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	<title>no-media // portugal &#187; Economia</title>
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		<title>A crise do sistema</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 19:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1418/a-crise-do-sistema" title="A crise do sistema"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/1.1f9vq8x9i22skskkssg88kcog.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="A crise do sistema" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 9,2 por cento em Setembro, revelou esta sexta-feira o Eurostat. O fantasma do desemprego paira por toda a Europa, é a crise do sistema, uma crise económica, uma crise financeira, mas também e como tal mais difícil de combater uma crise de valores. O sistema entrou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1418/a-crise-do-sistema" title="A crise do sistema"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/1.1f9vq8x9i22skskkssg88kcog.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="A crise do sistema" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><a class="link" href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407543" target="_new"><span style="color: #996699;">A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 9,2 por cento em Setembro, revelou esta sexta-feira o Eurostat.</span></a><br />
O fantasma do desemprego paira por toda a Europa, é a crise do sistema, uma crise económica, uma crise financeira, mas também e como tal mais difícil de combater uma crise de valores.<br />
O sistema entrou em colapso e como tal vai gerar ciclicamente crises cada vez mais nefastas para o povo e para as nações. Os políticos do sistema e os capitalistas que o sustentam, vão sobretudo procurar salvar as suas mais valias sempre com prejuízo do trabalho e dos trabalhadores.<br />
Destas crises destas contradições, sairá uma nova classe de políticos, de empresários e de trabalhadores, que colocando o capital ao serviço do trabalho, vão finalmente criar um sistema onde a justiça social e a igualdade de oportunidades serão uma realidade. Um sistema baseado nos primados da livre iniciativa, no direito natural porque inscrito no nosso código genético à propriedade privada, mas onde a sua extensão seja definida e limitada em função da utilidade social que representa e onde a falácia romântica do igualitarismo seja riscada dos manuais, uma vez que só tem servido para tornar alguns poucos mais iguais que os outros.</p>
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		<title>Comunistas e nacionalistas gregos manifestam-se contra Bilderberg</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 22:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenas, Grécia – A polícia guardou severamente um condomínio de luxo grego este Sábado no qual supostamente decorreu um secretivo encontro entre os principais políticos e homens de negócios do mundo. Várias dúzias de manifestantes gregos reuniram-se no exterior do Astir Palace Hotel na cidade costeira de Vouliagmeni com o intuito de criticar o Grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atenas, Grécia – A polícia guardou severamente um condomínio de luxo grego este Sábado no qual supostamente decorreu um secretivo encontro entre os principais políticos e homens de negócios do mundo.</p>
<p>Várias dúzias de manifestantes gregos reuniram-se no exterior do Astir Palace Hotel na cidade costeira de Vouliagmeni com o intuito de criticar o Grupo Bilderberg, um grupo internacional fundado há meio século na Holanda.</p>
<p>Não tem nenhuma sede conhecida e reúne-se em condomínios e hotéis de luxo de todo o mundo, o acesso às reuniões é apenas para convidados e, regra geral, não são efectuados quaisquer anúncios públicos acerca das mesmas posteriormente.</p>
<p>Os manifestantes, militantes do Partido Popular Ortodoxo grego, gritaram palavras de ordem e seguraram uma faixa com a mensagem “A Bilderberg não é bem-vinda” no exterior do hotel, que se situa a 25 milhas (40 quilómetros) de Atenas no Mar Egeu. Um dos manifestantes foi detido pela polícia quando tentou romper o cordão policial.</p>
<p>“Estamos aqui em protesto deste encontro anti-Grécia”, afirmou Argyris Sideris, secretário regional do partido à Associated Press. “Precisamos fazer algo para proteger o nosso país”.</p>
<p>O hotel, popular, encontrava-se encerrado ao público.</p>
<p>Um agente policial revelou à Associated Press que o condomínio estava a ser protegido por centenas de agentes, comandos da marinha, barcos rápidos da guarda costeira e ainda por dois jactos F-16. O agente efectuou estas revelações com a condicionante de manter o seu anonimato, de modo a obedecer às normas do seu departamento.</p>
<p>Na sexta-feira, militantes do Partido Comunista Grego levaram também a cabo uma manifestação pacífica contra o Grupo Bilderberg.</p>
<p>Os jornais gregos noticiaram que a reunião secreta entre os principais políticos e os maiores executivos do capitalismo mundial incluíram o ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Dora Bakoyannis.</p>
<p>De acordo com estes jornais entre os convidados deste ano encontravam-se os Secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner; Larry Summers, director do Conselho Nacional Económico dos EUA; o enviando especial da administração Obama para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke; o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick; o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.</p>
<p>Mas nenhum destes relatos pôde ser confirmado por fontes independentes.</p>
<p>O encontro de três dias terminou, aparentemente, no Sábado.</p>
<p>*AFP com a colaboração de Tom Stoukas</p>
<p><strong>Consulte também:</strong><br />
<a href="http://pt.no-media.info/1311/ferreira-leite-na-grecia-a-convite-do-grupo-bilderberg" target="_self">Ferreira Leite na Grécia a convite do grupo Bilderberg</a> &#8211; Lusa</p>
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		<title>Portugal, país neo-colonial</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 17:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1262/portugal-pais-neo-colonial" title="Portugal, país neo-colonial"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1262&amp;w=80" width="80" height="59" alt="Portugal, país neo-colonial" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Portugal, no contexto de uma divisão internacional do trabalho, mantida pelo capitalismo, ficou destinado a realizar um papel nitidamente subordinado no campo industrial. Isto não significa, porém, que o sector primário seja desprezado. Considere-se a riqueza do sub-solo: as pirites alentejanas, o cobre de Neves Corvo, o tungsténio da Panasqueira e o urânio, em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1262/portugal-pais-neo-colonial" title="Portugal, país neo-colonial"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1262&amp;w=80" width="80" height="59" alt="Portugal, país neo-colonial" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Portugal, no contexto de uma divisão internacional do trabalho, mantida pelo capitalismo, ficou destinado a realizar um papel nitidamente subordinado no campo industrial.</p>
<p>Isto não significa, porém, que o sector primário seja desprezado. Considere-se a riqueza do sub-solo: as pirites alentejanas, o cobre de Neves Corvo, o tungsténio da Panasqueira e o urânio, em que mãos se encontram? Maioritariamente em mãos de grandes empórios estrangeiros, com uma participação minoritária do estado português. No caso das pescas a depredação dos recursos é, também, enorme.</p>
<p>A mão-de-obra barata da indústria tem sido explorada, não apenas no próprio país, por uma política de compressão salarial, mas também como imigração,como nos anos 60. É esta emigração massiça que permite ocultar a desindustrialização e o abandono completo da agricultura, pelo menos, nos seus efeitos sociais mais catastróficos.</p>
<p>Estes trabalhadores têm ocupado postos de trabalho desprezados pelos trabalhadores dos países europeus mais desenvolvidos, havendo substituição dos imigrantes não-europeus, rejeitados pela população &#8211; cada vez mais xenófoba &#8211; dos países europeus ricos, outrora sede de ex-colónias.</p>
<p>Nisto, o capital estrangeiro é parte interessada, pois obriga à concessão de cada vez maiores benefícios por parte do Estado português, ao mesmo tempo que recebe &#8211; nos países mais poderosos- uma classe trabalhadora disposta a tudo para conseguir um nível de vida decente.</p>
<p>Portugal é portanto um país semi-colonial (ou de tipo neo-colonial), pois o que se passa ao nível das estruturas produtivas e do poder político, em tudo se assemelha à situação dos países que já foram colónias e obtiveram a sua independência nominal -mas não real &#8211; nos séculos XIX e XX.</p>
<p>A única diferença em relação a estas neo-colónias, é o facto de Portugal ter um passado de país colonizador. Porém, já no seguimento das invasões napoleónicas ( há 200 anos) este país caíu na dependência económica da Grã-Bretanha, dependência que explica muito da história portuguesa do século XIX, incluíndo o nascimento do republicanismo, como reacção de um nacionalismo exarcebado pela perda de controle sobre parte das colónias africanas de Portugal (crise do «mapa cor&#8211;de-rosa»).</p>
<p>Após a entrada de Portugal na CEE, o mercado português de produtos agrícolas, pescado, indústria, imobiliário e serviços, foi largamente penetrado pelos capitais espanhoís, que se serviram de Portugal como vazadouro dos seus produtos agrícolas e industriais, aliás os de menor qualidade, que não tinham capacidade de competir nos exigentes mercados da Europa rica.</p>
<p>A Espanha, com custos de produção mais baixos que os nossos, devido à economia de escala, mas sobretudo beneficiando da enorme quantidade de ajudas do Estado espanhol às exportações e à produção agrícola, rapidamente invadiu os nossos mercados com os seus produtos. A penetração dos produtos do nosso poderoso vizinho foi tão agressiva que liquidou quase toda a concorrência, em Portugal.</p>
<p>Por outro lado, não houve, por parte dos governos portugueses, nenhum esforço para incentivar a agricultura, as pescas ou as indústrias com uma base tecnológica nacional, criando assim condições cada vez mais favoráveis à penetração dos produtos agrícolas e industriais dos parceiros da Europa mais rica, assim como à implantação de empresas do tipo «maquiladora» ou seja, destinadas exclusivamente a explorar a nossa mão-de-obra barata.</p>
<p>A burguesia portuguesa, desde há duas centenas de anos (no mínimo), pode ser considerada uma «burguesia compradore» ou seja, uma burguesia incapaz de dinamizar as estruturas produtivas, sem capacidade de inovação tecnológica, apenas interessada em explorar de forma fácil o proletariado português, como subsidiária de poderosas empresas multinacionais.</p>
<p>Muitas vozes dessa burguesia se esganam a clamar contra o Estado, suposto inimigo da «livre iniciativa», etc., porém é essa mesmíssima burguesia, cliente crónica e obrigatória desse mesmo Estado. Os empresários estão permanentemente a pedir benesses, seja sob forma de empréstimos bonificados, seja de isenções de contribuições sociais, ou ainda do perdão de dívidas fiscais&#8230;</p>
<p>Esta classe integra naturalmente os que ocupam o poder político, sendo vulgar ver um ex-ministro no conselho de administração de empresas ou pessoas da gestão superior de bancos e empresas ocupar os mais elevados cargos no governo&#8230;</p>
<p>A esquerda insititucional, que pretende «representar» os trabalhadores, não está isenta de responsabilidades, no seu reformismo prático e no seu completo silenciamento do problema. Esta esquerda, participando numa ou noutra forma na cultura da burguesia estado-dependente, limita o seu «pensamento» à expressão descolorida das modas intelectuais de uma Europa mais dinâmica.</p>
<p>Não admira portanto que esteja muda e surda às questões que verdadeiramente afligem o proletariado português.</p>
<p>Basta ver que esta esquerda institucional não questiona verdadeiramente a estrutura do tecido empresarial português, a sua cada vez maior fragilidade face ao exterior, a enorme dependência tecnológica, a sub-contratação do tipo «maquiladora», o comportamento predador das multinacionais que aqui vêm instalar-se, as benesses sem contrapartidas e sem garantias que lhes são concedidas pelos governos, etc, etc&#8230; Não pretendendo ser original o discurso acima, não deixa de estar distante das preocupações das «esquerdas» nacionais: elas apenas estão preocupadas com estratégias de tomada e de partilha do poder político, não com uma transformação profunda das relações produtivas.</p>
<p>Porém, o diagnóstico da situação portuguesa, tanto do ponto de vista da dependência económica, como política, é uma condição fundamental para construção de uma verdadeira alternativa, para uma viragem decisiva, com retoma do controlo do país pela sua população laboriosa, em direcção à sua auto-emancipação.</p>
<p>In <a href="http://www.luta-social.org/" target="_blank"><em>Luta Social</em></a>, 28 de Fevereiro de 2009</p>
