href="http://www.es-msr.es/">Movimento Social Republicano</a>, cuja secção cultural organizou o evento. Alguma conversa e depois o almoço <a href="http://admiravelmundonovo-1984.blogspot.com/2008/11/uma-tarde-dom-alberto-buela.html">onde conhecemos Alberto Buela,</a> um argentino extremamente interessante com o qual tivemos a oportunidade de privar durante algumas horas e que, posteriormente, ficaria fascinado com as nossas intervenções nas Jornadas.</p>
<p>Após uma curta introdução de Cayuela o primeiro orador tomo a palavra, o nosso Filipe Ferreira na qualidade de presidente da <a href="http://solidariedadecomoirao.blogspot.com/">Associação de Amizade Portugal-Irão</a>, que levou a cabo uma óptima intervenção acerca de alguns pormenores que a comunicação social de massas ignora acerca da República Islâmica do Irão e que culminou com um resumo acerca da sua evolução pessoal e do modo como lidamos com a acção política em Portugal (nomeadamente acerca de colaborações passadas tanto com a extrema-esquerda como com a extrema-direita).</p>
<p>Buela ficou fascinado com a nossa teoria da “acção vertical”, o Filipe esboçou que o sistema encara o mundo de um modo horizontal, com uma direita, uma esquerda e um centro e que etiqueta e arruma nestes círculos tudo aquilo que existe enquanto que nós, por outro lado, devemos agir de um modo vertical, de frente perante o sistema. Uma linha traçada ao alto tem espaço, na sua base, tanto para a Esquerda quanto para a Direita e evita por completo as etiquetas utilizadas pelo actual sistema político. Buela prometeu escrever acerca do tema em pormenor (um filósofo que é também vice-secretário de um ministério argentino a estudar teoria nacional-anarquista… nada mau para o primeiro dia, não é?).</p>
<p>O segundo orador foi um historiador espanhol que apresentou o seu livro acerca da insurreição de 2 de Maio de 1808 em Espanha, da qual nunca tínhamos ouvido falar (falta de cultura da nossa parte). Foi quando o povo espanhol pegou nas armas e se amotinou contra os invasores napoleónicos que tinham sido recebidos quase de bom grado pelos militares espanhóis. Um discurso interessante acerca da acção autónoma do povo, sem governações estatais ou militares, apenas “nós” o povo.</p>
<p>Para dar por terminada a noite um discurso entusiasmado de <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Jaume_Farrerons">Jaume Farrerons</a>, membro do Partido da Catalunha, ex-secretário e fundador da Plataforma pela Catalunha, partido do qual se demitiu em repúdio pela linha de extrema-direita que tem seguido nos anos mais recentes. O discurso intitulava-se “<span style="font-weight: bold;">Nacional Revolucionários: uma alternativa de esquerda?</span>”</p>
<p>Provou-nos, durante uma hora ou se calhar até mais, que o nacionalismo pertence ao espectro político da Esquerda e que, cito, “Nós somos de esquerda, nós somos de esquerda radical, mais: nós somos de extrema-esquerda!” Deu-nos muitas referências históricas acerca do facto da Esquerda não ser um bloco ideologicamente conciso, possui muitas ideologias diferentes no seu seio os NR são uma dessas correntes ideológicas, a História sempre colocou os revolucionários e os causadores de mudança no lado Esquerdo, e ‘nós’ somos revolucionários e queremos mudança, portanto…</p>
<p>Também realçou que “os nossos principais inimigos são a extrema-direita judia” (mais conhecida pelo nome de sionismo) e “não os judeus, mas a extrema-direita judia”, realçou, e que os trabalhadores, um campo que afirmamos ser o nosso, sempre um campo naturalmente de Esquerda enquanto que os banqueiros e os patrões, esses sim, são naturalmente de Direita, uma vez mais… alguma dúvida de que nós, em Portugal, nos consideremos como sendo uma Nova Esquerda?</p>
<p><span style="font-weight: bold;">O segundo dia</span></p>
<p>O dia começou com um discurso de Alexander Kuznetsov, presidente do gabinete de relações externas do <a href="http://www.evrazia.org/">Movimento Internacional da Eurásia</a> e diplomata credenciado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia. Um peso pesado com o qual também tivemos o prazer de privar no dia anterior.</p>
<p>Deu-nos uma visão geral acerca dos antecedentes do movimento da Eurásia e mostrou-nos um filme muito interessante acerca da acção eurásica, o movimento possui milhares de militantes espalhados por toda a Europa, da Rússia a Portugal.</p>
<p>Após a exibição do filme foram apresentados os últimos lançamentos das <a href="http://www.edicionesnuevarepublica.com/">Edições Nova República</a>, uma delas sendo a obra mais recente de Tomislav Sunic, “<span style="font-style: italic;">Homo Americanus</span>”, infelizmente Sunic não esteve presente como estava agendado uma vez que nesse mesmo dia teve que tomar posse como embaixador da Croácia na Algéria.</p>
<p>Depois do almoço foi a minha vez de subir ao pódio – em representação do <a href="http://crl.site.vu/">Círculo de Revolucionários Livres</a> – numa mesa redonda com Roberto Bevilacqua (<a href="http://www.fiammatricolore.net/">Fiamma Tricolore</a>, Itália), Robin Morawitz (um muito jovem e muito desconhecido skinhead do <a href="http://www.npd.de/">NPD</a>, uma escolha muito pobre por parte dos alemães), Hervé van Laethem (<a href="http://www.nation.be/">NATION</a>, Bélgica), Jordi de la Fuente (<a href="http://www.es-msr.es/">MSR</a>, Espanha) e Frederik Ranson (<a href="http://www.n-sa.be/">N-SA</a>, Flandres – Bélgica).</p>
<p>Fiquei surpreso por o Frederik já estar familiarizado com o nacional-anarquismo e conhecer <a href="http://revolutioninternational.blogspot.com/">o meu blogue em língua inglesa</a>, que se encontra linkado no portal oficial do N-SA. Adiante, foram-nos colocadas três questões de modo a delinear-mos as nossas divergências e concordâncias, aparentemente as respostas nem foram assim tão diferentes.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Primeira questão: Qual o maior problema da Europa, actualmente? </span></p>
<p>Roberto: a falta de valores nos cidadãos e na sociedade actual, reflexo do materialismo em que vivemos.</p>
<p>Eu: a crise artificial criada pelos banqueiros – que nada mais é que usura – com o apoio do Banco Central Europeu.</p>
<p>Hervé: imigração e a perda da identidade.</p>
<p>Frederik: a globalização.</p>
<p>Robin: globalização e capitalismo.</p>
<p>Jordi: capitalismo e globalização.</p>
<p>Na discussão que se seguiu gerou-se o consenso geral de que a principal ameaça actual é o capitalismo (selvagem ou não).</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Segunda questão: podem os actuais Estados da Europa combater por si só este problema ou é necessária a criação de uma entidade superior a estes?</span></p>
<p>Roberto: Não (infelizmente não consegui entender o resto da resposta).</p>
