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	<title>no-media // portugal &#187; Recortes de imprensa</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
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		<title>A Corrupção é Proporcional à “Democracia</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 14:04:00 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/990/a-corrupcao-e-proporcional-a-%e2%80%9cdemocracia"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/colarinho_branco1.1u2udwdx3pussk448gokg4gos.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="65" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><em>Os homens são atormentados pelo pecado original dos seus instintos anti-sociais, que permanecem mais ou menos uniformes através dos tempos. A tendência para a corrupção está implantada na natureza humana desde o princípio. Alguns homens têm força suficiente para resistir a essa tendência, outros não a têm. Tem havido corrupção sob todo o sistema de governo. A corrupção sob o sistema democrático não é pior, nos casos individuais, do que a corrupção sob a autocracia. Há meramente mais, pela simples razão de que onde o governo é popular, mais gente tem oportunidade para agir corruptamente à custa do Estado do que nos países onde o governo é autocrático. Nos estados democráticos há muito mais pretendentes, que só podem ser satisfeitos com uma quantidade muito maior de espólio que seria necessário para satisfazer os poucos aristocratas. A experiência demonstrou que o governo democrático é geralmente muito mais dispendioso do que o governo de poucos.</p>
<p></em>Aldous Huxley, in &#8216;Sobre a Democracia e Outros Estudos&#8217;</p>
<p>Esta posição politica ganha mais força quando se trata de Portugal, não existe autarquia nem governo, que não tenham já caído nas malhas da justiça. Do partido mais à direita ao partido mais à esquerda todos eles já viram algum ou alguns militantes engrossarem as fileiras do crime de colarinho branco.<br />
A promiscuidade, partidos empresas, clubes empresas e todo o bando junto, enchem diariamente as páginas dos jornais pelas piores razões.<br />
Anda o país embalado na telenovela BPN, porque um grande caso faz sombra sobre os mais pequenos e nós aqui por Coimbra, com uma cintura industrial de arguidos. Na capital de distrito Socialistas e social-democratas andam á muito a contas com a justiça, a Figueira da Foz também deu o seu contributo. Na Lousã foi uma alta figura do CDS a julgamento e agora o <a class="link" href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=9DB8903D-CC13-4B84-8D81-5AADAE36EA27&amp;channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010" target="_new"><span style="color: #5588aa;">Presidente da Câmara PS</span></a> é acusado de favorecimento. <a class="link" href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Poli...ent_id=1048296" target="_new"><span style="color: #5588aa;">Em Góis</span></a> temos uma fraude com subsídios. Mas mesmo nas mais pequenas obras, nos mais pequenos concursos a sombra da dúvida paira. Ora vão lá perguntar aos habitantes do Bairro do Ingote, porque é que nas obras de remodelação dos apartamentos, alguns são mais iguais que outros.</p>
<p>Em cada esquina um corrupto<br />
Em cada rosto igualdade<br />
Grândola Vila morena<br />
Terra da fraternidade</p>
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		<title>No Name Boys - Possíveis ligações a grupos anarcas de extrema-esquerda</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 01:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/983/no-name-boys-possiveis-ligacoes-a-grupos-anarcas-de-extrema-esquerda"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=983&amp;w=80" width="80" height="67" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Os sete agentes (Guimarães) foram agredidos com uma violência tão extrema como inexplicável. &#8220;Atacaram-nos com tochas. O motorista foi arrastado, espancado e espezinhado. Só não foi mais grave porque havia populares que ajudaram a polícia&#8221;. Este ataque, ocorrido no início deste mês, não faz parte do processo mas apressou as detenções e ilustra bem o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/983/no-name-boys-possiveis-ligacoes-a-grupos-anarcas-de-extrema-esquerda"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=983&amp;w=80" width="80" height="67" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Os sete agentes (Guimarães) foram agredidos com uma violência tão extrema como inexplicável. &#8220;Atacaram-nos com tochas. O motorista foi arrastado, espancado e espezinhado. Só não foi mais grave porque havia populares que ajudaram a polícia&#8221;. Este ataque, ocorrido no início deste mês, não faz parte do processo mas apressou as detenções e ilustra bem o nível de violência a que a ala mais radical dos No Name Boys chegou. &#8220;Muitas vezes, durante as escutas, ficávamos chocados com o nível de violência das conversas&#8221;, reconhece um dos investigadores do processo. &#8220;Assumiam-se contra a autoridade do Estado, odeiam profundamente a polícia e sentiam-se totalmente impunes. Achavam que nunca nada lhes ia acontecer&#8221;. Aconteceu: esta semana a PSP deteve 32 suspeitos de envolvimento em várias situações de violência, fogo posto e tráfico de droga. Nem