<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>no-media // portugal &#187; Cultura</title>
	<atom:link href="http://pt.no-media.info/cultura/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.no-media.info</link>
	<description>a rede independente de informação</description>
	<lastBuildDate>Wed, 28 Apr 2010 08:26:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=abc</generator>
	<atom:link rel="next" href="http://pt.no-media.info/cultura/feed?page=2" />

		<item>
		<title>Tintim na SHIP</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1287/tintim-na-ship</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1287/tintim-na-ship#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 14:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1287</guid>
		<description><![CDATA[No sábado, como anunciei aqui, decorreu na Sociedade Histórica da Independência de Portugal um encontro sobre Tintin e a paixão da aventura, com a presença do Mário Casa Nova Martins e do Eurico de Barros e a compreensível ausência do João Marchante. Uma óptima experiência da qual saliento o conhecimento e clareza nas exposições dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sábado, como anunciei <a href="http://penaeespada.blogspot.com/2009/04/tintin-paixao-da-aventura.html">aqui</a>, decorreu na <a href="http://www.ship.pt/">Sociedade Histórica da Independência de Portugal</a> um encontro sobre Tintin e a paixão da aventura, com a presença do <a href="http://avozportalegrense.blogspot.com/">Mário Casa Nova Martins</a> e do <a href="http://jantardasquartas.blogspot.com/">Eurico de Barros</a> e a compreensível ausência do <a href="http://do-futuro.blogspot.com/2009/04/e-hoje-e-e-imperdivel.html">João Marchante</a>. <span id="more-1287"></span>Uma óptima experiência da qual saliento o conhecimento e clareza nas exposições dos oradores, que colheram a atenção dos presentes e motivaram a troca de opiniões que se seguiu. Está de parabéns o Núcleo Infante D. Henrique e todos os que contribuíram para este evento. Venham mais!</p>
<p>In <a href="http://penaeespada.blogspot.com" target="_blank"><em>Pena e Espada</em></a>, 20 de Abril de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1287/tintim-na-ship/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Lanceiro&#8221; volta à carga</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1259/lanceiro-volta-a-carga</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1259/lanceiro-volta-a-carga#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 13:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1259</guid>
		<description><![CDATA[O «Lanceiro» volta à carga, desde o último número do jornal publicado em Novembro de 2007, agora com novo formato e o subtítulo “Cadernos Militares”. O n.º 1 foi-me oferecido pelo meu amigo Roberto de Moraes, autor do excelente artigo “Noventa Anos do Armistício. Algumas considerações sobre a Primeira Guerra Mundial”. Este número, dedicado à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O «<a href="http://lanceiromor.googlepages.com/">Lanceiro</a>» volta à carga, desde o último número do jornal publicado em Novembro de 2007, agora com novo formato e o subtítulo “Cadernos Militares”. O n.º 1 foi-me oferecido pelo meu amigo Roberto de Moraes, autor do excelente artigo “Noventa Anos do Armistício. Algumas considerações sobre a Primeira Guerra Mundial”. <span id="more-1259"></span>Este número, dedicado à Cavalaria, a Lanceiros, à PM/PE, à Guerra do Ultramar (inclui as CPM e PPM que serviram em Angola e o nome de todos os seus oficiais) e à Vida Militar é enviado gratuitamente em formato .pdf, como divulgação, mediante pedido para o endereço electrónico <a href="mailto:jornallanceiro@gmail.com">jornallanceiro@gmail.com</a>. O preço da versão impressa é € 5 e a periodicidade é semestral.</p>
<div>O «<a href="http://lanceiromor.googlepages.com/">Lanceiro</a>» tem um objectivo claro, como nos diz a nota de abertura deste n.º 1: “<em>Para que não se esqueça e não se faça tábua rasa da nossa História que como disse Mouzinho &#8220;foi obra de soldados&#8221; fazemos uma publicação paratodos os que sentem e vivem &#8220;os interesses permanentes e vitais da Pátria e têm o culto da sua História&#8221;, tenham ou não passado pelas fileiras</em>”.</div>
<div></div>
<div>In <a href="http://penaeespada.blogspot.com" target="_blank"><em>Pena e Espada</em></a>, 27 de Fevereiro de 2009</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1259/lanceiro-volta-a-carga/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Knut Hamsun homenageado em moeda norueguesa</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1233/knut-hamsun-homenageado-com-moeda-norueguesa</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1233/knut-hamsun-homenageado-com-moeda-norueguesa#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 23:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1233</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1233/knut-hamsun-homenageado-com-moeda-norueguesa" title="Knut Hamsun homenageado em moeda norueguesa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1233&amp;w=80" width="80" height="119" alt="Knut Hamsun homenageado em moeda norueguesa" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Knut Hamsun, o norueguês galardoado com o prémio Nobel caído em desgraça pelo seu apoio à ocupação nazi da Noruega, será homenageado numa moeda comemorativa emitida pelo banco central da sua pátria. Esta moeda será a primeira a homenagear Hamsun, herói nacional da Noruega até emergir a sua simpatia pelos nazis. “Noruegueses! Baixem as armas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1233/knut-hamsun-homenageado-com-moeda-norueguesa" title="Knut Hamsun homenageado em moeda norueguesa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1233&amp;w=80" width="80" height="119" alt="Knut Hamsun homenageado em moeda norueguesa" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Knut Hamsun, o norueguês galardoado com o prémio Nobel caído em desgraça pelo seu apoio à ocupação nazi da Noruega, será homenageado numa moeda comemorativa emitida pelo banco central da sua pátria.</p>
<p>Esta moeda será a primeira a homenagear Hamsun, herói nacional da Noruega até emergir a sua simpatia pelos nazis. “Noruegueses! Baixem as armas e voltem para casa”, escrevia num jornal após a chegada dos nazis à Noruega em 1940. “Os alemães estão a combater por todos nós, e irão esmagar a tirania inglesa que nos subjuga a nós e a todos os países neutros.” O julgamento por traição no pós guerra foi adiado após a avaliação de dois psiquiatras que consideraram que esta padecia de “uma doença crónica que afecta as faculdades mentais”, mas foi condenado à confiscação de toda a sua propriedade, mantido sob observação psiquiátrica e faleceu, na pobreza, em 1952.</p>
<p>A emissão da moeda, que marcará o 150º aniversário do nascimento de Hamsun, sucede sete anos depois de um feroz debate acerca do baptismo de uma rua em Oslo com o nome do autor, uma ideia abandonada devido ao ultraje público. A moeda reproduz uma das notas de Hamsun retirada da sua obra mestra “Markens Grøde” (O Crescimento do Solo), bem como a sua fisionomia, parcialmente visível através do texto, e a sua assinatura.</p>