<p>Eu: Não, e realcei a Lusofonia como a solução para Portugal, o Pan-Latinismo como solução que abrangesse a América do Sul e a Europa do Sul e, finalmente, a Eurásia como sendo uma solução europeia, realcei que estas soluções são mercados alternativos válidos para contrapormos o mercado globalista que, sinceramente, não está a funcionar para nós.</p>
<p>Hervé: Não, é necessário um bloco europeu com umas forças armadas conjuntas fortes numa Europa socialista e identitária.</p>
<p>Frederik: Não, é necessária uma revolução nacional a nível europeu que estreite laços com a Rússia.</p>
<p>Robin: Sim, mas é necessária uma federação de Estados nação europeus.</p>
<p>Jordi: É necessário um espaço amplo de oposição, realçou também o papel da Rússia.</p>
<p>Na discussão que se seguiu chegamos a consenso acerca da necessidade de espaços amplos de oposição, aposto em como o George Orwell deu uma volta ou duas na campa.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Terceira questão: Como podemos opor-nos ao capitalismo global? Criando um capitalismo europeu?</span></p>
<p>Roberto: Através da socialização das empresas.</p>
<p>Eu: Realcei que o dinheiro tem a sua própria lógica e que a única solução será sempre o socialismo. Ao rebater em bom tom que “não precisamos de capitalismo europeu, precisamos de socialismo europeu” a plateia irrompeu em palmas.</p>
<p>Hervé: O capitalismo está a morrer; devemos adoptar o exemplo italiano (socialização, acções sociais e ocupação de casas desocupadas em proveito das comunidades).</p>
<p>Frederik: É necessária uma renovação política, uma maior regulação do Estado no que diga respeito à economia.</p>
<p>Robin: Realçou que o socialismo nacional é a única solução e apelidou o capitalismo de ser uma doença.</p>
<p>Jordi: O capitalismo sempre existiu, já antes de ser global, à mão de usurários, gangsters, traficantes de droga e especuladores. O capitalismo é morte, o socialismo é vida.</p>
<p>Na discussão que se seguiu todos concordamos em como o socialismo é a única opção (ou a socialização para os representantes italianos, aparentemente têm um problema qualquer com a palavra socialismo…).</p>
<p>Após a mesa redonda seguiu-se um recital de poesia musicado com viola clássica, muito tocante, seguindo-se um debate entre vários partidos espanhóis, algo de interesse doméstico cuja utilidade não vejo em resumir para os leitores portugueses.</p>
<p>Após o debate fomos para a cama e a multidão que assim o desejou pôde dirigir-se a um concerto de música popular levado a cabo por Mara Ros (Espanha) e os Saturnia Regna (da <a href="http://www.casapound.org/">Casa Pound</a> italiana, o vocalista é amigo pessoal de <a href="http://www.myspace.com/troysouthgate">Troy Southgate</a> e leitor da imprensa da <a href="http://www.rinascita.info/">Esquerda Nacional</a>, portanto deduzi que sejam boa gente).</p>
<p><span style="font-weight: bold;">O terceiro dia</span></p>
<p>Os discursos de abertura ficaram a cargo de José Luiz Riesco (que me cumprimentou entusiasticamente no dia anterior, certamente devido à minha teoria dos mercados alternativos uma vez que o pan-latinismo é algo que certamente agradou a este velho amigo de <a href="http://pt.metapedia.org/wiki/Norberto_Ceresole">Norberto Ceresole</a>) e Joaquim Bochaca.</p>
<p>A intervenção a dois, a primeira embora os conferencistas já se conheçam desde tenra infância, tratou das crises mundiais e Riesco, inclusivamente, chegou a referir o que eu havia dito acerca da criação artificial da crise actual, o papel predominante do capitalismo dos EUA e a influência do sionismo no mundo actual foram o prato forte.</p>
<p>Depois desta conferência a dois ouvimos o Christian Bouchet discutir o futuro da Frente Nacional francesa e explicando-nos o porquê dos NR e da Esquerda Nacional estarem a apoiar a candidatura de Marine Le Pen à presidência da FN, vêem Marine como a continuidade necessária da marca Le Pen e, ao mesmo tempo, alguém capaz de revolucionalizar o partido do interior para o exterior.</p>
<p>Nos últimos anos a FN tem visto crescer a sua militância de Esquerda e existem muitos receios de que, com o afastamento de Jean-Marie Le Pen, o partido se parta em dois, a velha direita e a Nova Esquerda.</p>
<p>O último orador foi Alberto Buela, que nos apresentou a sua própria teoria referente ao peso geopolítico da América do Sul e que citou várias vezes o Filipe, principalmente na necessidade de acção vertical num mundo horizontal. Foi uma grande apresentação que complementou a minha própria teoria referente ao pan-latinismo, mas com um espírito muito próprio.</p>
<p>Por mera curiosidade: Buela encontrou-se com Hugo Chávez três vezes, até ver.</p>
<p>O rescaldo</p>
<p>Uma vez que o último número da revista espanhola “<span style="font-style: italic;">Krisis21</span>” publicou uma entrevista de duas páginas e meia com a minha pessoa, fui um tanto ou quanto notado e cumprimentado no decorrer dos três dias das Jornadas, e ainda mais após a minha curta intervenção.</p>
<p>Até ver fui convidado para escrever nos próximos números da revista “<span style="font-style: italic;">Nihil Obstat</span>” (que, entre outros, contra com as contribuições de Dugin, de Benoist, Bouchet e até de Alain Soral…) e fui também convidado para visitar Moscovo, aparentemente o diplomata russo ficou bem impressionado pelas nossas conversas e teorias. (nota: entretanto já se confirma que estarei em Moscovo de 25 a 27 de Novembro e que tomarei parte duma conferência com Alain de Benoist na Universidade Estatal de Moscovo).</p>
<p>É um bom trabalho o do MSR nestas Jornadas da Dissidência, espero que dure durante muitos mais anos. E evento contou também com uma dúzia de bancas que vendiam principalmente livros, livros politicamente incorrectos para todos os gostos, do revisionismo histórico ao comunismo e ao nacional-bolchevismo passando pelo nacional socialismo e pelo anarquismo e acabando no Sinn Féin e no restante republicanismo irlandês.</p>
<p>Deixai passar a dissidência…</p>
<p>In <a href="http://admiravelmundonovo-1984.blogspot.com" target="_blank"><em>Admirável Mundo Novo</em></a>, 23 de Novembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/985/iii-jornadas-da-dissidencia/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Medvedev modera retórica na política externa</title>
		<link>http://pt.no-media.info/966/medvedev-modera-retorica-na-politica-externa</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/966/medvedev-modera-retorica-na-politica-externa#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 19:01:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=966</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/966/medvedev-modera-retorica-na-politica-externa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=966&amp;w=80" width="80" height="113" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou que o seu país renunciará à instalação de mísseis Iskander em Kalininegrado se a nova Administração norte-americana voltar a analisar a necessidade de instalar elementos de defesa antimíssil na Europa.
