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	<title>no-media // portugal &#187; Globalização</title>
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	<description>a rede independente de informação</description>
	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
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		<title>Os Mestres da Derrota, o Império em Retirada e a Fanfarronada Belicosa</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 00:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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Financial Time 25/8/2008}
Introdução
Para onde quer que olhemos, a política imperial US tem sofrido grandes derrotas militares e diplomáticas. Com o respaldo do Congresso Democrático, o esforço agressivo da Casa Branca Republicana na construção dum império global por meios militares levou a um declínio geral da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/925/os-mestres-da-derrota-o-imperio-em-retirada-e-a-fanfarronada-belicosa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=925&amp;w=80" width="80" height="82" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>“Washington está forçado a ver  outras potências a modelarem os acontecimentos”,<br />
Financial Time 25/8/2008}</p>
<p>Introdução</p>
<p>Para onde quer que olhemos, a política imperial US tem sofrido grandes derrotas militares e diplomáticas. Com o respaldo do Congresso Democrático, o esforço agressivo da Casa Branca Republicana na construção dum império global por meios militares levou a um declínio geral da influência dos US no mundo, ao realinhamento de antigos governantes clientes com adversários imperiais, à emergência de competidores hegemónicos e à perda de fontes cruciais de matérias primas. As derrotas e as perdas não amorteceram as políticas militaristas nem extinguiram o impulso para a edificação imperial. Pelo contrário, tanto os responsáveis do Congresso como da Casa Branca endureceram as suas posições militaristas, reiteraram um estilo de confrontação na política e uma acrescida confiança na sua atitude belicosa em relação ao estrangeiro, a fim de distraírem a populaça doméstica das suas condições económicas em deterioração. À medida que aumenta o custo político e económico da sustentação do império, à medida que o governo federal investe centenas de biliões no sector financeiro acossado pela crise e corta biliões nos impostos às corporações para evitar o colapso e a recessão, todo o ónus económico é suportado pelas classes dos assalariados e empregados na forma de um nível de vida decrescente, enquanto 12 milhões de trabalhadores imigrantes são sujeitos à selvática repressão da polícia do estado.<br />
[Nota do tradutor: A decepcionante ilusão dos paranóicos nefelibatas que administram os US e dos seus eleitores, que aparentemente julgam que os US são a super- hiperpotência como nunca houve outra igual, reduz este país e esta gente à condição anímica e civilizacional que existiu há já milhares de anos com os semi-selvagens imperadores persas e romanos e outros. Mas a culpa não é só deles, mas também dos ingénuos e estúpidos do resto do mundo que incensam os assassinos de índios e outros, julgando-os super homens criadores duma civilização de alto nível. Bush e seus cúmplices mostraram-nos à saciedade essa civilização superior, que impunemente assassina milhões de inocentes.]</p>
<p>Contudo, os falhanços ultramarinos e as crises domésticas não levaram a alternativas positivas; os beneficiários são competidores estrangeiros e a elite doméstica. Em grande medida, onde as maiorias da opinião pública expressaram o desejo ou clamaram por alternativas positivas, elas foram amarfanhadas por agentes políticos ao serviço dos ideólogos militaristas e das elites corporativas.</p>
<p>Paradoxalmente, as derrotas  e o declínio do esforço imperial dos  US têm sido acompanhados pelo recúo dos movimentos anti-guerra norte-americanos e ocidentais europeus e pelo acentuado declínio dos partidos políticos e regimes que se opõem ao imperialismo dos US em todos os países capitalistas avançados. Por outras palavras, as derrotas sofridas pelo Império  US não foram produzidas pela Esquerda Ocidental, nem levaram a um “dividendo de paz” ou a melhorados níveis de vida das classes operárias ou camponesas.  Na medida em que há beneficiários, eles encontram-se entre os novos países que aspiram a império económico, como a China, a Rússia e a Índia, entre os países ricos em petróleo do Médio Oriente, e especialmente no largo espaço dos grandes países de exportação agro-mineral, como o Brasil, África do Sul e Irão, que se talharam  importantes  colocações nas suas áreas.<br />
O crescimento e a expansão no estrangeiro dos novos países de expansão económica imperial e suas classes dominadoras agro-minero-financeiras (com a possível excepção da Venezuela) beneficiaram grandemente uma pequena elite, compreendendo não mais do que vinte por cento da população. O relativo declínio do imperialismo militar americano e a ascensão de novos poderes imperialistas económicos redistribuíram a riqueza e o mercado entre países e não entre as classes dentro das potências emergentes. Enquanto os especuladores militaristas sionistas e financeiros dominam o Império norte-americano, os novos bilionários, empresários, especuladores imobiliários e exportadores agro-minerários dominam os emergentes impérios económicos.</p>
<p>O segundo paradoxo encontra-se no facto de que as forças políticas que derrotam militarmente o império americano, centrado nas suas forças militares, não são as forças que beneficiam da luta.</p>
<p>Enquanto a resistência iraquiana e afegã obrigou o Tesouro norte-americano a uma despesa de quase um trilião de dólares e imobilizou mais de 2 milhões de tropas rotativas US  por mais de 6 anos, são os Chineses, Indianos, Russos, Europeus, a Gulf Oil e as classes financeiras dominantes, que colheram os benefícios das despesas maciças americanas improdutivas. Enquanto os novos beneficiários económicos são, em grande parte, seculares, imperiais e elitistas, as forças político-militares que minam e derrotam o império militar dos  US são religiosas (Islâmicas), nacionalistas e  formadas pelas massas populacionais.</p>
<p>As derrotas contemporâneas sofridas pelo aparelho imperial militar dos  US não são produto dos movimentos de massa esquerdistas ocidentais. Nem resultam numa sociedade igualitária e progressiva. Em vez disso temos economias altamente desiguais a crescerem rapidamente, dirigidas por classes governantes que promovem as suas próprias versões “nacionais” das estratégias neo-liberais  de mercado livre, que maximizam os lucros por meio da exploração económica da mão de obra, extracção dos recursos e pilhagem do meio ambiente. Até que os movimentos de massa, os intelectuais e os activistas do Ocidente rompam a sua passividade e cega obediência aos principais partidos existentes, a derrota do militarismo US será um encargo dispendioso para as massas do Terceiro Mundo, enquanto os benefícios irão acumular-se nos novos emergentes imperialismos bilionários económicos.</p>
<p>A Geografia dos Falhanços Imperiais e a  Retirada</p>
<p>Médio Oriente: O Iraque e o Afeganistão</p>
<p>O ascendente do aparelho imperial  dos US, dirigido pelos militares,  pôs mais uma vez em evidência a sua total incapacidade para impor uma nova ordem imperial. Depois de seis anos e meio de guerra e ocupação do Iraque, os US sofreram enormes baixas militares e para cima de meio trilião em perdas económicas, sem ter conseguido quaisquer ganhos políticos ou militares ou em recursos naturais. As perdas derivadas da guerra geraram oposição doméstica à intervenção militar dos US, o que fragilizou a actual e a futura capacidade militar imperial. Até o governante fantoche do Iraque nomeado pelos US, Al Maliki, pediu a fixação duma data para a retirada das tropas americanas. O cliente afegão dos US, o presidente Karzai, pediu uma maior supervisão das operações militares americanas que já mataram milhares de não combatentes e civis, aprofundando e espalhando assim o apoio à resistência nacional que agora opera por todo o país.</p>
