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	<title>no-media // portugal &#187; Globalização</title>
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		<title>A crise do sistema</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 19:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1418/a-crise-do-sistema" title="A crise do sistema"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/1.1f9vq8x9i22skskkssg88kcog.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="A crise do sistema" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 9,2 por cento em Setembro, revelou esta sexta-feira o Eurostat. O fantasma do desemprego paira por toda a Europa, é a crise do sistema, uma crise económica, uma crise financeira, mas também e como tal mais difícil de combater uma crise de valores. O sistema entrou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1418/a-crise-do-sistema" title="A crise do sistema"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/1.1f9vq8x9i22skskkssg88kcog.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="A crise do sistema" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><a class="link" href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1407543" target="_new"><span style="color: #996699;">A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 9,2 por cento em Setembro, revelou esta sexta-feira o Eurostat.</span></a><br />
O fantasma do desemprego paira por toda a Europa, é a crise do sistema, uma crise económica, uma crise financeira, mas também e como tal mais difícil de combater uma crise de valores.<br />
O sistema entrou em colapso e como tal vai gerar ciclicamente crises cada vez mais nefastas para o povo e para as nações. Os políticos do sistema e os capitalistas que o sustentam, vão sobretudo procurar salvar as suas mais valias sempre com prejuízo do trabalho e dos trabalhadores.<br />
Destas crises destas contradições, sairá uma nova classe de políticos, de empresários e de trabalhadores, que colocando o capital ao serviço do trabalho, vão finalmente criar um sistema onde a justiça social e a igualdade de oportunidades serão uma realidade. Um sistema baseado nos primados da livre iniciativa, no direito natural porque inscrito no nosso código genético à propriedade privada, mas onde a sua extensão seja definida e limitada em função da utilidade social que representa e onde a falácia romântica do igualitarismo seja riscada dos manuais, uma vez que só tem servido para tornar alguns poucos mais iguais que os outros.</p>
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		<title>Luta e Vitória, Comandante!</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 19:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1409/luta-e-vitoria-comandante" title="Luta e Vitória, Comandante!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/gabrieleadinolfi.2f1pex0ck05c48sswsw8c4cs4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="Luta e Vitória, Comandante!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Há 40 anos (NdT: este artigo foi escrito em 2007) morria Che Guevara. Por que é que os fascistas o homenageiam? Há 40 anos morria Che Guevara. O comandante guerrilheiro havia tentado exportar o fenómeno revolucionário cubano, tanto em África como na América Latina que, sendo ele argentino, considerava no seu todo um pouco como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1409/luta-e-vitoria-comandante" title="Luta e Vitória, Comandante!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/yapb_cache/gabrieleadinolfi.2f1pex0ck05c48sswsw8c4cs4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="53" alt="Luta e Vitória, Comandante!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><strong>Há 40 anos (NdT: este artigo foi escrito em 2007) morria Che Guevara. Por que é que os fascistas o homenageiam?</strong></p>
<p>Há 40 anos morria Che Guevara. O comandante guerrilheiro havia tentado exportar o fenómeno revolucionário cubano, tanto em África como na América Latina que, sendo ele argentino, considerava no seu todo um pouco como a sua pátria. As chamas de guerrilha deveriam acender a revolução: É essa chama que fascinaria Giangiacomo Feltrinelli, muito pouco leninista mas romântico e garibaldino.</p>
<p><strong>O Che e os Fascistas</strong></p>