“A Rússia poderá renunciar a essa decisão se a nova Administração dos Estados Unidos voltar a analisar todas as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/966/medvedev-modera-retorica-na-politica-externa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=966&amp;w=80" width="80" height="113" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%;">O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou que o seu país renunciará à instalação de mísseis Iskander em Kalininegrado se a nova Administração norte-americana voltar a analisar a necessidade de instalar elementos de defesa antimíssil na Europa.<br />
“A Rússia poderá renunciar a essa decisão se a nova Administração dos Estados Unidos voltar a analisar todas as consequências das decisões correspondentes sobre a instalação do sistema antimíssil e do radar, voltar a reflectir sobre a sua eficácia e sobre numerosos outros factores, em particular, até que ponto estes meios são adequados para reagir às ameaças da parte dos chamados países “proscritos””, declarou Medvedev, numa entrevista publicada no sítio presidencial kremlin.ru.<br />
O Presidente russo considerou de promissora a primeira reacção por parte dos EUA, anunciando para breve um encontro com Barack Obama.<br />
“O Presidente eleito e eu acordámos realizar um encontro rapidamente, o que é muito importante tanto para os Estados Unidos, como para a Rússia”, declarou.<br />
Na sua Mensagem ao país, no passado 05 de Novembro, Medvedev anunciou que a Rússia instalará mísses Iskander em Kalilinegrado, enclave russo no Báltico, para responder ao escudo antimíssil norte-americano na Europa.<br />
Ao abordar a Cimeira dos G-20, Dmitri Medvedev apelou aos sirigentes que se irão reunir no sábado em Washington a lançar as bases de “novo sistema Bretton-Woods” face à crise financeira mundial.<br />
Assinados em 1944, os acordos de Bretton-Woods lançaram os fundamentos do sistema financeiro mundial actual.<br />
“O novo sistema deve ser aceite por todos os países, ele deve poder resolver os problemas no interesse de todos, e não no interesse de um só país, por muito grande que seja”, sublinhou o dirigente russo.<br />
“Não só vou levar propostas, mas já as enviei ao Presidente Sarkozy, ao primeiro-ministro Berlusconi, à chanceler Merkel e ao primeiro-ministro Brown”, revelou Medvedev, acrescentando que “não é segredo que partilhamos da mesma visão sobre a génese e a natureza da crise”.<br />
Na mesma entrevista, o Presidente russo reafirmou que Moscovo “agiu com toda a seriedade” ao reconhecer a independência da Abkházia e Ossétia do Sul.<br />
“Trata-se de uma decisão definitiva e irreversível”, frisou.</span></p>
<p>In <em><a href="http://darussia.blogspot.com/" target="_blank">Da Rússia</a></em>, 13 de Novembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/966/medvedev-modera-retorica-na-politica-externa/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O luzinhas e as iluminações</title>
		<link>http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=953</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava então os dias a pasmar, como que em transe, para as decorações luminosas que enfeitavam toda a Baixa.</p>
<p>Podia fazer um frio de rachar calhaus, uma ventania de fim do mundo e do céu desabarem milhares de litros de água, que o Luzinhas não arredava pé do meio do passeio, o olhar parado fixo nas figuras alusivas feitas de lâmpadas. Às vezes, lá vinha um lojista puxá-lo para o abrigo de um toldo, mas era como se ele nem sentisse a tormenta. Só tinha mesmo olhos para as luzes.</p>
<p>Quando calhava alguém parar a seu lado a apreciar as iluminações, era como se o Luzinhas tivesse encontrado uma alma gémea. Tocava levemente no ombro da pessoa, levantava o braço, apontava para o ar e balbuciava: &#8220;O anjinho&#8230;&#8221; , &#8220;O presépio&#8230;&#8221;, &#8220;O Menino Jesus&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se acontecia alguém dar-lhe corda e tentar puxar- -lhe pela língua, aproveitava para fazer sempre o mesmo pedido: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; Porque o Luzinhas não pedia dinheiro nem cigarros, não era um mendigo. Pedia, só e sempre, &#8220;um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se alguém lhe propunha um lanche diferente, um<em> Sumol</em> e um queque, por exemplo, hesitava alguns segundos, depois dizia lentamente que não com a cabeça e repetia: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; E toca de ir para a pastelaria, satisfazer o pequeno desejo do contemplador das iluminações natalícias. Que, segundo testemunhas, só já tarde da noite, com a Baixa quase completamente vazia e adormecida, abandonava a sua contemplação e ia para casa.</p>
<p>O Luzinhas era um tontinho inofensivo e &#8220;poético&#8221;, daqueles que uma certa literatura piegas e um certo jornalismo ronceiro, hoje desaparecidos, gostavam muito de mungir para puxarem a lágrima fácil ao leitor. E veio-me à cabeça não por sentimentalismo de calendário ou por nostalgia pronta-a-sentir, mas porque agora as iluminações de Natal em Lisboa são acendidas cada vez mais cedo e são cada vez mais abundantes, por causa dos grandes centros comerciais, mas perderam quase por completo os motivos decorativos próprios da quadra. Tornaram-se friamente &#8220;laicas&#8221; e neutras.</p>
<p>Sobretudo as iluminações camarárias, onde já não se vêem presépios, anjos a tocar trombeta, estrelas de Belém, o Menino Jesus nas palhinhas ou os Reis Magos, mas sim figuras estilizadas e motivos abstractos, sem qualquer relação directa ou associação com a festa que se vive.</p>
<p>Isto não tem nada a ver com o ser-se religioso ou não, ou com o ainda ter ilusões sobre uma quadra que há muito se tornou num pretexto para o consumismo galopante. Tem, isso sim, a ver com tradições antigas, simpáticas e pertinentes, que se vão perdendo sem que ninguém faça nada para as recordar e manter.</p>
<p>Se o Luzinhas fosse vivo hoje, coitado, andava aflito a olhar para as iluminações de Natal, à procura de uma personagem, de uma imagem familiar em que pudesse fixar os olhos.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícia</em><em>s</em></strong>, 15 de Novembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Jörg Haider morre em acidente de viação</title>
		<link>http://pt.no-media.info/821/jorg-haider-morre-em-acidente-de-viacao</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/821/jorg-haider-morre-em-acidente-de-viacao#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 23:16:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=821</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/821/jorg-haider-morre-em-acidente-de-viacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/viaturadehaider.8e1dni17wf0gg8oggk88wowc8.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Jörg Haider faleceu esta madrugada em resultado de um acidente de viação em Klagenfurt, na Áustria. A polícia confirmou a morte do líder da Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ).
Nas eleições legislativas de 28 de Setembro último, a sua formação de extrema-direita alcançou mais de 10% dos votos e regressou à ribalta ao tornar-se na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/821/jorg-haider-morre-em-acidente-de-viacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/viaturadehaider.8e1dni17wf0gg8oggk88wowc8.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Jörg Haider faleceu esta madrugada em resultado de um acidente de viação em Klagenfurt, na Áustria. A polícia confirmou a morte do líder da Aliança pelo Futuro da Áustria (BZÖ).</p>
<p>Nas eleições legislativas de 28 de Setembro último, a sua formação de extrema-direita alcançou mais de 10% dos votos e regressou à ribalta ao tornar-se na 4ª maior força política austríaca.</p>
<p>O líder populista não excluía a possibilidade de entrar numa coligação governamental tal como aconteceu no ano 2000, na altura com o Partido da Liberdade, o que acabou por custar à Áustria sanções da parte da União Europeia.</p>
<p>Segundo as primeiras informações, Haider de 58 anos, deslocava-se sozinho na sua viatura de serviço no sul da capital da Caríntia quando, por uma razão ainda desconhecida, o automóvel perdeu o controlo, saiu da estrada e capotou várias vezes.</p>
<p>O líder populista acabou por falecer vítima de lesões na cabeça e no tórax. Haider deveria estar presente este sábado no aniversário da mãe, que celebra 90 anos.</p>
<p>O governador do estado da Caríntia foi várias vezes acusado ter simpatias nazis.</p>
<p>In <a href="http://www.euronews.net/pt/article/11/10/2008/haider-killed-in-car-crash/" target="_blank"><em>Euronew</em></a><a href="http://www.euronews.net/pt/article/11/10/2008/haider-killed-in-car-crash/" target="_blank">s</a>, 11 de Outubro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/821/jorg-haider-morre-em-acidente-de-viacao/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Como eu vejo a coisa</title>
		<link>http://pt.no-media.info/777/como-eu-vejo-a-coisa</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/777/como-eu-vejo-a-coisa#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 23:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=777</guid>
		<description><![CDATA[Manuela Ferreira Leite foi a Belém preparar o terreno para o reconhecimento do Kosovo por Portugal. Para ajudar o governo que terá sido pressionado nesse sentido por Condolezza Rice aquando da escala em Lisboa desta. Podem fazer de conta que não leram.