<p>Para aqueles nos EUA, particularmente na “Esquerda”, que erradamente argumentavam que a invasão do Iraque era uma “Guerra do Petróleo” (em vez de guerra em apoio das ambições hegemónicas de Israel),  a assinatura de um contrato petrolífero de três biliões de dólares entre o Iraque e a ‘China National Petroleum Corporation’ em Agosto de 2008 (Financial Time, 28/8/2008) demonstra o contrário, a não ser que se queira rever aquele apelativo para “Guerra do Petróleo da China”. Nos 6 anos desde que os US invadiram o Iraque, as companhias de petróleo norte-americanas não conseguiram fazer quaisquer negócios importantes.<br />
Em 4-5 de Outubro de 2008, a Shell, uma das maiores multinacionais do petróleo no mundo, e a OMV, uma empresa de energia austríaca, apadrinharão uma conferência em Teherão sob os auspícios da Companhia Nacional Iraniana para a Exportação do Petróleo, a fim de promoverem as “oportunidades de exportação de petróleo da República Iraniana dom Irão”. Esta conferência é simplesmente mais um exemplo do papel desempenhado  pelas maiores companhias petroleiras, que tentam por meios pacíficos edificar as suas empresas ultramarinas (‘império económico’). A maior oposição a este movimento ‘petróleo para a paz’ da parte da Shell Oil veio do principal promotor judeu sionista dos US empenhado por Israel nas guerras do Médio  Oriente – a Anti-Difamation League, que criticou o Big Oil. Segundo os seus dois principais líderes, Glen Lewy e Abe Foxman, “&#8230;estas duas companhias estão apadrinhando uma conferência com a empresa de energia do Estado promotor do terrorismo e violador dos direitos humanos. Mas promovendo uma das indústrias estratégicas do Irão, o petróleo,  a OMV e a Shell estão criando obstáculos ao esforço dos estados responsáveis (sic) e empresas para isolarem o Irão.</p>
<p>O conflito entre a Shell/OMV e uma importante organização americana judaico-sionista lança luz sobre o conflito fundamental entre o esforço imperial económico e o esforço imperial militar. O facto da Shell e da OMV avançarem com a conferência iraniana mostra pelo menos que alguns sectores da indústria do petróleo estão finalmente a desafiar o estrangulamento que os militaristas sionistas impuseram na política do Médio Oriente. Depois de terem perdido dezenas de biliões de dólares em lucrativos contractos graças às políticas ditadas pelos sionistas, as companhias petroleiras estão finalmente a fazer as primeiras tentativas de formulação de uma nova política.</p>
<p>Prosseguindo a agenda sionista israelo-americana de consecutivas guerras e  sanções contra os países  muçulmanos ricos em petróleo, Washington perdeu o acesso, o controlo e os lucros a favor dos seus competidores económicos globais numa região estratégica.</p>
<p>África</p>
<p>Na nação africana da Somália, Washington optou pela intervenção militar através do intermediário regime ditatorial etíope de Meles Zenawi para reforçar o desacreditado e derrotado regime fantoche pró-US de Abdullah Yusuf.  Após quase dois anos, os etíopes e o regime fantoche apenas controlam alguns bairros da capital, Mogadiscio, enquanto o resto do país está nas mãos da resistência somali.</p>
<p>Segundo o Financial Times (28/8/12008), o regime etíope “expressou o desejo de acabar com o seu empenho militar na Somália”. O delegado dos norte-americanos foi derrotado política e militarmente; os US não conseguiram obter apoio para o seu mandatário da parte da União Africana. Por toda a África, China, União Europeia, Japão, Rússia e em menor grau Índia e Brasil, todos conseguiram  fazer incursões na realização de empreendimentos conjuntos a respeito de petróleo, mercados de exportação de matérias primas e investimentos em larga escala e longo prazo em infra-estruturas, enquanto os US armavam os separatistas no Sudão e subsidiavam o corrupto regime de Mubarak no Egipto com mais de um bilião de dólares por ano. Não só o império US perdeu economicamente a favor dos seus competidores globais, mas também sofreu uma grande derrota militar-diplomática na Somália e enfraqueceu severamente o seu cliente etíope tanto política como financeiramente.</p>
<p>Ásia do Sul</p>
<p>Na Ásia do Sul, o governante fantoche estratégico dos US, o paquistanês Musharaff foi forçado a demitir-se –- e a fraca e dividida coligação eleitoral que o substituiu não foi capaz de opor-se ao apoio militar, diplomático e de espionagem para a guerra dos US no Afeganistão que Musharaff providenciava. A fronteira Paquistão-Afeganistão é virtualmente território aberto aos ataques transfronteiriços, fornecimentos militares e recrutamentos pelas organizações da resistência afegã. A perda do poder de Musharaff mina ainda mais os esforços US para estabelecer um posto avançado no Afeganistão.</p>
<p>Por meio de frequentes ataques terrestres e aéreos nas regiões do Paquistão fronteiriças do Afeganistão, a ‘coligação’ US-NATO multiplicou, aprofundou e produziu oposição maciça política civil e armada através do país. A ‘eleição’ do cliente dos US,  condenado bandido e senhor da guerra, Asif Ali Zadari, a Presidente do Paquistão, não contribuirá de modo algum para a recuperação da Influência dos US fora dos muito limitados e elitistas círculos político e militar. A prossecução e extensão do imperialismo militar do Afeganistão ao Paquistão tem levado a cada vez mais severa derrota política entre uma cada vez mais extensa população da Ásia do Sul.</p>
<p>Os oficiais e generais de topo da NATO reconheceram que os ‘Taliban’ se reorganizaram e estenderam a sua influência por todo o país, controlando a maior parte das vias de comunicação para as maiores cidade e até operam dentro e nos arredores de Kabul. Os repetidos bombardeamentos e ataques com mísseis dos US às casas civis, celebrações culturais e mercados alienaram vasto número de Afegãos e levaram a uma oposição generalizada contra o governante cliente dos US, Karzai. As  promessas de ambos os candidatos presidenciais dos US de expandirem consideravelmente as forças de ocupação no Afeganistão depois de eleitos, apenas prolongarão a guerra e aprofundarão o enfraquecimento dos impérios económicos e suas fundações domésticas.</p>
<p>O Cáucaso</p>
<p>A tentativa de Washington de alargar a sua esfera de influência no Cáucaso por meio dum roubo territorial feito pelo seu cliente autoritário georgiano, o Presidente Mikhail Saakashvili, resultou pelo contrário numa profunda derrota das ambições regionais do sátrapa local. O rompimento político e a integração com a Rússia da Ossétia do Sul e da Abkházia  representam o fim da irrestrita expansão dos US e da U.E. na região e um retrocesso num terreno contestado. O precipitado aventureirismo e a subsequente destruição da economia georgiana por Saakashvili provocaram uma extensa inquietude interna. Pior ainda, a Geórgia, os US e os seus clientes do Leste europeu pedem ‘sanções’ contra a Rússia, ameaçam minar as linhas  estratégicas de fornecimento de energia  para a Europa Ocidental, assim como acabar com a colaboração de Moscovo nas políticas militares dos US no Afeganistão, no Irão e no Médio Oriente. Se Washington aumentar as suas ameaças económicas e militares à Rússia, esta pode fornecer o Irão, a Síria e os outros adversários dos US com poderosos  mísseis anti-aéreos de médio alcance ultramodernos. Igualmente importante, a Rússia pode pôr em circulação $200 biliões de dólares em notas do Tesouro US e pôr em movimento uma queda  global desta moeda.</p>
<p>Na Geórgia como em toda a parte, o esforço imperial militar dá prioridade a um roubo marginal falhado, feito por cliente de terceira categoria, sobre as relações estratégicas lucrativas económicas e militares com uma das potências de petróleo e gás globais e colaboradora crucial nas suas actuais operações militares no Médio Oriente. Enquanto as relações económicas com a Rússia se arruínam como consequência do seu   agressivo cerco militar a Moscovo – bases militares na República Checa, Polónia, Geórgia, Bulgária e Roménia – os construtores do império europeu ocidental resistem às ameaças militares a favor da retórica dura e do “diálogo”, a fim de poderem manter laços estratégicos de energia.</p>