todos são da claque e foram detidos por posse de droga. Sete ficaram em prisão preventiva, mas dois ainda podem regressar a casa com pulseira electrónica. Outros dois ficaram proibidos de frequentar recintos desportivos. A dureza das medidas aplicadas pelo Tribunal de Instrução Criminal (TIC) explica-se com os vários episódios investigados pela PSP e pela unidade de combate ao crime violento do DIAP de Lisboa. (&#8230;) O ódio à polícia é ideológico. Ao contrário de outras claques, não existe qualquer comunicação ou coordenação com as forças de segurança na preparação dos jogos. Estão infiltrados no grupo pessoas ligadas a movimentos anarcolibertários, antifascistas e extremistas radicais de esquerda. Nas escutas e em pesquisas nos blogues dos elementos mais activos dos NN foi possível encontrar apelos aos &#8220;politicamente reprimidos&#8221; e &#8220;perseguidos&#8221; dos bairros problemáticos suburbanos para que se insurjam contra as autoridades. Ainda assim o grupo diz-se apolítico e é ferozmente antipublicidade: não há blogues oficiais dos No Name, nem entrevistas a jornais ou televisões. Os poucos que apareceram à porta do TIC esconderam a cara atrás de lenços e cachecóis. O anonimato é lei.</p>
<p><a class="link" href="http://www.forumnacional.net/showthread.php?t=32690" target="_new"><span style="color: #5588aa;">FONTE</span></a></p>
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		<title>O tsunami</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 18:40:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Regionalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O momento é incerto e perigoso. O capitalismo que tanta riqueza gerara no mundo ocidental, propagando-se à Ásia como fogo em pólvora, atravessa uma crise que arrasta o sistema que parecia sólido como rocha. O fantasma de Marx e a sua profecia apocalíptica surgem do sótão das coisas esquecidas, fazendo tremer os que julgavam o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O momento é incerto e perigoso. O capitalismo que tanta riqueza gerara no mundo ocidental, propagando-se à Ásia como fogo em pólvora, atravessa uma crise que arrasta o sistema que parecia sólido como rocha. <span id="more-962"></span>O fantasma de Marx e a sua profecia apocalíptica surgem do sótão das coisas esquecidas, fazendo tremer os que julgavam o materialismo dialéctico morto e enterrado. Uma grande abastança abatera-se sobre o mundo capitalista, com casas luxuosas, carros de milhares, cruzeiros de fantasia, saúde gratuita, ensino ao desbarato, comércio a rodos, tanto que, no delírio do consumo, as pessoas nem pensam nas dívidas que durante anos as amarram aos bancos e às suas hipotecas, às empresas de crédito contra incertas declarações de IRS, a troco de computadores, telemóveis, jogos electrónicos, vídeos e aparelhagens de preços e efeitos incríveis, internetes de mirabolantes e imediatas comunicações para qualquer ponto do planeta, GPS de orientação inaudita que até dispensam pilotos ou guias, ginásios que se esfalfam a desfazer as gorduras duma alimentação excessiva e barata que a todos deforma, e tudo o que nem a mais delirante imaginação podia prever. Inesperadamente, a banca, nervo e mola real do sistema, dá um grito de dor e parece submergir no meio duma overdose de lucros e progresso transformados em falências e burlas impensáveis. No aparente remanso do nosso cantinho, porém, vão chegar as ondas do tsunami que abalará a vivência idílica em que despreocupadamente temos vivido. Não duvidem.</p>
<p>In <strong><em>Açoriano Oriental</em></strong>, 04 de Novembro de 2008</p>
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		<title>Obama: cenário pessimista</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 18:31:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>

		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/957/obama-cenario-pessimista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=957&amp;w=80" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A Revista Sábado pediu-me que, para um exercício de história-ficção, fizesse um cenário negativo da Administração Obama em 4 anos, para 2012. Daniel Oliveira ficou com o positivo. Publico aqui o meu, com alguns aditamentos, que por razões de espaço não couberam na edição da Revista de 13 de Novembro de 2008.

2012 – A MEMÓRIA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/957/obama-cenario-pessimista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=957&amp;w=80" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><div>A Revista <strong>Sábado </strong>pediu-me que, para um exercício de história-ficção, fizesse um cenário negativo da Administração Obama em 4 anos, para 2012. Daniel Oliveira ficou com o positivo. Publico aqui o meu, com alguns aditamentos, que por razões de espaço não couberam na edição da Revista de 13 de Novembro de 2008.<br />
<strong><br />
2012 – A MEMÓRIA DA GLÓRIA<br />
</strong><br />
O Presidente Barack Obama olhou com nostalgia a foto de Grant Park, tirada no preciso momento em que soubera, pela vitória na Pensilvânia e no Ohio, que ia ser o 44º Presidente dos Estados Unidos. Tinham passado quatro anos sobre a imensa mole de americanos de todas as etnias, idades, origens e classes que ali o aclamava, com as luzes mágicas do skyline de Chic em fundo.<br />