In Bicho Carpinteiro, 03 de Outubro de 2008
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manuela Ferreira Leite foi a Belém preparar o terreno para o reconhecimento do Kosovo por Portugal. Para ajudar o governo que terá sido pressionado nesse sentido por Condolezza Rice<span id="more-777"></span> aquando da escala em Lisboa desta. Podem fazer de conta que não leram.</p>
<p>In <a href="http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/" target="_blank"><em>Bicho Carpinteiro</em></a>, 03 de Outubro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/777/como-eu-vejo-a-coisa/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Dmitri Medvedev anuncia plano de modernização militar</title>
		<link>http://pt.no-media.info/761/dmitri-medvedev-anuncia-plano-de-modernizacao-militar</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/761/dmitri-medvedev-anuncia-plano-de-modernizacao-militar#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 19:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/761/dmitri-medvedev-anuncia-plano-de-modernizacao-militar</guid>
		<description><![CDATA[Dmitri Medvedev, Presidente da Rússia, declarou que a guerra na Ossétia do Sul mostrou a necessidade do seu país modernizar as suas Forças Armadas.
Num encontro realizado com os comandantes das regiões militares da Rússia, realizado na cidade de Orenburgo, o dirigente russo anunciou que, até ao fim do ano, deverá ser elaborado um plano de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%">Dmitri Medvedev, Presidente da Rússia, declarou que a guerra na Ossétia do Sul mostrou a necessidade do seu país modernizar as suas Forças Armadas.</span><span id="more-761"></span></p>
<p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%">Num encontro realizado com os comandantes das regiões militares da Rússia, realizado na cidade de Orenburgo, o dirigente russo anunciou que, até ao fim do ano, deverá ser elaborado um plano de acções com vista à reorganização das Forças Armadas do país.</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%">Medvedev defendeu “a necessidade de, até 2020, resolver o problema da dissuasão nuclear”.<br />
“Até 2020 deverá ser garantida a solução da dissuasão nuclear em diferentes situações político-militares, bem como o fornecimento complexo de novos tipos de armamentos e de meios de reconhecimento”, precisou.</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%">Medvedev anunciou que o seu país tenciona criar um sistema de defesa aéreo-espacial.<br />
Além disso, revelou que a Rússia vai começar a construir em série submarinos nucleares que portarão mísseis de cruzeiro.</span></p>
<p><span style="font-family: times new roman; font-size: 130%">“Está planeada a construção em série de vasos de guerra, em primeiro lugar cruzeiros submarinos atómicos com mísseis de cruzeiro e submarinos multifuncionais”, acrescentou. </span></p>
<p>In <a href="http://darussia.blogspot.com/" target="_blank"><em>Da Rússia</em></a>, 27 de Setembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/761/dmitri-medvedev-anuncia-plano-de-modernizacao-militar/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Ossétia</title>
		<link>http://pt.no-media.info/750/ossetia-2</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/750/ossetia-2#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 13:38:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/750/ossetia-2</guid>
		<description><![CDATA[Ouvi através do canal russo RTR Planeta um concerto sinfónico em Tzkhinvali em homenagem aos ossetianos vivos e aos mortos na recente agressão georgiana à Ossétia do Sul. Este concerto realizou-se ao ar livre diante de um dos edifícios muito danificados, aparentemente um edificio oficial do governo local. Entre a orquestra e a assistência sentada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvi através do canal russo RTR Planeta um concerto sinfónico em Tzkhinvali em homenagem aos ossetianos vivos e aos mortos na recente agressão georgiana à Ossétia do Sul. Este concerto realizou-se ao ar livre diante <span id="more-750"></span>de um dos edifícios muito danificados, aparentemente um edificio oficial do governo local. Entre a orquestra e a assistência sentada, uma rampa ou escadaria com luzes, aparentemente velas votivas em memória dos sacrificados na breve guerra que as tropas russas prontamente souberam vencer. O maestro da orquestra, cujo nome não fixei, fez antes da audição uma alocução em russo e depois em inglês, dizendo ser ele também ossetiano. A alocução em inglês explica-se pelo desejo de as suas palavras serem compreendidas em toda a parte, já que (para meu desgosto) o inglês é praticamente a língua franca mundial. O russo, por sua vez, é evidentemente a língua franca no Cáucaso, e os ossetianos devem todos compreender e falar mais ou menos bem a língua de Pushkine. Isto não quer dizer que a grande maioria dos habitantes da Ossétia sejam russos. Ver uma pessoa na Ossétia, como em qualquer outra região do Cáucaso, não nos permite dizer, pelos seus traços rácicos, se ela é russa ou ossetiana, ou georgiana, ou tchetchénia, ou circassiana. Pela simples razão de que a raça dos russos é a mesma dos caucasianos: a raça branca europeia, também dita raça caucasiana. Logo afirmar que a maior parte dos habitantes da Ossétia são russos é fazer uma afirmação com fraca consistência. Só poderíamos afirmá-lo,  ou não, depois de perguntar a cada um se é russo ou ossetiano. A diferença entre um e outro está na cultura a que pertence. A língua ossete está viva, ainda se fala. Logo, ossetiano será aquele que tem o ossete como língua mãe, ou cujos pais e antepassados tiveram o ossete como língua mãe.</p>
<p>Segundo a VELBC, 2ª edição, o ossete é falado por cerca de 500.000 pessoas. Sendo a Ossétia (Norte e Sul) um pequeno território montanhoso e pobre, parece que 500.000 pessoas devem constituir a maior parte da população. Por outro lado, não consta, nem se perceberia, que os russos emigrassem em grandes números para a Ossétia. A língua ossete é uma língua do grande grupo das línguas indo-europeias, do subgrupo das línguas iranianas, mas distinta de todas elas. É uma língua com declinações, sendo nove o número dos casos. Um povo com esta língua, como aliás sucede com todos os povos com língua própria, quer que lhe reconheçam a sua identidade própria, e se se sente pequeno demais para uma independência total, aceita perfeitamente fazer parte duma grande nação que a proteja. O tal maestro a certa altura, embora dizendo-se ossetiano, afirmou ser a Grande Rússia a mãe da Ossétia, exprimindo certamente o sentir da maioria da população ossetiana, que não aceita fazer parte da pequena Geórgia, pátria de Estaline e de língua, fonética e graficamente avessa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/750/ossetia-2/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista de Aleksandr Dugin ao L.A. Times</title>
		<link>http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 01:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Featured]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/dugingrande.2duflov2ee4gkwg8c8sgc8800.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="44" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>

  

Moscovo – escritor, activista politico e figura paterna do actual nacionalismo russo, Aleksandr Dugin é o fundador do Movimento Internacional Eurasiático da Rússia e um teórico popular entre a elite de topo da Rússia. O mesmo vislumbra um bloco estratégico que inclua as regiões da antiga União Soviética e do Médio Oriente de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/dugingrande.2duflov2ee4gkwg8c8sgc8800.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="44" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8" /><meta name="ProgId" content="Word.Document" /><meta name="Generator" content="Microsoft Word 11" /><meta name="Originator" content="Microsoft Word 11" /></p>