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		<title>Entrevista com Gerald Celente</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 13:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1255/entrevista-com-gerald-celente" title="Entrevista com Gerald Celente"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1255&amp;w=80" width="80" height="119" alt="Entrevista com Gerald Celente" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Vamos viver a maior recessão de sempre, muito pior do que a &#8220;Grande Recessão&#8221; dos anos &#8217;30! Gerald Celente faz previsões, é escritor e chefe do Trend Research Institute que fundou, em 1980. É famoso pelas suas previsões acertadas referentes a acontecimentos internacionais, tal como o &#8216;Crash&#8217; da Bolsa, em 1987, o desmoronamento da União [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1255/entrevista-com-gerald-celente" title="Entrevista com Gerald Celente"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1255&amp;w=80" width="80" height="119" alt="Entrevista com Gerald Celente" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Vamos viver a maior recessão de sempre, muito pior do que a &#8220;Grande Recessão&#8221; dos anos &#8217;30!</p>
<p>Gerald Celente faz previsões, é escritor e chefe do Trend Research Institute que fundou, em 1980. É famoso pelas suas previsões acertadas referentes a acontecimentos internacionais, tal como o &#8216;Crash&#8217; da Bolsa, em 1987, o desmoronamento da União Soviética, em 1990, a crise asiática, em 1997, o desmoronamento da economia russa, em 1998, o rebentar da bolha da Internet, em 2000, e a recessão de 2001. Ele também previu o início da febre do ouro, em 2002, a decadência do mercado imobiliário, em 2005, a recessão de 2007 e o pânico de 2008. Como estávamos a aproximar-nos do fim do ano, resolvi perguntar ao Sr. Celente quais as sua previsões para o ano 2009. Aqui está a entrevista que ele me concedeu a 12 de Dezembro de 2008.<br />
<strong><br />
Freeman: Como vê a situação actual na América?</strong></p>
<p>Celente: O seu sistema financeiro desmoronou-se totalmente. As únicas duas coisas que o Governo ainda está a fazer para manter o país vivo, é imprimir mais dinheiro ou reduzir as taxas de juro. Chamamos-lhe o Passo Duplo de Bernanke: o presidente do FED só pode dar dois passos. Nenhuma destas medidas alterará o rumo ou vai travar o desmoronamento da economia. Será preciso uma nova capacidade produtiva como, por exemplo, nos anos &#8217;90 quando avançávamos para uma recessão, saímos dela através da tecnologia da Internet. Tudo foi transferido para a Internet. Isso era real. Havia especulação nos mercados, mas nada tinha a ver com a existência do produto. Era uma capacidade produtiva. Não é possível desencadear uma coisa destas através de uma iniciativa monetária ou fiscal. Por exemplo, temos um presidente novo que quer criar 2.5 milhões de postos de trabalho, segundo ele diz. Onde vai arranjar dinheiro para tal? Apenas o pode imprimir. Estamos confrontados com uma hiperinflação, como na época da República de Weimar, algo que também pode acontecer ao dólar. A propósito, sou um ateu político. Não acredito em histórias, sou uma pessoa crescida. Se alguém imagina que os políticos nos vão salvar, está a iludir-se, ou é criança. E esta ilusão está muito pronunciada na América. As pessoas estão cheias de esperança que o novo presidente conseguirá modificar as coisas.</p>
<p><strong>Freeman: Se observarmos a equipa que Obama escolheu até agora, não vai haver mudança.<br />
</strong><br />
Celente: Certo. Mas como pode haver uma alteração, se escolheu as mesmas pessoas que originaram a crise? Como, por exemplo, Larry Summers, que vai ser o seu conselheiro económico e Timothy Geithner, presidente do FED de Nova Iorque. Todos são protegidos de Robert Rubin. Sommers foi Ministro das Finanças da Administração Clinton, depois de Rubin. São estes que destruíram a Lei Glass-Steagall.</p>
<p><strong>Freeman: A causa desta situação foi a abolição da Lei Glass-Steagall. (Para informação: Em 1999, Clinton aboliu esta lei que fora introduzida como lição da última grande depressão. Consequentemente, a separação entre bancos comerciais e bancos de investimentos deixou de existir e introduziu-se a liberalização total, o que voltou a possibilitar a especulação incontrolada dos bancos.)<br />
</strong><br />
Celente: É verdade. Pelos vistos, está a par. São as pessoas que criaram o clima para aparecerem todos os derivados, tal como, os Credit Default Swaps, os SIV, CDO, os chamados instrumentos financeiros exóticos que, na realidade, não passam de apostas, que é como jogar no casino.</p>
<p><strong>Freeman: Acha que a crise financeira foi criada propositadamente, ou será antes uma falha?</strong></p>
<p>Celente: É uma falha. Há aquela conversa sobre os Illuminati. Se foram os Illuminati que a criaram, serão eles que a devem resolver. Não há uma única coisa que uma destas pessoas tenha realizado com êxito, na sua carreira. Eles nunca fizeram nada certo. Foi através da incompetência e da adulação que conseguiram subir. É assim que acontece no Estado. Após ter terminado os meus estudos universitários, em 1971, iniciei a minha carreira no Estado, em Yonkers, Nova Iorque, uma cidade com trezentos mil habitantes. Depois, enviaram-me para Albany, a capital do Estado de Nova Iorque, onde fui assistente do Secretário do Senado do Estado de Nova Iorque. A seguir, ensinei Ciências Políticas na St. John University. De 1973 a 1979, fui especialista em questões governamentais, em Washington, para a indústria química. Portanto, conheço bem a máquina governativa. Também trabalhei para Regan e Connoly, contactei com os principais “jogadores”. As pessoas acham que essa gente é mais inteligente que os outros. Na verdade, é mesmo assim. Quando se trabalha para o Estado, é preciso atestar que se é mais estúpido que os outros. A outra realidade é a que presenciei quando trabalhava em Albany. Vi como os políticos rastejavam para subir. Subiam a pulso. Portanto, pensar que estes políticos são capazes de resolver o problema, é pura ilusão. Além disso, na realidade, todas as organizações políticas não passam de organizações criminosas, e não afirmo levianamente.</p>
<p><strong>Freeman: Eles não sabiam que, se Greenspan baixasse tanto o valor do dinheiro, todo o sistema financeiro iria implodir?</strong></p>
<p>Celente: Para as pessoas não perderem o seu dinheiro, devido ao rebentar da bolha da Internet, ou seja, para os grandes jogadores nada perderem, eles achavam que podiam baixar as taxas de juro, algo que fizeram desde Março de 2000. A partir daí, lançámos avisos através do nosso Instituto, e temos documentos a dizer o que ia acontecer. Mas ninguém quis acreditar. Quando avisámos por escrito que vinha aí um descalabro, recebemos muitas cartas a perguntar se não podíamos dizer algo de positivo, algo agradável. Aconteceu o mesmo em relação à guerra. Antes do início da Guerra no Iraque, dissemos em alto e bom som que a América ia perder. Que iam avançar sem grande resistência e eliminar Saddam Hussein, mas que a seguir teriam pela frente uma guerra de guerrilha, algo que não é possível ganhar. Contudo, ninguém quis ouvir, não teria sido patriótico. E então? Após quase 8 anos de guerra, não avançámos um passo. Quando falo de organizações criminosas, não o digo como calúnia, mas como um facto. A América está a combater numa guerra que assenta em motivos falsos. Se eles sabiam isto ou não, é puramente uma questão académica. Mas com esses motivos falsos, estão a matar pessoas inocentes, mulheres e crianças, algo que é contrário aos meus princípios morais. Além disto, eles roubam as pessoas descaradamente, em pleno dia, com aqueles pacotes alimentares de emergência. Há aquela mentalidade de &#8220;são demasiado grandes para cair&#8221; o que significa que somos pequenos demais para os salvar. É a típica mentalidade inglesa, como aconteceu no Titanic. Os ricos embarcam nos barcos salva-vidas, enquanto os pobres são encerrados no convés inferior e se afundam com o navio.</p>
<p><strong>Freeman: Que é que lhe parece que vai acontecer agora, já que não pôs de parte o &#8220;bailout&#8221; para a indústria automóvel?</strong></p>
<p>Celente: É indiferente. Desde o início que aquilo não tinha pés para andar. Teria sido deitar dinheiro à rua. Além disso, quem comprar um automóvel de fabrico americano, não é bom da cabeça. É só sucata. E os dirigentes são incompetentes. O vice-presidente do Conselho Fiscal da General Motors disse, em 2005, que quem imaginava que o elevado preço dos combustíveis levaria as pessoas a não comprar SUVs, não sabia o que estava a dizer. Ele está totalmente enganado. Há décadas que essa gente só produz porcaria e diz disparates. Houve tempo em que a América fabricava automóveis fantásticos, mas isso já lá vai. Eles só se interessavam pelos lucros, pelo dinheiro que podiam ganhar.</p>
<p><strong>Freeman: A crise financeira atravessou o Atlântico em direcção à Europa e está a arruinar todo o mundo.</strong></p>
<p>Celente: É verdade. Nas minhas viagens costumo reparar que os europeus e os asiáticos assimilam todas as porcarias vindas da América e imitam tudo. Assim, o CS e o UBS estão sujeitos às mesmas manipulações monetárias estúpidas e criminosas que os bancos de cá. Há um ano, ainda se ignorava se o estrangeiro também seria contagiado. Agora, o mundo inteiro está com uma pneumonia. Veja o que se passa em Espanha, com toda aquela construção desenfreada que produziu um excedente imobiliário gigantesco. O país está na falência. Acontece o mesmo com os antigos Países de Leste. Encontrei pessoas de lá e, surpreendido, ouvi-os falar de investimentos e de marketing, como se sempre tivessem vivido no capitalismo. Falaram comigo como se estivessem a par de tudo. Comportaram-se mais como animais de rapina, como se há muito estivessem a viver no Ocidente. Estes e muitos outros países foram os culpados do seu próprio horror económico, e deram com os burrinhos na água.</p>
<p><strong>Freeman: Quais são as suas previsões para 2009? Tudo indica que a economia vai paralisar.</strong></p>
<p>Celente: Acabámos de publicar as nossas previsões para 2009. Prevemos o colapso total da economia. Em 7 de Novembro de 2007, previmos o crash financeiro e o pânico de 2008, e acertámos. No próximo ano, assistiremos ao desmoronamento de todo o comércio a retalho, depois, será o desmoronamento dos bens imobiliários comerciais, etc. &#8230; Vamos assistir à maior recessão de sempre, muito pior do que a &#8220;Grande Recessão&#8221; dos anos &#8217;30.</p>
<p><strong>Freemann: Uau!</strong></p>
<p>Celente: E digo-lhe porquê. Antigamente, não havia tantas pessoas com bens de raiz tão endividados. Elas não contraíam, como agora, empréstimos tão avultados sobre eles. Também não tinham cartões de crédito, nem dívidas de 14 biliões de dólares. Naquela altura, havia um lucro comercial; hoje a América tem um défice de 700 mil milhões de dólares por ano. O orçamento geral do Estado estava equilibrado, agora temos um défice gigante e a administração do Estado está nos 13 biliões de dólares, tendo sido acrescido, só este ano, por mais 1 bilião de dólares. No início da II Guerra Mundial, a América era o motor de toda a produção industrial do mundo, nós tínhamos a maior produtividade. Há muito que isso acabou. Somos uma nação em queda. Estamos a avançar para a maior depressão, e ela será a nível mundial.</p>
<p><strong>Freeman: Pensa que vai haver um desemprego geral com revoltas subsequentes?</strong></p>
<p>Celente: Sim, também prevemos uma tendência para a revolução. O que se está a passar na Grécia, pode acontecer em qualquer lado. Não se trata apenas da morte do rapaz de 15 anos. As pessoas estão a revoltar-se contra aquela classe de políticos incompetentes e totalmente corruptos que é igual em toda a parte. Trabalhei para o Estado, conheço a ordem de grandeza da corrupção. Em Washington, trata-se apenas de lançar projectos para cada um enriquecer e para enriquecer os amigos. Uma mão lava a outra, dinheiro para os amigos. O sistema é corrupto de alto a baixo.</p>
<p><strong>Freeman: Vamos passar por uma depressão dolorosa, durante um ou dois anos, e depois sair dela?</strong></p>
<p>Celente: Como quer sair dela? Que é que nos vai ajudar a sair dela?</p>
<p><strong>Freeman: Vai ser uma depressão de longo prazo?</strong></p>
<p>Celente: Vai.</p>
<p><strong>Freeman: Isso não soa nada bem. Como vai afectar a Europa?</strong></p>
<p>Celente: A Europa vai estar algo melhor porque as pessoas não se endividaram tanto e estão em melhores condições para sair disto tudo. A América transformou-se num país de bananas. As pessoas já não conseguem fazer nada, só sabem consumir, vivem em casas grandes, conduzem automóveis grandes e tornaram-se grandes e obesas. Não conseguem parar de viver acima dos seus meios. Consomem demasiada comida, energia e espaço. Não sabem viver modestamente. A festa acabou, vai ser muito doloroso apertar o cinto. Temos uma camada crescente de pobres, algo que nunca tivemos. É assustador. Vamos ter uma taxa de desemprego muito elevada, muito maior do que na última depressão.</p>
<p><strong>Freeman: Não vê solução como sair desta depressão?</strong></p>
<p>Celente: Só vamos sair da depressão, se pusermos em andamento uma nova capacidade de produção que irá mais longe que as novas tecnologias para energias alternativas. Terá de ser algo totalmente revolucionário, algo que será o novo motor para a economia, tal como a descoberta do fogo ou a invenção da roda.</p>
<p><strong>Freeman: A História demonstra que, quando os que detêm o poder se confrontam com grandes problemas económicos, eles não os solucionam, acham que uma guerra resolve tudo. Existe a possibilidade de uma nova guerra grande?</strong></p>