Ele, o desconhecido, com raízes em África, na Ásia, no além-mar, em lado nenhum, era nesse dia o eleito do povo e do Destino, levando consigo os milhões de negros da América e as memórias de muitas humilhações e ofensas. Fora uma saga fantástica, uma corrida vertiginosa. Das conversas com alguns amigos e velhos routiers democráticos surgira e florescera ali, em Chicago, o projecto. Depois batera Hillary Clinton, a toda-poderosa senhora do partido, a que, à partida, parecia ter tudo – a experiência, o nome, o dinheiro, os barões. E por fim, McCain, que tinha o handy-cap de ser republicano, mas que era um herói americano, um mito nacional. Fora uma guerra renhida até que, na hora H, com McCain já próximo, o amaldiçoado-abençoado crash financeiro lhe viera consolidar a vantagem.</div>
<div><strong>A economia, estúpidos!<br />
</strong></div>
<div>Obama reconhecia a qualidade do adversário. E tinha discutido com os seus conselheiros o “factor racial”, o “efeito Bradley”, a questão da cor para os trabalhadores brancos da baixa classe média e das casas pink dos subúrbios – religiosos, preconceituosos e desconfiados – que não iriam querer um negro com ligações esquerdistas na Presidência. Mas até parte desse eleitorado ele conseguira conquistar.<br />
O crash ajudara, criando a imagem dos republicanos como especuladores forrados de milhões mal ganhos. A partir daqui, queriam lá saber que ele fosse negro e que tivesse uma agenda liberal. O que não queriam era mais republicanos. Nem mesmo McCain. E quando os congressistas do GOP chumbaram o Plano Paulson à primeira, as polls dispararam a seu favor. Até na Florida e no Ohio. Outra vez a economia: estúpidos!<br />
<strong></strong></div>
<div><strong>No princípio era o Afeganistão<br />
</strong> Isto há quatro anos. E que quatro anos… Se a desgraça de George W. Bush começara no Iraque, com Paul Bremer e com os marines em Bagdad transformados em polícias, a dele, Obama, dera-se nas montanhas do Afeganistão. Apesar dos conselhos dos que lhe diziam que “o Afeganistão nem sequer era um país”, e que deixasse “os senhores da guerra tomar conta das coisas”, o peso dos intervencionistas democráticos e as suas próprias promessas levaram-no a reforçar a operação Afeganistão: a “boa guerra”. Os 35.000 homens que ali encontrara em 2008 passariam a 70.000 em 2009 e depois a 100.000.<br />
Sem sucesso. Os talibãs continuavam a emboscar as tropas da NATO – (ou seja, os americanos, já que os aliados tinham deixado há muito de sair dos quartéis). E os europeus manifestaram-se logo que as baixas começaram a subir: “Se os mortos das guerras coloniais nos fizeram sair dos nossos impérios, por que diabo vamos morrer agora para o Afeganistão?”<br />
A intenção de retirar do Iraque levara os locais a realinhar fidelidades: ao quebrar-se o equilíbrio que os americanos mantinham, os shiitas tinham recomeçado as hostilidades com os sunitas; no Norte, os curdos, sentindo-se em risco, tinham feito os seus jogos – com Israel, com os sunitas – enervando os turcos, que tinham invadido e ocupado Erbil.<br />
A Al-Qaeda, contida pela aliança dos americanos com os chefes tribais, tinha voltado ao ataque. Em Bagdad, como em 2005 e 2006, voltavam a rebentar diariamente carros armadilhados.<br />
Por isso tivera que parar a retirada para esta não parecer uma fuga, um risco acrescido para as suas tropas. E para a retirada correr bem era necessário reforçar e reordenar o dispositivo no terreno. O General Petraeus pedira a demissão e tornara-se um Wesley Clarck republicano, intervindo por todo o lado contra a administração. Não matava mas moía.<br />
De resto o Médio Oriente continuava o mesmo vespeiro que sempre fora. Obama escolhera a diplomacia pessoal, tentando, como Carter, “levar os homens de boa vontade à mesa das negociações”, mas percebia agora o que o seu conselheiro Zibgnew Brezinsky lhe repetira: “Presidente, para os radicais é indiferente ser o Senhor ou o Dick Cheney. Eles querem é ganhar!”. E não havia muitos homens de boa vontade naquelas terras Santas…<br />
<strong></strong></div>
<div><strong>Mais terrorismo<br />
</strong> Os terroristas escalavam. Em 2009, um míssil atingira um avião da Continental, na descolagem de Fiumicino; em 2010, tinham sido ataques nas capitais da NATO que mantinham tropas em Cabul; gases venenosos, terrorismo indiscriminado – nos metropolitanos, nos comboios, até contra um cruzeiro de reformados, nas Caraíbas. E com o gás sarin em S. Francisco fora o pior. Tudo isto apesar de ter assinado Kyoto, encerrado Guantanamo, de ter visitado a Palestina, de ter conversado como os ayatollas, com Chávez, Castro e Mugabe. Mas pouco ou nada acontecera. Chávez tinha como ponto de honra desafiar os gringos, fossem brancos, negros ou latinos e Mugabe era um autocrata mitómano e atrevera-se – o velho gagá – a chamar-lhe Uncle Tom!<br />
A “Liga das Democracias”, uma ideia de Susan Parker e Anthony Lake trouxera-lhe a hostilidade de russos, de chineses e de autocratas de todos os credos. E os aliados europeus, apesar de enaltecerem a “boa governança”, “os direitos humanos”, a “transparência”, embatucavam quando tocava à aplicação de medidas: porque os autocratas russos, chineses e médio-orientais vendiam-lhes a energia, compravam-lhes os aviões, capitalizavam-lhes as empresas. E tinham, com os sovereign funds, comprado Detroit e metade de Wall Street.<br />