<link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAdmin%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List" /><o :smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"></o><!--[if gte mso 9]><xml>  <w :WordDocument>   </w><w :View>Normal</w>   <w :Zoom>0</w>   <w :HyphenationZone>21</w>   <w :PunctuationKerning/>   <w :ValidateAgainstSchemas/>   <w :SaveIfXMLInvalid>false</w>   <w :IgnoreMixedContent>false</w>   <w :AlwaysShowPlaceholderText>false</w>   <w :Compatibility>    <w :BreakWrappedTables/>    <w :SnapToGridInCell/>    <w :WrapTextWithPunct/>    <w :UseAsianBreakRules/>    <w :DontGrowAutofit/>   </w>   <w :BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w>   </xml>< ![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml>  <w :LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156">  </w> </xml>< ![endif]--><!--[if !mso]><object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id=ieooui></object><br />
<style> st1\:*{behavior:url(#ieooui) } </style>
<p> < ![endif]--><br />
<style> <!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --> </style>
<p><!--[if gte mso 10]><br />
<style>  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} </style>
<p> < ![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Moscovo – escritor, activista politico e figura paterna do actual nacionalismo russo, Aleksandr Dugin é o fundador do Movimento Internacional Eurasiático da Rússia e um teórico popular entre a elite de topo da Rússia. O mesmo vislumbra um bloco estratégico que inclua as regiões da antiga União Soviética e do Médio Oriente de modo a rivalizar a aliança Atlântica – dominada pelos EUA. O The Times entrevistou Dugin esta semana no seu escritório de Moscovo, uma sala decorada com bandeiras com o slogan “Pax Russica”. Seguem-se excertos da entrevista.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Qual a sua opinião acerca da actual posição da Rússia no mundo, e como deveria a Rússia agir no que diz respeito ao Ocidente?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Antes de mais, advogo fortemente uma construção multipolar do mundo. Creio que a pretensão dos Estados Unidos em serem o único pólo do mundo… está completamente errada, é imoral e inaceitável por parte dos outros grandes centros de poder.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Apoiamos a criação de um espaço amplo, de alguns espaços amplos, em vez de um só foco de decisão, da decisão dos Estados Unidos. Acreditamos que a Rússia devia estar na vanguarda deste processo.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Consideramos que – não só a minha pessoa, mas também outros líderes políticos – consideramos que na Geórgia [o presidente Mikheil] Saakashvili cometeu não só um crime moral, mas também saboreou o que se encontra por trás das palavras russas, por trás dos protestos russos contra a dominação estadunidense. Quiseram testar até que ponto nos limitava-mos às palavras, e se a Rússia poderia agir directamente, com actos concretos.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Muitos no Ocidente acreditam que Moscovo provocou deliberadamente um confronto entre as repúblicas separatistas da Geórgia. Quem considera ser o responsável pela erupção do conflito armado?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Era demasiado arriscado ser nós a despoletá-lo. E penso, também, pelo que conheço do [primeiro-ministro Vladimir V.] Putin e<span>  </span>do [presidente Dmitry] Medvedev, eles gostariam de evitar a qualquer custo uma confrontação directa com os Estados Unidos.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">A intenção deles era a de conseguirem ganhar o tempo necessário para preparar a Rússia para atacar ou conseguir aguentar um possível ataque pela parte dos Estados Unidos, e precisaram de 10 anos. A reacção de Putin – de Putin e de Medvedev – foi a que foi apenas porque esta provocação por parte dos georgianos como sendo ofensiva, impossível e inaceitável. O que ocorreu foi uma reacção, não partiu de qualquer estratégia ofensiva planeada… [Putin e Medvedev] não estavam preparados para iniciarem, por vontade própria, uma situação tão difícil quanto esta nem uma guerra difícil que não aparenta ter fim. Nós, analistas políticos, compreendemos que poderíamos desencadear tal guerra, mas que não a conseguiríamos terminar.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Está longe de ter terminado. Trata-se apenas do início de uma verdadeira, e talvez até muito séria e muito perigosa para ambos os lados, confrontação entre nós e os estadunidenses.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Qual foi o propósito estratégico no reconhecimento da independência da Abecássia e da Ossétia do Sul? A Rússia, até agora, encontra-se completamente solitária neste reconhecimento.<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Primeiro, com este passo a Rússia confirmou o seu desejo de estar disposta a ir até ao fim no que diz respeito a este conflito… Foi uma espécie de demonstração do nosso desejo, sério e profundo, de continuação.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Segundo, precisávamos, e agora já a temos, de uma explicação jurídica para o propósito da presença das nossas forças armadas no território georgiano. Agora isso está mais ou menos claro…</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Acerca do reconhecimento, creio que a Rússia irá manter-se neste confronto, se a Rússia mantiver esta demonstração de uma decisão e de um poder firmes os restantes países irão, pouco a pouco, passo a passo, juntar-se à atitude perante a Ossétia do Sul e a Abecássia.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Não é uma norma que doravante reconheçamos todas as regiões separatistas. Claro que não. Iremos reconhecer aquelas regiões separatistas que se encontrarem geopoliticamente do nosso lado – do nosso lado ou dos nossos amigos – e opostas aos Estados Unidos.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Os Estados Unidos demonstraram-nos a sua dupla moral. Reconheceram a independência de um Kosovo pró-americano mas não reconhecem a independência das pró-russas Ossétia do Sul e Abecássia. Não reconhecem a integridade da Sérvia, mas reconhecem a integridade da Geórgia.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Como vislumbra a Rússia o desenvolvimento das relações amistosas entre os Estados Unidos e antigas repúblicas soviéticas, tais como a Ucrânia e a Geórgia?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Como sendo uma declaração de guerra. Como uma guerra aberta de proporções psicológicas, geopolíticas e económicas.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Putin era pró-Ocidente ao início. Era pró-americano. Era essa a razão do nosso criticismo para com a sua conduta. Por exemplo, depois do 11 de Setembro fomos contra o apoio que deu aos Estados Unidos e os seus passos de aproximação.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Mas, pouco a pouco, deparou-se com a completa negligência que isso significaria para os interesses russos. Com estes neoconservadores, com o Richard Perle ou o Dick Cheney, estávamos sempre a ser solícitos. <span lang="EN-GB">“Assinamos aqui, já está.”<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></p>
<p class="MsoNormal">Passo a passo, com a economia e o comércio dos recursos energéticos finalmente encontramos a força e a vontade de reagir a esta guerra. <span lang="EN-GB">Porque esta guerra não foi desejada por nós. Foi um desafio. Foi-nos imposta pelos Estados Unidos.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></p>