<p>Celente: A II Guerra Mundial pretendeu ser a solução para a última grande depressão. Agora vivemos noutros tempos. A próxima guerra será com armas de destruição maciça. Hoje, já só se pode fazer a guerra contra países subdesenvolvidos. Já não se trata do lançamento de ogivas intercontinentais, mas de uma guerra de guerrilha hightech, tal como acontece no Iraque e no Afeganistão. Mas os políticos são capazes de tudo.<br />
<strong><br />
Freeman: Refere-se com isso a um ataque sob uma bandeira falsa?</strong></p>
<p>Celente: Sim, eles estão constantemente a mentir como, por exemplo, que Saddam Hussein tinha armas nucleares e ligações com a Al Quaeda. Quem acredita ainda nos políticos?</p>
<p><strong>Freemann: O senhor disse que a América estava a seguir o caminho da Grã-Bretanha. Está a dizer que a América já não aguenta sustentar o Império e o estacionamento de tropas em 130 países?</strong></p>
<p>Celente: Sim, o Império americano está a desaparecer. Terá o mesmo fim que o inglês. Já não nos podemos dar ao luxo de o manter.<br />
<strong><br />
Freeman: O único político que o afirma na América, que também tem uma política económica racional e que quer restabelecer o direito constitucional, é Ron Paul. O que acha dele?<br />
</strong><br />
Celente: Eu teria votado nele para Presidente. Em vez disso, tive de votar em Nader porque o nome dele não constava da lista. Não vou apoiar nenhuma das organizações criminosas que dividem o poder em Washington. E sou muito claro nisso. Quem tiver votado nos criminosos, apoia a continuação dos assassinatos e dos roubos. É tão simples como isto. Eles matam pessoas inocentes todos os dias.</p>
<p><strong>Freeman: Qual é o grau de culpa dos media nisto tudo? Eles comportam-se como órgãos de propaganda.</strong></p>
<p>Celente: A culpa deles é grande. Eles vão para a cama com o poder. Só temos de ver a ligação estreita que existe entre os representantes dos media e as autoridades, os Ministérios, o Pentágono e a Casa Branca onde estão como em sua casa. Podemos agradecer ao New York Times por nos ter vendido a Guerra do Iraque. Em 2007, este jornal também nos disse que o problema da economia não passava de um &#8216;resfriado&#8217; e que havia de passar, embora já tivéssemos vislumbrado o crash. Os media estão do lado da economia e do governo, não cumprem o seu papel de forma alguma.</p>
<p><strong>Freeman: Que é que pode dizer às pessoas, quanto à maneira como se devem preparar para a depressão que se avizinha?</strong></p>
<p>Celente: Há muito que dizemos no Instituto que não devemos gastar nem um cêntimo mais do que temos. Vamos ter de viver numa nova simplicidade na qual só compramos coisas que realmente precisamos, e que utilizamos durante mais tempo. Acabou-se o ciclo do consumismo, a noção de que se pode comprar e atingir a felicidade através do materialismo. Não me interprete mal, também gosto de coisas bonitas, mas agora trata-se de qualidade, ou que menos é mais. Depois, por causa da educação das crianças. Aqui na América, todos querem mandar os filhos para uma escola superior ou para a universidade. Isso custa uma fortuna. Para quê? Para estudarem Economia ou Direito e fazerem o MBA? Poupem o vosso dinheiro. Temos banqueiros e advogados de sobra que não servem para nada e que não criam riqueza. Mais vale uma formação prática e útil, como engenheiro, técnico ou qualquer profissão onde se trabalha com as mãos. Vai haver uma grande mudança. Tudo começa a nível local. Há que olhar pela sua comunidade e nela ser activo. Como ser útil aos outros. Pode estar contente que na Suíça existe a democracia directa e pode colaborar directamente. Aqui na América, já não temos voto no assunto, fazem o que querem. Por exemplo, as pessoas são contra as medidas de emergência. O que é que fazem os políticos? Aquilo que bem lhes apetece.</p>
<p><strong>Freeman: Eu digo ao meu público: apoiem as vossas cidades e comunidades, lutem pela manutenção das estruturas públicas, impeçam as privatizações e a liquidação de todo o mundo.</strong></p>
<p>Celente: Há serviços que são essenciais e deviam ser públicos, tal como os transportes, a energia e o abastecimento de água. Aqui temos o governo mundial a trabalhar. Não sou teórico da conspiração, mas todos sabem para onde vamos caminhar. Eles querem controlar tudo e ter um governo central.</p>
<p><strong>Freeman: Com todos os problemas económicos dos países do Mediterrâneo e com a adesão dos novos países do Leste, acha que a União Europeia e o Euro se vão desmoronar?</strong></p>
<p>Celente: Sim, é a nossa convicção. Nós dissemo-lo antes da introdução do Euro. Só é preciso um populista nacional de num país-membro pensar que pode vencer a crise se o seu país sair da União Europeia para esta se desmoronar. Berlusconi já o deu a entender, com a ameaça de denunciar o Acordo de Schengen, devido à grande vaga de imigrantes. A migração das massas é um problema muito grande. Os países ocidentais são inundados por pessoas que procuram uma vida melhor ou que fogem de algum perigo. Não adianta ser-se altruísta, quem vai pagar isso tudo? Onde arranjar um abrigo, alimentação e trabalho para estes estrangeiros quando mal se consegue cuidar dos habitantes do próprio país?</p>
<p><strong>Freeman: Acha que vai haver uma união norte-americana entre o México, os EUA e o Canadá?</strong></p>
<p>Celente: Sim, achamos que isso é possível. Mas, agora, a hipótese de uma ruptura é muito maior. Estamos a assistir ao desmoronamento dos EUA, tal como assistimos ao da União Soviética. Algumas regiões vão reconhecer que podem vencer melhor a crise sem um governo federal. Para que é que precisam de Washington que está tão longe? Já viu a quantidade de políticos que lá pululam? São incompetentes e corruptos, só pensam no seu proveito próprio. Estamos a assistir à dissolução dos Estados Unidos.<br />
<strong><br />
Freeman: Na sua opinião, a função dos bancos centrais está ultrapassada? Afinal, foram eles que provocaram a crise e falharam completamente.</strong></p>
<p>Celente: Sim, falharam, mas existe uma luta pelo poder. Os grandes querem esmagar os pequenos, tal como sempre aconteceu na História. Uma das tendências que estamos a observar, denominámos &#8220;Corta-lhes a cabeça!&#8221;. É o que de certo vai acontecer.</p>
<p><strong>Freeman: Quer dizer que vai haver uma revolta a sério?</strong></p>
<p>Celente: Absolutamente. Veja a gentalha que existe na Wall Street, ou o tipo de gente que sai das Universidades de Harvard e de Yale. Jamais na vida sujaram as mãos. Não fazem ideia do que significa viver na rua depauperado. Quando se tira tudo às pessoas e já nada têm a perder, elas estão dispostas a tudo.</p>
<p><strong>Freeman: As coisas que prevê não são nada optimistas.</strong></p>
<p>Celente: Não tem nada a ver com optimismo ou pessimismo. Tem a ver com realismo. É como quando vai ao médico e este lhe diagnostica um cancro em estado terminal. Quer que ele lhe minta ou que lhe diga a verdade? Um falso optimismo não altera as coisas, vai morrer dentro em breve.</p>
<p><strong>Freeman: Acha boa ideia pessoas individuais, ou comunidades inteiras passarem a abastecer-se a si próprias e separarem-se da rede? </strong></p>
<p>Celente: Absolutamente. Sem qualquer dúvida. Devíamos examinar a possibilidade de nos tornarmos independentes do sistema e produzir os nossos alimentos e a nossa electricidade. Foi o que eu mencionei há pouco. Com tecnologias novas será possível. Quando isso acontecer, as pessoas vão afastar-se do Estado-protector e dos consórcios. Em 1997, publiquei um livro chamado &#8220;Tendências de 2000&#8243; que tratava precisamente deste tema. O sistema central já se devia ter desmoronado há muito. Só foi mantido através de dinheiro barato. Mas isso também já não funciona. Para que é que precisamos de um governo central que cria todos os problemas e que não tem soluções? O futuro é a independência total e a descentralização.</p>
<p><strong>Freeman: Muito obrigado pela entrevista.</strong></p>
<p>In <a href="http://www.grifo.com.pt" target="_blank"><em>Projecto Grifo</em></a>, Fevereiro de 2009</p>
<p>© Copyright 2008, Alles Schall und Rauch – Freeman.</p>
<p><a href="http://alles-schallundrauch.blogspot.com/2008/12/interview-mit-gerald-celente.html" target="_blank">http://alles-schallundrauch.blogspot.com/2008/12/interview-mit-gerald-celente.html</a></p>
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		<title>O futuro mercado transatlântico</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1245/o-futuro-mercado-transatlantico" title="O futuro mercado transatlântico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1245&amp;w=80" width="80" height="106" alt="O futuro mercado transatlântico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Enquanto a opinião pública das diferentes nações europeias se extasia ante o novo presidente dos Estados Unidos, o brilhante Barack Obama mantêm o processo de absorção da União Europeia, por parte do espaço económico e jurídico norte-americano. O sociólogo Jean Claude Paye denuncia a construção progressiva do império transatlântico e a intenção dos seus promotores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1245/o-futuro-mercado-transatlantico" title="O futuro mercado transatlântico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1245&amp;w=80" width="80" height="106" alt="O futuro mercado transatlântico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><em>Enquanto a opinião pública das diferentes nações europeias se extasia ante o novo presidente dos Estados Unidos, o brilhante Barack Obama mantêm o processo de absorção da União Europeia, por parte do espaço económico e jurídico norte-americano. O sociólogo Jean Claude Paye denuncia a construção progressiva do império transatlântico e a intenção dos seus promotores em converter as liberdades indivíduas em mais uma mercadoria.</p>
<p></em>Nos países membros da antiga União Europeia, a Europa dos quinze, a questão da soberania externa tema a ver com o fim da segunda Guerra Mundial. Na sua maioria ou ocupados pelo exército americano ou membros da NATO, estes países transferiram para o executivo americano as prerrogativas soberanas (fazer a guerra e garantir a sua defesa)</p>
<p>A fase actual das relações entre a União Europeia e os Estados Unidos está marcada por uma especificidade; consiste no abandono da soberania interna dos países membros da Europa dos 27. Graças a uma hegemonia de direito americana no território Europeu, o executivo norte-americano exerce um poder directo sobre os povos europeus. Através de numerosos acordos as instituições da União europeia legitimam essa soberania.</p>
<p>A instauração de uma soberania interna do executivo norte-americano sobre os países do velho continente conduz à formação de uma nova forma de estado, o estabelecer de uma estrutura imperial submetida a égide norte americana. Trata-se de uma forma estável que difere grandemente da anterior: Na altura em que os Estados Unidos possuíam somente a soberania externa dos países europeus existia ainda a possibilidade de um retrocesso parcial ou ainda mais profundo e sem a intervenção de uma revolução social, como demonstra a saída da França do NATO, por decisão de Charles de Gaulle. Um acto de independência como esse, por parte de uma nação europeia, deixa de ser possível se os Estados Unidos exercerem controlo directo sobre os habitantes do velho continente.</p>
<p><strong>Um grande mercado transatlântico para o ano de 2015</strong></p>
<p>Uma resolução do Parlamento Europeu adoptada em Maio de 2008, legitima e projecta a criação de um grande mercado transatlântico no ano de 2015. Esta resolução prevê a eliminação das barreiras comerciais, assim como a liberalização dos mercados públicos e da propriedade intelectual e as invenções. O acordo prevê a harmonização progressiva das regulamentações e sobretudo o reconhecimento das regras em vigor em ambos os lados do Atlântico. Na realidade o direito que se irá aplicar será o norte-americano.</p>
<p>De forma paralela às negociações sobre a existência do grande mercado, desenrolaram-se conversas secretas com vista criação de um espaço comum para controlo das populações. Uma informação secreta elaborada por especialistas de seis estados membros, estabeleceu um projecto para a criação de uma área de cooperação transatlântica em matéria de liberdade, segurança e justiça até ao ano de 2014. Vão procurar organizar a administração interna e a justiça dos estados membros “em correspondência com as relações exteriores da União Europeia”, ou seja essencialmente em função dos Estados Unidos.</p>
<p>Mais que a entrega de dados pessoais e a colaboração dos serviços de policia, procedimentos já amplamente aplicados, o objectivo da criação do mencionado espaço consiste na possibilidade, de com o tempo, os cidadãos da União Europeia possam ser entregues às autoridades norte-americanas. Temos que recordar prisão europeia, resulta da criação de um “ espaço de liberdade, segurança e justiça” entre os estados membros, suprime todas as garantias que oferecia o sistema de extradição. A ordem de prisão baseia-se no princípio de reconhecimento mútuo. Considera como automaticamente conformes os princípios de um estado de direito, todas as disposições jurídicas do estado solicitante.<br />