<p>Leif Veggum, um dos directores do Banco Norueguês, afirmou que a moeda seria emitida “em honra da obra de Hamsun, que teve uma grande influência tanto na literatura norueguesa quanto na literatura internacional”. Hamsun é mais conhecido pelo romance “<a href="http://www.cavalodeferro.com/index.php?action=product_info&amp;products_id=154" target="_blank">Fome</a>”, considerada como uma das primeiras obras norueguesas genuinamente modernas, contando a história de um jovem escritor faminto levado aos extremos da euforia e do desespero, e pelas suas obras clássicas “Mistérios”, “Pan”, “Victória” e “O Crescimento do Solo”.</p>
<p>O banco está a emitir uma circulação de 40.000 moedas, as quais serão vendidas a NK450, com o valor facial de NK200.</p>
<p>In <a href="http://www.guardian.co.uk/" target="_blank"><em>Guardian</em></a>, 03 de Fevereiro de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1233/knut-hamsun-homenageado-com-moeda-norueguesa/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A primeira reportagem de Tintim</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1167/a-primeira-reportagem-de-tintim</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1167/a-primeira-reportagem-de-tintim#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 19:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1167</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1167/a-primeira-reportagem-de-tintim" title="A primeira reportagem de Tintim"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1167&amp;w=80" width="80" height="82" alt="A primeira reportagem de Tintim" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Banda desenhada. Faz amanhã 80 anos que um jovem repórter chamado Tintim partiu para a Rússia soviética. Começava a publicação de &#8216;Tintim no País dos Sovietes&#8217;, a primeira aventura do herói de Hergé, no &#8216;Le Petit Vingtième&#8217;, suplemento para crianças do diário belga &#8216;Le Vingtième Siècle&#8217; Herói não voltou mais a escrever No dia 10 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1167/a-primeira-reportagem-de-tintim" title="A primeira reportagem de Tintim"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1167&amp;w=80" width="80" height="82" alt="A primeira reportagem de Tintim" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><strong>Banda desenhada.</strong> Faz amanhã 80 anos que um jovem repórter chamado Tintim partiu para a Rússia soviética. Começava a publicação de &#8216;Tintim no País dos Sovietes&#8217;, a primeira aventura do herói de Hergé, no &#8216;Le Petit Vingtième&#8217;, suplemento para crianças do diário belga &#8216;Le Vingtième Siècle&#8217;</p>
<p><strong>Herói não voltou mais  a escrever </strong></p>
<p>No dia 10 de Janeiro de 1929, faz amanhã 80 anos, partia da gare da estação de comboios de Bruxelas, para a Rússia soviética, em serviço do <em>Le Petit Vingtième</em>, o suplemento infanto-juvenil do diário católico e conservador <em>Le Vingtième Siècle</em>, &#8220;um dos seus melhores repórteres&#8221;, Tintim, acompanhado por Milu, o seu fiel <em>fox-terrier </em>branco.</p>
<p>Trajando sobretudo, calças à golfe e casaco de padrão escocês, e com um boné na cabeça, Tintim prometia enviar &#8220;postais, caviar e <em>vodka</em>&#8221; aos camaradas e amigos que se tinham ido despedir dele, enquanto o seu redactor-chefe dizia: &#8220;Boa viagem! Seja prudente e mantenha-nos ao corrente de tudo.&#8221;</p>
<p>Começava assim a primeira prancha de <em>Tintim no País dos Sovietes</em>, desenhada a preto e branco por um jovem ilustrador chamado Hergé (pseudónimo de Georges Rémi). Começava também a fazer-se história da banda desenhada (BD), pois esta seria a primeira aventura daquele que se tornaria no maior, mais popular e mais universal herói da Nona Arte.</p>
<p>Tintim nasceu porque o recém-criado<em> Le Petit Vingtième</em> precisava de ter um herói-âncora a protagonizar uma história de longa duração que apaixonasse os pequenos leitores deste suplemento infanto-juvenil.</p>
<p>Hergé criou-o em poucos dias, indo buscar o escuteiro Totor, que tinha criado antes para uma revista escuta, <em>Le Boy-Scout Belge</em>, modificando-o e dando-lhe a companhia de Milu. Tintim permite-lhe também escapar à corveia que é desenhar <em>Les Aventures de Flup, Nénesse, Poussette e Cochonnet</em>, que não entrará para a história da BD&#8230;</p>
<p>O desenhador tinha o fascínio dos Estados Unidos, mas o abade Norbert Wallez, director do <em>Le Vingtième Siècle</em>, e criador do <em>Le Petit Vingtiéme</em>, anticomunista fervoroso, decidiu orientar a primeira reportagem de Tintim para a União Soviética, então a viver &#8220;numa espécie de caos mais ou menos organizado&#8221;, como escreveu Michael Farr em <em>Tintin, le rêve et la realité</em> (Moulinsart). Tinham passado apenas 12 anos sobre a Revolução de Outubro, e o mundo estava cada vez mais temeroso dos seus efeitos.</p>
<p>Recordou Hergé: &#8220;Fui assim inspirado pelo ambiente que se respirava no jornal mas também por um livro intitulado <em>Moscou sans voiles</em>, de Joseph Douillet [1928], ex-cônsul da Bélgica em Rostov-sobre-o-Don, que denunciava com veemência os vícios e as infâmias do regime&#8221;. No futuro, Hergé documentar-se-á cuidadosamente antes de desenhar os álbuns de Tintim.</p>
<p>Como escreve Pol Vandromme em <em>Le Monde de Tintin</em>, para este jovem repórter com espírito de escoteiro, &#8220;a Rússia leninista é uma invenção infernal&#8221;, e a história de estreia da personagem, que já não é Totor mas ainda não é bem Tintim, &#8220;ilustra uma Rússia de pesadelo. Mais exactamente: uma Rússia que não é senão um pesadelo viscoso e sangrento&#8221;.</p>
<p>Cento e trinta e seis pranchas de sátira anticomunista e peripécias depois, Tintim regressou triunfalmente à Gare du Nord de Bruxelas. No papel como na vida real, uma multidão acorreu a acolhê-lo. Seria a sua primeira e única reportagem.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 09 de Janeiro de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1167/a-primeira-reportagem-de-tintim/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Amália</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1131/amalia</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1131/amalia#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 03:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1131</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1131/amalia" title="Amália"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1131&amp;w=80" width="80" height="115" alt="Amália" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Está em exibição há cerca de um mês o filme português “Amália”, de Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no papel da diva do fado. Mais do que uma biografia linear, o realizador optou por uma sequência de acções em flashback, como um rememoriar de toda uma vida por parte de Amália Rodrigues, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1131/amalia" title="Amália"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1131&amp;w=80" width="80" height="115" alt="Amália" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Está em exibição há cerca de um mês o filme português <a href="http://www.amaliathemovie.com/">“Amália”</a>, de Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no papel da diva do fado. Mais do que uma biografia linear, o realizador optou por uma sequência de acções em <em>flashback</em>, como um rememoriar de toda uma vida por parte de Amália Rodrigues, angustiada num quarto de hotel em Nova Iorque, sofrendo com a notícia da descoberta de um tumor.</p>