<p>Médio Oriente: Israel e os Árabes</p>
<p>No Médio Oriente, o incondicional apoio dos US à agressão militar israelita no Líbano, Palestina e Síria, e o apoio aos clientes árabes fracos e ineficazes levaram a um rápido declínio da influência dos US. No Líbano, desde a derrota da invasão israelita de 2006, o Hizbullah literalmente domina a metade meridional do país – e tem poder de veto dentro do governo nacional, invertendo o domínio do cliente dos US.<br />
Em Gaza, as tentativas dos US e de Israel para tomarem o poder e expulsar a Hamas por meio do seu cliente Abbas e Dahlen acabaram por ser derrotadas e o movimento nacionalista independente  liderado pela Hamas consolidou o seu poder.</p>
<p>O esforço de Washington para recuperar a sua influência e melhorar a sua imagem entre os governantes árabes moderados e conservadores, ‘mediando’ um acordo de paz entre Israel e a  Palestina em Annapolis em Novembro de 2007,  foi totalmente destruído pelo aberto e total repúdio por Tel Aviv de todas as condições básicas apresentadas pela administração Bush. Washington não tem qualquer influência sobre a expansão colonial de Israel. Pelo contrário, a política dos US relativamente ao Médio Oriente está totalmente sujeita ao estado israelita através da Configuração do Poder Sionista e do seu controlo sobre o Congresso, escolha do Presidente, os meios de comunicação de massa e os maiores “think tanks” da propaganda. Os Sionistas demonstraram o seu poder ditando mesmo quem podia ou não podia falar na Convenção Nacional Democrática com a censura sem precedentes ao ex-Presidente Carter,  devido ao seu criticismo humanitário das políticas de Israel para com os Palestinos. A usurpação israelo-sionista da política dos US no Médio Oriente levou a perdas estratégicas de investimentos, mercados, lucros e sociedades para toda a indústria multinacional do gás e petróleo.</p>
<p>A fusão política dos militaristas imperialistas no confronto com a Rússia, ao custo das relações económicas estratégicas, com os militaristas sionistas, promovendo o poder regional de Israel resultou em múltiplas aventuras militares falhadas e em tremendas  perdas  económicas globais.</p>
<p>O Hemisfério Ocidental</p>
<p>A aplicação da estratégia militarista assim como o relativo declínio da hegemonia económica levaram às derrotas e falhanços estratégicos no hemisfério ocidental. Nos fins de 2001, Washington desafiou e ameaçou fazer represálias contra o Presidente Chavez por este recusar submeter-se à “guerra contra o terror” de Bush. Chavez nessa altura informou um bélicoso representante do Departamento de Estado (Grossman) que: “Não combatemos o terror com o terror”. Menos de seis meses depois, em Abril de 2002, Washington apoiou um golpe militar falhado e entre Dezembro de 2002 e Fevereiro de 2003, um falhado lockout dos patrões. O falhanço da estratégia militar dos US devastou os clientes governamentais e militares de Washington, e radicalizou o governo de Chavez. Como consequência, o líder venezuelano procedeu à nacionalização dos sectores do petróleo e ao desenvolvimento de laços estratégicos com os países que rivalizam ou se opõem ao Império US, tais como Cuba, Irão, China e Rússia. A Venezuela assinou acordos estratégicos sobre o petróleo na América Latina com a Argentina, Bolívia, Equador, Cuba e Nicarágua. Enquanto Washington despejava para cima de $6 biliões de dólares em ajuda militar à Colômbia, a Venezuela assinava investimentos sobre o gás e o petróleo e acordos comerciais com a maior parte dos países da América Central e das Caraíbas, desafiando severamente a influência de Washington na região.</p>
<p>Os altos preços dos bens de consumo, a enorme expansão dos mercados asiáticos, os subsídios e tarifas US inaceitáveis levaram à relativa independência dos regimes “nacional capitalistas” da América Latina, que abraçaram o “neo-liberalismo” sem os constrangimentos do FMI nem os ditames de Washington. Nestas circunstâncias, os US perderam a maior parte do seu poder – com excepção das ameaças militares da Colômbia – de pressionar a América Latina a isolar Chavez – ou mesmo Cuba. A estratégia militar de Washington resultou no seu próprio isolamento.</p>
<p>As consequências domésticas do falhado esforço militar  imperial<br />
O custo para a economia doméstica do esforço para a edificação dum império sionista militar tem sido devastador: a competitividade declinou, a inflação está corrompendo os níveis de vida, os empregos com vencimentos estáveis desaparecem, o desemprego e a perda de trabalho estão subindo em flecha, o sistema financeiro está desligado da economia real e à beira do colapso, a incapacidade de remissão da hipoteca de casas de habitação está a atingir um nível catastrófico e os contribuintes são sangrados de morte pelo pagamento de triliões de dólares aos especuladores prestamistas. O mal-estar é generalizado. No meio da crise, uma polícia emergente do estado apoderou-se da situação: milhares de trabalhadores, imigrantes legais e indocumentados, são apanhados nas suas fábricas e detidos em campos militares e  afastados dos filhos. As associações muçulmanas e árabes são assaltadas e processadas com base em informadores corruptos, entre os quais “testemunhas” israelitas encapotadas. A polícia local e federal pratica a “detenção preventiva” de activistas e jornalistas antes das convenções presidenciais, detendo os manifestantes antes que possam exercer os seus direitos constitucionais e sistematicamente destroem câmaras e bobines de cidadãos que tentam documentar os abusos. O imperialismo militar falhado arrasta na sua esteira um estado policial em botão – e respaldado por ambos os partidos políticos – em face das crises económicas que ameaçam as fundações social e política do império.</p>
<p>Conclusão</p>
<p>A crise económica no aquecimento da campanha das eleições presidenciais não levaram à emergência dum candidato alternativo progressivo fundamentado na massa da população. Tanto o candidato Democrata com o Republicano prometem prolongar e estender as guerras imperiais e submeter-se a ditames militares israelitas sem precedentes a respeito do Irão.</p>
<p>As crises e as derrotas militares não levaram a repensar nos cometimentos militares e económicos globais. Pelo contrário, testemunhamos uma radicalização da ala direita, que procura escalar confrontações com a China, a Rússia e o Irão. Os US arrastam na sua esteira os regimes clientes da Europa de Leste,  do Cáucaso e do Báltico,  para contrariarem o ênfase da Europa Ocidental na edificação dum império centrado na economia.</p>
<p>A realidade de um mundo económico multipolar, contudo, mina os esforços dos US para imporem uma confrontação militar bipolar. A China segura $1,2 triliões de dólares em dívida dos US. A Europa Ocidental, em geral, depende da Rússia em para cima de um terço da energia de que precisa para suas casas, escritórios e fábricas. A Alemanha conta com a Rússia para quase 60% do seu gás. As economias da Ásia: Japão, Índia, China, Vietnam e Coreia do Sul dependem do Médio Oriente e não dos planos de guerra no Médio Oriente gizados pelos militaristas israelo-americanos.</p>
<p>O Brasil, a Rússia, a China, a África do Sul, a Venezuela e o Irão são essenciais para o funcionamento da economia mundial. Do mesmo modo que a tripla aliança US-Israel-Reino Unido não pode aguentar o seu império na base da estratégia militar falhada no estrangeiro,  nem com o desastre económico e a polícia do estado em casa.</p>
<p>In <a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;aid=10153" target="_blank"><em>Global Research</em></a>, 11 de Setembro de 2008</p>
<p><strong>Tradução:</strong> Joaquim Reis.</p>