<p>Em quarenta anos o Che foi objecto de todas as desvalorizações, foi reduzido a logótipo publicitário, a símbolo de reconhecimento de tribos urbanas ultracapitalistas. Mas quando morre, ou antes ainda, quando abraçou o seu sonho revolucionário abandonando um ministério em Cuba, Ernesto Guevara podia contar com muitas antipatias, muitas das quais entre os fariseus do seu próprio campo, mas também com muitas simpatias entre aqueles cuja estúpida lógica dos esquemas estáticos via como seus adversários. Quando a demência e a esclerose do dogmatismo à tartufo não estava na moda entre os herdeiros da Revolução Nacionalista, foram muitos a apoiar o Che. Desde Jean Thiriart, fundador da Jeune Europe e do Partido Nacional Europeu, que seria voluntário na Palestina, a Juan Peron. Costui, fascista entre os fascistas, exilado em Espanha depois de ter sido perseguido pela oligarquia clérico-militar ligada a Washington havia estabelecido um pacto estratégico com Fidel Castro e elogiava particularmente o Che cuja luta, segundo o seu parecer oficial, utilizava o marxismo como puro e simples instrumento para um ideal superior. Foi o próprio Peron, último dos estadistas fascistas, a acolher o Che na Espanha franquista – com o beneplácito do caudilho – e a colocá-lo em contacto na Argélia com Boumedienne. De resto, Guevara havia apoiado Peron contra os comunistas poucos anos antes na Argentina e uma das suas acções de guerrilha foi obra dos peronistas. Com o Che vivo a nata do fascismo pós-bélico estava com ele, com o Che morto foram-lhe dedicadas muitas reflexões e algumas hagiografias, como “Une passion pour El Che” de Jean Cau, autor de sensibilidade nacional-socialista.</p>
<p><strong>Brancos ou Negros?</strong></p>
<p>Poderei portanto homenagear o Che no seguimento dos meus ilustres predecessores e sentir-me por isso muito mais fascista do que os fascistas que o denigrem. Mas não seria suficiente nem correcto. Não o quero homenagear só porque os melhores dos fascistas o fizeram mas porque o merece por si. Conheço as objecções, sinto-as continuamente: desde que o fascismo caiu na sombra reaccionária do conservadorismo burguês e perdeu a sua alma – e o seu mais profundo significado existencial e sacro – as banalidades sucedem-se. Uma dessas é que não se pode homenagear o Che, não se pode não ficar contente pela morte do Che, porque ele batia-se para destruir os nossos valores. Nossos? Valores? Brincamos? O Che batia-se por libertar o seu continente da ocupação americana, da opressão oligárquica e das injustiças. Podemos não compartilhar a direcção dada pelo Che à sua luta, o seu posicionamento ideológico e programático, mas não podemos não sentir como nossa a sua luta, e se não a sentimos das duas uma: ou daquela luta não sabemos <a href="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/chens.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1410" title="Che Guevara" src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/uploads/chens.jpg" alt="" width="264" height="299" /></a>nada ou enganámos-nos de campo, somos “guarda branca” e não “camisa negra”.<br />
<strong><br />
Luta e Vitória</strong></p>
<p>Enfim, não se pode deixar de homenagear o Che porque um homem que abandona cargos, honrarias, dinheiro e privilégios para ir viver para a selva, no meio dos montes, com um punhado de companheiros de luta, passando dias inteiros a pão e água, um homem que sonha e permanece fiel ao seu sonho metendo carne, músculo e nervos ao seu serviço, não pode deixar de ser homenageado. Dita-o claramente aquele sentimento da vida, da honra e do sacro que está na base da visão do mundo que fez grande a nossa antiguidade e a nossa mais recente “primavera”. Aquela ideia do mundo que – do Bhagavad Gita passando pelos sacerdotes das lupercálias, as legiões mitraicas, a cavalaria medieval até aos comandos Werwolf – representou o melhor que a memória do homem recorda e que se condensa na “Doutrina ariana de Luta e Vitória” (que não é a do sucesso tangível mas a da vitória sobre si mesmo)(*). Quem não perdeu o sentido daquele filão não pode deixar de respeitar e homenagear o herói de Santa Clara. Honra ao Che: Luta e Vitória, Comandante!</p>
<p>9 de Outubro de 2007</p>
<p>(*) Cf. Julius Evola</p>
<p>Retirado de <a href="http://ofogodavontade.wordpress.com" target="_blank">O Fogo da Vontade</a>.</p>
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		<title>Os abutres que vão sonhando</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 21:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1330/os-abutres-que-vao-sonhando" title="Os abutres que vão sonhando"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1330&amp;w=80" width="80" height="45" alt="Os abutres que vão sonhando" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Os abutres ocidentais, comandados pelo imperialismo sionista americano, sonham com “ventos de mudança” em Teerão. O respeito pela identidade cultura dos povos resume-se a meros espectáculos de folclore mediático, porque tudo o que não se reger pela cultura americano é um alvo a abater. A globalização cultural posta em marcha pela Nova Ordem Mundial, visa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1330/os-abutres-que-vao-sonhando" title="Os abutres que vão sonhando"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1330&amp;w=80" width="80" height="45" alt="Os