Porque a economia era outro calvário: herdara uma gigantesca dívida, da subprime, dos junk bonds, das financeiras falidas, dos bancos à beira do colapso, dos banqueiros orfãos. Por isso os planos ambiciosos quanto à saúde, à educação, à segurança social – os pontos de honra da sua campanha – tinham sido comprometidos. Os conselheiros – entre outros, Paul Volcker, o Presidente do FED de Reagan e Warren Buffet, o homem mais rico do mundo –faziam coro: devia governar ao centro, como toda a gente na América, por muito que custasse ao seu núcleo histórico. E por isso tinha os seus à porta e a protestar.<br />
<strong></strong></div>
<div><strong>Com amigos destes…<br />
</strong> Como os que queriam nacionalizar a indústria automóvel, para não ir para os árabes. E o dinheiro? Ou o Barney Frank, o senador gay assumido, que queria cortar o orçamento militar em 25%. E o Afeganistão? E que diriam os generais? E louco do o John Conyers, do House Judiciary que, como os esquerdistas europeus, queria julgar Bush por crimes de guerra!<br />
Nenhum destes feudais do seu partido, advogados de interesses “liberais”, lhe tinha dado descanso. Era a mesma gente que tinha complicado as políticas de Carter e de Clinton. Só que ele, Obama, não estava disposto a deixar que lhe fizessem a cama e a agenda.<br />
Depois de seis meses de graça, a sua presidência fora difícil. Que saudades do yes we can! da campanha – um raid bem planeado, com novas tecnologias, com voluntários, muito dinheiro, três vezes o de McCain, que era o “candidato dos ricos”!<br />
Mas governar era escolher, e escolher na margem dos fifty-fifty de vantagens e desvantagens. E escolher depressa, num país com 300 milhões de pessoas, grandes interesses opostos e agendas polémicas, como a energia e o ambiente. E a defesa contra um terrorismo que pouco tinha a ver com a pobreza dos árabes ou os métodos da CIA, mas mais com visões, fobias, interesses, ódios antigos, expectativas frustradas, humilhações – com a vida.<br />
Não se podia satisfazer a todos quando se tinha que decidir: os primeiros desiludidos tinham sido alguns dos seus iniciais apoiantes radicais: como Frank e Conyers, como aqueles académicos e jovens brancos liberais, que achavam que a América devia ser uma espécie de ONG, sem exército, sem forças armadas, só mesmo soft power. E os seus simpatizantes europeus que lhe enviavam mensagens de desilusão – como o antigo presidente português Soares que lhe enviara um telegrama “Trés désilusioné avec Vous, si j’était américain je ne voteais pás plus pour Vous”. Ou o venerando Prémio Nobel, José Saramago, também português, que lhe retirara o seu apoio, quando ele reforçou o Afeganistão e ofereceu dobrar o prémio pela cabeça de Ben Laden. “Saramago, Soares, who cares?”, dissera-lhe o Rahn Emanuel… Verdade, preocupavam-no, a sério, outras coisas…<br />
<strong></strong></div>
<p><strong>Meditação final<br />
</strong> Voltou a olhar os últimos indicadores. O seu adversário, Arnold Schwartzeneger, governador da Califórnia, estava na frente: além de ter reconquistado todo o território vermelho do Sul e Middle-West, entrara em força no Nordeste industrial – na Pensilvânia, no Ohio, no Wisconsin. E era capaz de levar a Califórnia. Oprah Winfred (sim, também a fiel Oprah) acabara de entrevistar o ex-Conan numa longa peça apologética. Até os afro-americanos estavam agora a fragilizar o seu apoio. Sobretudo os religiosos – muitos – que não alinhavam na agenda dos costumes e votavam os referendos estaduais contra o gay-marriage e a adopção por homossexuais. E soubera que até no Quénia, em Nairobi, havia um movimento popular para retirar o seu nome das placas das ruas e praças do país. A razão invocada é que não beneficiara os seus, que era ingrato, como qualquer branco ou colonialista!<br />
Os católicos também estavam contra as políticas da família e a agenda progressista; como os latinos, decisivos no Novo México, Colorado e Florida.<br />
Pensou, com alguma simpatia, no seu antecessor George W… Também se devia ter sentido assim, sozinho, humilhado, abandonado. Não era mau tipo, com o seu ar de filho-família entre o atento e o admirado. A culpa era mesmo capaz de ter sido do Cheney e dos neocons. Que agora – e eram dos últimos e dos únicos – o apoiavam no Afeganistão. Deus o ajudasse!</p>
<p>P.S. Desafiado para fazer o cenário “mau”, aceitei. Mas espero, para bem de todos, que qualquer semelhança com a realidade seja pura coincidência.<br />
<a href="http://ofuturopresente.blogspot.com/2008/11/obama-cenrio-pessimista.html" target="_blank">Revista Sábado, 11 de Novembro 2008</a></p>
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		<title>O luzinhas e as iluminações</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:20:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava então os dias a pasmar, como que em transe, para as decorações luminosas que enfeitavam toda a Baixa.</p>
<p>Podia fazer um frio de rachar calhaus, uma ventania de fim do mundo e do céu desabarem milhares de litros de água, que o Luzinhas não arredava pé do meio do passeio, o olhar parado fixo nas figuras alusivas feitas de lâmpadas. Às vezes, lá vinha um lojista puxá-lo para o abrigo de um toldo, mas era como se ele nem sentisse a tormenta. Só tinha mesmo olhos para as luzes.</p>