<p>A sombra da morte paira pelo filme, desde fatalidades familiares a amorosas, num desenrolar de factos que impediram a felicidade de uma mulher do povo, que amou o povo, que nunca se sentiu na sua pele em meios sofisticados e que pareceu toda a vida ter buscado o que nunca encontrou.</p>
<p>Vendo o filme é fácil de perceber porque é que a “crítica especializada” o arrasou: a película começa com o famoso concerto no Coliseu de Lisboa, menos de dois meses após o 25 de Abril. Alguns (poucos) espectadores chamam “fascista” a Amália; outro grita “já não tens cá o Salazar”; a cantora deixa a voz e a alma correrem e conquista o público. Há também uma sequência em que Amália está uns instantes à conversa com Salazar, sem que a realização mostre este último de uma forma antipática. Sacrilégio anti-democrático! E, para cúmulo, mostra-se uma cena em que Amália, à conversa com os seus amigos Ary dos Santos e Natália Correia, anuncia ter escrito uns versos para o Presidente do Conselho; os dois democratíssimos amigos abandonam indignados a sua casa, não sem que o poeta grite: »Versos? O que Salazar merece são balas!»</p>
<p>Apenas na pungente cena em que Amália consegue, com os seus bons ofícios, fazer libertar das garras da PIDE o seu amigo e compositor Alain Oulman, o regime é mostrado a uma luz menos favorável, embora de forma não ostensiva. E, tirando as cenas do concerto no Coliseu e do quarto nova-iorquino, nada é mostrado do pós-25 de Abril. O que, de resto, acaba por não dar a dimensão do ostracismo a que Amália foi votada nos anos subsequentes ao golpe de estado.</p>
<p>Mas, mais do que o aspecto político, o que o filme realça &#8211; e bem &#8211; são os dramas interiores de Amália, a relação conturbada com a mãe, a amizade com as irmãs, o seu casamento frustrado com Francisco Cruz e as relações com Eduaro Ricciardi, Ricardo Espírito Santo e com o futuro marido César. E, claro, a sua incomparável dimensão de artista, a sua voz única e a forma extraordinária como dava vida e alma às canções que interpretava.</p>
<p>Pode-se dizer, à guisa de conclusão, que “Amália” é um filme bem português, sobre uma personalidade portuguesíssima. Feito com firmeza na realização e emoção à flor da pele. E, como tal, merece bem ser visto.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1131/amalia/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MADRID</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1101/madrid</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1101/madrid#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Jan 2009 23:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1101</guid>
		<description><![CDATA[A convite do CISNE, fui a Madrid para uma conferência sobre os &#8220;fascismos&#8221; lusos, que correu muito bem, juntando pessoas de várias proveniências e diferentes faixas etárias. Uma excelente oportunidade para dar a conhecer um pouco de uma realidade totalmente nova para o país vizinho. Aproveitei para ficar na capital espanhola por alguns dias, rever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="post-body">
<div>A convite do <a href="http://www.novaeuropa.org/"><span style="color: #5588aa;">CISNE</span></a>, fui a Madrid para uma conferência sobre os &#8220;fascismos&#8221; lusos, que correu muito bem, juntando pessoas de várias proveniências e diferentes faixas etárias. Uma excelente oportunidade para dar a conhecer um pouco de uma realidade totalmente nova para o país vizinho.<span id="more-1101"></span></p>
<p>Aproveitei para ficar na capital espanhola por alguns dias, rever amigos e fazer algum turismo. Museus, gastronomia, passeio e compras, tudo por entre as multidões que asfixiavam as principiais artérias de <span style="font-style: italic;">la Movida </span>devido às compras <span style="font-style: italic;">navideñas</span>.</p>
<p>Sobre as alterações demográficas bastante visíveis, lembrei-me da troca de comentários ocorrida <a href="https://www.blogger.com/comment.g?blogID=6857792&amp;postID=710427885842001420"><span style="color: #5588aa;">aqui</span></a>. Sobre outras experiências falarei em <span style="font-style: italic;">posts</span> seguintes.</div>
<div><a href="http://penaeespada.blogspot.com/">http://penaeespada.blogspot.com/</a></div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1101/madrid/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Os 60 anos da declaração &#8230;”</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1089/%e2%80%9cos-60-anos-da-declaracao-%e2%80%9d</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1089/%e2%80%9cos-60-anos-da-declaracao-%e2%80%9d#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2008 10:54:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1089</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1089/%e2%80%9cos-60-anos-da-declaracao-%e2%80%9d" title="“Os 60 anos da declaração &#8230;”"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/philipepichon.1qusp96ugs3og80g8ko0gg88s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="121" alt="“Os 60 anos da declaração &#8230;”" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Liberdade de expressão, patati patatá Philipe Pichon, policia francês e escritor foi detido em França, no segunda feira pela Inspecção Geral da Policia Francesa. Acusação “falta ao dever de reserva”. Tudo porque em princípios de 2007 publicou o livro “Diário de um Policia” em que revela bastantes “podres” da “flicada” francesa. Mas algo mais há [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1089/%e2%80%9cos-60-anos-da-declaracao-%e2%80%9d" title="“Os 60 anos da declaração &#8230;”"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/philipepichon.1qusp96ugs3og80g8ko0gg88s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="121" alt="“Os 60 anos da declaração &#8230;”" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Liberdade de expressão, patati patatá</p>
<p>Philipe Pichon, policia francês e escritor foi detido em França, no segunda feira pela Inspecção Geral da Policia Francesa.<br />
Acusação “falta ao dever de reserva”. Tudo porque em princípios de 2007 publicou o livro “Diário de um Policia” em que revela bastantes “podres” da “flicada” francesa.</p>
<p>Mas algo mais há por detrás de tudo isso. Então prende-se o homem quase 2 anos depois dos factos. E numa altura em que ele assume um protagonismo contra a “asfixia literária e cultural que a esquerda francesa vota aos escritores de direita”. Não nos esqueçamos que Pichon é para alem de policia um dos principais estudiosos e difusores de Céline.</p>
<p>Para além do artigo por ele publicado no Bulletin Célinien, nº 290 de Outubro de 2007, já este ano publicou um livro muito interessante (<a href="http://www.tilsafe.com/libfr/039-LLI-DUA/Le+cas+C%E9line.html" target="_blank">e cuja leitura recomendo</a>).</p>
<p>Em simultâneo publicou uma carta aberta a Sarkozy intitulada : “Céline : sans plaque, sans nom, sans rien” em que condena a ausência na toponímia francesa do nome do grande e inovador escritor.</p>
<p>Sarkozy (que recentemente declarou a sua admiração por Céline) deveria receber o autor em breve para com ele analisar a existência de um Index de esquerda em que alguns dos principais intelectuais franceses foram colocados.</p>
<p>Pois foi depois de tudo isto que Pichon foi preso.</p>
<p>Eu – como bem sabem &#8211; não acredito em bruxas, mas &#8230;</p>