abutres que vão sonhando" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><span style="font-size: 12pt; color: #333333; font-family: Georgia; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;">Os abutres ocidentais, comandados pelo imperialismo sionista americano, sonham com </span><span style="font-size: 12pt; color: #333333; font-family: Georgia; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: EN; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;" lang="EN"><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386283&amp;idCanal=11" target="_new"><span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT"><span style="color: #800080;">“ventos de mudança”</span></span></a></span><span style="font-size: 12pt; color: #333333; font-family: Georgia; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA;"> em Teerão.<br />
O respeito pela identidade cultura dos povos resume-se a meros espectáculos de folclore mediático, porque tudo o que não se reger pela cultura americano é um alvo a abater.<br />
A globalização cultural posta em marcha pela Nova Ordem Mundial, visa somente o uniculturalismo, sonho supremo do grande capital apátrida e dos seus lacaios.<br />
Os meios de comunicação ocidentais, ajudados pelos opinion makers ao serviço do sistema, procuram dar uma ideia errada do Irão. Os países os povos têm o direito de viver segundo os seus costumes e identidades e interferir na sua vida politica e social só pode ser considerado imperialismo e ingerência. Embora como ocidentais tenhamos dificuldade em compreender muito do que se passa noutros países, sempre é bom recordar que o Irão é muito mais democrático que certos protectorados americanos, onde a questão de eleições nem sequer se põe.<br />
O povo iraquiano vai certamente continuar a confiar em quem ao contrario do propagandeado pelo sistema lhes trouxe paz e posteridade e o irão vai continuar a ser um bastião na luta contra o imperialismo sionista americano e contra os assassinos genocídios israelitas, vai continuar a ser um país onde algumas verdades ainda podem ser ditas e uma pedra na sapato da tentativa americana para ter a hegemonia no negocio do petróleo.</span></p>
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		<title>PPM denuncia Bilderberg</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 21:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Featured]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[No seu blogue oficial destinado às eleições europeias o Partido Popular Monárquico (PPM) denunciou a presença de Manuela Ferreira Leite (líder do maior partido da oposição, o Partido Social Democrata – PSD) e de Manuel Pinho (ministro da Economia, Partido Socialista) na última reunião do Grupo Bilderberg na Grécia. O elitista, capitalista e multinacional Grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No seu <a href="http://ppmeuropa2009.blogspot.com/">blogue oficial destinado às eleições europeias o Partido Popular Monárquico</a> (PPM) denunciou a presença de Manuela Ferreira Leite (líder do maior partido da oposição, o Partido Social Democrata – PSD) e de Manuel Pinho (ministro da Economia, Partido Socialista) na última reunião do Grupo Bilderberg na Grécia.</p>
<p>O elitista, capitalista e multinacional Grupo Bilderberg encontra-se uma vez por ano e reúne as principais figuras políticas e os mais relevantes executivos capitalistas bem como os principais patrões da comunicação social. A reunião deste ano decorreu na Grécia de 14 a 17 de Maio.</p>
<p>Até agora a lista do PPM, encabeçada pelo jornalista <a href="http://paramimtantofaz.blogspot.com/">Frederico Duarte Carvalho</a>, foi o único partido político português a denunciar oficialmente no seu blogue a presença de políticos portugueses na reunião.</p>
<p>O PPM é um pequeno partido patriótico fundado em 1974 apenas um mês após o golpe de Estado militar de 25 de Abril e entre os seus fundadores encontravam-se <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Rol%C3%A3o_Preto">Francisco Rolão Preto</a>, fundador do Movimento Nacional-Sindicalista em 1933 – os camisas-azuis portugueses, e João Camossa, cujo anarquismo patriótico é actualmente <a href="http://www.eco-anarquista.org/nanarquismo/recortes.html">recordado pelos nacional-anarquistas portugueses</a>.</p>
<p>Actualmente é um partido à margem do poder embora no passado, até 1980, tivesse sido parte dos governos da coligação da Aliança Democrática e mantivesse uma militância espalhada por todo o Portugal continental e ainda nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Nas últimas eleições o PPM elegeu dois deputados à Assembleia Nacional nas listas do PSD, Nuno da Câmara Pereira e Miguel Pignatelli Queirós, e ainda um deputado regional, <a href="http://pauloestevao1.blogspot.com/">Paulo Estêvão</a>, à Assembleia Legislativa dos Açores.</p>
