
Vimos no capítulo I a ficção da potência estatal que se engrandece a si mesma, e que, vista de perto, não é mais que o arbítrio dos chefes de tribo que manipulam o Estado. Todos os movimentos sociais e políticos contemporâneos que se baseiam nesta ficção tendem a libertá-la de toda a limitação… e se […]
No plano da relação individual com o materialismo cada pessoa é o centro do seu próprio Universo e o que a cada um respeita nada tem intrinsecamente a ver com aquele cujo ombro roça em ajuntamento momentâneo. Por muita proximidade que haja na geografia ou nas opiniões, isso não obsta a que os Universos sejam […]
“O general Diogo Neto, que se encontrava em Angola nas vésperas da independência, diria: «Estive em Luanda até ao dia 8, altura em que fui evacuado.

Vi ontem o filme italiano “O meu irmão é filho único”. Trata-se de uma obra muito interessante, cuja acção se desenrola nos turbulentos anos 60. Dois irmãos, Manrico (um nome cuja conotação verdiana não será ocasional, até pela forte ligação que tem à mãe, evocadora de Il Trovatore) e Assio, um comunista e o outro fascista […]
Hoje, sábado, vão de novo correr lágrimas de luto pela morte de três jovens na guerra colonial. Em Cadima (Cantanhede), Castro Verde e Gião (Vila do Conde) realizam-se ao fim da tarde os funerais dos soldados pára-quedistas José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto, mortos respectivamente com 19, 21 e 22 anos na sequência de […]
Trinta e cinco anos depois de terem caído na Guerra Colonial, no Norte da Guiné, os restos mortais de três pára-quedistas são hoje sepultados, em Vila do Conde, Cantanhede e Castro Verde. As famílias encerram, assim, um longo luto. É uma história de silêncio e esquecimento, de três jovens mortos em combate, inumados na mata, […]
A Marcelírica: poema de Tomaz de Figueiredo e de Goulart Nogueira
Marcelo José das Neves,
A democracia, na realidade, não existe. É, portanto, um logro do pensamento ou uma mentira.
Aquilo a que, abusiva e erradamente, se chama democracia, isso é o tédio, o desencanto, o desespero. É também o regime da hipocrisia e do engodo.
Não admira, pois, que os mais bem intencionados se afastem, descrentes das virtudes que ela alardeia, […]
Como calculava o bom do Bruno topou logo a “novidade” e deu-nos logo - loguinho - umas estrofes dessa maravilhosa saga do Marcelo a que tivemos direito…
«Para mim, existiram vários factores, que levaram ao precipitar do 25 de Abril. Pelos contactos tidos, na altura, com o meu pai