<p>In <a href="http://manliusj.blogspot.com/" target="_blank"><em>MANLIUS</em></a>, 18 de Dezembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1089/%e2%80%9cos-60-anos-da-declaracao-%e2%80%9d/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>José Campos e Sousa em entrevista</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1078/jose-campos-e-sousa-em-entrevista</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1078/jose-campos-e-sousa-em-entrevista#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 00:11:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1078</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1078/jose-campos-e-sousa-em-entrevista" title="José Campos e Sousa em entrevista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/mensagem_contracapa1.69u1ysqd41gcc0oosw8owws0o.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="69" alt="José Campos e Sousa em entrevista" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Após um interregno de quatro anos voltaste a editar. Depois de “Rodrigamente Cantando” veio a “Mensagem &#8211; À Beira-Mágoa”. A que se deve esse silêncio? Silêncio? Eu não tenho estado nada calado, canto todos os dias para quem gosta de me ouvir. Por exemplo: no ano de 2008 foi religiosamente cumprida uma Missa Em Fado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1078/jose-campos-e-sousa-em-entrevista" title="José Campos e Sousa em entrevista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/mensagem_contracapa1.69u1ysqd41gcc0oosw8owws0o.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="69" alt="José Campos e Sousa em entrevista" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><div><a href="http://1.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUv8Yjq1z8I/AAAAAAAADu8/6ZTFDgkeMbI/s1600-h/Capa-Mensagem.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281592486844026818" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUv8Yjq1z8I/AAAAAAAADu8/6ZTFDgkeMbI/s200/Capa-Mensagem.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Após um interregno de quatro anos voltaste a editar. Depois de “Rodrigamente Cantando” veio a “Mensagem &#8211; À Beira-Mágoa”. A que se deve esse silêncio?</strong></span></div>
<div></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;">Silêncio? Eu não tenho estado nada calado, canto todos os dias para quem gosta de me ouvir. Por exemplo: no ano de 2008 foi religiosamente cumprida uma <em>Missa Em Fado</em> na Basílica dos Mártires – todos os terceiros Domingos de cada mês, às 18h30. Só falhámos no final por pura “exaustão de material humano”. Este projecto do Grupo “IN NOMINE” &#8211; <em>Quando o Fado é Oração &#8211; Missa Fadista</em> durou ininterruptamente de finais de 1994 até hoje. <a href="http://1.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUwM0L02v8I/AAAAAAAADvU/jMNd9rjjOVc/s1600-h/Quando+o+Fado+%C3%A9+Ora%C3%A7%C3%A3o.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281610553665961922" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px; height: 193px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUwM0L02v8I/AAAAAAAADvU/jMNd9rjjOVc/s200/Quando+o+Fado+%C3%A9+Ora%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt="" /></a></span><span style="font-family: trebuchet ms;">Depois, e ainda em 2008, cumpri também quase religiosamente um Jantar de Poesia dita e cantada na Quinta de S. José do Marco, em Castanheira do Ribatejo, desta vez integrando o grupo “EM CANTO”. Foi – e vai continuar a ser um Jantar fantástico, tanto o jantar propriamente dito como o momento de poesia e música bem à antiga portuguesa, fazendo lembrar bons tempos em que não havia televisão e as pessoas se eternizavam à volta da mesa da casa de jantar a ouvir-se umas às outras!<br />
Ainda em 2008, para que definitivamente não me fales em silêncios, envolvi-me em mais um projecto do grupo “EM CANTO” &#8211; A Estória do Menino que mudou a História. Gravámos uma maquete em Maio na esperança de entusiasmar algum Banco ou Câmara Municipal.<br />
Mas estas coisas são o que são. Quando falam do Menino Jesus, são sempre difíceis de digerir pelas cabeças bem pensantes, bem falantes, certamente bem perfumadas e politicamente correctas que normalmente tomam decisões sobre estas coisas.</span></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;">Afinal ‘somos um estado laico’ e acho que ainda a caminho do socialismo!!! Não temos nada que falar do Menino Jesus fora de portas, que é como quem diz, fora das Igrejas.<br />
Assim é que é correcto! E lá fica o projecto á espera do seu Natal!!!<br />
Os silêncios são relativos – muitas vezes são casos de surdez, de autismo, mesmo -, de quem não nos quer ouvir.<br />
Mas voltando ao princípio da tua pergunta: Foi o “<a href="http://novafrente.blogspot.com/2004/11/rodrigamente-cantando.html">Rodrigamente Cantando</a>” quando infelizmente teve que ser.<br />
Foi agora a “Mensagem à Beira-Mágoa”.</span></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;"><br />
<strong>Este CD tem outro significado ou simbolismo para além da celebração do 120.º aniversário do nascimento do poeta?</strong></span></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong><br />
</strong>Claro que sim! O que são 120 anos? <em>Apenas</em> mais um que 119!<br />
A <em>Mensagem</em> é o que é verdadeiramente importante &#8211; dramaticamente actual. E espero sinceramente que “a HORA!” venha a tempo!<br />
Pôr a <em>Mensagem</em> em música e dar-lhe voz, foi unicamente uma tentativa de formalizar a ideia de Pessoa: “Musicar um poema é acentuar-lhe a emoção, reforçando-lhe o rítmo!”<br />
Ricardo Reis, um dos outros Pessoas dizia: &#8211; <em>“A poesia é uma música que se faz com ideias!”</em><br />
Fui um bocado parasita do génio musical de Pessoa na sua própria poesia. Ao musicar estes poemas da <em>Mensagem,</em> vou levá-los mais longe, até gente que de outra maneira a eles não teria acesso. <strong>A música adoça</strong> – Pode até ser que alguém que passa, se passe a interessar pelo tal <em>Livrinho de fácil leitura mas de difícil compreensão!,</em> como dizia o Poeta.<br />
Pessoa, claro, não precisa de nada disso, nem de mim. Nós é que precisamos todos dele, e muito, e cada vez mais.</span></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong><br />
Pessoa dizia sobre si próprio: “um nacionalista místico, um sebastianista racional. Mas sou, à parte isso, e até em contradição com isso, muitas outras cousas.” Quem são para ti Pessoa e os seus heterónimos?</strong></span></div>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong><br />
</strong>Falo clara e unicamente em meu nome, pois não sou catedrático de nada!<br />
O encanto de <a href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/">Pessoa</a> é o ele ser simultaneamente tudo e o seu contrário, sem perder com isso a coerência que lhe dão os seus heterónimos.<br />
Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis (fiquemo-nos por estes!) tinham sentires diferentes e certamente outro tipo de preocupações de acordo com as suas próprias personalidades. Por isso são heterónimos e não pseudónimos.<br />
Não posso deixar de transcrever uma passagem de um escrito de Pessoa sobre o que atrás mencionei:<br />
“… Escrevi com sobressalto e repugnância o poema oitavo do &#8211; <em>Guardador de Rebanhos</em> &#8211; com a sua blasfémia infantil e o seu antiespiritualismo absoluto &#8211; Na minha pessoa própria e aparentemente real, com que vivo social e objectivamente nem uso da blasfémia nem sou antiespiritualista- Alberto Caeiro porém como eu o concebi. É assim : Assim tem pois que ele escrever, quer eu queira quer não….”<br />