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		<title>Enforquem-nos bem alto!</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 05:01:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/763/enforquem-nos-bem-alto"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/israelshamir.amqjlljsqoocgks4sc800ccgg.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a> Sete anos após o 11/9, assistimos a outro, maior e mais gozado colapso,  o da pirâmide financeira americana. Levou uns vinte anos a construir;  o colapso  levou apenas algumas semanas. Escalpelizemos essa merda  hipócrita: era um espectáculo maravilhoso, nenhuns “se” ou “e”  ou “mas”. Os mercados accionistas US estavam em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/763/enforquem-nos-bem-alto"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/israelshamir.amqjlljsqoocgks4sc800ccgg.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><font size="3" face="Times New Roman"> Sete anos após o 11/9, assistimos a outro, maior e mais gozado colapso,  o da pirâmide financeira americana. Levou uns vinte anos a construir;  o colapso  levou apenas algumas semanas. Escalpelizemos essa merda  hipócrita: era um espectáculo maravilhoso, nenhuns “se” ou “e”  ou “mas”. Os mercados accionistas US estavam em alta quando bombardearam Bagdad e Belgrado; prosperavam quando roubaram Moscovo e espremeram  suor de Pequim. Quando estavam por cima, tinham muito dinheiro para  invadir o Iraque, ameaçar o Irão e estrangular a Palestina. Em resumo,  quando estavam por cima, estávamos nós mal. Deixemos-los tomar um gosto  dos seus próprios  remédios!</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">“Eles”  não são os Americanos, e “nós” não somos o resto do planeta.  “Eles” são uma pequena lasca da população americana, a rapidamente  enriquecida multidão do <em>East Side</em> de Manhattan e lugares semelhantes.  Os últimos vinte anos testemunharam uma grande mudança de dinheiro  para cima, num cada vez mais pequeno bando de bestas ambiciosas. Enquanto  a maioria dos Americanos perdia a capacidade de enviar os seus filhos  para as universidades, estes gatos anafados compravam moradias na Florida  e casas em Tel Aviv. Pior, gastavam os seus biliões em comprar os <em> media</em> afim de subverterem a democracia americana e enviarem soldados  americanos para guerras distantes. Uma grande parte do dinheiro roubado  era injectado em Israel, onde os preços dos apartamentos romperam os  telhados e continuam a subir.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Tiveram êxito;  e estavam orgulhosos de que os mapas financeiros eram desenhados numa  pequena sala por Henry Paulson do Tesouro, Ben Bernanke e Alan Greenspan  do FED, por Maurice Greenberg  do A.I.G. Construíram o seu mundo  rodeados pelos Lehman Brothers, Merril Lynch, Goldman Sachs, Marc Rich,  Michael Milken, Andrew Fastow, George Soros, e outros. O novo mundo  excitante de Lexus e Nexus foi glorificado por Tom Friedman do New York  Times. Deram o Prémio Nobel de Economia a Myron Scholes e Robert C.  Merton, administradores orgulhosos do agora infame fundo de defesa <em> Long Term Capital Management</em> que foi afiançado pelo <em>Federal  Reserve Bank</em> de Nova Iorque com $3,6 <em>biliões</em>. O Presidente  Bush premiou-os pela sua irresponsabilidade, libertando-os da carga  fiscal. Eles que paguem agora por todo o divertimento que tiveram.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Levaram os  vossos dólares reais e transformaram-nos em dinheiro de brincar –  “notas promissórias do FED,  irremissíveis, sem juros, sem  qualquer garantia a não ser  a confiança dos crédulos”, nas  palavras dum espirituoso da Internet. A ruína da classe trabalhadora  americana e até da classe média é inevitável. Os medos a respeito  do Grande Colisor de Hadrons criar um grande buraco negro no lugar da  Terra eram baseados neste sentimento de decadência de que as incríveis  riquezas dos US estão a desaparecer no seu próprio buraco negro.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Este não é  o primeiro abuso de confiança na história dos US: Jay Gould e Joseph  Seligman provocaram a bancarrota da bolsa da “Sexta-feira Negra”  nos fins do século XIX, enquanto Jacob Schiff causou o pânico da famigerada  “Quinta-feira Negra” que resultou  numa depressão alargada  a toda a nação. Seligman foi também o motor por trás do caso Panamá,  uma vigarice do mercado de acções que se tornou proverbial em França.  A vigarice foi  engendrada por dois judeus de origem alemã, Jacques  Reinach e Cornelius Herz que subornaram parlamentares. Enquanto Reinach  trabalhava a facção da direita, os ‘Republicanos’ desse dia, Herz  trabalhava os ‘Democratas’. A Wikipedia cita Hanna Arendt, que escreveu  que os intermediários entre o sector dos negócios e o estado eram  quase exclusivamente judeus. Este caloroso abraço entre o estado e  o sector de negócios foi a receita para o desastre.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Obviamente,  as coisas mudaram desde então, e agora os Mamonitas são de persuasões  várias, até da Christian Science, como Hank Paulson, cujo valor líquido  é estimado em $700 milhões e cuja carreira no Goldman Sachs (Presidente  1998-2006) fez dele a escolha óbvia para a posição de Secretário  do Tesouro.  Somente a devoção deles pelo deus da ganância permaneceu  constante. No modelo do capitalismo ideal (“economia de mercado”),  eles tanto se glorificaram que tinham de ser pagos a um preço. Na enormemente  divertida novela de David Gold “<em>Carter Beats the Devil</em>”   (Carter derrota o Diabo), o seu antepassado espiritual era alcatroado  e depois coberto de penas pelo firme povo de Connecticut,    cerca de 1670, pois ele tinha comprado um barco inteiro de produtos  importados com a intenção criminosa de ficar rico rapidamente, monopolizando  o mercado e esganando os seus colegas. Hoje um tal criminoso obteria  uma medalha do neo-liberal Fundo Milton Friedman, uma citação da JINSA  e seria apresentado como um exemplo positivo nas aulas da <em>Harvard  Business School</em>.  </font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Agora,   eles tencionam usar o seu controlo sobre o governo afim de transferirem  as suas perdas para os americanos comuns. Quer este acto seja chamado  ‘nacionalização’ ou ‘privatização’ ou ‘baldeamento’,  a realidade é que muitos americanos se encontram empobrecidos e terão  uma pesada carga fiscal a suportar. Mas os perpetradores da Pirâmide  safar-se-ão sem uma beliscadura e retirar-se-ão para os seus castelos  e para os seus investimentos seguros e protegidos, como sempre fizeram  antes.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Os americanos  fizeram figura de parvos; foram limpos tão facilmente como os simplórios  albaneses há alguns anos. Pior: os albaneses pegaram nas armas e perseguiram  os ladrões; os americanos ficam de cócoras. Mas o sistema é o mesmo.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Os americanos  têm direito a saber quem os roubou e aos seus filhos: foram esses que  se tornaram ostensivamente ricos durante as últimas duas décadas.  Eles devem pagar o preço do seu crime. E se o governo, o Presidente,  o Congresso e o Senado, os Democratas e os Republicanos estão relutantes  em os obrigar, os americanos comuns podem fazer como  fizeram os  seus antepassados de Connecticut: aplicar alcatrão e penas liberalmente.   Se isto não chegar, enforquem os sacanas no alto dos lampiões.</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Está exactamente  na altura de lembrar por que razão os Pais Fundadores da América   santificaram na Segunda Emenda da Constituição o direito do povo a  possuir e usar armas. Graças a Deus que a ADL ainda não o tenha cancelado.  Estas armas não são para os ladrões: são dadas para efectivar a  justiça quando os outros meios falham. <em>Aux armes!</em>, como os franceses  disseram quando deram este tratamento aos seus trapaceiros. A América  tem uma grande tradição de justiça directa, este grito de “Enforquem-nos  bem alto!” dos cobóis. Tende em atenção!