<p>Conta também com 12 eleitos municipais. Após quase uma década de coligações e de uma quase total ausência de activismo, com excepção do arquipélago dos Açores, o partido anseia a ganhar um novo fôlego iniciando-se com as eleições ao Parlamento Europeu deste ano.</p>
<p>In <a href="http://admiravelmundonovo-1984.blogspot.com" target="_blank">Admirável Mundo Novo</a>, 23 de Maio de 2009.</p>
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		<title>Comunistas e nacionalistas gregos manifestam-se contra Bilderberg</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 22:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenas, Grécia – A polícia guardou severamente um condomínio de luxo grego este Sábado no qual supostamente decorreu um secretivo encontro entre os principais políticos e homens de negócios do mundo. Várias dúzias de manifestantes gregos reuniram-se no exterior do Astir Palace Hotel na cidade costeira de Vouliagmeni com o intuito de criticar o Grupo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atenas, Grécia – A polícia guardou severamente um condomínio de luxo grego este Sábado no qual supostamente decorreu um secretivo encontro entre os principais políticos e homens de negócios do mundo.</p>
<p>Várias dúzias de manifestantes gregos reuniram-se no exterior do Astir Palace Hotel na cidade costeira de Vouliagmeni com o intuito de criticar o Grupo Bilderberg, um grupo internacional fundado há meio século na Holanda.</p>
<p>Não tem nenhuma sede conhecida e reúne-se em condomínios e hotéis de luxo de todo o mundo, o acesso às reuniões é apenas para convidados e, regra geral, não são efectuados quaisquer anúncios públicos acerca das mesmas posteriormente.</p>
<p>Os manifestantes, militantes do Partido Popular Ortodoxo grego, gritaram palavras de ordem e seguraram uma faixa com a mensagem “A Bilderberg não é bem-vinda” no exterior do hotel, que se situa a 25 milhas (40 quilómetros) de Atenas no Mar Egeu. Um dos manifestantes foi detido pela polícia quando tentou romper o cordão policial.</p>
<p>“Estamos aqui em protesto deste encontro anti-Grécia”, afirmou Argyris Sideris, secretário regional do partido à Associated Press. “Precisamos fazer algo para proteger o nosso país”.</p>
<p>O hotel, popular, encontrava-se encerrado ao público.</p>
<p>Um agente policial revelou à Associated Press que o condomínio estava a ser protegido por centenas de agentes, comandos da marinha, barcos rápidos da guarda costeira e ainda por dois jactos F-16. O agente efectuou estas revelações com a condicionante de manter o seu anonimato, de modo a obedecer às normas do seu departamento.</p>
<p>Na sexta-feira, militantes do Partido Comunista Grego levaram também a cabo uma manifestação pacífica contra o Grupo Bilderberg.</p>
<p>Os jornais gregos noticiaram que a reunião secreta entre os principais políticos e os maiores executivos do capitalismo mundial incluíram o ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Dora Bakoyannis.</p>
<p>De acordo com estes jornais entre os convidados deste ano encontravam-se os Secretário do Tesouro dos EUA, Tim Geithner; Larry Summers, director do Conselho Nacional Económico dos EUA; o enviando especial da administração Obama para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke; o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick; o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.</p>
<p>Mas nenhum destes relatos pôde ser confirmado por fontes independentes.</p>
<p>O encontro de três dias terminou, aparentemente, no Sábado.</p>
<p>*AFP com a colaboração de Tom Stoukas</p>
<p><strong>Consulte também:</strong><br />
<a href="http://pt.no-media.info/1311/ferreira-leite-na-grecia-a-convite-do-grupo-bilderberg" target="_self">Ferreira Leite na Grécia a convite do grupo Bilderberg</a> &#8211; Lusa</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ferreira Leite na Grécia a convite do grupo Bilderberg</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2009 23:02:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>

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		<description><![CDATA[A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, desloca-se hoje à Grécia para participar como convidada na conferência anual do grupo Bilderberg, disse à agência Lusa fonte social-democrata. A presidente do PSD regressa a Portugal no sábado, adiantou a mesma fonte. O grupo Bilderberg reúne-se anualmente desde 1954. Nos seus encontros, que têm carácter sigiloso e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, desloca-se hoje à Grécia para participar como convidada na conferência anual do grupo Bilderberg, disse à agência Lusa fonte social-democrata.<span id="more-1311"></span></p>