A instauração de este tipo de cooperação transatlântica levaria ao reconhecimento do direito norte-americano por parte dos 27 membros da União Europeia e a aceitação automática do conjunto de pedidos de extradição norte-americanos. Porém nos Estados Unidos o Military Commissions Act of 2006 (3) permite a perseguição e a prisão por tempo indeterminado de toda a pessoas designada como inimiga do poder executivo. Essa lei e extensiva aos cidadãos de qualquer país inclusive com aqueles que eles não estão em guerra. Qualquer um pode ser perseguido como inimigo, não porque existam elementos probatórios, mas simplesmente porque o poder executivo assim o designou. Nenhum governo estrangeiro negou essa lei de alcance internacional.</p>
<p><strong>Grande mercado de controlo sobre os povos</strong></p>
<p>O paralelismo entre a liberalização do comércio entre os dois continentes e o controlo norte-americano sobre os povos europeus esteve presente durante os 13 anos em que o processo foi negociado. Com efeito em 3 de Dezembro de 1995 teve lugar durante a cimeira USA/UE em Madrid a assinatura na Nova Agenda Transatlântica, com vista à promoção de um grande mercado transatlântico e um plano de acção comum em matéria de cooperação policial e judicial. Se bem que as negociações sobre a forma de cooperação se desenrolaram de forma contínua, as negociações tendentes à criação de um grande espaço pararam a um determinado momento. Foram abandonadas em 1998 e foi preciso esperar até ao ano de 2005 para que se reactivassem, após uma declaração económica adoptada na cimeira USA/UE em Junho de 2005.</p>
<p>Os avanços registados com vista à creação de uma mercado transatlçantico devem-se á acção de uma instituto norte-americano: o Transatlantic Policy Network, criado em 1992 e no qual se reúnem parlamentares europeus, membros do congresso dos Estados Unidos e representantes de empresas privadas. Pretendem criar um bloco europeu-americano no plano politico, económico e militar. O Transatlantic Policy Network conta com o apoio de de numerosos think tanks, como o Aspen Institute, el European-American Business Council, el Council on Foreign Relations, el German Marshall Fund y la Brookings Institution. E o apoio financeiro de grandes multinacionais norte-americanas e europeias como como Boeing, Ford, Michelin, IBM, Microsoft, Daimler Chrysler, Pechiney, Michelin, Siemens, BASF, la Deutsche Bank, Bertelsmann.</p>
<p>Um elemento importante deste “espaço de liberdade, segurança e justiça” a entrega generalizada de dados pessoais já está em marcha. Uma informação interna redigido de forma conjunta pelos negociadores, do Ministério da Justiça e do Departamento de Segurança da Pátria, pelo lado norte-americano e pelo Coreper, um grupo de representantes permanentes da união Europeia, anuncia um acordo com esse sentido para o ano de 2009 (4).<br />
O objectivo é favorecer a entrega de dados, não só de carácter administrativo e judicial como também relativos á defesa do território. Os negociadores já se puseram de acordo relativamente a 12 pontos essenciais. Trata-se na realidade na entrega permanente às autoridades norte-americanas de uma série de informações de índole privada, como o numero do cartão de credito, detalhes de contas bancárias, as operações realizadas, os itinerários de viagens e as ligações de internete, bem como informação individual, como raça opiniões politicas, os costumes pessoais e a religião.</p>
<p>Os norte-americanos justificam estas exigências como uma questão económica. Segundo eles o acordo é um grande negócio, porque diminui a totalidade dos custos o que implica para o governo dos Estados Unidos a obtenção de informações da União Europeia. O objectivo não é possibilitar a transmissão desses dados ás autoridades dos Estados Unidos, pratica já amplamente aplicada, mas sim legalizar a sua entrega ao sector privado. Trata-se de suprimir todos os obstáculos legais que se oponham à difusão das informações anteriormente mencionadas e garantir para esse processo os custos mais baixos possíveis. Antes de tudo têm de garantir a rentabilidade do mercado.</p>
<p><strong>Supremacia do direito norte-americano</strong></p>
<p>No que respeita à necessidade de estabelecer um controle independente os negociadores europeus abandonaram a sua legislação e aceitaram os critérios norte-americanos. Admitem que o poder executivo se vigie a si mesmo. Considerando assim que o sistema de controlo interno do governo dos Estados Unidos, oferece garantias suficientes. Aceitaram que os dados ligados á raça, à religião, as opiniões politicas, a saúde e a vida sexual, sejam utilizados por um governo, na condição que as leis internas ofereçam protecção adequada. Cada governo decidira por si mesmo se respeita ou não essa obrigação.<br />
O processo que conduz à instalação de d um grande mercado transatlântico, é o processo inverso à construção da União Europeia. O mercado comum europeu é em primeiro baseada no intercâmbio e liberalização mercantil. O grande mercado transatlântico baseia-se na supremacia do direito norte-americano. Trata-se em todo numa construção politica, onde se menciona inclusivamente uma assembleia transatlântica.</p>
<p>O exercício de soberania das autoridades norte-americanas sobre os povos europeus e a legitimação desse poder, por parte da União Europeia são condições para a instauração de novas relações de propriedade e intercâmbio; transformar em mercadoria os dados pessoais e liberalizar esse grande mercado sem qualquer limite.</p>
<p><em>Parlamento Europeo, «Résolution du Parlement européen sur les relations transatlantiques», B6-0280/2008, 28 de mayo de 2008.<br />
Report of the Informel, Hight Level Advisory Group on the Future European Affairs Policy (Future group), «Freedom, Security, Privacy. European Home Affairs in a Open World», junio de 2008, p. 10, párrafo 50.<br />
S.390 Military Commissions Act of 2006.<br />
Council of the European Union, «Note from Presidency to Coreper, Final Report by EU-US Hight Level Contact Group on information sharing and privacy and personal protection», 9831/08, Bruselas, 28 de mayo de 2008.</em></p>
<p><strong>Jean-Claude Paye</strong></p>
<p>Tradução livre</p>
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		<title>Um mundo virtual</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 22:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/878/um-mundo-virtual" title="Um mundo virtual"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=878&amp;w=80" width="80" height="117" alt="Um mundo virtual" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Acrise que avança no sentido de ser mundial tem uma relação inegável com o facto de a actividade económica ter sido orientada, sem regulação pelas autoridades políticas, e sem percepção suficiente das entidades responsáveis pela observação dos comportamentos, tendo em vista um mundo virtual sustentado pela criatividade de uma tecnocracia tomada pela vertigem do enriquecimento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/878/um-mundo-virtual" title="Um mundo virtual"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=878&amp;w=80" width="80" height="117" alt="Um mundo virtual" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Acrise que avança no sentido de ser mundial tem uma relação inegável com o facto de a actividade económica ter sido orientada, sem regulação pelas autoridades políticas, e sem percepção suficiente das entidades responsáveis pela observação dos comportamentos, tendo em vista um mundo virtual sustentado pela criatividade de uma tecnocracia tomada pela vertigem do enriquecimento. Ao mesmo tempo que os governos parecem decididos a regressar às responsabilidades que não são nem de mais Estado, nem de menos Estado, mas simplesmente de Estado confiável, parece haver um risco de a crise ser agravada. Trata-se de colocar uma nova versão de mundo virtual no lugar daquela que está moribunda.</p>
<p>Um dos capítulos mais inquietantes deste risco plural está no apelo urgente, feito pela ONU, no sentido de reforçar as solidariedades em que se apoia, sem outro recurso, a esperança de realizar os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio. É evidente que não devem ser ignoradas as carências dos países pobres, especialmente na África, no domínio da saúde, da segurança alimentar, da educação. As palavras dos representantes dos Estados que intervieram foram todas no sentido de assumir que é necessário avançar em parceria, o método que assegura melhores resultados do que os conseguidos pelos unilateralismos. A convicção posta nos discursos foi reforçada pelo facto de terem sido anunciados compromissos no valor de 16 mil milhões de dólares, numa época de crise financeira sem precedente próximo. Uma intervenção desta dimensão e natureza, confiada em que &#8220;somos a primeira geração que dispõe dos recursos, conhecimentos e competência necessários para erradicar a pobreza&#8221;, arrisca a que muito brevemente alguma alta autoridade da ONU venha a repetir, com discrição diplomática, que &#8220;embora estejamos a avançar na direcção certa, não o estamos a fazer suficientemente depressa&#8221;, ou que as decisões mais importantes, como afirmou recentemente Miguel d&#8217;Escoto, já não passam pela Assembleia Geral, porque esta apenas emite recomendações facilmente ignoráveis.</p>
<p>Uma das circunstâncias que podem reafirmar a consistência destas críticas, e já visível, é que as carências das populações dos países até agora considerados representativos do nível de vida dos que integram a cidade planetária do Norte do mundo estão em crescimento, ameaçam multiplicar o número inquietante dos novos pobres, e, neste declive, tornar complexa a segurança pública, a agressividade entre os grupos étnicos e culturais que se multiplicaram por efeitos colaterais da teologia de mercado, engrossar as imigrações ilegais, e assim por diante.</p>
<p>Não avaliar com realismo as capacidades disponíveis para corresponder aos anúncios feitos de reforço das contribuições para os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) terá consequências mais surpreendentes do que a confessada surpresa por o anúncio ter sido feito em tempos de crise financeira. A quebra da confiança, que é a mais severa das consequências do desastre do sistema financeiro, porque é o alicerce da viabilidade de qualquer plano de reconstrução, será inevitavelmente agravada.</p>
<p>Os anúncios que correspondam a uma cortina defensiva dos responsáveis em exercício dificilmente criarão um novo mundo virtual que evite a transparência suficiente da realidade. A austeridade dos comunicados e discursos, apegados aos factos, é certamente a mais recomendável das políticas mobilizadoras das vontades cívicas. A austeridade das políticas, que consolidará a mobilização do civismo, tem de começar pela definitiva e consistente política de desarmamento global controlado, sempre adiado, pela regulação efectiva do comércio das armas ligeiras, pela contenção do uso da violência armada que soma ao dispêndio de armas e pessoas a destruição de haveres e bens. É neste ponto que começa a exigida democratização da ONU, que a manutenção da segurança se perfila como um valor superior, que os conflitos serão mais submissos à colaboração do que ao confronto, que os orçamentos serão mais equilibrados e os recursos, mais abundantes.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 28 de Outubro de 2008</p>
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		<title>Notas de Euro utilizadas para a Escravização</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 00:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/856/856" title="Notas de Euro utilizadas para a Escravização"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=856&amp;w=80" width="80" height="104" alt="Notas de Euro utilizadas para a Escravização" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Poucos em Portugal têm conhecimento de que as notas de 200 Euros e de 500 Euros não podem ser emitidas no nosso país. As que vemos em circulação vieram todas do estrangeiro. As letras impressas antes da sua numeração obedecem a um código, mais ou menos secreto, que nos dá informações acerca do país de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/856/856" title="Notas de Euro utilizadas para a Escravização"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=856&amp;w=80" width="80" height="104" alt="Notas de Euro utilizadas para a Escravização" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Poucos em Portugal têm conhecimento de que as notas de 200 Euros e de 500 Euros não podem ser emitidas no nosso país. As que vemos em circulação vieram todas do estrangeiro. As letras impressas antes da sua numeração obedecem a um código, mais ou menos secreto, que nos dá informações acerca do país de origem:</p>
<p>Áustria         = letra &#8220;N&#8221;<br />
Bélgica        = letra &#8220;Z&#8221;<br />
Finlândia      = letra &#8220;L&#8221;<br />
França         = letra &#8220;U&#8221;<br />
Alemanha    = letra &#8220;X&#8221;<br />
Grécia         = letra &#8220;Y&#8221;<br />
Irlanda         = letra &#8220;T&#8221;<br />
Itália             = letra &#8220;S&#8221;<br />
Luxemburgo = letra &#8220;R&#8221;<br />
Holanda       = letra &#8220;P&#8221;<br />
Espanha      = letra &#8220;V&#8221;<br />
Portugal       = letra &#8220;M&#8221;</p>