</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Deixem os soldados  regressarem das guerras desnecessárias e das bases remotas por todo  o mundo: o verdadeiro inimigo deles está no seu próprio país. Nas  palavras ainda ressonantes de Lenine, transformemos a guerra imperial  numa guerra civil contra os sacanas gananciosos. Em vez de onerarem  os contribuintes, façam dos EUA uma zona livre de bilionários! Os  bilionários, esses ratos mais gananciosos, ganharam o máximo da Grande  Pirâmide; empobreçam-nos. Anulem-lhes as contas bancárias. O desaparecimento  de triliões de dólares das suas contas bancárias electrónicas fará  subir de novo o valor das notas verdes; o vosso salário será outra  vez dinheiro real!</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Se supusermos  que mais de metade de todos os bilionários são membros orgulhosos  do <em>Lobby</em> de Israel, isso também resolverá o problema do Médio  Oriente. Para se estar no lado seguro confisquem-se todos os bens dos  construtores da Pirâmide: de Paulson e Bernanke, de Merrill Lynch e  executivos da Goldman Sachs e do Presidente Bush que permitiu que tudo  acontecesse. A Paz voltará para a Palestina, Afeganistão e Iraque;  os americanos tornar-se-ão outra vez orgulhosos do seu país. Uma tal  confiscação em massa restaurará a democracia nos EUA: os próximos  candidatos à Presidência não irão mais de chapéu na mão ao AIPAC  declarar a sua fidelidade. A derrota da Ganância fará voltar as pessoas  a Deus; o balastro eliminado permitirá o tratamento médico nacional,  a segurança social e a educação gratuita para todos. Em vez de ser  um grande desastre, o colapso financeiro oferece uma oportunidade única  de curar todos os males da América. Não percam esta oportunidade!</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Falando para  o largo mundo fora da América, direi o seguinte: Não deiteis fora  o bom dinheiro em troca do mau. Rejeitai o sedutor ronronar de Washington.  Considerai já perdidos os vossos fundos nos US. Se puderdes obter alguma  coisa, bom é; mas não gasteis dinheiro e esforços para recuperar  o que se foi. Há um bem muito mais valioso que pode substituir os perdidos:  é a vossa liberdade e independência. Um dólar minado significa que  a vossa economia estará salva. O colapso da Pirâmide libertar-vos-á!</font></p>
<p align="justify"><font size="3" face="Times New Roman">Notas do tradutor:</font></p>
<ol type="1">
<li><font size="2" face="Times New Roman">“<em>Hang    ‘em High!”</em>  (Enforcai-os bem alto!”) é o título de    um filme de Clint Eastwood, do ano de  1968 (Clint Eastwood tem    hoje 78 anos).</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman">A. I. G. – <em>   American International Group</em></font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman"><em>Lexus e Nexus</em>    – Pelo que investiguei, este parece ser um calão moderno (não consta    nos dicionários) designando o luxo desmedido do grande negócio.</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman">Grande Colisor de    Hadrons é o maior acelerador de partículas atómicas, construído    pelo CERN (Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear).</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman"><em>Black Friday</em>    – 24 de Setembro de 1869, em que especuladores tentaram monopolizar    o ouro e produziram o colapso da bolsa.</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman"><em>Black Thursday </em>   – 24 de Outubro de 1929, quando a bolsa de Nova Iorque entrou em colapso    dando início à Grande Depressão. Origem: a desenfreada manipulação    dos bens económicos reais e imaginários. Sempre a mesma história    do Capitalismo imoral.</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman">JINSA – <em>Jewish    Institute for National Security Affairs    –</em> Organização dos neo-cons. Seus membros: Richard Perle, Dick    Cheney, e outros.</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman">ADL – <em>Anti-Difamation    League</em> – Organização judaica. Há quem lhe tire o “Anti-“.</font></li>
<li><font size="2" face="Times New Roman">AIPAC – o <em>lobby</em>    americano pró-Israel</font></li>
</ol>
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		<title>Qual é o teu clube?</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 20:32:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/746/qual-e-o-teu-clube"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=746&amp;w=80" width="80" height="100" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>No filme “Weekend” (1967), do esquerdista Jean-Luc Godard - obra que prenuncia fortemente Maio de 68-, uma senhora pergunta ao personagem interpretado por Jean Yanne: “E você, prefere ser f***do por Nixon ou por Mao?”. As diatribes actuais na blogosfera (e não só) sobre o conflito na Geórgia parecem configurar uma mesma situação: ” a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/746/qual-e-o-teu-clube"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=746&amp;w=80" width="80" height="100" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p class="snap_preview">No filme “Weekend” (1967), do esquerdista Jean-Luc Godard - obra que prenuncia fortemente Maio de 68-, uma senhora pergunta ao personagem interpretado por Jean Yanne: “E você, prefere ser f***do por Nixon ou por Mao?”. As diatribes actuais na blogosfera (e não só) sobre o conflito na Geórgia parecem configurar uma mesma situação: ” a que clube é que pertences, ao dos EUA ou ao da Rússia?”.</p>
<p>Conhecendo-se as ambições imperialistas permanentes dos dois grandes países, é caso para dizer que nesta disputa “clubística” as pessoas discutem sob que imperialismo é que preferem vegetar. Vegetar enquanto Nação, vegetar enquanto homens livres.</p>
<p>Se nos anos 60 um dos lemas dos nacionalistas franceses (e adoptado por nacionalistas de outros países) era “nem monopólios nem sovietes”, hoje parece que já todos se resignaram a escolher entre dois males, entre dois impérios, sob a ilusão de que o que escolhem é o que assegura a liberdade e um modo de vida (clube EUA) ou a resistência à globalização e ao império americano (clube Rússia), sem se aperceberem que parecem escravos a tentar escolher o senhor sob o qual se vão albergar.</p>
<p>Isto diz muito sobre o nível de reflexão nos nossos tempos, seja em que ambiente político nos situemos. No início da Guerra dos Balcãs, Le Pen e o Front National manifestaram-se ruidosamente a favor da Croácia contra a agressora Sérvia. Passados uns anos já defendiam a Sérvia (que não havia mudado a sua política externa um milímetro), sob pretexto de luta contra o islamismo e a influência americana na região; já não se tratava de um regime nacional-comunista, era antes uma vítima da Nova Ordem Mundial e um exemplo de resistência.</p>
<p>A URSS que invadiu o Afeganistão, que matou (já bem dentro da perestroika) independentistas lituanos, foi condenada; a Rússia - país cujos serviços secretos mandam pelos ares blocos de apartamentos num subúrbio moscovita e logo invade a Chechénia a pretexto de guerra contra o terrrorismo - é muito diferente dos EUA que, a pretexto de atentados com origem muito mal explicada, invadem o Afeganistão (já é sina) e o Iraque?</p>
<p>Há quem ache que sim. Lenine chamar-lhes-ia “idiotas úteis”. Pois, também há nacionalistas que admiram a intransigência israelita, modelo de “estado étnico” a replicar na Europa… Enquanto puxam para um ou outro lado não enxergam que fazem um jogo que de modo algum é o da sua liberdade.</p>
<p>Trágico.</p>
<p>In <a href="http://atrida.wordpress.com/" target="_blank"><em>Odisseia</em></a>, 17 de Setembro de 2008</p>
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		<title>As &#8220;saudades&#8221; da Guerra Fria</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 21:01:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/735/as-saudades-da-guerra-fria"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/manuelabrantes.eim2uwzxibs4k0swk8wgkc08s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="107" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Sarah Palin, candidata republicana à vice-presidência na corrida à Casa Branca, ficou marcada por uma frase chocante em entrevista ao canal televisivo norte-americano ABC. A senadora do Alasca admitiu a hipótese dos Estados Unidos declararem guerra à Rússia.