<p>A presidente do PSD regressa a Portugal no sábado, adiantou a mesma fonte.</p>
<p>O grupo Bilderberg reúne-se anualmente desde 1954.</p>
<p>Nos seus encontros, que têm carácter sigiloso e são restritos a convidados, participam personalidades da política e das empresas.</p>
<p><strong>Consulte também:</strong><br />
<a href="http://pt.no-media.info/1309/comunistas-e-nacionalistas-gregos-manifestam-se-contra-bilderberg" target="_self">Comunistas e nacionalistas gregos manifestam-se contra Bilderberg</a> de Demetris Nellas<br />
<a href="http://pt.no-media.info/1296/um-mundo-sem-fronteiras-%E2%80%93-o-sonho-do-grupo-bilderberg" target="_blank">Um mundo sem fronteiras – o sonho do Grupo Bilderberg</a> de James P. Tucker Jr.<br />
<a href="http://pt.no-media.info/1294/plutocratas-irao-reunir-se-na-grecia" target="_self">Plutocratas irão reunir-se na Grécia</a> de James P. Tucker Jr.</p>
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		<item>
		<title>Um mundo sem fronteiras – o sonho do Grupo Bilderberg</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 23:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Bilderberg irá continuar a impulsionar a criação de um governo mundial na reunião secreta de 14 a 19 de Maio em Vouliagmeni, na Grécia, de acordo com um dos participantes. Alice Rivlin (na foto), que tem representado a Instituição Brookings na Bilderberg, sorri e acena afirmativamente quando questionada se a agenda deste ano inclui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Bilderberg irá continuar a impulsionar a criação de um governo mundial na reunião secreta de 14 a 19 de Maio em Vouliagmeni, na Grécia, de acordo com um dos participantes. Alice Rivlin (na foto), que tem representado a Instituição Brookings na Bilderberg, sorri e acena afirmativamente quando questionada se a agenda deste ano inclui “um governo mundial, um mundo sem fronteiras e uma União Americana.”</p>
<p>Há muitos anos que estes são objectivos da Bilderberg mas têm sido bloqueados pelo que os participantes se referem pejorativamente como “nacionalismo”. A Bilderberg tenciona expandir o Acordo do Livre Comércio Norte Americano por todo o Hemisfério Ocidental como prelúdio ao estabelecimento de uma “União Americana” semelhante à da União Europeia. O objectivo último é a criação de um governo mundial sob a égide das Nações Unidas. A sua maior excitação na Bilderberg?</p>
<p>“Sentar-me ao lado da rainha”, responde, referindo-se à rainha Beatriz da Holanda.</p>
<p>Num desenvolvimento separado da Bilderberg, o Secretário do Tesouro Timothy Geithner falou demais e deixou a verdade escapar-lhe enquanto de dirigia ao Concelho para Relações Externas em Nova Iorque. O CRE encontra-se fortemente representado em todas as reuniões Bilderberg.</p>
<p>Geithner revelou o seu apoio à proposta de substituir o dólar existente como reserva monetária internacional por um cabaz de moedas que seria gerido pelo Fundo Monetário Internacional.</p>
<p>“Na realidade estamos bastante abertos a essa ideia”, afirmou. Oficialmente, tanto Geithner como o presidente Obama afirmam serem contra esta ideia.</p>
<p>In <a href="http://www.americanfreepress.net" target="_blank"><em>American Free Press</em></a>, 13 de Abril de 2009</p>
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		<title>Plutocratas irão reunir-se na Grécia</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 23:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Bilderberg vai regressar à sua cena do crime de 1993 numa tentativa de se reunir secretamente em Vouliagmeni, na Grécia, de 14 a 17 de Maio. A Bilderberg retornará à propriedade dos hotéis Nafsika Astir Palace em Vouliagmeni, a 20 milhas de Atenas, e encontrar-se resguardada por guardas no Westin Nafsika. No topo da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Bilderberg vai regressar à sua cena do crime de 1993 numa tentativa de se reunir secretamente em Vouliagmeni, na Grécia, de 14 a 17 de Maio. A Bilderberg retornará à propriedade dos hotéis Nafsika Astir Palace em Vouliagmeni, a 20 milhas de Atenas, e encontrar-se resguardada por guardas no Westin Nafsika.</p>
<p>No topo da agenda de trabalhos da Bilderberg estará como manipular a crise económica global em proveitos dos seus interesses egoístas. Irão pressionar tanto as nações europeias quanto as norte-americanas a afastarem-se do “proteccionismo” nos encontros posteriores de chefes de Estado. Dado que a finança internacional e os altos oficiais dos governos se vislumbram a si mesmos como sendo “cidadãos do mundo” e repudiam o “nacionalismo”, a sua única lealdade são os dados bancários, não os seus países. Adoram o livre comércio, essencial para o governo mundial.</p>