<p class="MsoNormal">Consideramos que em todo este espaço pós soviético – com excepção dos Estados das bálticos – nos encontramos a lidar com a civilização Eurásica. Não com a europeia, não com a ocidental. E tentar fazer com que estes espaços caiam fora do nosso controlo ou fora do nosso diálogo ou ainda fora das relações especiais que com eles mantemos, de raiz histórica – foi uma espécie de ataque, uma declaração de guerra. Não se trata, como os estadunidenses gostam de o colocar, de uma competição… Foi entendido não como uma competição mas como um acto de agressão, tal como os de Napoleão e de Hitler, e nada mais.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Quando a Rússia se deparou com um movimento separatista na Chechénia, reagiu com um ataque militar em grande escala bem como com um bombardeamento que transformou [a capital chechena] Grozny <st1 :personname productid="em cascalho. Mesmo" w:st="on">em  cascalho. Mesmo</st1> assim Moscovo foi rápido <st1 :personname productid="em criticar Tbilisi" w:st="on">em criticar Tbilisi</st1> [a capital da Geórgia] por lançar uma operação militar contra a sua república separatista. Não há aqui dois pesos, duas medidas?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-GB">Sim. Sim… Reagimos a uma situação de padrão duplo com outro padrão duplo. Concordo.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Se vai ser uma reacção de padrão duplo por cada acção de padrão duplo, onde é que vai acabar este círculo?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Os Estados Unidos comportam-se como se fossem o único pólo que pode definir o que é bom e o que é mau… Nunca acabará até que alguém diga, “alto”… Portanto temos que demonstrá-lo, parem ou irão arrepender-se. É possível que também nós nos arrependamos, mas vocês vão arrepender-se. Parem.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Foi proibido e visitar a Ucrânia. Acha que Ucrânia se vai juntar à OTAN e, em caso afirmativo, qual será a reacção da Rússia?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Creio que a maior parte da população ucraniana não quer fazer parte da OTAN. A maior parte da população, ainda mais depois do caso da Geórgia, deseja manter boas relações com a Rússia. Uma entrada na OTAN significaria a completa abolição de qualquer género de relação e uma dura, e real, confrontação.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Metade da população ucraniana considera-se russa – politicamente, geopoliticamente, culturalmente, etnicamente e por aí fora.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Não teríamos conseguido manter a Ucrânia sem que ocorresse uma divisão ou um compromisso entre ambas as partes.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">O presidente [Viktor] Yushchenko deliberou expulsar-me da Ucrânia e proibir-me de entrar no seu Estado. Está no seu direito. É um Estado soberano… Mas ao fazê-lo creio que menosprezou o seu respeito pelos diferentes tipos de populações da Ucrânia. É que, sabe, as minhas ideias são muito populares na Ucrânia de Leste e na Crimeia e existem muitos, muitos milhares de pessoas que apoiam o movimento eurásico ali.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Se a Ucrânia entrar na OTAN, qual julga que será a reacção da Rússia?<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Creio que a reacção russa seria o apoio a uma insurreição nas regiões do Leste e na Crimeia e não excluiria a entrada das nossas forças armadas nessas regiões, como no cenário da Ossétia.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Mas a diferença é que metade da população da Ucrânia é russa, é directamente russa, e esta metade da população sente-se oprimida pelos valores, pela linguagem e pelas questões geopolíticas ucranianas, completamente contrárias à sua vontade. Por isso não creio que, neste caso em particular, seria necessária uma intervenção directa das forças armadas russas. Penso que na véspera da entrada na OTAN ocorram motins públicos e uma divisão da Ucrânia em duas partes.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">O que pense que aconteceria se a Ucrânia forçasse a frota russa do Mar Negro para fora de Sevastopol [porto ucraniano]?</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Creio que desencadearia um conflito armado, dado que nos sentimos à vontade agora, mais ou menos.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Estamos prontos para continuar na Geórgia. Mas ao mesmo tempo, não acabamos na Geórgia. Está longe de ter acabado, a situação ali. Precisamos da cabeça de Saakashvili. Consideramo-lo um agressor e um autor de crimes de guerra.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Moralmente, penso que o nosso exército e os nossos líderes políticos estão completamente preparados para jogar duro, de sermos rígidos com o líder ucraniano uma vez que o consideramos como cúmplice de Saakashvili.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Tem falado do Irão como sendo uma alternativa ao poder estadunidense. </strong><strong><span lang="EN-GB">Ainda vislumbra Teerão à mesma luz?<o :p></o></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="EN-GB"><o :p> </o></span></p>
<p class="MsoNormal">Creio que o Irão devia e podia ser um aliado da Rússia… Trabalhando com o Irão, comercializando armas e os recursos em potencial, baseando o transporte de recursos naturais tanto da Eurásia como do Irão, combinando os nossos esforços estratégicos, militares, económicos e energéticos – podíamos criar uma força de verdadeira influência em todo o Médio Oriente…</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Temos interesses em comum com os iranianos… uma vez que considero que travar a unipolaridade estadunidense como sendo o mais importante, o mais absoluto… Estes partidos, os pró-Ocidente presentes no governo russo, insistiram que o Irão, sendo fundamentalista, podia em determinada altura agredir-nos. Mas… isso era uma espécie de propaganda contra os iranianos criada pelas forças pró-americanas e pró-Ocidente existentes em Moscovo.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>A sua opinião acerca de Vladimir Putin tem sido flutuante.<o :p></o></strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Apreciei bastante os seus actos concretos para o reforçar da ordem política na Rússia, os seus passos para afastar os oligarcas, para diminuir a influência dos ocidentais e para salvaguardar a unidade territorial russa na situação da Chechénia.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Mas notei também que se encontrada cercado de pró-ocidentais, de políticos, conselheiros e especialistas pró-liberais… foi essa a principal razão do meu criticismo para com ele.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Mas penso que agora, após 8 de Agosto [intervenção militar russa na Geórgia] Putin e Medvedev ultrapassaram o ponto de retorno. Demonstraram que a vontade de decisão para transformar as palavras em actos são, de facto, irreversíveis. Portanto o meu apoio para com Putin e Medvedev é agora absoluto.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">Fui enganado por certos círculos. Mas, ao mesmo tempo, penso também que o Ocidente foi enganado pelos mesmos círculos.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">E pelo Medvedev, também! Uma vez que julguei que Medvedev era a vingança dos liberais, e protestei. Creio que Washington e Bruxelas também julgaram o mesmo e fomos todos enganados. Medvedev provou ser um patriota russo e um estadista genuíno. Admiro tamanho engano – mesmo tendo sido eu próprio o enganado.</p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal"><strong>Moscovo está a exagerar? Muitos analistas questionam se a Rússia tem o poderio militar bem como a estabilidade económica necessárias para arriscar o isolamento.</strong></p>
<p class="MsoNormal"><o :p> </o></p>
<p class="MsoNormal">A Rússia não ficará isolada – nem da Europa nem da Ásia. Dos Estados Unidos, talvez, mas isso não nos importa.</p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal">In <a href="http://www.latimes.com/news/nationworld/world/la-fgw-dugin4-2008sep04,0,2871108.story?page=1" target="_blank"><strong><em>Los Angeles Times</em></strong></a>, 04 de Setembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/742/entrevista-de-aleksandr-dugin-ao-la-times/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Balanço sobre Solzhenitsyn - com vista para os acontecimentos da Geórgia</title>