Interrogada se esta maior atenção sobre o Kremlin significa que os norte-americanos podem declarar guerra à Rússia se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/735/as-saudades-da-guerra-fria"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/manuelabrantes.eim2uwzxibs4k0swk8wgkc08s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="107" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Sarah Palin, candidata republicana à vice-presidência na corrida à Casa Branca, ficou marcada por uma frase chocante em entrevista ao canal televisivo norte-americano ABC. A senadora do Alasca admitiu a hipótese dos Estados Unidos declararem guerra à Rússia.</p>
<p>Interrogada se esta maior atenção sobre o Kremlin significa que os norte-americanos podem declarar guerra à Rússia se o país voltar a interferir na Geórgia, a candidata a vice-presidente respondeu: «Talvez sim».</p>
<p>Esta “republicana”, senadora do Alasca e apoiada pelo candidato Jonh McCain, diz que os aliados devem manter a Rússia debaixo de olho, na medida em que considera “inaceitável que Moscovo tenha invadido um país menor”.</p>
<p>Tudo se pode esperar de uma apoiante do senhor Bush.</p>
<p>Quem tenha o mínimo de atenção às políticas da actual administração norte-americana, declarações desta, só não dão para rir porque são sérias demais.</p>
<p>“(…)Invadir um país menor”. Então não é isso que a política norte-americana tem feito?</p>
<p>“(…)País menor”. O que é isso?</p>
<p>O direito à existência e soberania nacional depende se for “país menor” ou um “país maior”?</p>
<p>Bem! Na realidade já começo – até eu… -a ter saudades da existência de duas (ou mais …) super-potências.</p>
<p>Com a politica americana a mandar sozinha, e a pôr e dispor à sua vontade e interesses, já começo a ter saudades de uma nova URSS.</p>
<p>Eu já estou a ficar maluco ou já estou senil.</p>
<p>In <a href="http://estadonovo.blogspot.com" target="_blank"><em>Estado Novo</em></a>, 12 de Setembro de 2008</p>
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		<title>USA</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 22:43:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/727/usa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/estatualiberdade.79e45de2tskc00s0kocc4ww8o.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="116" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>De toda a porcaria e corrupção que é a política norte-americana, sobressaiem apenas os grandes idealistas, em particular Jefferson, cuja filha mulata, depois da sua morte, foi vendida como escrava. E que dizer do sublime ideal da Liberdade, cuja estátua alterosa, dádiva da irmã de ideal, a França, que decapitou centenas (ou milhares) de gauleses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/727/usa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/estatualiberdade.79e45de2tskc00s0kocc4ww8o.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="116" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>De toda a porcaria e corrupção que é a política norte-americana, sobressaiem apenas os grandes idealistas, em particular Jefferson, cuja filha mulata, depois da sua morte, foi vendida como escrava. E que dizer do sublime ideal da Liberdade, cuja estátua alterosa, dádiva da irmã de ideal, a França, que decapitou centenas (ou milhares) de gauleses em himenagem à sacrossanta deusa da Razão e da Fraternidade,  se encontra ainda alterosa à entrada do porto de Nova Iorque? E que dizer, também, do genocídio perpetrado pelos cobóis sobre os peles vermelhas, que quase dizimaram por completo? Os que restam são os testemunhos vivos duma cultura e duma raça de aborígenes, que vegetam como seres inferiores numa sociedade altamente culta e civilizada&#8230; And so forth&#8230; Et coetera&#8230;</p>
<p>E que dizer do inocente povo dos actuais norte-americanos?  Que estão embuchados? Estonteados? Encandeados? Encharcados? Enchouriçados? Embasbacados? Embestados? Encornados?Enrascados? Enchafurdados? Enchiqueirados? Ensimesmados? Encordoados? Encrispados? Endurecidos? Enfileirados? Enfiados? Enfeudados? Enfezados? Enfatuados? Enevoados? Enfadados? Enferrujados? Enfeitados? Enfurecidos? Enfunados? Enfraquecidos? Enfrenesiados? I tak dalee&#8230; (como dizem os russos&#8230;). Talvez de tudo um pouco. Aliás, eles são quase 300 milhões! São a maior potência mundial!, dizem. Não no número de habitantes, não na área territorial. Então em quê?</p>
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		<title>O Ocidente</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 22:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/726/o-ocidente"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/gaza.72z90htugkg0c8sgcok84kggk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="60" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Por vezes sou excessivo e injusto para com o Ocidente, em que vivemos, e vivem muitas pessoas que lutam como nós ou muito melhor que nós.  Já abriu o site www.silviacattori.net?lang=pt? Se não o abriu, abra-o e testemunhará o que disse. Mea culpa, mea culpa! Virá o tempo em que os povos europeus saberão correr [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/726/o-ocidente"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/gaza.72z90htugkg0c8sgcok84kggk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="60" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Por vezes sou excessivo e injusto para com o Ocidente, em que vivemos, e vivem muitas pessoas que lutam como nós ou muito melhor que nós.  Já abriu o site <a href="http://www.silviacattori.net?lang=pt" target="_blank">www.silviacattori.net?lang=pt</a>? Se não o abriu, abra-o e testemunhará o que disse. Mea culpa, mea culpa! Virá o tempo em que os povos europeus saberão correr com os seus políticos, agentes do mundossionismo americano, mentiroso e ameaçador das nossas identidades nacionais.</p>
<p>Ána húa! Eu sou Ele! &#8212; Estou ouvindo da TV católica libanesa, a Nursat, Télélumière, na paupérrima e tenuíssima  sombra de árabe que vou conseguindo perceber. NáHnu húa! Nós somos Ele!, nós,  pobres criaturas que nos querem crucificar, como a Ele! Deus esteja connosco! Deus salve a Igreja Católica e todos os puros de coração!</p>
<p>A Igreja Católica libanesa, também chamada Igreja Maronita, pois inspira-se no seu fundador S. Marão, existe nas terras vizinhas da Galileia desde o tempo de Cristo, e, pelo que vejo, faz o que eu, de sangue inquieto e pouca fé, não consigo fazer: estar-se nas tintas para os estupores que destroem o mundo, e restam na Santa Paz de Cristo, que é o que verdadeiramente interessa.</p>
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		<title>A dura realidade</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 14:25:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, nos arredores de Roma, um casal de turistas holandeses que fazia campismo selvagem foi assaltado por dois romenos. Os turistas foram roubados e espancados brutalmente, e a mulher foi violada, tendo sido internada num hospital em estado muito grave. Poucas horas depois, os romenos, imigrantes ilegais que trabalhavam ilegalmente como pastores, foram presos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, nos arredores de Roma, um casal de turistas holandeses que fazia campismo selvagem foi assaltado por dois romenos. Os turistas foram roubados e espancados brutalmente, e a mulher foi violada<span id="more-715"></span>, tendo sido internada num hospital em estado muito grave. Poucas horas depois, os romenos, imigrantes ilegais que trabalhavam ilegalmente como pastores, foram presos ainda na posse do dinheiro e dos objectos furtados. Esperam agora para ser deportados, ao abrigo das novas medidas que o governo italiano tomou para combater a criminalidade cometida por imigrantes ilegais, e que a esquerda contesta com os habituais argumentos &#8220;humanistas&#8221;. O problema é que a realidade tem uma maneira muito sua, muito dura, de contradizer as piedades &#8220;humanistas&#8221;.</p>