E podíamos continuar, mas acho que este bocadão de prosa me servirá para explicar que primeiro admiro incondicionalmente esta forma de “Loucura” chamada Fernando Pessoa, que era tudo menos um “cadáver adiado que procria”. Mas dentro da sua genial loucura sou um muito maior conhecedor e apreciador de Fernando Pessoa ortónimo &#8211; Ele próprio, o tal Nacionalista mistico Sebastianista racional etc…etc… Foi com ele que comecei e a verdade é que como compositor e intérprete do seu universo, nada ou quase nada tenho, que não seja dele próprio.<strong> </strong></span></div>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281988175071118866" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 202px; text-align: center;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SU1kQpLthhI/AAAAAAAADwE/x1dOwymPxmc/s320/Funeral+de+Pessoa.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p align="center"><span style="font-size: 85%;"><span style="font-family: trebuchet ms;">António Ferro e Almada Negreiros </span><span style="font-family: trebuchet ms;">no funeral de Pessoa</span></span></p>
<div><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong></span></div>
<p><strong></strong><strong></strong></p>
<div><strong></strong></div>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Pessoa afirmou: “A <em>Mensagem</em> coincidiu com um dos momentos críticos (no sentido original da palavra) da remodelação do subconsciente nacional.” Achas que Pessoa está a referir-se ao Estado Novo e a Salazar?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Aqui estamos a entrar nas perguntas difíceis. Não sei o que iria na cabeça de Pessoa mas posso e devo tentar ler nas entrelinhas. Nas pausas e sobretudo nos silêncios. Pessoa leva a <em>Mensagem</em> até Dom Sebastião, largamente representado no seu “Livrinho…”, directa ou indirectamente.<br />
Pessoa esqueceu na <em>Mensagem</em> períodos luminosos da nossa História, como por exemplo a Restauração da Independência que durou umas boas dezenas de anos. Esqueceu também alguns Portugueses que foram passando como fogachos do antigo Heroísmo Lusitano.<br />
O “Dilúvio” começou logo após Dom Sebastião, continuou naturalmente pelos Filipes e prolongou-se pela dinastia de Bragança, pelas Invasões Francesas, pelo constitucionalismo e com a R, que quando ele morreu, já tinha a feia idade de 25 anos. A excepção para este hiato gigantesco na <em>Mensagem</em> foi para o Padre António Vieira. Sabe-se-bem-porquê! E talvez, em parte, para ele próprio quando escreve o poema “‘Screvo o Meu Livro á Beira-Mágoa”.<br />
Mas esta é apenas a minha realidade. Tudo o mais será fatalmente interpretado, à luz da conveniência de cada um.<br />
A mesma <em>Mensagem</em> são assim dois livros. Um, o tal “Livrinho…” que foi escrito e organizado por </span><a href="http://www.astormentas.com/pessoa.htm"><span style="font-family: trebuchet ms;">Pessoa</span></a><span style="font-family: trebuchet ms;">, publicado no dia 1º de Dezembro (vá lá!) de 1934. O outro, muito maior! “O livro dos silêncios e omissões”. Refiro-me, claro está a omissões no âmbito da <em>Mensagem.</em> Pois se houve alguém em Portugal que se pronunciasse tanto e tão bem sobre TUDO, esse alguém foi </span><a href="http://purl.pt/1000/1/"><span style="font-family: trebuchet ms;">Fernando Pessoa</span></a><span style="font-family: trebuchet ms;">. E lá virão certamente referências ao Estado-Novo e a Salazar.<br />
A título de curiosidade, o final do poema</span><em><span style="font-family: trebuchet ms;"><span style="font-family: trebuchet ms;"> Liberdade</span></p>
<p></span><span style="font-family: trebuchet ms;">… E mais do que isto<br />
É Jesus Cristo<br />
Que não sabia nada de finanças<br />
Nem consta que tivesse biblioteca! </span></em>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Achas que o <em>“Nevoeiro”</em> continua actual? <em>É a hora</em> de o dissipar?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;">Pelo que apurei, o <em>Nevoeiro</em> é datado de 10 de Dezembro de 1928. São treze versos de Verdades como Punhos. Será talvez bom recordar o Poema:</span></p>
<p><span style="font-family: trebuchet ms;"><em>Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,<br />
Define com perfil e ser<br />
Este fulgor baço da terra<br />
Que é Portugal a entristecer –<br />
Brilho sem luz e sem arder,<br />
Como o que o fogo-fátuo encerra.</p>
<p>Ninguém sabe que coisa quere.<br />
Ninguém conhece que alma tem,<br />
Nem o que é mal nem o que é bem.<br />
(Que ânsia distante perto chora?)<br />
Tudo é incerto e derradeiro.<br />
Tudo é disperso, nada é inteiro.<br />
Ó Portugal, hoje és nevoeiro …<br />
É a hora!<br />
</em><br />
Se continua actual? Não, o nevoeiro passou a FOG &#8211; que é muito mais perigoso e tóxico! É que os nossos governantes têm mesmo como único desígnio cumprir e fazer cumprir e aumentar esta fatal toxicidade! Os que hão-de vir amanhã serão sempre piores do que os que estão hoje, que por sua vez, são piores do que os que estiveram ontem. Razões? Aos montes, e sem ordem de precedência, tirando a primeira:<br />
</span><span style="font-family: trebuchet ms;">- A negação constante e doentia da nossa raíz Cristã<br />
- Faltam bons mestres e bons exemplos<br />
- Ignorância galopante<br />
- Como dizia o Rodrigo Emílio: &#8211; <em>Não sabem nada de tudo</em><br />
- Roubalheiras e negociatas<br />
- Compadrios e casamentos de interesses<br />
- <em>Lobbys</em> disto e daquilo<br />
- Pedófilos a torto e a direito<br />
- Abortos <em>à la carte</em><br />
- Eutanásias que vêm aí<br />
- Pais que querem ser mães<br />
- Mães que querem ser pais!<br />
- O tudo (nada Pessoano) é possível!<br />
- O porque não?<br />
- O videirinho “Já agora!”<br />
O trabalho científica e sadicamente executado na desmoralização das nossas Forças Armadas ou fardadas, cuja existência e utilidade são constantemente postas em causa. Choca-me ver gente em uniforme a exigir 13.º mês, subsídio de férias, segurança social e assistência médica na velhice. Deviam ser tratados como Primeiros Portugueses para que depois quando fosse preciso serem também os PRIMEIROS.<br />
Valerá a pena falar na justiça?<br />
Nos anos ridículos que se levam para julgar alguém!<br />
No crime que compensa em Portugal, e até dá direito a indemnização?<br />
- Não para todos!<br />
Dependendo do clube partidário, da gravata e da camisa, do perfume e da marca do fato, dependendo da “Arte de Bem Cavalgar” e dar a volta às virgulas e pontos finais nas nossas leis. Estou cansado de divagar e quase já me perdi na entrevista. Vou ter que mudar de agulha, mas ainda dentro da mesma pergunta!<br />
<a href="http://users.isr.ist.utl.pt/%7Ecfb/VdS/pessoa.html">Fernando Pessoa</a> escreve sobre o Homem Português:<br />
“…Há um terceiro Português que começou a existir quando Portugal , por alturas do Rei Dom Dinis começou a esboçar-se Império. Esse Português fez as descobertas, criou a civilização transoceânica moderna e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer-Quibir. Mas deixou alguns parentes que têm estado sempre e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiramente rei de Portugal foi aquele Dom Sebastião que caíu em Alcácer-Quibir e presumivelmente ali morreu. É no símbolo do regresso de El-Rei Dom Sebastião que os Portugueses da Saudade Imperial projectaram a sua fé de que a Família se não extinguisse…”<br />