		<link>http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 20:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/solzhenitsyn.2ty1hoe7ec00ckk4s44ggkok0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="108" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A morte de Alexander Solzhenitsyn produziu reacções muito previsíveis dos comentadores ocidentais. Basicamente jornalistas e opinion makers, disseram isto: “Foi um gigante moral ao expôr os males soviéticos no arquipélago Gulag; mas a sua estatura moral ficou depois comprometida por se transformar num nacionalista russo a desconfiar do Ocidente”. Nunca gostou do Ocidente, equiparando-o aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/solzhenitsyn.2ty1hoe7ec00ckk4s44ggkok0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="108" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>A morte de Alexander Solzhenitsyn produziu reacções muito previsíveis dos comentadores ocidentais. Basicamente jornalistas e opinion makers, disseram isto: “Foi um gigante moral ao expôr os males soviéticos no arquipélago Gulag; mas a sua estatura moral ficou depois comprometida por se transformar num nacionalista russo a desconfiar do Ocidente”. Nunca gostou do Ocidente, equiparando-o aos mercados livres ou à cultura Pop.”</p>
<p>A maior parte destes comentários revelam mais sobre os respectivos autores do que sobre Solzhenitsyn. É a geo-ideologia de que Ocidente e democracia são sinónimos. ‘Ocidental’ aparentemente já não significa a tradição das clássicas Atenas e Roma e as religiões judaica e cristã.</p>
<p>Há aqui grandes equívocos. A começar com os mercados livres. Uma das medidas da liberdade de um mercado são os impostos. A taxa única do IRS na Rússia é de 13% , metade dos 25% dos E.U.A, e 1/3 dos mais de 40% da Europa continental. Quanto a cultura Pop, a Rússia tem em abundância, infelizmente.</p>
<p>Quanto aos comentários que desacreditam como inadequada a visão de Solzhenitsyn de uma “sociedade mais espiritual” e os seus julgamentos duros e antiquados “de nacionalista” que se parece com a propaganda soviética, são comentários de arrogantes mas atrasados mentais.</p>
<p>Reli o ensaio de Solzhenitsyn de 1995, The Russian Question at the End of the Twentieth Century. No livro Solzhenitsyn quase não se refere à religião que, sabemos, levava muito a sério. O que emerge é uma posição política extremamente simples e poderosa, idêntica à de Pat Buchanan, A Republic not an Empire, ou do libertário conservador Ron Paul, ou mesmo desse cowboy liberal William Ramsey Clark.</p>
<p>Solzhenitsyn ataca ferozmente trezentos anos de história russa. Só escapam a imperatriz Isabel, 1741-1762, e o Czar Alexandre III, 1881-1894. A coerência é evidente: opõr-se às aventuras imperiais a expensas da população russa. Antes de búlgaros, sérvios, Montenegrinos, seria melhor a Rússia pensar em Bielorussos e Ucranianos: a mão pesada do império privou-os de desenvolvimento cultural e espiritual; a tentativa da grande-Rússia prejudicou a Rússia. Aferrar-se ao império contribuiu para a extinção do povo.</p>
<p>Após o horror do comunismo, veio o caos relativo do post-Comunismo. O problema não é que a URSS quebrou – isso era inevitável. O problema real é que a dissolução ocorreu ao longo das fronterias leninistas. Em poucos dias, a Rússia perdeu 25 milhões de russos étnicos, 18% da nação, e o governo aceitou esta derrota.</p>
<p>O Leninismo criara as chamadas repúblicas Soviéticas, nacionalismos falsos que não correspondiam a realidades étnicas: Os Kazakhs são uma minoria numérica no Kazaquistão. A Ucrânia é uma colecção de antigas províncias russas (Kiev) e algumas ucranianas. Isto aconteceu quando a URSS foi dissolvida unilateralmente em Dezembro de 1991.</p>
<p>E esta é a chave da hostilidade ocidental para com Solzhenitsyn. O homem que ajudou o Ocidente a destruir o comunismo recusou dobrar o joelho às tentativas ocidentais de destruir a Rússia.</p>
<p>In <a href="http://duascidades.blogspot.com/" target="_blank"><em>Duas Cidades</em></a>, 01 de Setembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/724/balanco-sobre-solzhenitsyn-com-vista-para-os-acontecimentos-da-georgia/feed</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Agarrar e fugir</title>
		<link>http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 17:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/saakashvili1.2mv9u7hou7acwkws0c4048kgw.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>O espertalhão do rapaz viu a bolsa do dinheiro em cima do banco. O dono dela tinha ido pontapear uma bola que viera em sua direcção, e a bolsa ficara abandonada ao alcance  do pretendente a ladrão, que não resistiu: agarrou rapidamente a bolsa e  deu logo às de vila Diogo. Mas mal tinha dado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/saakashvili1.2mv9u7hou7acwkws0c4048kgw.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">O espertalhão do rapaz viu a bolsa do dinheiro em cima do banco. O dono dela tinha ido pontapear uma bola que viera em sua direcção, e a bolsa ficara abandonada ao alcance<span>  </span>do pretendente a ladrão, que não resistiu: agarrou rapidamente a bolsa e<span>  </span>deu logo às de vila Diogo. Mas mal tinha dado dois passos tropeça e cai nos braços dum latagão de estatura robusta. Era o dono da bolsa. Esta fábula serve de exemplo a certos actos de guerra.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Sadam Hussein desta maneira tentou agarrar o Kuwait e logo se viu apanhado pela “Tempestade do deserto”. De certo modo, o mesmo aconteceu na guerra da Geórgia: Saakashvili viu que a Ossétia do Sul estava<span>  </span>sem vigilância, e que a Rússia não respondia às provocações dele, e assim tentou agarrar e fugir. Como se sabe, a Rússia estava alerta, e o espertalhão do Saakashvili recebeu uma lição.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Isto, sem dúvida, foi bom por vários motivos:</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(1)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->O aventureiro Saakashvili havia muito que precisava de uma boa ensaboadela. O seu desajeitado namoro com Israel e a América levou ao conflito.<span>  </span>Ele queria, como aconteceu no seu tempo com o jovem Fidel, transformar o seu país num fósforo, que lançasse fogo ao barril de pólvora das mudanças globais.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(2)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->A Rússia desempenhou o seu dever como sucessora da URSS em relação às suas partes separadas. O residual dever imperial obrigou a Rússia a proteger os ossétios e os abkhazes.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(3)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->A Rússia mostrou-se capaz de usar a força, com rapidez, com eficácia e com moderação.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(4)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->A Rússia mostrou, que não tem medo de cumprir as suas obrigações.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(5)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->O governo da Rússia mostrou, que não tem medo dos gritos de Washington e de Bruxelas. Depois de muitos anos de fraqueza e submissão, isto é um bom começo.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(6)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->A derrota militar ajudará os georgianos a encontrar o perdido senso comum. Os georgianos são inteligentes, bem parecidos, hospitaleiros e gentis, mas ao mesmo tempo grandes chauvinistas, e demasiado inclinados a distinguir os acontecimentos e as pessoas através dum prisma rácico. Não foi por acaso que o primeiro acto da Geórgia independente em 1918 foi uma expulsão em massa dos arménios. Também Estaline se portou muito à georgiana,<span>  </span>quando deportou os povos – os tchetchenos e<span>  </span>os alemães da Prússia. Se não fosse o nacionalismo cartvélio, os ossetianos e os abkhazes não se apressariam a sair da Geórgia. Os cartvélios devem reduzir o seu chauvinismo, e a derrota talvez os ajude.