<p><a href="http://jantardasquartas.blogspot.com/">http://jantardasquartas.blogspot.com/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nincompoop</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 00:41:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/710/nincompoop"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/israel_shamir.cfq577q9vdw0s8w008sc0s0os.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="93" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>“O presidente Bush devia ser declarado um Sionista Notável” – gracejou sarcasticamente Tashi HaNegbi, um patife israelita feito ministro, quando as palavras do presidente americano deixaram de reverberar no calor do fim de Junho do Médio Oriente.  “Não, Bush devia ser admitido no Likud”, &#8212; emendou o chefe da oposição, Yossi Sarid. O chefe do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/710/nincompoop"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/israel_shamir.cfq577q9vdw0s8w008sc0s0os.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="93" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt">“O presidente Bush devia ser declarado um Sionista Notável” – gracejou sarcasticamente Tashi HaNegbi, um patife israelita feito ministro, quando as palavras do presidente americano deixaram de reverberar no calor do fim de Junho do Médio Oriente.<span>  </span>“Não, Bush devia ser admitido no Likud”, &#8212; emendou o chefe da oposição, Yossi Sarid. O chefe do partido trabalhista de Israel, Shimon Peres, parecia mais estúpido do que nunca, quando Bush retirou o seu argumento favorito, ‘uma ameaça<span>  </span>de intervenção americana’. Peres e Sarid nunca defenderam os direitos humanos dos Palestinos, quer por simpatia, quer por vulgar humanidade, mas piscavam os olhos aos seus apoiantes do eleitorado israelita notoriamente nacionalista: “Nós lidaríamos com os Palestinos e suas terra tão inexoravelmente como a Likud <span style="font-size: 11pt">{extrema-direita}; mas<span>  </span>nós queremos conservar as nossas relações especiais com os USA. Os americanos não o permitiriam; é por isso que somos obrigados a portar-nos como seres humanos”. Agora a forçada interpretação deles ruiu. Os Americanos estão-se mesmo nas tintas. Não se importam com nada, e agora Israel pode continuar o seu ininterrupto deslize para o pesadelo fascista.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Com um sorriso retorcido, vejo os <em>emails</em> e os artigos do ano passado, quando Bush, Jr. foi eleito Presidente. Muitos panditas da direita expressavam a opinião de os Judeus tinham perdido o seu estrangulamento sobre a política americana, “Judeus no gabinete de Bush? De modo nenhum” lamentou Phillip Weiss do <em>Observer</em>. Justin Raimondo do <em>Antiwar.com</em> estava jovialmente satisfeito com o que parecia ser uma derrota judaica.<span>  </span>Passados alguns meses, eles aprenderam: a reconquistada supremacia anglo-saxónica nos Estados Unidos não passava de uma miragem. Astuciosamente fornecendo fundos a ambos os partidos Republicano e Democrata, e a praticamente todos os candidatos da esquerda e da direita, a chefia judaica pode influenciar a eleição dos candidatos que prefere. Talvez não possa designar uma pessoa determinada para esta ou aquela posição, mas é capaz de influenciar a lista curta, quando a escolha final já não interessa. Ela sabe o que quer; ela prefere os patetas, pessoas de inteligência, competência e força de vontade limitadas,<span>  </span>e de dúbia moralidade, quer se chamem Bush ou Gore.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">“Escolher um governante fraco” é o nome do jogo para uma minoria étnica ou religiosa tomar conta do poder, sempre que a populaça ainda não esteja pronta a aceitar as regras verdadeiras. Nos filmes Babylon-5 e outros de ficção científica, os alienígenas preferem um terráqueo fraquejante como seu pau mandado. Aprenderam da História. Na segunda metade do primeiro milénio, um grande estado eurasiático, a Khazária,<span>  </span>foi sujeito a uma tomada semelhante.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt"><o :p> </o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Os khazares indígenas eram governados e protegidos pela nobreza guerreira turca, chefiada pelo seu khan eleito, o rei. Do século VI ao VIII, eles receberam algumas vagas de refugiados judeus, primeiro da Pérsia sassânida, depois do Iraque abássida e de Bizâncio. Os<span>  </span>benevolentes e tolerantes khans turcos acreditaram que adquiriam súbditos inteligentes e diligentes, mas a breve prazo, os recém-chegados apoderaram-se da Khazária.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Durante algum tempo eles conservaram a fachada do governo da tradicional aristocracia e entronizavam um khan cada vez mais fraco. Em 803, Obadiah, o judeu, tornou-se o verdadeiro governante da Khazária, enquanto o<span>  </span>khan, o <em>Goy</em> , era ainda mostrado uma vez por ano como prova da legitimidade do poder de Obadiah. Eventualmente, o último khan gentio foi<span>  </span>afastado, e o a ficção do governo khazar chegou ao fim, quando um Beg judaico assumiu o poder na Khazária.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Diz-se frequentemente que os governantes judeus provocaram a conversão em massa da Khazária à fé judaica. Arthur Koestler, um novelista judaico, pensava que os judeus modernos eram os descendentes destes khazares conversos, mas dois proeminentes cientistas russos, um arqueólogo, Artamanov, e um historiador, Leon Gumilev, chegaram à conclusão que os khazares comuns não foram convertidos ao judaísmo. Os judeus eram a classe do poder na Khazária; não compartilhavam a Aliança ou importantes posições com estranhos, segundo Gumilev. Os khazares tornaram-se súbditos dum poder étnica e religiosamente alheio. Tinham que<span>  </span>pagar para o exército e a polícia e para a política aventurosa externa. Por fim, perderam o seu país.<o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Os judeus ficaram numa posição excelente, mas de muito curta duração: dentro de cem anos após a tomada do poder, o Império khazar desintegrou-se completamente.<span>  </span>Tais manigâncias não duram, pois destroem o seu próprio poder por falta de bases. Os khazares não se importaram: não compartilhavam da riqueza fabulosa do Império. Tornaram-se tártaros, casaques e outros povos da estepe. Os vizinhos não sentiram falta do Império, pois ele estava inclinado para o genocídio e o comércio da escravatura. Os judeus emigraram da devastada bacia do Cáspio e entraram nas terras frias da Polónia e da Lituânia, e desapareceram da História para um longo sono de mil anos. <o :p></o></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><span style="font-size: 11pt">Os judeus da Khazária precisavam de um pateta (<em>nincompoop</em>) para khan, porque o seu poder estava longe de ser completo, e somente um pateta se renderia aos seus mandos. O discurso no Médio Oriente de Bush provou que este rebento de família rica e poderosa se comporta como um coelho ofuscado pelos faróis de um carro. A contagem decrescente para a morte do Império Americano tinha começado. <o :p></o></span></p>
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		<title>Presidente da RFA nega-se a assinar o Tratado de Lisboa</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 20:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[Um deputado da República Federal Alemã                          apresentou queixa no Tribunal Constitucional por não                  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left">Um deputado da República Federal Alemã                          apresentou queixa no Tribunal Constitucional por não                          concordar com o <strong>Tratado de Lisboa</strong>. Tal                          obrigou as mais altas instâncias jurídicas alemãs<span id="more-689"></span> a                          debruçarem-se promenorizadamente sobre o Tratado. Este                          facto levou o gabinete do Presidente da RFA a rever a                          sua posição em relação ao Tratado. Com grande susto                          geral, compreendeu-se que o parlamento da RFA tinha                          concordado, sem ler devidamente um tratado, que leva à                          extinção das soberanias nacionais e à submissão a                          comissários de tipo soviético, que não são votados por                          ninguém, e seus tribunais arbitários, sem direito a                          recurso.</p>
<p>Perante a gravidade da situação, resolveu o                          Presidente da República Federal Alemã comunicar a sua                          decisão de não assinar o <strong>Tratado de                          Lisboa</strong>, apesar de o mesmo já ter sido aprovado                          pelo parlamento alemão.</p>
<p>In <a href="http://www.grifo.com.pt" target="_blank"><em>Grifo</em></a>, 19 de Agosto de 2008</p>