<p>Portanto, estão determinados a que os Estados Unidos e as restantes nações recusem a imposição de tarifas que equilibrem a competição na crista da onda. Querem continuar a remeter os empregos de manufacturação estadunidenses para além-mar onde possam explorar mão-de-obra barata. Querem continuar a importar produtos produzidos pela mão-de-obra escrava na China e na África, ignorando a produção nacional.</p>
<p>Bilderberg, um grupo elitista secreto que se reúne todas as Primaveras em estâncias de luxo protegidas por guardas armados, polícia uniformizada e por vezes por militares da nação hospedeira bem como ainda por uma brigada de guardas privados, à civil, tenta arduamente manter as suas deliberações em segredo. Mas, com o auxílio da imprensa europeia e com fontes internas, os seus planos são sempre revelados neste jornal.</p>
<p>A Bilderberg tem um filho obediente na figura do presidente Barack Obama ao qual será pedido que avance com a União Norte Americana, a qual deve expandir-se por todo o hemisfério norte e transformar-se numa “União Americana” semelhante à União Europeia. Em última instância, com a criação de uma “União “Ásio-Pacífica”, o mundo será seria dividido em três grandes regiões para conveniência administrativa de um governo global encarnado na ONU. Obediente, Obama tem um plantão de luminares da Bilderberg na sua administração.</p>
<p>Mas a Bilderberg há anos que tem problemas em conseguir impor a sua vontade ao globo. Quando reuniu na Grécia há 19 anos, comemorava a promessa de Bill Clinton em como assinaria o Tratado do Rio sobre o aquecimento global, que entregaria a riqueza e a soberania dos EUA aos burocratas internacionais.</p>
<p>Clinton, que participou na reunião Bilderberg de 1992 e foi eleito presidente em 1993, assinou de facto o Tratado do Rio mas num voto experimental no Senado ficou demonstrado que a ratificação deste seria sumariamente rejeitada. O Tratado encontra-se ainda pendente e os rapazes da Bilderberg estão deprimidos.</p>
<p>In <a href="http://www.americanfreepress.net" target="_blank"><em>American Free Press</em></a>, 06 de Abril de 2009</p>
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		<title>O futuro mercado transatlântico</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1245/o-futuro-mercado-transatlantico" title="O futuro mercado transatlântico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1245&amp;w=80" width="80" height="106" alt="O futuro mercado transatlântico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Enquanto a opinião pública das diferentes nações europeias se extasia ante o novo presidente dos Estados Unidos, o brilhante Barack Obama mantêm o processo de absorção da União Europeia, por parte do espaço económico e jurídico norte-americano. O sociólogo Jean Claude Paye denuncia a construção progressiva do império transatlântico e a intenção dos seus promotores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1245/o-futuro-mercado-transatlantico" title="O futuro mercado transatlântico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1245&amp;w=80" width="80" height="106" alt="O futuro mercado transatlântico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><em>Enquanto a opinião pública das diferentes nações europeias se extasia ante o novo presidente dos Estados Unidos, o brilhante Barack Obama mantêm o processo de absorção da União Europeia, por parte do espaço económico e jurídico norte-americano. O sociólogo Jean Claude Paye denuncia a construção progressiva do império transatlântico e a intenção dos seus promotores em converter as liberdades indivíduas em mais uma mercadoria.</p>
<p></em>Nos países membros da antiga União Europeia, a Europa dos quinze, a questão da soberania externa tema a ver com o fim da segunda Guerra Mundial. Na sua maioria ou ocupados pelo exército americano ou membros da NATO, estes países transferiram para o executivo americano as prerrogativas soberanas (fazer a guerra e garantir a sua defesa)</p>
<p>A fase actual das relações entre a União Europeia e os Estados Unidos está marcada por uma especificidade; consiste no abandono da soberania interna dos países membros da Europa dos 27. Graças a uma hegemonia de direito americana no território Europeu, o executivo norte-americano exerce um poder directo sobre os povos europeus. Através de numerosos acordos as instituições da União europeia legitimam essa soberania.</p>
<p>A instauração de uma soberania interna do executivo norte-americano sobre os países do velho continente conduz à formação de uma nova forma de estado, o estabelecer de uma estrutura imperial submetida a égide norte americana. Trata-se de uma forma estável que difere grandemente da anterior: Na altura em que os Estados Unidos possuíam somente a soberania externa dos países europeus existia ainda a possibilidade de um retrocesso parcial ou ainda mais profundo e sem a intervenção de uma revolução social, como demonstra a saída da França do NATO, por decisão de Charles de Gaulle. Um acto de independência como esse, por parte de uma nação europeia, deixa de ser possível se os Estados Unidos exercerem controlo directo sobre os habitantes do velho continente.</p>