<p>Quando calhava alguém parar a seu lado a apreciar as iluminações, era como se o Luzinhas tivesse encontrado uma alma gémea. Tocava levemente no ombro da pessoa, levantava o braço, apontava para o ar e balbuciava: &#8220;O anjinho&#8230;&#8221; , &#8220;O presépio&#8230;&#8221;, &#8220;O Menino Jesus&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se acontecia alguém dar-lhe corda e tentar puxar- -lhe pela língua, aproveitava para fazer sempre o mesmo pedido: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; Porque o Luzinhas não pedia dinheiro nem cigarros, não era um mendigo. Pedia, só e sempre, &#8220;um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se alguém lhe propunha um lanche diferente, um<em> Sumol</em> e um queque, por exemplo, hesitava alguns segundos, depois dizia lentamente que não com a cabeça e repetia: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; E toca de ir para a pastelaria, satisfazer o pequeno desejo do contemplador das iluminações natalícias. Que, segundo testemunhas, só já tarde da noite, com a Baixa quase completamente vazia e adormecida, abandonava a sua contemplação e ia para casa.</p>
<p>O Luzinhas era um tontinho inofensivo e &#8220;poético&#8221;, daqueles que uma certa literatura piegas e um certo jornalismo ronceiro, hoje desaparecidos, gostavam muito de mungir para puxarem a lágrima fácil ao leitor. E veio-me à cabeça não por sentimentalismo de calendário ou por nostalgia pronta-a-sentir, mas porque agora as iluminações de Natal em Lisboa são acendidas cada vez mais cedo e são cada vez mais abundantes, por causa dos grandes centros comerciais, mas perderam quase por completo os motivos decorativos próprios da quadra. Tornaram-se friamente &#8220;laicas&#8221; e neutras.</p>
<p>Sobretudo as iluminações camarárias, onde já não se vêem presépios, anjos a tocar trombeta, estrelas de Belém, o Menino Jesus nas palhinhas ou os Reis Magos, mas sim figuras estilizadas e motivos abstractos, sem qualquer relação directa ou associação com a festa que se vive.</p>
<p>Isto não tem nada a ver com o ser-se religioso ou não, ou com o ainda ter ilusões sobre uma quadra que há muito se tornou num pretexto para o consumismo galopante. Tem, isso sim, a ver com tradições antigas, simpáticas e pertinentes, que se vão perdendo sem que ninguém faça nada para as recordar e manter.</p>
<p>Se o Luzinhas fosse vivo hoje, coitado, andava aflito a olhar para as iluminações de Natal, à procura de uma personagem, de uma imagem familiar em que pudesse fixar os olhos.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícia</em><em>s</em></strong>, 15 de Novembro de 2008</p>
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		<title>Um mundo virtual</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 22:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/878/um-mundo-virtual"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/adrianomoreira1.64i5mchr88w0wgscokw0c08w0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="117" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Acrise que avança no sentido de ser mundial tem uma relação inegável com o facto de a actividade económica ter sido orientada, sem regulação pelas autoridades políticas, e sem percepção suficiente das entidades responsáveis pela observação dos comportamentos, tendo em vista um mundo virtual sustentado pela criatividade de uma tecnocracia tomada pela vertigem do enriquecimento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/878/um-mundo-virtual"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/adrianomoreira1.64i5mchr88w0wgscokw0c08w0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="117" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Acrise que avança no sentido de ser mundial tem uma relação inegável com o facto de a actividade económica ter sido orientada, sem regulação pelas autoridades políticas, e sem percepção suficiente das entidades responsáveis pela observação dos comportamentos, tendo em vista um mundo virtual sustentado pela criatividade de uma tecnocracia tomada pela vertigem do enriquecimento. Ao mesmo tempo que os governos parecem decididos a regressar às responsabilidades que não são nem de mais Estado, nem de menos Estado, mas simplesmente de Estado confiável, parece haver um risco de a crise ser agravada. Trata-se de colocar uma nova versão de mundo virtual no lugar daquela que está moribunda.</p>
<p>Um dos capítulos mais inquietantes deste risco plural está no apelo urgente, feito pela ONU, no sentido de reforçar as solidariedades em que se apoia, sem outro recurso, a esperança de realizar os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio. É evidente que não devem ser ignoradas as carências dos países pobres, especialmente na África, no domínio da saúde, da segurança alimentar, da educação. As palavras dos representantes dos Estados que intervieram foram todas no sentido de assumir que é necessário avançar em parceria, o método que assegura melhores resultados do que os conseguidos pelos unilateralismos. A convicção posta nos discursos foi reforçada pelo facto de terem sido anunciados compromissos no valor de 16 mil milhões de dólares, numa época de crise financeira sem precedente próximo. Uma intervenção desta dimensão e natureza, confiada em que &#8220;somos a primeira geração que dispõe dos recursos, conhecimentos e competência necessários para erradicar a pobreza&#8221;, arrisca a que muito brevemente alguma alta autoridade da ONU venha a repetir, com discrição diplomática, que &#8220;embora estejamos a avançar na direcção certa, não o estamos a fazer suficientemente depressa&#8221;, ou que as decisões mais importantes, como afirmou recentemente Miguel d&#8217;Escoto, já não passam pela Assembleia Geral, porque esta apenas emite recomendações facilmente ignoráveis.</p>