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		<title>Os neocons fizeram a Geórgia</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 12:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/688/os-neocons-fizeram-a-georgia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/paulcraigroberts.bc8vvfrc23488wwgkswgsk0kk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="110" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>O êxito da propaganda, das mentiras e da farsa do Regime Bush junto a americanos crédulos e desatentos desde o 11/Setembro tem feito difícil para pessoas inteligentes e conscientes estarem optimistas acerca do futuro dos Estados Unidos. Durante quase oito anos os media dos EUA serviram como Ministério da Propaganda para um regime criminoso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/688/os-neocons-fizeram-a-georgia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/paulcraigroberts.bc8vvfrc23488wwgkswgsk0kk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="110" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>O êxito da propaganda, das mentiras e da farsa do Regime Bush junto a americanos crédulos e desatentos desde o 11/Setembro tem feito difícil para pessoas inteligentes e conscientes estarem optimistas acerca do futuro dos Estados Unidos. Durante quase oito anos os media dos EUA serviram como Ministério da Propaganda para um regime criminoso de guerra. Americanos incapazes de pensar por si próprios, de lerem entre as linhas, ou de acessarem medias estrangeiros na Internet sofreram lavagem cerebral.</p>
<p>Como disse o propagandista nazi Joseph Goebbels, é fácil enganar um povo. Basta dizer-lhes que foram atacados e agitar a bandeira.</p>
<p>Isto certamente funcionou com americanos.</p>
<p>A credulidade e despreocupação do povo americano tem feito muitas vítimas. Há 1,25 milhão de iraquianos mortos. Há 4 milhões de iraquianos deslocados. Ninguém sabe quantos ficaram mutilados e órfãos.</p>
<p>O Iraque está em ruínas, sua infraestrutura destruída por bombas, mísseis e helicópteros artilhados americanos.</p>
<p>Não sabemos o número de mortos no Afeganistão, mas mesmo o regime fantoche americano protesta contra repetidas matanças de mulheres e crianças por tropas dos EUA e da NATO.</p>
<p>Não sabemos qual seria o número de mortos no Irão se Darth Cheney e os neocons tiverem êxito na sua trama com Israel para bombardear o Irão, talvez com ogivas nucleares.</p>
<p>O que sabemos é que todo este assassínio e destruição não tem justificação e é perverso. É o trabalho de homens perversos que não têm pruridos acerca de mentir e enganar a fim de matar pessoas inocentes para cumprirem a sua agenda não declarada.</p>
<p>Que tais pessoas perversas tenham controle sobre o governo e os media dos Estados Unidos condena o público americano até a eternidade.</p>
<p>A América nunca recuperará da vergonha e da desonra amontoada sobre si pelo Regime Bush pilotado pelos neocons.</p>
<p>O êxito da propaganda neocon tem sido tão grande que o partido da oposição não levantou um dedo para controlar as acções criminosas do Regime Bush. Mesmo Obama, que promete &#8220;mudança&#8221; está demasiado intimidado pelo êxito neocon na lavagem cerebral da população americana para fazer o que os seus apoiantes esperavam que fizesse e afastar-nos da vergonha na qual o Regime Bush pilotado pelos neocons nos aprisionou.</p>
<p>Isto resume o estado pessimista em que vivo antes do sinal verde dado pelo Regime Bush ao fantoche na Geórgia para fazer a limpeza étnica de russos na Ossétia do Sul a fim de neutralizar o movimento separatista. Os media americanos, vulgo, o Ministério das Mentiras e do Engano, mais uma vez ajudaram o criminoso Regime Bush e proclamara uma &#8216;Invasão russa&#8217; para encobrir a limpeza étnica de russos na Ossétia do Sul pelo assalto militar georgiano.</p>
<p>Só que desta vez o resto do mundo não engoliu a história. Os muitos anos de mentiras – 11/Setembro, armas de destruição maciça iraquianas, conexões al Qaeda, concentrados de urânio, ataque de antrax, ogivas nucleares iranianas, &#8220;os Estados Unidos não torturam&#8221;, os bombardeamentos de festas de casamento, funerais e jogos de futebol de crianças, Abu Ghraib, traslados de prisioneiros (renditions), Guantanamo, várias &#8220;tramas terroristas&#8221; fabricadas, o assalto determinado a liberdades civis – cobraram o seu preço à credibilidade americana. Já ninguém fora da América acredita mais nos media americanos ou no governo americano.</p>
<p>O resto do mundo relatou o factos – um assalto a civis russos por tropas georgianas treinadas e equipadas por americanos e israelenses.</p>
<p>O Regime Bush, dominado pelo excesso de confiança, esperava que a Rússia aceitasse este acto de hegemonia americana. Mas os russos não o fizeram, e os militares georgianos foram postos em fuga para salvarem a sua vida.</p>
<p>A resposta republicana pilotada pelos neocons à falha russa em seguir o roteiro e deixar-se intimidar pela &#8220;potência única&#8221; foi tão imbecil que estilhaçou a lavagem cerebral à qual sucumbiram tantos americanos.</p>
<p>McCain declarou: &#8220;No século XXI nações não invadem outras nações&#8221;. Imagine as risadas que Jon Stewart [1] conseguirá com isto no Daily Show. Nos primeiros anos do século XXI os Estados Unidos já invadiram dois países e tem estado a tocar os tambores para atacar um terceiro. O presidente Bush, o invasor chefe do século XXI, repetiu a afirmação de McCain de que países não invadem outros países. http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/7556857.stm</p>
<p>Esta afirmação dissonante chocou mesmo americanos de cérebro lavado, como revelam leituras de emails. Se no século XXI países não invadem outros países, o que Bush está a fazer no Iraque e no Afeganistão, e o que são as armadas navais e a propaganda preparada contra o Irão?</p>
<p>Terão os dois piores instigadores da guerra dos tempos modernos – Bush e McCain – cancelado o ataque americano/israelense ao Irão? Se McCain for eleito presidente, irá ele retirar tropas americanas do Iraque e do Afeganistão pois &#8220;nações não invadem outras nações&#8221;, ou irá o presidente Bush antecipar-se a ele?</p>
<p>Todos nós sabemos a resposta.</p>
<p>Os dois palhaços estão espantados pelo facto de os americanos terem ensinado hegemonia aos russos, os quais anteriormente operavam, ingenuamente talvez, na base da boa vontade.</p>
<p>Subitamente os europeus ocidentais perceberam que ser aliado dos Estados Unidos é como segurar um tigre pela cauda. Nenhum país europeu quer ser arremessado a uma guerra com a Rússia. A Alemanha, a França e a Itália devem estar a agradecer a Deus terem bloqueado a entrada da Geórgia na NATO.</p>
<p>A Ucrânia, onde se estabeleceu um nacionalismo doentio financiado pelos neocon da National Endowment for Democracy, será o próximo conflito entre as pretensões americanas e a Rússia. A Rússia está a ser ensinada pelos neocons de que libertar as partes constituintes do seu império não resultou na sua independência mas sim na sua absorção dentro do Império Americano.</p>
<p>A menos que bastantes americanos possam ultrapassar o seu estado de lavagem cerebral e as máquinas de votar falsificadas da Diebold, remover os republicanos imbecis e tornar os neoconservadores responsáveis pelos seus crimes contra a humanidade, um enlouquecido governo neocon americano provocará a guerra nuclear com a Rússia.</p>
<p>Os neoconservadores representam o maior perigo alguma vez já enfrentado pelos Estados Unidos e pelo mundo. A humanidade não tem inimigo maior.</p>
<p><font size="4"></font><font size="-1"> 								[1] Jon Stewart:  comediante americano conhecido pelas sátiras 								políticas. 							</font></p>
<p><strong> 								<a name="asterisco"></a>[*] 								Ex secretário assistente do Tesouro na administração 								Reagan.  Foi editor associado da página editorial do  								<em> 									Wall Street Journal 								</em> 								e editor colaborador da  								<em> 									National Review. 								</em> 								  É co-autor de  								<a href="http://www.amazon.fr/gp/redirect.html?ie=UTF8&amp;location=http%3A%2F%2Fwww.amazon.fr%2Fs%3F%5F%5Fmk%5Ffr%5FFR%3D%25C5M%25C5Z%25D5%25D1%26url%3Dsearch-alias%253Denglish-books%26field-keywords%3DThe%2BTyranny%2Bof%2BGood%2BIntentions%26x%3D8%26y%3D14&amp;tag=resistirinfo-21&amp;linkCode=ur2&amp;camp=1642&amp;creative=6746" target="_new"> The Tyranny of Good Intentions</a> 								<img src="http://www.assoc-amazon.fr/e/ir?t=resistirinfo-21&amp;l=ur2&amp;o=8" style="border: medium none  ! important; margin: 0px ! important" border="0" height="1" width="1" /> 								.  Email:   								<a href="mailto:PaulCraigRoberts@yahoo.com"> PaulCraigRoberts@yahoo.com</a></p>
<p>O original encontra-se em 								<a href="http://www.counterpunch.org/roberts08152008.html" target="_new"> http://www.counterpunch.org/roberts08152008.html</a> 							</strong></p>
<p><strong> 								Este artigo encontra-se em 								<a href="http://resistir.info/" target="_new"> http://resistir.info/</a> 								.</strong></p>
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