Tenhamos pois Fé em que ainda existam uma boa meia dúzia de Portugueses!<br />
É a hora de dissipar o nevoeiro? Resta-nos saber quantas vezes temos que bater no fundo, para acordarmos. E, claro &#8211; quem vai acordar!?<br />
Ah, é verdade, e também ter cuidado com quem acorda&#8230;<br />
<strong></strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Na dedicatória lembras os poetas Rodrigo Emílio, Fernando Tavares Rodrigues e o José Alberto Boavida (Dinis Diogo) e referes António Quadros.<br />
As leituras de Fernando Pessoa, “Portugal, Razão e Mistério” e “Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista” foram importantes para a tua compreensão de ser Português e do pensamento pessoano?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Falemos primeiro do Rodrigo, do Fernando e do Zé Alberto.<br />
Todos se foram embora quando Deus achou que deviam ir.<br />
Todos tinham as suas razões.<br />
Todos estão certamente no Céu.<br />
E todos me fazem uma falta dos diabos, pois foi com eles e deles que muita da minha música nasceu.<br />
Tenho o prazer de constantemente os manter vivos. Aquele chavão de que “um Poeta nunca morre”, não é chavão nenhum, é mesmo verdade, para mim que os canto!!<br />
Quanto às leituras de que falas, esses títulos ainda não os li!<br />
Tenho uma vastíssima obra sobre Pessoa, a maioria da autoria de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Quadros">António Quadros</a>, que tive o prazer de conhecer. A ele devo quase tudo o que apreendi e a ele também dediquei este meu CD e dele me socorro constantemente.<br />
Quero também mencionar uma obra interessantíssima “<a href="http://omj.no.sapo.pt/FernandoPessoaMensagem.htm">As Mensagens da Mensagem</a>”, de Nuno Hipólito, um livro que aconselho vivamente e que também deu um valioso contributo neste trabalho.<br />
Mas também tenho que atribuir um pouco de responsabilidade nesta aprendizagem à minha pobre e ignorante pessoa.<br />
O tal “saber de experiência feito!”. Afinal fui um privilegiado. Andei no Império à semelhança de muitos, muitos milhares de camaradas meus que por lá andaram. Tive a felicidade de defender Portugal. Fui preparado pelo meu Pai e desse modo as coisas tornaram-se bastante mais fáceis para mim!<br />
Para os que foram sem ter a devida preparação Histórica, mas foram e se portaram maravilhosamente, vai a minha grande Admiração e Respeito.<br />
Como antigos combatentes encontramo-nos todos anos na minha querida C:CAÇ 2759 ou, de maneira mais abrangente, no Encontro do dia 10 de Junho, junto ao Forte do Bom Sucesso e da Torre de Belém, dia em que homenageamos os nossos Mortos Pela Pátria, os Primeiros Portugueses.<br />
Portanto, a minha compreensão do Pensamento Pessoano de que falas, tem alguma ciência e alguma experiência que é como quem diz: &#8211; alguma inspiração e muita transpiração!<br />
<strong></strong></span>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Ao homenageares António Quadros não estarás também a homenagear o seu pai, António Ferro, o mentor da “Política do Espírito” do Estado Novo, que teve o discernimento e a sensibilidade cultural de criar um prémio especial dado o valor poético, cultural e político da obra, no mesmo valor (5.000 escudos) dado que o 1.º Prémio do Prémio Antero de Quental em 1934, havia sido atribuído ao Padre Vasco Reis com “A Romaria” porque <em>A Mensagem</em> não tinha o número de páginas requeridas pelo regulamento?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Ao homenagear <a href="http://www.antonioquadros.blogspot.com/">António Quadros</a> <em>estou mesmo</em> a homenagear o <a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/filosofia/1910g.html">António Quadros</a>. Tinha dois Pais muito difíceis de se terem, por causa das inevitáveis comparações: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Ferro">António Ferro</a> e <a href="http://www.fernanda-decastro.blogspot.com/">Fernanda de Castro</a>.<br />
O António Quadros, apesar destes Pais, fez o seu caminho, libertou-se deles, no bom sentido, claro!<br />
Nunca fui muito íntimo de António Quadros. Tive o prazer de o receber em minha casa quando o convidei, e à sua mulher, para uma primeira audição do meu LP “Em Pessoa” em 1985. Cruzámo-nos, como ele diz, algumas vezes, sempre por motivos poético-musicais, quase sempre pessoanos.<br />
António Quadros era um Senhor que sabia, e sabia saber!<br />
Quanto a prémios e número de páginas obrigatórias e poesia a quilo, só tenho a dizer que, já então, como agora, era Portugal no seu melhor.</span>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Pessoa escreveu: “A Minha Pátria é a Língua Portuguesa”. Como combatente na Guerra do Ultramar, achas que a Pátria é só e/ou sobretudo a Língua Portuguesa? Não lhe faltarão as componentes da raça e do território?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Sem dúvida, tenho dificuldade em olhar para o mapa mundi, ver todos aqueles países que já foram Portugal e esquecer-me disso. Mais ainda por, como já disse, ter andado no Império.<br />
Quanto a território, há que ser pragmático. Não vale a pena negar as evidências. São países independentes e não vamos lá pela reconquista, vamos lá pela cultura que pode não ser a mesma, mas que é discutida na mesma língua por mais de 200 milhões de lusófonos.<br />
E pelo menos nessa acepção Portugal continua do Minho a Timor, e ainda mais passando pelo Brasil!<br />
Quanto à componente rácica, depende do que entendes por ela.<br />
Para mim, Portugueses com Pês muito Grandes, há-os de todas as raças, de todos os credos, de todas as cores. É só ir ao 10 de Junho a Belém e ver aquela rapaziada escura, com peitos cheios de cruzes de guerra. Se tiveres sorte, podes encontrar e abraçar um “pretalhão” chamado Marcelino da Mata com uma Torre e Espada, para já não falar no muito querido amigo Comandante Alberto Rebordão de Brito, que infelizmente já morreu.<br />
Se ainda quiseres ver nomes que soam a Império, daqueles que deram a vida pela Pátria Portuguesa, podes ler os que estão nas placas do Monumento.<br />
Diz-me tu então: o que é a raça Portuguesa? Somos diferentes nós, os Portugueses!!</span>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>O teu Pai foi um reconhecido militante nacional-sindicalista. Pessoa frequentava nos últimos anos da sua vida os jantares nacional-sindicalistas como um célebre ocorrido no Parque Eduardo VII, em Lisboa. Alguma vez coincidiram?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>O meu Pai foi, como dizes, um militante Nacional-Sindicalista.<br />
Era Monárquico, ainda nascido no Reinado de D. Carlos I. Nunca lhe ouvi dizer que se tivesse cruzado com Fernando Pessoa, talvez (certamente ) porque as posições de Pessoa sobre a Monarquia não fossem coincidentes com as suas. Nunca lhe ouvi falar no tal jantar do Parque Eduardo VII.<br />
Ainda sobre o meu pai também quero dizer que, como Monárquico, nunca foi um homem do Estado-Novo. O meu pai recusou, mesmo quando bem precisava, pois já era casado e tinha filhos, um chamado bom cargo com um óptimo pagamento, tudo isto porque, segundo creio, na época esses cargos obrigavam a um juramento de fidelidade ou à república (o que não passaria pela sua cabeça) ou ao Estado-Novo, ao qual ele não pertencia pois era Monárquico.<br />