<p>Uma das circunstâncias que podem reafirmar a consistência destas críticas, e já visível, é que as carências das populações dos países até agora considerados representativos do nível de vida dos que integram a cidade planetária do Norte do mundo estão em crescimento, ameaçam multiplicar o número inquietante dos novos pobres, e, neste declive, tornar complexa a segurança pública, a agressividade entre os grupos étnicos e culturais que se multiplicaram por efeitos colaterais da teologia de mercado, engrossar as imigrações ilegais, e assim por diante.</p>
<p>Não avaliar com realismo as capacidades disponíveis para corresponder aos anúncios feitos de reforço das contribuições para os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM) terá consequências mais surpreendentes do que a confessada surpresa por o anúncio ter sido feito em tempos de crise financeira. A quebra da confiança, que é a mais severa das consequências do desastre do sistema financeiro, porque é o alicerce da viabilidade de qualquer plano de reconstrução, será inevitavelmente agravada.</p>
<p>Os anúncios que correspondam a uma cortina defensiva dos responsáveis em exercício dificilmente criarão um novo mundo virtual que evite a transparência suficiente da realidade. A austeridade dos comunicados e discursos, apegados aos factos, é certamente a mais recomendável das políticas mobilizadoras das vontades cívicas. A austeridade das políticas, que consolidará a mobilização do civismo, tem de começar pela definitiva e consistente política de desarmamento global controlado, sempre adiado, pela regulação efectiva do comércio das armas ligeiras, pela contenção do uso da violência armada que soma ao dispêndio de armas e pessoas a destruição de haveres e bens. É neste ponto que começa a exigida democratização da ONU, que a manutenção da segurança se perfila como um valor superior, que os conflitos serão mais submissos à colaboração do que ao confronto, que os orçamentos serão mais equilibrados e os recursos, mais abundantes.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 28 de Outubro de 2008</p>
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		<title>Portugal desce oito lugares na liberdade de imprensa</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 20:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/868/portugal-desce-oito-lugares-na-liberdade-de-imprensa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=868&amp;w=80" width="80" height="50" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>&#8216;Ranking&#8217;. Responsável dos Repórteres Sem Fronteiras explicou que a queda do nosso país na lista deste ano se deve a um maior número de respostas ao inquérito por parte dos jornalistas portugueses. Observatório da Imprensa explica a descida com atitudes da ERC e novo Estatuto do Jornalista Portugal desceu, de 2007 para 2008, de 8.º [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/868/portugal-desce-oito-lugares-na-liberdade-de-imprensa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=868&amp;w=80" width="80" height="50" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><strong>&#8216;Ranking&#8217;</strong>. Responsável dos Repórteres Sem Fronteiras explicou que a queda do nosso país na lista deste ano se deve a um maior número de respostas ao inquérito por parte dos jornalistas portugueses. Observatório da Imprensa explica a descida com atitudes da ERC e novo Estatuto do Jornalista Portugal desceu, de 2007 para 2008, de 8.º para 16.º no <em>ranking</em> da liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras. Uma descida que foi explicada pelo responsável daquela organização para os países da União Europeia como normal, atendendo ao facto de muitos mais jornalistas terem respondido ao inquérito anual que avalia a qualidade da liberdade de imprensa.</p>
<p>&#8220;Este ano tivemos mais respostas vindas de Portugal comparativamente com as que nos foram enviadas o ano passado, o que terá afinado o resultado em relação ao vosso país&#8221;, começou por explicar ao DN Olivier Basille, dos Repórteres Sem Fronteiras para os países da União Europeia. Este <em>ranking</em> é feito através de inquéritos enviados aos jornalistas de várias nações e mostra mais a percepção que os jornalistas têm da liberdade de imprensa do seu país, do que uma posição real da qualidade do jornalismo. &#8220;Outro factor que terá alterado algumas posições deste <em>ranking</em> foi a maior quantidade de perguntas feitas este ano&#8221;, explicou ainda Basille.</p>
<p>Na verdade, a 16.ª posição de Portugal em 2008 corresponde a um sexto posto, devido a vários países que estão na mesma posição (<em>ex aequo</em>). Em 2007, retirando as nações que estão em <em>ex aequo</em>, o nosso País ficaria no quarto lugar. Este ano, ultrapassaram Portugal a Letónia, a Nova Zelândia, a Suíça e o Canadá. O Luxemburgo entrou pela primeira vez no <em>ranking</em> e logo para o primeiro posto.</p>