<p>À nossa vizinha Espanha, por exemplo, já se concedeu o direito de imprimir notas de 200 e de 500 Euros. A muito promovida  &#8220;IGUALDADE&#8221; entre os estados membros da UE não passa, pois, de uma miragem! Uns são mais iguais que outros! A CEE ainda era uma comunidade com um certo grau de igualdade de direitos e deveres. A CE, porém, já não o era, dividindo os seus membros entre uns de 1ª e outros de 2ª. A UE nem disfarça sequer esta diferenciação e divide os seus membros entre um chamado &#8220;núcleo duro&#8221;, ou seja, de 1ª categoria, os secundários, que entraram na segunda vaga e os terceiros, os últimos a chegar! Factos recentes levam mesmo a crer que se pretende criar um estatuto de 4ª categoria para os que ainda desejam entrar, mas que por enquanto não foram admitidos.</p>
<p>A aberração de tudo isto torna-se cada vez mais clara, quando se nota que tudo está montado de acordo com o sistema soviético, com comissários não directamente eleitos, que não são responsabilizados pelos seus actos perante ninguém.</p>
<p>Com o derrube das fronteiras, propagou-se a instabilidade social, com consequências dramáticas. E com a desculpa de por termo às mesmas, prepara-se agora um assalto estatal aos cidadãos, através da utilização das notas do Euro.</p>
<p>Em início de Outubro  de 2008, lançou-se uma operação surpresa na maioria dos aeroportos alemães, inspeccionando-se os passageiros (obrigando muitos a despirem-se até), para verificar quanto dinheiro levavam consigo. Tinha surgido uma directiva de Bruxelas e ninguém deve andar com mais de 7000 Euros. Todas as quantias superiores a esta foram confiscadas até que os seus possuidores pudessem explicar a origem do dinheiro e a razão para andarem com ele. Os comissários de Bruxelas querem o controlo orwelliano sobre a circulação do dinheiro. Com a desculpa de procurarem dinheiro de droga ou de lavagem de dinheiro, metem as suas mãos sujas nos bolsos dos cidadãos e no dinheiro deles,  produto do seu trabalho e que ao &#8220;insectóides&#8221; nada diz respeito.</p>
<p>Semanas antes mandaram parar 5000 viaturas numa estrada muito movimentada em França e examinaram o conteúdo das mesmas, à procura de tudo o que fosse ilegal, incluindo qualquer quantia de dinheiro considerada suspeita. O montante máximo permitido era o de 7000 Euros. Porém, quando alguém vestido com calças de ganga e sapatos de ténis tinha na sua posse quantias inferiores, confiscaram as mesmas para os obrigar a provar a sua origem, dado que a mesma lhes parecia &#8220;suspeita&#8221;.</p>
<p>Está em discussão a criação de novas notas de 200 e de 500 Euros, com a implantação de um chip que faz apitar a sua presença em detectores especiais, que se tencionam instalar em estações ferroviárias, portos e aeroportos.</p>
<p>George Orwell há muito que está ultrapassado. As notas de dinheiro já se tornaram nas novas ferramentas da escravização global!</p>
<p>In <a href="http://www.grifo.com.pt" target="_blank"><em>Grifo</em></a>, 19 de Outubro de 2008</p>
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		<title>Os bancos a Soro(s)</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 23:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[George Soros, o multimilionário que enriqueceu à custa da especulação nos mercados monetários, advoga a intervenção dos diferentes Estados para “salvar a banca”. É uma posição interessante de quem empochou milhões em boa medida devido à escassa ou insuficiente regulação daqueles mercados por parte das autoridades que os deviam supervisionar. Também interessante é o facto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="entry">
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<p>George Soros, o multimilionário que enriqueceu à custa da especulação nos mercados monetários, advoga a intervenção dos diferentes Estados para “salvar a banca”. É uma posição interessante de quem empochou milhões<span id="more-852"></span> em boa medida devido à escassa ou insuficiente regulação daqueles mercados por parte das autoridades que os deviam supervisionar.</p>
<p>Também interessante é o facto de o homem que, em 1992, especulou contra a libra, provocando uma desvalorização record dessa moeda na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Black_Wednesday">Quarta-Feira Negra</a> &#8211; ganhando assim mil milhões de dólares em 24 horas e obrigando o Tesouro Britânico a dispender 27 mil milhões de libras para melhorar a cotação da moeda - tinha um doutoramento <em>honoris causa</em> em Oxford (1980). Pode-se dizer que mostrou o devido reconhecimento à Inglaterra pela distinção!</p>
<p>In <a href="http://atrida.wordpress.com" target="_blank"><em>Odisseia</em></a>, 16 de Outubro de 2008</div>
</div>
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		<title>Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global? Vá pegar seus dólares agora! RÁPIDO!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 21:35:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/832/sera-que-a-crise-vai-derrubar-o-sistema-financeiro-global-va-pegar-seus-dolares-agora-rapido" title="Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global? Vá pegar seus dólares agora! RÁPIDO!!!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=832&amp;w=80" width="80" height="60" alt="Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global? Vá pegar seus dólares agora! RÁPIDO!!!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Os acontecimentos das últimas duas semanas mostraram claramente que o sistema financeiro, monetário e bancário global, imposto ao mundo pelas estruturas de poder promotoras da “globalização”, é fundamentalmente inconsistente, inviável e imoral quanto a seus efeitos sobre a maior parte da humanidade. Após permitir que uma pequena cabala de figuras sombrias acumulasse vastas quantidades de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/832/sera-que-a-crise-vai-derrubar-o-sistema-financeiro-global-va-pegar-seus-dolares-agora-rapido" title="Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global? Vá pegar seus dólares agora! RÁPIDO!!!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=832&amp;w=80" width="80" height="60" alt="Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global? Vá pegar seus dólares agora! RÁPIDO!!!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><span style="font-family: Helv;"><span style="font-family: Helv;"></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Os acontecimentos das últimas duas    semanas mostraram claramente que o sistema financeiro, monetário e bancário    global, imposto ao mundo pelas estruturas de poder promotoras da    “globalização”, é fundamentalmente inconsistente, inviável e imoral quanto a    seus efeitos sobre a maior parte da humanidade. Após permitir que uma pequena    cabala de figuras sombrias acumulasse vastas quantidades de riqueza e poder    sobre mercados, sociedades anônimas, ramos de atividade econômica, meios de    comunicação, forças armadas e nações inteiras, ele encontra-se agora em queda    livre, ruindo sobre si mesmo, numa maciça implosão, tal qual as torres gêmeas    do onze de setembro.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Esse malévolo e injusto Sistema Global    de Poder foi concebido e implementado durante as últimas sete décadas pelos    planejadores estratégicos da geopolítica e da geoeconomia, a serviço das    estruturas de poder da Nova Ordem Mundial, mais notavelmente pela sua rede de    discretos e silenciosos, porém altamente influentes institutos privados de    pesquisas, tais como o Conselho de Relações Exteriores (CFR, <em>Council on    Foreign Relations</em>) fundado em Nova Iorque em 1919, a Comissão Trilateral    (fundada em 1973), a Conferência Bilderberg (formada na Holanda em 1954) e    outros como o <em>Cato Institute</em>, o Instituto Empresarial Americano    (<em>AEI, American Enterprise Institute</em>), sem esquecer o notório Projeto    para um Novo Século Americano (<em>PNAC, Project for a New American    Century</em>) (1).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Considerando a enorme complexidade do    processo que está a se desenrolar no momento; a vasta quantidade de    informações com que nos bombardeiam a cada minuto do dia e a aparente    dificuldade de antever de que maneira esta crise global será ultimamente    resolvida, somos tentados a resumir alguns aspectos importantes e dados    cruciais, os quais cremos, nos auxiliarão a montar esse verdadeiro    quebra-cabeças, de modo a melhor compreender as múltiplas dimensões da    horrenda criatura que eufemisticamente viemos a denominar como “globalização”.    Como cidadãos argentinos, possuimos uma enorme vantagem sobre outros povos,    incluindo aí os cidadãos americanos, quando a questão é compreender e lidar    com este tipo de crise. Digo isso porque em nossas existências já passamos na    Argentina por tudo o que agora ocorre globalmente – muito embora, em nosso    caso, numa escala bem mais reduzida. Já vimos esse filme&#8230;somos putas velhas    e de carteirinha&#8230; Fomos empurrados e arrastados através de toda a histérica    manipulação da inflação, da híper-inflação, colapsos bancários sistêmicos,    mudanças de moedas, permutações de títulos de obrigações da dívida pública    (<em>Debt Bond Swaps</em>), mega-permutações de títulos da dívida, “blindagens”    financeiras, feriados bancários, congelamento de contas bancárias, etc.,    etc&#8230;Como também sentimos na pele os resultados: salvamentos bancários pagos    pelos contribuintes (ou por meio da inflação ou do confisco das poupanças),    sumiço dos fundos de pensão, destruição de postos de trabalho e empobrecimento    generalizado da população.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Vá por nós, temos trinta anos de    vivência em matéria de “colapsos financeiros”: TIRE OS DÓLARES QUE VOCÊ TEM NO    BANCO JÁ. E SEJA RÁPIDO!!!!</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt; text-align: justify;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<h1 style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span style="font-size: 12pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: large;"><span style="color: #800000;">Um Modelo    Furado</span></span></span></span></h1>
<h2 style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span style="font-size: 12pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: medium;">Finança versus    Economia</span></span></span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O sistema financeiro (ou seja, basicamente o “país das    maravilhas” virtual, irreal e parasitário da banca) foi concebido para    funcionar de modo crescentemente contrário aos interesses da Economia (ou    seja, o mundo real da produção concreta, do trabalho e dos produtos/serviços).    Em décadas recentes, a Finança e a Economia vêm tomando caminhos cada vez mais    divergentes, deixando de manter a ponderação essencial e o equilíbrio    necesários para assegurar a atividade econômica saudável, centrada no    atendimento ao Bem Comum da Sociedade. Na verdade, hoje em dia a Finança e a    Economia se tornaram quase completamente inimigas entre si. Isto pode ser    constatado, por exemplo, pelo fato que o atual Sistema Econômico e Financeiro    Global está quase inteiramente assentado sobre o conceito de ENDIVIDAMENTO, o    que não passa de outra maneira de dizer que a Economia Real está sempre    controlada e subalterna aos interesses, caprichos e crises da Finança    Virtual.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;">