Esta postura do meu Pai tem-me “perseguido” e servido de exemplo para muitas coisas. É uma espécie de consciência que anda cá por casa.<br />
Tenho muitas saudades dele.<br />
E faz-me muita falta pois há cada vez mais coisas que gostava de lhe poder perguntar!</span>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Um dos poemas por ti cantados ao longo da tua vida musical é o “Navio Feiticeiro”, de Alfredo Pimenta e editado no LP &#8220;Ceia&#8221; (1983). Achas que o poema deste grande mestre da Portugalidade se revê no sentir e pensar de Pessoa?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Quem me deu o <em>Navio Feiticeiro</em> foi o </span><a href="http://econac.wordpress.com/2006/08/23/entrevista-a-jose-campos-e-sousa/"><span style="font-family: trebuchet ms;">Rodrigo</span></a><span style="font-family: trebuchet ms;">. Graças a ele e ao </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_Pimenta"><span style="font-family: trebuchet ms;">Alfredo Pimenta</span></a><span style="font-family: trebuchet ms;">, fiz uma das músicas mais bonitas e conseguidas do meu reportório. Claro que o <em>Navio Feiticeiro</em> é fortemente inspirado em </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa"><span style="font-family: trebuchet ms;">Fernando Pessoa</span></a><span style="font-family: trebuchet ms;">.<br />
Saudade, névoa, praias desoladas, navios feiticeiros, longes esfumados, e até no final o navio que uma tarde há-de chegar“. Só não é Dom Sebastião, porque Dom Sebastião vai chegar numa manhã de Nevoeiro! </span></p>
<p align="justify">
<strong><span style="font-family: trebuchet ms;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SU8GI9O-iMI/AAAAAAAADws/SOXNXqUqhLw/s1600-h/Em+Pessoa+capa+-+JCS.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5282447638874982594" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 199px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SU8GI9O-iMI/AAAAAAAADws/SOXNXqUqhLw/s200/Em+Pessoa+capa+-+JCS.jpg" border="0" alt="" /></a>Não é a primeira vez que cantas Fernando Pessoa. Em 1985, editaste o LP “Em Pessoa”, com vinte e seis temas, acompanhado pela Maria Germana Tânger e pelo Luís Pavão. Desses poemas cantados constam já “O Infante D. Henrique”, “D. Sebastião, Rei de Portugal”, “O Infante”, “Prece” e “Os Colombos”.</span></strong>
</p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;">Francamente, nunca os contei. Nesse LP tive a colaboração da Maria Germana Tânger, do Luís Pavão e do Manuel Lourenço, meu grande amigo que me gravou agora este CD e foi director musical comigo. Os arranjos foram então do António Emiliano. Do meu primeiro LP transitaram para este CD <em>Prece, os Colombos</em> e<em> Mar Português.</em></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><em></em></span><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Terminada esta saga pessoana, em que tratas símbolos e arquétipos nacionais do inconsciente colectivo da Nação Portuguesa, julgo saber que o próximo símbolo nacional a ser cantado é D. Nuno Álvares Pereira. Vamos ter novo CD no próximo ano para comemorar a canonização do Condestável?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Para fazer um trabalho sobre o Santo Condestável, vou precisar, acima de tudo, da ajuda de D. Nuno Alvares Pereira. Ele está no Céu e por isso, dada a distância e a minha insignificância, não sei se ouvirá os meus e certamente os teus pedidos. Mas como Católico, fraquinho mas Católico que sou, acredito em milagres!</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>E para quando um CD sobre D. Sebastião?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Dom Sebastião fica para a tal manhã de nevoeiro!</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Deus quis, Pessoa “poetou” e José Campos e Sousa cantou!</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>É tudo verdade. Resta saber se o tal José Campos e Sousa musicou e cantou bem&#8230;</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong>Outros projectos?</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong></strong>Tenho uma quase obcessão por um poema de Pessoa &#8220;O Corvo &#8220;, tradução de um outro de Edgar Allan Poe – “The Raven” mas que os entendidos dizem ser melhor que o original , o que não é nada para admirar. Está musicado há um bom par de anos mas são 30 minutos quase de poema e de música que podia funcionar se alguém o encenasse por exemplo.</span><a href="http://2.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUwT6O9jMgI/AAAAAAAADvk/1sEql0VvIyw/s1600-h/Rodrigamente+Cantando+capa+-+JCS.jpg"><span style="font-family: trebuchet ms;"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281618354168345090" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px; height: 195px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Pgb9_GVYb9c/SUwT6O9jMgI/AAAAAAAADvk/1sEql0VvIyw/s200/Rodrigamente+Cantando+capa+-+JCS.jpg" border="0" alt="" /></span></a><span style="font-family: trebuchet ms;"><br />
Enfim, quando for rico, vou gravá-lo nem que seja só para mim. Depois, tenho os meus amigos Fernando Tavares Rodrigues e José Alberto Boavida. Gostava de fazer com eles o mesmo que fiz com o <a href="http://www.rodrigoemilio.com/">Rodrigo Emílio</a>.</span><span style="font-family: trebuchet ms;"><strong><br />
</strong>Depois tenho o David Mourão-Ferreira.<br />
Depois tenho&#8230;<br />
Depois tenho&#8230;<br />
Depois tenho&#8230;<br />
Tudo se concretizará quando eu for rico.<br />
Fica prometido!<br />
E agora, sim, chegámos ao fim desta entrevista que mais não foi do que um ACTO DE CONFISSÃO<br />
Possivelmente não disse o que muita gente esperava.<br />
Possivelmente falei de mais.<br />
Possivelmente disse muitas asneiras e ainda possivelmente dei um testemunho fantástico. A única coisa que posso garantir é a minha sinceridade &#8211; e isso é difícil, podem acreditar.<br />
Um Abraço a todos que tiveram a paciência de chegar até ao fim e manda a tradição e a minha religião Católica e a minha devoção de amigo que deseje a todos</span></p>
<p align="right"><span style="font-family: trebuchet ms;">UM SANTO, MUITO SANTO NATAL<br />
José Campos e Sousa</span>
</p>
<p style="text-align: left;">In <a href="http://nonas-nonas.blogspot.com" target="_blank"><em>Nonas</em></a>, 22 de Dezembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1078/jose-campos-e-sousa-em-entrevista/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lançado novo CD de José Campos e Sousa</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1062/lancado-novo-cd-de-jose-campos-e-sousa</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1062/lancado-novo-cd-de-jose-campos-e-sousa#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 20:53:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1062</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1062/lancado-novo-cd-de-jose-campos-e-sousa" title="Lançado novo CD de José Campos e Sousa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1062&amp;w=80" width="80" height="69" alt="Lançado novo CD de José Campos e Sousa" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Numa sala gelada do belíssimo Palácio da Independência, ali ao Rossio, com cadeiras de plástico cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa  (de tal maneira velhas e em mau estado que várias se partiram, fazendo cair no chão, com estrondo, alguns dos assistentes mais volumosos), assisti ontem ao lançamento de um CD curioso: &#8220;Mensagem &#8211; À [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1062/lancado-novo-cd-de-jose-campos-e-sousa" title="Lançado novo CD de José Campos e Sousa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1062&amp;w=80" width="80" height="69" alt="Lançado novo CD de José Campos e Sousa" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p style="text-align: justify;">Numa sala gelada do belíssimo Palácio da Independência, ali ao Rossio, com cadeiras de plástico cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa  (de tal maneira velhas e em mau estado que várias se partiram, fazendo cair no chão, com estrondo, alguns dos assistentes mais volumosos), assisti ontem ao lançamento de um CD curioso: &#8220;Mensagem &#8211; À Beira-Mágoa&#8221;, de José Campos e Sousa.</p>