<p>&#8220;As pessoas que respondem a este inquérito dos Repórteres Sem Fronteiras são mais exigentes nuns países do que em outros. Só assim se explica por que há países onde a liberdade de imprensa é mais limitativa e que estão acima de outros onde a liberdade de imprensa existe de facto. Há que encarar este <em>ranking</em> com alguma relatividade. Mas Portugal ter descido alguns lugares pode significar também que os jornalistas portugueses estão preocupados com algumas questões internas&#8221;, explicou ao DN Joaquim Vieira, presidente do Observatório da Imprensa. Que questões são essas? &#8220;Certamente terá a ver com as competências e as atitudes da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e o novo Estatuto do Jornalista, que condicionam os jornalistas. E isso já se verificou com a RTP, em que um parecer da ERC fez com que o programa <em>As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa</em> tivesse ficado com menos tempo&#8221;, lembrou o responsável pelo Observatório da Imprensa.</p>
<p>&#8220;No caso do novo Estatuto do Jornalista existe um Regulamento Disciplinar que também pode condicionar o trabalho dos jornalistas e que são uma ameaça à liberdade de imprensa. Prevêem-se sanções na quebra das regras do Código Deontológico e mais grave, os juízes podem obrigar um jornalista a revelar as suas fontes em casos de crimes graves. Recorde-se que o Presidente da República vetou o novo Estatuto do Jornalista. Acho que isso quer dizer alguma coisa&#8230;&#8221;, lembrou ainda Joaquim Vieira.</p>
<p>Mas há uma real quebra de qualidade na liberdade de imprensa em Portugal de 2007 para 2008? &#8220;Eu acho que, de facto, as condições pioraram de um ano para o outro, precisamente pelas razões que indiquei. Penso que a percepção dos jornalistas portugueses é que a liberdade de imprensa ficou mais condicionada. E isso terá tido um reflexo nas respostas que deram aos Repórteres Sem Fronteiras&#8221;, concluiu o presidente do Observatório da Imprensa.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícias</em></strong>, 23 de Outubro de 2008</p>
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		<title>Jorge Sampaio em Teerão</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 08:05:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/829/829"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/jorgesampaioemteerao.1xsnxr3a0fdw4ggc40g00c0ks.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="61" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>O ex-Presidente Khatami também convidou Prodi, Jospin e Kofi Annan. Discute&#8211;se religião, com os olhos postos nas eleições de 2009.
O reformador Mohammad Khatami bem tentou negar que uma conferência ontem iniciada em Teerão fosse uma rampa de lançamento para a sua recandidatura à Presidência da República Islâmica. Mas há muito tempo que o Irão, isolado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/829/829"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/jorgesampaioemteerao.1xsnxr3a0fdw4ggc40g00c0ks.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="61" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>O ex-Presidente Khatami também convidou Prodi, Jospin e Kofi Annan. Discute&#8211;se religião, com os olhos postos nas eleições de 2009.</p>
<p>O reformador Mohammad Khatami bem tentou negar que uma conferência ontem iniciada em Teerão fosse uma rampa de lançamento para a sua recandidatura à Presidência da República Islâmica. Mas há muito tempo que o Irão, isolado pelo ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, não recebia tantos dignitários estrangeiros, entre eles o ex-chefe de Estado português Jorge Sampaio.</p>
<p>A conferência, de dois dias, foi organizada pela Fundação para o Diálogo entre Civilizações, criada por Khatami, pelo Centro de Oslo para a Paz e Direitos Humanos e pelo Clube de Madrid. Além de Sampaio, foram convidados os ex-presidentes Mary Robinson, da Irlanda, e Joseph Deiss, da Suíça; os antigos primeiros-ministros Romano Prodi, de Itália, Kjell Magne Bondevik, da Noruega, e Lionel Jospin da França; e ainda Kofi Annan, antigo secretário-geral das Nações Unidas.</p>
<p>O tema em debate é A religião no mundo moderno, mas a nenhum analista local escapou a coincidência de este encontro surgir no mês em que Khatami entreabriu a porta a uma eventual recandidatura nas eleições de Junho de 2009.</p>
<p>&#8220;Não devemos confundir a conferência com essas questões [presidenciais]&#8220;, frisou o antecessor de Ahmadinejad. Também os visitantes tentaram demarcar-se das lutas políticas internas. Mary Robinson declarou, segundo a AFP, que o objectivo é apenas &#8220;ajudar a prevenir conflitos e tensões no mundo&#8221;.</p>
<p>No passado dia 5, depois de muitos apelos de grupos políticos e personalidades do campo reformista, Khatami prometeu &#8220;apresentar à sociedade um programa elaborado&#8221;, para evitar os mal-entendidos dos seus dois sucessivos mandatos, entre 1997 e 2005. &#8220;A vontade histórica do povo é a liberdade, o progresso e a justiça&#8221;, disse, citado na altura por vários jornais iranianos.</p>