<h2 style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span style="font-size: 12pt;" lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: medium;">O Sistema de    Endividamento</span></span></span></h2>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">A Doutrina (ou, deveríamos dizer, o Dogma) do    Capitalismo Radical acabou por impor o conceito de ENDIVIDAMENTO como o meio    preferencial de movimentar a economia. Na maioria dos países (Argentina, por    exemplo) isso significa que não há uso adequado da Moeda Nacional local para    gerar crédito de uma maneira controlada e sem criar juro. Esta é a melhor    maneira de alimentar a expansão econômica para o desenvolvimento específico do    social, da defesa, da infra-estrutura e da tecnologia, com o foco sempre    centrado no Bem Comum e no atendimento prioritário do Interesse Nacional. Um    dos dogmas centrais do Capitalismo Radical afirma que os bancos centrais que    controlam a moeda nacional devem<span> </span>ser totalmente “independentes” do Governo. Contudo, desde que tais    instituições devem ultimamente responder a alguém, em algum lugar, somos    obrigados a concluir que hoje em dia os bancos centrais são subordinados e    subservientes não ao Estado (ou seja, à Sociedade), mas sim à superestrutura    da banca privada , tanto a nível local, como a nível global, que,    naturalmente, põe quase totalmente de lado, o conjunto dos conceitos de Bem    Comum e Interesse Nacional.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">É assim na Argentina, bem como em outros países.    Todavia, no caso dos Estados Unidos isto<span> </span>assume um caráter particularmente radical, pois seu banco central – o    <em>Federal Reserve Bank </em>(<em>FED</em>) – não passa de uma instituição    praticamente privada, com quase 97% de sua singular estrutura acionária nas    mãos da própria banca privada, tanto no contexto doméstico (numa primeira    instância) como no global (se nos dermos ao trabalho de observar mais além).    Uma vez que a superestrutura da banca privada assume o controle de um    determinado banco central, ela automaticamente adquire o poder de impor uma    crônica e freqüentemente drástica sub-monetização da    Economia.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Isto significa que nunca há dinheiro bastante para    satisfazer as verdadeiras necessidades da Economia Real. É quando os bancos    privados entram em cena se oferecendo para fechar aquele “hiato”    artificialmente criado, tornando-se os principais geradores de crédito da    economia, pelo qual eles cobram juro – freqüentemente a taxas usurárias – para    empréstimos feitos às empresas, indivíduos e até ao próprio Estado. Deveríamos    entender também que a principal fonte de inflação em todas as economias se    encontra nem tanto na expansão monetária conduzida pelo Estado (desde que a    mesma obedeça rigorosamente a proporção do verdadeiro crescimento econômico),    mas, ao invés, que a maior parte da inflação de qualquer economia é    alimentada<span> </span>pelos empréstimos que    cobram juro, feitos pelo setor bancário privado.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">A nível geoeconômico (2), isso tem servido para gerar    uma gigantesca dívida pública nos países do Terceiro Mundo como a Argentina,    alimentada pela corrupção sem freios entre os indivíduos envolvidos no    processo de conceder e tomar empréstimos e com o apoio dos Governos que nunca    parecem compreender como por em prática suas funções soberanas, inerentes a    seus poderes de emitir moeda e promover o crescimento econômico ponderado.    Contrariamente, esses países adotam políticas neoliberais concebidas pelo FMI    em questões da mais alta relevância, que vão das funções do banco central,    políticas fiscais, de endividamento, taxas de juro e de câmbio até a    regulamentação bancária e outros fatores-chave, os quais foram todos    desfigurados a tal ponto, que eles se posicionam contra o Interesse Nacional    do país.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;">
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: medium;">O Sistema de Reserva Bancária    Fracionária</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Este é um conceito bancário universalmente aplicável no    mercado global dos dias de hoje, o qual permite que a infraestrutura da banca    privada crie literalmente “Dinheiro Virtual” a partir de ar rarefeito (ou    seja, linhas de crédito eletrônicas, empréstimos e coisas do gênero) na    proporção de 6, 10, 30 ou 50 vezes mais que a Moeda Sonante que realmente está    nos cofres das instituições bancárias.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Como se não bastasse, os bancos ainda lhe impingem    pesadas taxas de juros pelo “dinheiro” que eles criaram a partir do nada e lhe    “emprestaram”, exigindo também garantias tangíveis tais como a sua casa, seu    carro ou sua empresa. A proporção entre a quantidade de dólares ou pesos em    seus cofres e a quantidade de crédito que eles podem gerar é determinada pelo    banco central local (lembrando: controlado pelos próprios bancos privados) é    chamada de piso de reservas monetárias sob o Sistema de Reserva Bancária    Fracionária e reflete uma estimativa estatística de qual porção dos    depositantes irá sacar seus fundos em espécie. O problema é que o conceito de    “normal”é basicamente um fator psicológico grupal ou coletivo, intimamente    ligado à percepção que os depositantes têm em relação ao sistema financeiro em    geral e em relação aos bancos individuais em particular. Quando chegam tempos    “anormais” – e, meu caro, como eles estão a chegar neste momento!! – as    pessoas tendem a ser tomadas simultaneamente pelo pânico, exigindo que possam    sacar seu dinheiro, não como sinais eletrônicos no caixa automático, mas como    dinheiro vivo.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Aquele foi o momento em que descobrimos que a    quantidade de Moeda Real em cada cofre bancário não era suficiente para pagar    todos os depositantes, exceto um punhado (normalmente <em>insiders</em> privilegiados que “anteviram tudo aquilo que estava para chegar”). Para o    resto de nós, nada havia sido deixado e o sistema bancário entrou em colapso.    Isto é quando, nos Estados Unidos, por exemplo, excetuando-se quaisquer    salvamentos financiados pelos contribuintes, a Sociedade Federal Seguradora de    Depósitos (<em>FDIC, Federal Deposit Insurance Corporation</em>) indeniza até    valores de 100.000 dólares ou, na Argentina, é quando todos percebemos que    acabamos de ser completamente surripiados e saímos às ruas a inutilmente bater    nossas panelas e caçarolas nas monumentais portas de aço dos bancos, as quais    haviam sido convenientemente lacradas na noite anterior&#8230; Tudo graças ao    fraudulento Sistema de Reserva Bancária Fracionária. Isto foi o que aconteceu    na Argentina em 2001 e é o que pode acontecer neste instante nos Estados    Unidos.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: medium;">Banca de    Investimento</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Nos Estados Unidos, aos bancos comerciais ou <em>main    street banks</em>, como o Bank of America, JP Morgan ou CitiGroup, é permitido    gerar de 8 a 10 Dólares<span> </span>“Virtuais” – isto é, fajutos – para cada Dólar de Verdade que eles    tenham em seus cofres. Esse esquema é controlado pelas autoridades, ou seja, o    FED e pelo Gestor da Moeda. Entretanto, os assim chamados “bancos de    investimento” nos Estados Unidos e alhures, estão isentos de prestar contas ;    são eles que fazem os Mega-Empréstimos às Sociedades Anônimas, ao Governo    Americano e a Governos estrangeiros, como o da Argentina, razão pela qual eles    são muito menos controlados e regulamentados. Isso implica que para cada Dólar    Real em sua posse, tais bancos de investimento podem gerar 26 Dólares    “virtuais”(Goldman Sachs), 30 Dólares “virtuais” (Morgan Stanley), mais de 60    (Merril Lynch, antes de estourar) ou mais de 100 nos casos do Bear Stearns e    do Lehman Brothers. (3)</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;">
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: medium;">Sistema de Canalização e    Transferência</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Outro fator-chave reside na maneira pela qual o sistema    financeiro global acabou por estruturar canais para aduzir ganhos e transferir    todas as perdas para terceiros através do sistema como um todo. O efeito disso    é que em tempos de grande crescimento e de lucros gigantescos (vale dizer,    quando o sistema como um todo cresce) há estabilidade e luz verde para a    criação de muitos trilhões de dólares a partir de ar rarefeito. É o momento no    qual os lucros são convenientemente privatizados, ou seja, eles fluem    naturalmente para os bolsos dos acionistas, especuladores, dirigentes, chefias    executivas, a alta administração, “investidores” e outros grandes possuidores    de ativos nas instituições financeiras e na infraestrutura corporativa. Mas    quando o sistema repentinamente se contrai e entra em parafuso    descontroladamente – como está a acontecer agora –, convenientemente    acionam-se mecanismos de socialização de todas as perdas através de    salvamentos financiados pelo Estado, empréstimos especiais, aquisições    financiadas pelo FED por meio de “veículos” específicos como o JPMorgan,    CitiCorp e Bank of America, de tal modo que sejam as populações como um todo,    tanto a do país, como as do exterior aqueles que vão, ao fim e ao cabo, pagar    a conta, através de fenômenos tais como inflação, hiperinflação (que nós    argentinos conhecemos tão bem!!), colapsos bancários, aumento de impostos,    calotes em dívidas, estatizações, etc.). Os 4 pilares do Modelo de Capitalismo    Radical – Em resumo, os fatores-chave acima descritos, no longo prazo    funcionam todos conjuntamente de uma maneira coordenada, consistente e    sincronizada, o que significa que, mesmo se no curto e no médio prazos ocorrem    espasmos de altos lucros<span> </span>onde o    dinheiro é jogado de um canto a outro em grande estilo, no longo prazo, o    sistema como um todo não segue a mesma lógica. É quando você dá de cara com    desmoronamentos financeiros como os de agora. Geralmente, eles são explicados    de maneira mais ou menos convincente pelos gurus econômicos bem remunerados,    que escrevem textos altamente complexos, – a ponto de fazer doer o cérebro de    quem os lê – no <em>Wall Street Journal</em>, no <em>Financial Times</em> e no    <em>New York Times</em>, nos dizendo que tudo faz parte d’ “o ciclo econômico”.    Na maioria das vezes, eles conseguiam isolar pedaços daquelas fases de baixa    do ciclo e localizá-las no tempo e no espaço, de modo a afetar apenas um ou    outro mercado emergente&#8230;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Como a Argentina em 2001, o Brasil em 1999 ou o México    em 1997. Em suma, estes quatro pilares são:</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">1. Insuficiência Monetária Programada – Gerada    artificialmente por um banco central “independente”, controlado pela    superestrutura local e global das instituições da banca    privada;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">2. A banca privada baseada em Reservas Fracionárias –    Enquanto sistema, isto permite aos bancos criar dinheiro a partir de ar    rarefeito, cobrando juro pelo mesmo – e gerando enormes lucros para    “investidores” e credores;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">3. Endividamento – Este é o conceito-chave que    “alimenta” as economias públicas e privadas substituindo o conceito    economicamente muito mais sólido de reinvestir os lucros da empresa e promover    uma cultura que valorize a poupança. Aqueles que se beneficiam<span> </span>da desnecessária<span> </span>criação de endividamento precisam    promover e instigar a ganância e um consumismo ferozmente indisciplinado no    publico em geral e em todos os países – o que se casa muito bem com a completa    rejeição do próprio conceito de poupança e/ou de fazer um pé de meia para    melhor enfrentar as adversidades. (4) </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">4. Privatizar Ganhos/ Socializar Perdas – Como    mecanismo de canalização e transferência para os diversos estágios dos    “ciclos” recorrentes. Assim, quando eles atingirem o estágio onde o colapso é    inevitável, sempre haverá de se encontrar um jeito de fazer a população como    um todo pagar a conta.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: large;">Informações e    Conceitos Fundamentais </span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Um breve sumário dos principais eventos deste ano    conduzindo à presente crise terminal do sistema financeiro global pode ser    extremamente esclarecedora e reveladora:</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Janeiro de 2008: O banco Countrywide Financial quebra    (ativos avaliados em 172 bilhões de dólares).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Março de 2008: O banco de investimentos Bear Stearns    (ativos avaliados em 399 bilhões de dólares) quebra e é comprado pelo JPMorgan    Chase por meio de uma linha de<span> </span>crédito de 30 bilhões de dólares, financiada pelo FED. Em 7 de março, o    FED oferta até 200 bilhões de dólares em empréstimos de 28 dias aos bancos e    instituições financeiras. Em 11 de março, o FED oferta até 200 bilhões de    dólares em Letras do Tesouro Americano em troca de de títulos privados    lastreados em hipotecas. Em 21 de março, o Banco Central Europeu oferta até 24    bilhões em empréstimos para ajudar os bancos a<span> </span>escorar seus balanços. O Banco di    Inglaterra, por seu turno, oferta até 10 bilhões em    empréstimos.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Abril de 2008: o banco comercial IndyMac Bancorp quebra    (ativos avaliados em 32,3 bilhões). O banco alemão Düsseldorfer Hypotheken    Bank (ativos avaliados em 42,5 bilhões) quebra.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Julho de 2008: o banco britânicoAlliance &amp;    Leicester (ativos avaliados em 153,4 bilhões). O banco dinamarquês Roskilde    Bank (ativos avaliados em 7,9 bilhões) quebra.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">7 de setembro de 2008: as duas maiores agências    hipotecárias americanas – Freddie Mac (ativos avaliados em 879 bilhões) e    Fannie Mae (ativos avaliados em 885,9 bilhões) são encampados pelo FED, a um    custo imediato de 200 bilhões de dólares e o governo americano agora é o    gestor de suas dívidas conjuntas de 5,4 trilhões de dólares.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">15 de setembro de 2008: o quarto maior banco de    investimentos dos EUA, o Lehman Brothers (ativos avaliados em 966,2 bilhões de    dólares) quebra. Simultaneamente, o banco de investimentos Merril Lynch    (ativos avaliados em 639,4 bilhões de dólares) é salvo pelo Bank of America a    um custo de 50 bilhões (extra-oficialmente financiado pelo FED,    considerando-se que o Bank of America não tinha fundos para uma aquisição    desse porte).