<p><strong>Um grande mercado transatlântico para o ano de 2015</strong></p>
<p>Uma resolução do Parlamento Europeu adoptada em Maio de 2008, legitima e projecta a criação de um grande mercado transatlântico no ano de 2015. Esta resolução prevê a eliminação das barreiras comerciais, assim como a liberalização dos mercados públicos e da propriedade intelectual e as invenções. O acordo prevê a harmonização progressiva das regulamentações e sobretudo o reconhecimento das regras em vigor em ambos os lados do Atlântico. Na realidade o direito que se irá aplicar será o norte-americano.</p>
<p>De forma paralela às negociações sobre a existência do grande mercado, desenrolaram-se conversas secretas com vista criação de um espaço comum para controlo das populações. Uma informação secreta elaborada por especialistas de seis estados membros, estabeleceu um projecto para a criação de uma área de cooperação transatlântica em matéria de liberdade, segurança e justiça até ao ano de 2014. Vão procurar organizar a administração interna e a justiça dos estados membros “em correspondência com as relações exteriores da União Europeia”, ou seja essencialmente em função dos Estados Unidos.</p>
<p>Mais que a entrega de dados pessoais e a colaboração dos serviços de policia, procedimentos já amplamente aplicados, o objectivo da criação do mencionado espaço consiste na possibilidade, de com o tempo, os cidadãos da União Europeia possam ser entregues às autoridades norte-americanas. Temos que recordar prisão europeia, resulta da criação de um “ espaço de liberdade, segurança e justiça” entre os estados membros, suprime todas as garantias que oferecia o sistema de extradição. A ordem de prisão baseia-se no princípio de reconhecimento mútuo. Considera como automaticamente conformes os princípios de um estado de direito, todas as disposições jurídicas do estado solicitante.<br />
A instauração de este tipo de cooperação transatlântica levaria ao reconhecimento do direito norte-americano por parte dos 27 membros da União Europeia e a aceitação automática do conjunto de pedidos de extradição norte-americanos. Porém nos Estados Unidos o Military Commissions Act of 2006 (3) permite a perseguição e a prisão por tempo indeterminado de toda a pessoas designada como inimiga do poder executivo. Essa lei e extensiva aos cidadãos de qualquer país inclusive com aqueles que eles não estão em guerra. Qualquer um pode ser perseguido como inimigo, não porque existam elementos probatórios, mas simplesmente porque o poder executivo assim o designou. Nenhum governo estrangeiro negou essa lei de alcance internacional.</p>
<p><strong>Grande mercado de controlo sobre os povos</strong></p>
<p>O paralelismo entre a liberalização do comércio entre os dois continentes e o controlo norte-americano sobre os povos europeus esteve presente durante os 13 anos em que o processo foi negociado. Com efeito em 3 de Dezembro de 1995 teve lugar durante a cimeira USA/UE em Madrid a assinatura na Nova Agenda Transatlântica, com vista à promoção de um grande mercado transatlântico e um plano de acção comum em matéria de cooperação policial e judicial. Se bem que as negociações sobre a forma de cooperação se desenrolaram de forma contínua, as negociações tendentes à criação de um grande espaço pararam a um determinado momento. Foram abandonadas em 1998 e foi preciso esperar até ao ano de 2005 para que se reactivassem, após uma declaração económica adoptada na cimeira USA/UE em Junho de 2005.</p>
<p>Os avanços registados com vista à creação de uma mercado transatlçantico devem-se á acção de uma instituto norte-americano: o Transatlantic Policy Network, criado em 1992 e no qual se reúnem parlamentares europeus, membros do congresso dos Estados Unidos e representantes de empresas privadas. Pretendem criar um bloco europeu-americano no plano politico, económico e militar. O Transatlantic Policy Network conta com o apoio de de numerosos think tanks, como o Aspen Institute, el European-American Business Council, el Council on Foreign Relations, el German Marshall Fund y la Brookings Institution. E o apoio financeiro de grandes multinacionais norte-americanas e europeias como como Boeing, Ford, Michelin, IBM, Microsoft, Daimler Chrysler, Pechiney, Michelin, Siemens, BASF, la Deutsche Bank, Bertelsmann.</p>
<p>Um elemento importante deste “espaço de liberdade, segurança e justiça” a entrega generalizada de dados pessoais já está em marcha. Uma informação interna redigido de forma conjunta pelos negociadores, do Ministério da Justiça e do Departamento de Segurança da Pátria, pelo lado norte-americano e pelo Coreper, um grupo de representantes permanentes da união Europeia, anuncia um acordo com esse sentido para o ano de 2009 (4).<br />