<p style="text-align: justify;">São 18 poemas da <em>Mensagem</em> de Fernando Pessoa, musicados e cantados por  um bardo injustamente esquecido da nossa praça, cuja voz densa, bem colocada e cheia de belas ressonâncias ombreia sem vergonha com as dos grandes cantores franceses dos anos 60, Brassens, Ferré ou Reggiani. Foi bom ouvi-lo, nestes tempos de míngua identitária, sobriamente acompanhado pelo som dolente da sua própria viola e por aquela magnífica intensidade que há nas palavras de um Pessoa messiânico e visionário, apelando ao que de mais nobre temos, como povo.</p>
<p style="text-align: justify;">De todos os poemas cantados no disco, destaco aqui <em><strong>Nevoeiro </strong></em>(o último poema da <em>Mensagem</em>), que me impressiona particularmente pela triste e arrepiante actualidade. Não sou de fatalismos nem de imobilismos saudosistas, mas é impossível negar a evidência: é assim que estamos de novo, ou talvez&#8230; sempre. Pessoa tem aquele raro dom de pôr-nos à frente um espelho, com implacável e inescapável clareza. Gostaria de acreditar que &#8220;é a Hora&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">In <a href="http://risco-continuo.blogs.sapo.pt" target="_blank"><em>Risco Contínu</em></a><a href="http://risco-continuo.blogs.sapo.pt" target="_blank">o</a>, 13 de Dezembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1062/lancado-novo-cd-de-jose-campos-e-sousa/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O maior (e melhor) fanático de todos</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1060/o-maior-e-melhor-fanatico-de-todos</link>
		<comments>http://pt.no-media.info/1060/o-maior-e-melhor-fanatico-de-todos#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 20:44:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.no-media.info/?p=1060</guid>
		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1060/o-maior-e-melhor-fanatico-de-todos" title="O maior (e melhor) fanático de todos"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1060&amp;w=80" width="80" height="118" alt="O maior (e melhor) fanático de todos" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Fã vem de &#8220;fanático&#8221;. Mas de fanático, no pior e mais feio sentido da palavra, é que Forrest J. Ackerman não tinha nada. Ackerman, &#8220;Forry&#8221; para os inúmeros amigos e admiradores, morreu no passado dia 4 em Los Angeles, com 92 anos. Era o fã número um de ficção científica, terror e fantástico, o chamado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1060/o-maior-e-melhor-fanatico-de-todos" title="O maior (e melhor) fanático de todos"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1060&amp;w=80" width="80" height="118" alt="O maior (e melhor) fanático de todos" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Fã vem de &#8220;fanático&#8221;. Mas de fanático, no pior e mais feio sentido da palavra, é que Forrest J. Ackerman não tinha nada. Ackerman, &#8220;Forry&#8221; para os inúmeros amigos e admiradores, morreu no passado dia 4 em Los Angeles, com 92 anos. Era o fã número um de ficção científica, terror e fantástico, o chamado <em>the fan&#8217;s fan</em>, figura popularíssima e de referência absoluta do <em>fandom</em> e o maior coleccionador de objectos, fotos e adereços do cinema do género.</p>
<p>São mais de 300 mil peças &#8211; e ainda uma monumental colecção de livros e revistas &#8211; incluindo o modelo da Casa Branca de <em>A Invasão dos Discos Voadores</em>,<em> </em>dado por Ray Harryhausen, a capa e o anel do <em>Drácula </em>de Bela Lugosi, oferecidos pelo próprio, a pata mecânica de King Kong, o ídolo roubado por Indiana Jones no início de<em> Os Salteadores da Arca Perdida</em>, vários Tribbles do lendário episódio<em> The Trouble with Tribbles</em>, da série <em>O Caminho das Estrelas</em>, o Yoda da saga <em>Guerra das Estrelas</em> e até o robô Maria de <em>Metropolis</em>, de Fritz Lang, o seu filme preferido, que viu mais de 100 vezes.</p>
<p>Até há poucos anos, Forrest J. Ackerman vivia na Ackermansion, uma casa de 18 divisões onde guardava a sua colecção, e que a Smithsonian Institution elegeu como um 10 melhores museus privados dos EUA. Aos sábados de manhã, abria as portas de casa aos visitantes, curiosos e fãs, e guiava-os gostosamente pela colecção.</p>
<p>Depois da morte da mulher, uma professora e tradutora de alemão chamada Wendayne, Ackerman vendeu a Ackermansion, porque as contas do médico e as despesas legais começavam a ser muito onerosas. Teve por isso que vender também ou dar várias das peças da colecção e mudar-se para uma casa mais pequena, que passou a ser conhecida por The Mini Ackermansion.</p>
<p>Ackerman começou a coleccionar quando tinha nove anos e descobriu a ficção científica, através das revistas que se publicavam então. Era um fã &#8220;à antiga&#8221;, que viveu toda a idade do ouro do género (foi à primeira Convenção Mundial de Ficção Científica, em 1939, e em 1953 recebeu o primeiro e único Prémio Hugo de Fã Número Um), e deu valor e respeitabilidade ao cinema de então. Quando para a maior parte das pessoas fora do meio e do <em>fandom</em>, tais filmes não passavam de meras séries B, ridículas paradas de monstros e desfiles patetas de foguetes, discos voadores e extraterrestres.</p>
<p>Mas da geração que descobriu esse mundo através de Forrest J. Ackerman, das revistas de fã que fundou e dirigiu, como <em>Famous Monsters of Filmland</em>, dos escritores de ficção científica, terror e fantástico de que foi agente literário (caso de Ray Bradbury, H.P. Lovecraft ou A.E. Van Vogt, só para referir alguns &#8211; também foi o agente &#8220;iliterário&#8221; de Ed Wood!), da sua colecção de <em>memorabilia</em> e do seu amor aos <em>monster movies </em>e a todas as coisas associadas, saíram nomes como os de Stephen King, Rick Baker, Peter Jackson, Tim Burton, Steven Spielberg, George Lucas, Joe Dante ou John Landis. &#8220;Forry&#8221; tornar-se-ia amigo de muitos deles, que o convidariam para pequenas participações nos seus filmes. (Landis até o meteu no teledisco de <em>Thriller</em>, de Michael Jackson).</p>
<p>Desaparecido Forrest J. Ackerman, só se espera que a sua colecção não seja dispersa aos quatro ventos. Seria um triste fim para a paixão de uma vida longa e cheíssima.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 13 de Dezembro de 2008</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.no-media.info/1060/o-maior-e-melhor-fanatico-de-todos/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