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">16 de setembro de 2008: os bancos centrais dos Estados    Unidos, da União Européia, do Japão, da Suíça e do Canadá mobilizam um fundo    de emergência para o <em>swap</em> de divisas no valor de 180 bilhões de    dólares.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">17 de setembro de 2008: a maior seguradora dos Estados    Unidos e do mundo, a American International Group (AIG) (ativos avaliados em    1,050 trilhões) foi estatizada em 80% pelo FED a um custo de 85 de bilhões de    dólares. A decisão de resgatar essa seguradora (que deveria ter sido tomada    pelos representantes do Estado Americano (<em>State Insurance Comission</em>) e    não pelo FED) reside no fato de que ela teria arrastado para o buraco bancos    tais como o Goldman Sachs. Isso explica por que o presidente executivo do    Goldman, Lloyd C. Blankfein, foi o único banqueiro de Wall Street convidado a    participar das discussões de salvamento de última hora, coordenadas pelo    governador do FED Bernard B. Bernanke e pelo Secretário do Tesouro Americano    Henry Paulson. Em tempo, antes de se tornar<span> </span>Secretário do Tesouro de George W.    Bush em junho de 2006, Paulson foi presidente executivo do Goldman Sachs,    quando transferiu seu<span> </span>posto para    Blankfein.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">17 de setembro de 2008: Henry Paulson, Bernard Shalom    Bernanke e Christopher Cox (presidente da Comissão de Títulos e Valores    Mobiliários (<em>Securities &amp; Exchange Comission </em>– <em>SEC</em>)    submeteram ao Congresso um Plano Emergencial de Salvamento, contendo 3 páginas    (ao estilo da “blindagem financeira” argentina em dezembro de 2000, a qual    limpou o caminho para a quebradeira geral de 2001), a um custo de 700 bilhões    de dólares, no intuito de estancar mais quebras bancárias e financeiras nos    Estados Unidos e no resto de mundo. A urgência da matéria poderia ser lida nos    rostos lívidos de pânico até que o projeto caiu pela primeira vez na Câmara    dos Deputados, quando foi rejeitado<span> </span>em 22 de setembro de 2008. Daí então, o projeto de três páginas    engordou tanto até que virou um dossiê de 450 páginas, agora aprovado pelo    Senado e sendo submetido novamente à Câmara (NT – foi finalmente aprovado em 3    de outubro de 2008, por ampla maioria).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Paulson e Bernanke querem “superpoderes” do Congresso    Americano, parecidos com aqueles que o ex-Ministro da Fazenda da Argentina,    Domingo Cavallo conseguiu arrancar do Congresso argentino em 2001, os quais    acabaram levando ao colapso total. Em diversas declarações, o presidente    George W. Bush não se cansou de salientar a situação periclitante dessa    “emergência nacional”. Quando questionado sobre como se chegou ao valor de 700    bilhões de dólares, Bernanke disse que isso representaria 5% (!!!) do valor    das hipotecas podres. Analistas independentes, todavia, consideram que esses    5% são insuficientes para cobrir todos os salvamentos e que devemos considerar    10, 15 ou 20 por cento de hipotecas podres, as quais elevariam os valores do    salvamento a alturas inimagináveis. A rejeição do plano de salvamento na    “segunda-feira negra” fez com que o índice Dow Jones despencasse 778 pontos    (mais de 7%) e a uma queda de 16% para as instituições financeiras. Não é de    se surpreender que a a edição de 21 de setembro<span> </span>do jornal londrino “The Daily    Telegraph” tenha destacado que o governo americano poderia até dar um calote    em sua dívida de 13,5 trilhões de dólares a qualquer  momento.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Os dois bancos de investimento restantes ainda    considerados “saudáveis” – Goldman Sachs e Morgan Stanley – decidiram    voluntariamente se transformar em bancos comerciais e assim serem submetidos a    um escrutínio regulatório mais rígido. Isso significa que eles terão que    reduzir suas carteiras de empréstimos – as quais eles inflaram desmedidamente    através do empréstimo fracionário, conforme o descrito acima – de maneira    muito rápida e ordenada. Nesse meio tempo – e numa medida emergencial    transitória – o financista Warren Buffet comprou uma posição de 5 bilhões de    dólares<span> </span>no Goldman Sachs para    ajudá-lo a se tornar “mais saudável”, uma clara indicação de como a coisa está    feia.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">22 de setembro de 2008: Após um estranho período de    silêncio em relação à sua situação como grande banco, o CitiGroup finalmente    resolveu mostrar a cara, ajudando na engenharia financeira de dois salvamentos    bancários: o Washington Mutual Savings &amp; Loans (a maior caderneta de    poupança dos Estados Unidos, com ativos avaliados em 309,7 bilhões de dólares)    e o Wachovia Bank (ativos avaliados em 812,4 bilhões), muito embora o Wachovia    esteja vacilante, dando a entender que poderia fazer negócio com o banco Wells    Fargo.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">De 22 a 30 de setembro de 2008: O contágio atravessa o    Atlântico, jogando a Europa numa crise bancária de efeito    dominó:</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O conglomerado bancário e de seguros franco-belga    Fortis, com ativos avaliados em 1.533 bilhões de dólares, foi salvo pelos    governos da Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O Bradford &amp; Bigley (uma das    maiores cadernetas de poupança da Grã-Bretanha) foi salvo pelo grupo espanhol    Santander a um custo de 30 bilhões de dólares; ativos: 104 bilhões. O Hypo    Real Estate AG (um banco alemão salvo pelo governo a<span> </span>um custo de 50 bilhões de    dólares, com<span> </span>ativos de 622,2    bilhões), o Dexia (outro banco franco-belga resgatado pelos respectivos    governos – preço da brincadeira:<span> </span>9,2 bilhões de dólares – ativos de 913 bilhões),</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O Glitnir (um dos principais bancos da Islândia, foi    estatizado em 75%, ao custo de 900 bilhões de dólares; ativos de 48,9 bilhões    de dólares). Claramente, tais somas são realmente de dar medo, na medida em    que, em seu conjunto, elas ultrapassam o PIB americano, o que dá uma amostra    do que ainda está por vir, levando-se em conta os rumores continuados de mais    quebras bancárias em ambos os lados do Atlântico: o UniCredit, um banco    italiano com filiais em toda a Europa, que é dono do banco alemão    HypoVereinsbank e do Bank Áustria.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O UBS com sede em Zurique, na Suíça mais o National    City Corporation, o Downey Financial Corporation e o Sovereign Bancorp dos    Estados Unidos, além de outros bancos, possuem alta exposição a títulos    hipotecários “tóxicos”, só para usar o termo encantador inventado por Bernanke    no FED&#8230; E, por último, a imprensa e os analistas internacionais continuam a    insistir que a conta desses salvamentos será paga pelos “contribuintes    americanos” através de futuros aumentos dos impostos. A pura verdade, para    quem conhece bem os Estados Unidos, é que a maioria desses salvamentos será    mesmo paga pela emissão ainda mais descontrolada de moeda pelo FED, a qual vai    erodir ainda mais o valor do dólar. Em suma, o custo do desastre haverá de ser    pago, pelo mundo afora, pelas empresas, governos e indivíduos possuidores de    ativos denominados em dólar e não apenas pelo “contribuinte    americano”.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="color: #800000;"><span style="font-size: large;">Cenários    Plausíveis</span></span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">A crise que está a afetar o sistema financeiro global,    assentado na especulação parasitária e na usura, é de natureza terminal. Ela    já não pode mais ser resolvida através de medidas e instrumentos de cunho    puramente financeiro e monetário. Se as autoridades americanas se concentrarem    somente em tais tipos de medidas, então deve-se esperar o colapso como certo e    inevitável.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Uma perspectiva mais pragmática das estruturas do poder    global e americano, contudo, indica que os Estados Unidos não vão ficar    simplesmente assistindo a própria casa ruir, permitindo passivamente seu    desaparecimento enquanto superpotência global. Os Estados Unidos não são de    apagar as luzes e ir para casa, como fez a <em>Nomenklatura</em> Soviética no início dos    anos noventa. Não senhor. Eles antes vão armar o maior barraco no cenário    internacional!!!<span> </span>E isso é um    problema para todos os povos do mundo, assim como para o próprio povo    americano. Neste sentido, elaboramos vários cenários, dos quais destacamos    três claramente definidos, cujos planos de ação devem, indubitavelmente, ser    acionados alternativamente para enfrentar as crises que se    avolumam:</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="color: #008000;">Plano A (lidando com uma crise de    relativa baixa intensidade através de medidas essencialmente financeiras)    –</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Este enfoque visualiza rodadas ininterruptas de    negociação entre o FED, o Departamento do Tesouro, o Congresso, os principais    bancos privados mais os bancos centrais da Europa e da Ásia, com o objetivo de    implementar medidas ainda mais avançadas para estancar “buracos negros” e mais    quebradeira bancária, sem esquecer de se fazer lobby continuado sobre o    Congresso e alhures para se obter outros planos de salvamento de 700 bilhões    de dólares. Isso servirá para controlar a crise nos dias e semanas vindouros,    ao ajudar os bancos problemáticos, inclusive aqueles de médio porte, além de    bancos estrangeiros operando nos Estados Unidos (vale dizer, os seus HSBCs,    Barclays, Deutsche Banks, além de outros) e, o que é mais importante, o que    sobrou dos principais mega-bancos como o Goldman Sachs, o JPMorgan Chase e o    CitiGroup. O efeito imediato disso será uma drástica e profunda administração    da crise através de medidas financeiras e monetárias. Ao mesmo tempo, novas    regras do jogo serão negociadas em Wall Street e Washington. O resultado    prático será uma maciça transferência de riqueza dos pequenos investidores,    fundos de pensão, pequenos acionistas, etc., para as burras da costumeira    cabala de banqueiros, investidores institucionais, especuladores e parasitas    financeiros.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="color: #0000ff;">Plano B (lidando com uma crise de    média intensidade através de medidas financeiras e monetárias)    –</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Se o Congresso não aprovar o plano de salvamento ou    limitá-lo significativamente, ou até se o Congresso aprová-lo, mas se ele    mostrar-se insuficiente nos dias e semanas que se seguirão, com outro espasmo    de quebradeiras entre grandes bancos e seguradoras, então o governo americano    – ou seja, o FED e o Departamento do Tesouro – poderia muito bem declarar    estado de “Emergência Econômica Nacional” e introduzir uma moeda totalmente    nova.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Não, não o “Amero”, o qual não passa de rumor a servir    de cortina de fumaça, mas, ao invés, algo muito mais direto ao assunto: um    “Novo Dólar”, que ao contrário do atual dólar desvalorizado, seria lastreado    em ouro. Contudo, não qualquer ouro: poderia ser ouro metálico 9999, com algum    tipo de fator de segurança 100% à prova de burla – ou seja, tanto poderia ser    um <em>chip</em> embutido, como um    holograma, que o transformaria em “Ouro da Reserva Global”, ou ouro “sagrado”,    financeiramente falando – o qual poderia valer, talvez, dez vezes mais que o    ouro normal “profano”. Simultaneamente, um feriado bancário prolongado poderá    ser declarado para implementar a troca das moedas (tal como aconteceu na    Argentina por diversas vezes durante a história recente, especialmente quando    o presidente Alfonsín introduziu o “Austral” no lugar do desprestigiado    peso).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">A transição para a nova moeda será em termos altamente    favoráveis àqueles bancos, empresas, cidadãos, aliados e outros “aliados e    amigos preferenciais” dos Estados Unidos, os quais conseguirão trocar seus    dólares “velhos” por novos na base de um por um. Em seguida, virão certos    poderosos possuidores de instrumentos denominados em dólar – dinheiro vivo,    Letras e Títulos do Tesouro Americano e coisas do gênero –, aos quais serão    concedidas regalias preferenciais, com base em interesses geopolíticos e    geoeconômicos específicos dos Estados Unidos, tais como, os governos e    interesses da União Européia, do Japão, talvez da China, bem como instituições    específicas e corporações globais aos quais será permitido trocar seus velhos    dólares por Novos Dólares a taxas de câmbio aceitáveis de 2, 3 ou 4 por    um.