O objectivo é favorecer a entrega de dados, não só de carácter administrativo e judicial como também relativos á defesa do território. Os negociadores já se puseram de acordo relativamente a 12 pontos essenciais. Trata-se na realidade na entrega permanente às autoridades norte-americanas de uma série de informações de índole privada, como o numero do cartão de credito, detalhes de contas bancárias, as operações realizadas, os itinerários de viagens e as ligações de internete, bem como informação individual, como raça opiniões politicas, os costumes pessoais e a religião.</p>
<p>Os norte-americanos justificam estas exigências como uma questão económica. Segundo eles o acordo é um grande negócio, porque diminui a totalidade dos custos o que implica para o governo dos Estados Unidos a obtenção de informações da União Europeia. O objectivo não é possibilitar a transmissão desses dados ás autoridades dos Estados Unidos, pratica já amplamente aplicada, mas sim legalizar a sua entrega ao sector privado. Trata-se de suprimir todos os obstáculos legais que se oponham à difusão das informações anteriormente mencionadas e garantir para esse processo os custos mais baixos possíveis. Antes de tudo têm de garantir a rentabilidade do mercado.</p>
<p><strong>Supremacia do direito norte-americano</strong></p>
<p>No que respeita à necessidade de estabelecer um controle independente os negociadores europeus abandonaram a sua legislação e aceitaram os critérios norte-americanos. Admitem que o poder executivo se vigie a si mesmo. Considerando assim que o sistema de controlo interno do governo dos Estados Unidos, oferece garantias suficientes. Aceitaram que os dados ligados á raça, à religião, as opiniões politicas, a saúde e a vida sexual, sejam utilizados por um governo, na condição que as leis internas ofereçam protecção adequada. Cada governo decidira por si mesmo se respeita ou não essa obrigação.<br />
O processo que conduz à instalação de d um grande mercado transatlântico, é o processo inverso à construção da União Europeia. O mercado comum europeu é em primeiro baseada no intercâmbio e liberalização mercantil. O grande mercado transatlântico baseia-se na supremacia do direito norte-americano. Trata-se em todo numa construção politica, onde se menciona inclusivamente uma assembleia transatlântica.</p>
<p>O exercício de soberania das autoridades norte-americanas sobre os povos europeus e a legitimação desse poder, por parte da União Europeia são condições para a instauração de novas relações de propriedade e intercâmbio; transformar em mercadoria os dados pessoais e liberalizar esse grande mercado sem qualquer limite.</p>
<p><em>Parlamento Europeo, «Résolution du Parlement européen sur les relations transatlantiques», B6-0280/2008, 28 de mayo de 2008.<br />
Report of the Informel, Hight Level Advisory Group on the Future European Affairs Policy (Future group), «Freedom, Security, Privacy. European Home Affairs in a Open World», junio de 2008, p. 10, párrafo 50.<br />
S.390 Military Commissions Act of 2006.<br />
Council of the European Union, «Note from Presidency to Coreper, Final Report by EU-US Hight Level Contact Group on information sharing and privacy and personal protection», 9831/08, Bruselas, 28 de mayo de 2008.</em></p>
<p><strong>Jean-Claude Paye</strong></p>
<p>Tradução livre</p>
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		<title>O FIM DA EUROPA</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 17:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Ainda que eu jamais tivesse adivinhado o irreparável, uma olhadela à Europa bastaria para me fazer estremecer. Preservando-me do vago, ela justifica, atiça e adula os meus terrores, e desempenha para mim a função atribuída ao cadáver na meditação do monge. No seu leito de morte, Filipe II mandou chamar o filho e disse-lhe: &#8220;Vê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="post-body entry-content">&#8220;Ainda que eu jamais tivesse adivinhado o irreparável, uma olhadela à Europa bastaria para me fazer estremecer. Preservando-me do vago, ela justifica, atiça e adula os meus terrores, e desempenha para mim a função atribuída ao cadáver na meditação do monge.<span id="more-1149"></span><br />
No seu leito de morte, Filipe II mandou chamar o filho e disse-lhe: &#8220;Vê como tudo acaba, até a monarquia.&#8221; À cabeceira desta Europa, não sei que voz me adverte: &#8220;Vê como tudo acaba, até a civilização&#8221;. &#8211; E.M.Cioran, <em>A Tentação de Existir, </em>Relógio d&#8217;Água, 1988.</div>
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