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(7)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]--><span> </span>A posição dos ossetianos tornou-se mais forte, a ameaça física às suas vidas desapareceu. Agora eles devem permitir aos fugitivos georgianos que regressem. Os ossetianos e os georgianos pertencem a uma mesma igreja, e devem fazer as pazes.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(8)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->Os criadores e inventores dos métodos de contornar a Rússia devem ser mais cuidadosos, isto é, esses métodos encarecem e tornam-se depressa desvantajosos.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 71.25pt; text-indent: -44.25pt"><!--[if !supportLists]--><span>(9)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span><!--[endif]-->Especialmente bom foi a guerra ter rapidamente terminado.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">A Rússia foi obrigada a deter a agressão georgiana, em primeiro lugar, devido ao método de condução da guerra escolhido por Saakashvili. Este queria apanhar a Ossétia sem os ossetianos, como os seus mestres israelitas querem a Palestina sem os palestinos. Por isso a artilharia georgiana alvejou os quarteirões dos habitantes civis da capital da Ossétia do Sul, provocando uma onda de fugitivos para o norte, para a Rússia. Se<span>  </span>não fosse a surtida relâmpago das tropas aerotransportadas russas, dezenas de milhares de fugitivos desestabilizariam o Cáucaso do Norte</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">A Rússia foi para a guerra não para mudar o presidente da Geórgia, embora isso não signifique que um tal resultado não fosse desejável. O agente do imperialismo, contorcendo-se em esgares histéricos anti-russos, Saakashvili, fez mal à Geórgia, à Rússia e à paz. Melhor teria sido se ele tivesse perdido as eleições falseadas de há uns meses atrás. Se há patriotas na Geórgia, que varram com ele devido à sua derrota e escolham o curso correcto da neutralidade e amizade com a Rússia, isso será de saudar. Mas lutar por isso não é preciso, porque os governantes colocados no poder com a ajuda da intervenção estrangeira costumam mostrar-se pouco sólidos e pouco seguros. No fim de contas, interessa à Rússia uma neutralidade amiga do tipo alcançado com a Finlândia. E uma Geórgia amigável saberá integrar a Ossétia do Sul, satisfazendo os interesses dos seus habitantes.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Agora, depois da vitória das armas russas, chegou o tempo de acabar com a propaganda anti-georgiana. Em tempo de guerra é inevitável o aparecimentos dos “carlinhos-salsicheiros”, como Ehrenburgo (1) chamava ao povo de Goethe e Schiller, e<span>  </span>“roedores”, como chamavam ao povo de Rustaveli (2) e Pirosmani (3). Mas agora, basta. A amizade com os povos do Cáucaso, entre os quais os cartvélios, essetinos, tcherkasses – é uma sólida tradição russa desde os tempos de Griboedov (4) e Lermontov. Como dizia o camarada Estaline – os Saakashvili chegam e vão-se, mas o povo georgiano fica. Mantendo-se modesto, ele apenas vence.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Muitos observadores russos ficaram admirados com a propaganda anti-russa no Ocidente. Mas dum modo geral as principais publicações e canais de televisão do Ocidente<span>  </span>mostraram-se mais reservados do que seria de esperar. Os líderes americanos, sem dúvida, condenaram, e Zbigniew Brzezinski (5) de novo exigiu a aniquilação da Rússia, mas na Europa as vozes foram mais ambivalentes. Até o jornal sueco DN, próximo dos neocons,<span>  </span>ofereceu uma plataforma aos ossetianos fugidos dos combates. O <em>Guardian</em> e o <em>Independent </em>de Londres também mostraram reserva e compreensão da posição russa. Em Israel cessaram a assistência técnica militar à Geórgia.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Por trás da reserva esconde-se a esperança nos círculos americano-israelitas de se<span>  </span>conseguir o apoio russo na sua campanha contra o Irão. Nós, dir-se-ia, por vós – Ossétia do Sul, e vós por nós – o Irão.<span>  </span>Isto, sem dúvida, são grandezas não comparáveis. Era necessário proteger a Ossétia do Sul, mas não ao preço do Irão. Tanto mais que o Irão praticamente expressou oficialmente o seu apoio às acções da Rússia. O Irão está pronto a prestar ajuda na restauração da paz na Ossétia do Sul. O governo iraniano chama às acções da Geórgia “assassínio dos sem defesa”. O Irão foram noutros tempos o suserano da Geórgia, Arménia e Azerbaijão, e os iranianos compreendem o que se passa.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Sem dúvida que Saakashvili não podia ter dado o seu violento passo, sem discuti-lo com os americanos. Mas ele não podia nem compreender a sua resposta, como não compreendeu no seu tempo Saddam Hussein as palavras ambíguas do embaixador americano. Os americanos, como é evidente, não se aprontaram a prestar-lhe apoio militar, limitando-se a palavras – embora tal baixo perfil não possa deixar de amedrontar os restantes presidentes anti-russos, desde Iushenko até ao estoniano.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2">Por que os americanos deram a aprovação a Saakashvili para que ele fizesse a guerra? É evidente, que foi uma pequena<span>  </span>acção de guerra, ilha Hasan-2008 (6). Numa tal guerra há lugar para surpresas. Ninguém podia anteriormente dizer com certeza, como se comportaria a Rússia e como se justificaria com as acções do seu exército. O resultado excedeu as expectativas – o exército russo saiu da sua longa decadência.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"><em><span style="font-size: 10pt">Notas<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 78.75pt; text-indent: -51.75pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>1.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Ilya Ehrenburg (1891-1967) – poeta e escritor soviético<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>2.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Shota Rustaveli (1160-?) – famoso poeta georgiano, autor do poema épico nacional “O<span>    </span>Cavaleiro na Pele de Pantera”<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>3.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Niko Pirosmani (Pirosmanashvili) (1862-1918) – famoso pintor georgiano<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>4.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Alexander Sergeievitch Griboedov (1795-1829)-<span>  </span>escritor dum livro único famoso “Gore ot umá” (“A desgraça de ser inteligente”). Viveu na época de ouro da literatura russa, tempo de Pushkin e de Lermontov, entre outros. <o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>5.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Zbigniew Brzezinski -<span>  </span>o conhecido conselheiro de presidentes americanos, hoje com 80 anos, aparentemente já chéché.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2" style="margin-left: 45pt; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>6.<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">       </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Ilha Hasan - conflito militar entre a URSS e o Japão, em 1938.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"><strong><span style="font-size: 10pt"></span></strong><em><span style="font-size: 10pt"> Este artigo d</span></em><strong><span style="font-size: 10pt"></span></strong><em><span style="font-size: 10pt">e Israel Shamir<span>  </span>foi traduzido do russo. Os meus agradecimentos ao autor, </span></em><strong><span style="font-size: 10pt">Joaquim Reis</span></strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"><strong>Outros artigos de Israel Shamir na No Media Portugal:</strong></p>
<p class="MsoBodyTextIndent2"> - <a href="http://pt.no-media.info/713/a-intifada-russa">A Intifada russa</a>  - <a href="http://pt.no-media.info/710/nincompoop">Nincompoop</a> -</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/721/agarrar-e-fugir/feed</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