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Para o resto dos possuidores de dólares – isto é,    vastos números de investidores privados de todos os cantos do mundo, em países    da América Latina, da Europa Central, do Mundo Muçulmano, da África, etc. –, o    governo americano simplesmente dirá que seus respectivos mercados locais é que    precisarão determinar quantos dólares velhos comprarão um Novo Dólar e que    isso será dado pelas forças de mercado a ditar a relação entre oferta e    demanda. Poderemos, então, ver cambistas de todos os matizes e portes    oferecendo um Novo Dólar por 8, 10 ou 20 dos velhos nas mãos das massas    desesperadas, tentando se livrar daqueles pedaços amarfanhados de papel verde    valendo cada vez menos. (5)</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O efeito imediato disso seria um alargamento ainda    maior da socialização das perdas bancárias americanas em mercados emergentes e    economias mais fracas fora da órbita dos interesses americanos mais sensíveis    (isto é, o Novo Dólar permitiria aos banqueiros exportar seletivamente a    corrosão inflacionária da moeda americana em direção a regiões e segmentos    específicos do mundo). </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><strong><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="color: #ff0000;">Plano C (lidando com uma crise de    elevada intensidade através de medidas geopolíticas e militares)    –</span></span></span></strong></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Se as autoridades americanas não puderem resolver a    crise através de instrumentos financeiros, monetários e de medidas econômicas    e se crescentes violência social e insegurança política internas ameaçarem    afetar os Estados Unidos e seus principais aliados, então o esforço de    neutralização da crise poderá entrar em modo geopolítico e militar. Se um    feriado bancário prolongado tiver que ser implementado ainda durante a    administração Bush, congelando contas bancárias, depósitos e caixas    eletrônicos (tal como durante o período do <em>corralito</em> – isto é, o “chiqueirinho” –    que marcou o sofrimento argentino a partir de dezembro de 2001, trazendo    dificuldades inimagináveis para o país), este poderá acarretar como    desdobramento, o “chute no tabuleiro do xadrez mundial”, na tentativa de    resolução do problema no cenário geopolítico internacional.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O significado disso é um aumento do conflito como um    todo, abarcando as dimensões política, diplomática e militar, dando início a    uma guerra global generalizada, a qual, os cabeças da Nova Ordem Mundial    parecem acreditar, os permitirá mobilizar vastos recursos para a guerra,    tirando o foco da crise financeira corrente. Isso acarretará em imposição de    limites estritos sobre todas as liberdades civis nos Estados Unidos e em    outros lugares. E mesmo a suspensão da Constituição (que nós argentinos    seguramente também conhecemos muito a respeito).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">A “Segurança Nacional” será invocada a pretexto de que    estaríamos passando por um grave momento de emergência interna e será a    justificativa para invasões unilaterais de países e regiões em diversas partes    do mundo. Em resumo, a mobilização do país e de seus aliados e seus recursos    materiais, enquanto a psique coletiva é manipulada na suposta necessidade de    “defender” o país contra “inimigos” não muito claramente definidos (novas ou    velhas organizações terroristas convenientemente demonizadas). Um dos    resultados almejados seria reestabelecer a economia<span> </span>e o sistema financeiro ligando-o    diretamente a um complexo industrial-militar mais intensificado, onde os    Estados Unidos não teriam rival – guerras no estrangeiro são sempre    convenientes para se desviar a atenção dos problemas    internos.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">O efeito imediato disso, muito plausivelmente,    consistiria num ataque unilateral ao Irã com o pretexto de destruir seu    programa nuclear, que seria provavelmente iniciado por Israel às instalacões    nucleares iranianas, uma vez que os israelenses recebam o sinal verde de    Washington. Isso rapidamente traria os Estados Unidos à guerra, com    conseqüências incalculáveis. Pior ainda, poderemos testemunhar um mega-ataque    de Bandeira Falsa cuidadosamente orquestrado (isto é, um ataque organizado ou    incentivado pelas próprias estruturas de poder da<span> </span>Nova Ordem Mundial, com o intuito de    colocar a culpa no Irã ou em organizações islâmicas, ou seja lá em quem for,    só para usar o incidente como pretexto para um ataque unilateral ao Irã, à    Síria e a outros).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Tal ataque de Bandeira Falsa poderia acontecer em solo    americano ou contra interesses americanos em qualquer parte do mundo ou até    contra aqueles de aliados-chave dos Estados Unidos e faria o Onze de Setembro    parecer uma simples fogueira de acampamento em comparação. Os meios de    comunicação da<span> </span>Nova Ordem Mundial    assegurariam que a opinião pública global acreditasse qie o Irã em particular    e o mundo muçulmano como um todo seriam os responsáveis<span> </span>por<span> </span>um ataque desse gênero e portanto    haveria a justificativa<span> </span>de toda    uma série de “contra-ataques”, invasões e guerras. Sem dúvida, a Rússia também    seria envolvida, causando estragos por toda a Europa Central e enfraquecendo a    União Européia.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Uma guerra generalizada no Oriente Médio seria pretexto    suficiente para promulgar legislação para liberar totalmente a exploração das    reservas petrolíferas do Alasca, justificar a invasão dos campos petrolíferos    da Venezuela, militarizar a plataforma continental do Atântico Sul nas regiões    marítimas brasileiras e argentinas, onde vastos depósitos de petróleo jazem    inexplorados e onde a Quarta Frota da marinha americana já se encontra    operando, entre tantas outras coisas. A China, a Índia<span> </span>e o Paquistão terão indubitavelmente    papéis importantes a desempenhar e se forem usados artefatos nucleares    táticos, então isso poderia se tranformar verdadeiramente numa guerra nuclear    mundial, que ninguém sabe como continuará e terminará.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Este sumário meramente levanta algumas informações,    padrões e conclusões que ajudam a salientar o momento extremamente grave por    qual passa o conjunto da humanidade. Seu resultado afetará o mundo todo.    Oferecemos estas idéias como um tipo de exercício de Gerenciamento de Risco    Global, na esperança que sirvam como marco inicial para promover melhores e    maiores exercícios de planejamento estratégico entre as organizações públicas    e privadas da Argentina e de outros lugares.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">Muito embora a extremamente medíocre classe dominante    da Argentina – tanto no Governo, como na assim chamada ‘Oposição” –<span> </span>dificilmente compreenda ou seja capaz    de realmente avaliar o verdadeiro significado daquilo que está acontecendo no    mundo, a verdade é que esta crise abre incríveis novas perspectivas para a    Argentina e para nossa região. Teríamos a oportunidade de dar um “Salto    Quântico” sem precedentes. Todavia, a fim de tirar vantagem dessas    oportunidades, precisamos compreender como as estruturas de poder da Nova    Ordem Mundial realmente funcionam, naquilo que se refere às suas dinâmicas    políticas, econômicas, financeiras e monetárias, bem como seus objetivos e    métodos. Não pouparemos esforços para que a opinião pública da Argentina se    intere de tudo isto da maneira mais rápida possível; daí a urgência do    assunto.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;">De qualquer modo, os dias e semanas vindouros serão    extremamente transcendentais para toda a humanidade. Convido-os a ficar muito    alertas&#8230;</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="text-decoration: underline;"><em>Notas</em></span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(1) Já descrevemos exaustivamente como as    estruturas privadas de poder global realmente operam em vários livros e um    artigo, com destaque para o abrangente livro de 472 páginas “El cerebro del    mundo: la cara oculta de la globalización” (Ediciones del Copista, Córdoba,    2003, quarta edição) e em “Bienvenidos a la jungla: dominio e supervivencia en    el Nuevo Orden Mundial” (Editorial Anábasis, Córdoba, 2005). Existe uma    sinopse em língua inglesa do primeiro – “The World`s Mastermind: the Hidden    Face of Globalization”, à disposição em nosso endereço eletrônico </span><a href="http://www.asalbuchi.com.ar/" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">www.asalbuchi.com.ar</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> ou </span><a href="http://www.globalresearch.ca/" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">www.globalresearch.ca</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> .</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(2) A “Geoeconomia” foi introduzida ao Conselho    de Relações Exteriores, localizado em Nova Iorque, pela fundação <em>Maurice    Greenberg Fellowship</em>, isto é, do mesmo financista que foi presidente e    presidente executivo da quebrada AIG – <em>American Insurance Group</em> – , o    qual teve que renunciar em 2005 em meio a um escândalo de fraude corporativa    de maiores proporções.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(3) Dados extraídos do jornal<span> </span><em>The New York Times</em>, edição de    22 de setembro de 2008.</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(4) Uma parte salientável da crise nos Estados    Unidos também está focalizada no imenso endividamento das famílias com as    empresas de cartão de crédito, onde o financiamento se dá a taxas usurárias de    19 a 25 por cento (<em>FoxNews</em>, 25 de setembro de 2008).</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(5) Este processo completo é discutido em    maiores detalhes em meu artigo “Death and Ressurection of the US Dollar” (NT –    “Morte e Ressureição do Dólar Americano”), à disposição em nosso endereço    eletrônico </span><a href="http://www.asalbuchi.com.ar/" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">www.asalbuchi.com.ar</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> ou </span><a href="http://www.globalresearch.ca/" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">www.globalresearch.ca</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> ou    sob encomenda a </span><a href="mailto:salbuchi@fibertel.com.ar" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">salbuchi@fibertel.com.ar</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> .</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><em><span lang="PT-BR"><span style="font-family: Times New Roman;"><span style="font-size: x-small;">*Adrian Salbuchi é um destacado autor e    analista econômico da Argentina. Ele também é membro do Movimento Segunda    República Argentina.</span></span></span></em></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O endereço eletrônico deste artigo é : </span><a href="http://www.globalresaerch.ca/PrintArticle.php?articleId=10430" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">www.globalresaerch.ca/PrintArticle.php?articleId    =10430</span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> .</span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 6pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">(Traduzido por: José Almeida de Souza    Jr.)</span></span></p>
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		<title>Caso real de abuso bancário</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 11:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Como qualquer cidadão, tenho as minhas contas bancárias. Uma delas uso apenas como “mealheiro”. Essa conta pertence ao outrora Banco do Estado (CGD), e há um ano que não depositava dinheiro nessa mesma conta. No início desta semana, depositei 500 euros… Três dias depois, retiraram-me 30 euros, com a justificação de despesas e manutenção da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small">Como qualquer cidadão, tenho as minhas contas bancárias.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small">Uma delas uso apenas como “mealheiro”. Essa conta pertence ao outrora Banco do Estado (CGD), e há um ano que não depositava dinheiro nessa mesma conta.</span></span><span id="more-744"></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small">No início desta semana, depositei 500 euros… Três dias depois, retiraram-me 30 euros, com a justificação de despesas e manutenção da conta. Mas porque motivo, tenho eu de pagar para ter uma conta no banco? Porque motivo eu sou discriminado por não ter 1000 euros na conta, sabendo que estas despesas não são debitadas se possuir essa quantia na conta? Qual a razão para a inércia do estado português nestas situações?<br />
</span></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small">Não é a primeira vez que penso em acabar com as contas no banco, e voltar ao velho sistema de guardar o dinheiro debaixo do colchão. Mas, com a insegurança em que hoje se vive neste país, não me parece uma boa solução.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small"><span style="color: #000000; font-family: Arial"><span style="font-size: small">Contudo, deveríamos pensar se não é chegado o momento de tirar o nosso dinheiro dos bancos…</span></span></span></span></p>
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