<p>A segunda condição de Khatami para ser candidato &#8220;é ver até que ponto o [novo] programa pode ser aplicado com as estruturas actuais de poder&#8221; - uma implícita alusão aos obstáculos no (mau) relacionamento que teve com os &#8220;duros&#8221; do regime, entre eles o Guia Supremo, ayatollah Ali Khamenei. &#8220;Não tenho medo dos resultados eleitorais tendo em conta os sinais que recebo da sociedade.Nada receio, só não quero regressar ao poder seja a que preço for&#8221;.</p>
<p>Aos 65 anos, Khatami é ainda visto por muitos como a única esperança de impedir a reeleição de Ahmadinejad, sobretudo agora que os mais pobres - a sua base de apoio - compreenderam a falsidade das suas promessas de bonança económica. Quanto mais cai o preço do petróleo, o recurso de que o Irão é o quarto maior produtor mundial, mais dificuldades Ahmadinejad tem em angariar votos, embora ainda beneficie das bênçãos de Khamenei.</p>
<p>Entra em cena Karrubi</p>
<p>Enquanto Khatami hesita, um outro reformador, o teólogo Mehdi Karrubi, de 71 anos, já formalizou a sua candidatura. Talvez para se &#8220;vingar&#8221; da derrota (ele chama-lhe &#8220;fraude&#8221;) em 2005 - ficou em terceiro lugar, depois de Ahmadinejad e Ali Akbar Hashemi Rafsanjani.</p>
<p>Karrubi foi confidente do ayatollah Khomeini, fundador da República Islâmica, mas gradualmente tem vindo a moderar o fervor revolucionário. Defende, por exemplo, o restabelecimento de laços com os Estados Unidos, cortados em 1980. &#8220;Devemos manter boas relações com todos os países, excepto Israel, ou pelo menos evitar a animosidade&#8221;, disse o mullah que foi presidente do Majlis (Parlamento), em 1990-1992 e 2000-2004. &#8220;Devemos tentar não criar inimigos e infligir custos ao país devido a comentários despropositados. Pagamos um preço elevado pelas declarações do Presidente [Ahmadinejad, que nega o Holocausto e defende a destruição de Israel] e não recebemos absolutamente nada em troca&#8221;.</p>
<p>Karrubi, líder do partido Etemad e-Melli (Confiança Nacional), está em sintonia com a restante classe política ao dizer que o Irão &#8220;tem direito a desenvolver um programa nuclear civil&#8221;, mas reconhece que &#8220;é preciso prestar atenção aos receios do Ocidente e garantir a natureza pacífica&#8221; do enriquecimento de urânio.</p>
<p>Karrubi é rival de Khatami, mas admite desistir se surgir outro candidato que una os reformadores.</p>
<p><strong>Foto:</strong> <a href="http://www.irna.ir" target="_blank">IRNA</a> (<a href="http://www1.irna.ir/es/news/view/line-77/0810144433192653.htm" target="_blank">consulte também esta notícia na IRNA</a>)</p>
<p>In <em><strong>Público</strong></em>, 15 de Outubro de 2008</p>
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		<title>E já agora para fazer subir pelas paredes a mesma turba</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 22:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/825/e-ja-agora-para-fazer-subir-pelas-paredes-a-mesma-turba"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/josepachecopereira.53ky8obaauos0gocg8kgscck0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Não posso deixar de considerar mais uma vez excessivo o modo como o nosso sistema judicial penaliza os crimes reais, hipotéticos ou mesmo de opinião, que em democracia não são crimes, da extrema-direita. Já não é a primeira vez que tal se nota, numa desproporção enorme entre o modo como juízes e procuradores se atiram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/825/e-ja-agora-para-fazer-subir-pelas-paredes-a-mesma-turba"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/josepachecopereira.53ky8obaauos0gocg8kgscck0.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Não posso deixar de considerar mais uma vez excessivo o modo como o nosso sistema judicial penaliza os crimes reais, hipotéticos ou mesmo de opinião, que em democracia não são crimes, da extrema-direita. Já não é a primeira vez que tal se nota, numa desproporção enorme entre o modo como juízes e procuradores se atiram para os crimes da extrema-direita, e tratam com penas leves ou nenhumas, crimes de sangue, violência, violações, assaltos à mão armada, etc. Entre as penas possíveis a aplicar aos crimes do grupo de <span style="font-style: italic;">skins</span> que foi julgado (dou de barato que haja crimes, embora tenha a maior das dúvidas sobre uma polícia que apresenta como despojos de uma busca bandeiras e símbolos nazis, que eu também desconhecia ser um crime possuir, e que, já digo publicamente, também tenho no meu arquivo), parece sempre escolher-se a mais dura, mesmo quando o bom senso exigiria outra ponderação.</p>
<p>As ideias de Mário Machado matam, tenho poucas dúvidas sobre isso, Mas também as minhas há trinta anos matavam, as de Mário Soares, na sua juventude, matavam, as de vários membros do governo actual e de altos responsáveis da magistratura, de empresas, da comunicação social, matavam também. E as de muita gente hoje, que em Portugal passa por ser pacífica e que ninguém vê com os mesmos olhos com que vê os <span style="font-style: italic;">skins</span> e os nazis, matam hoje mesmo, na Colômbia, na América Latina em geral, em África, na Ásia e mesmo na Europa, no país nosso vizinho, Ou pensam que a apologia da violência é um exclusivo da extrema direita e que a extrema-esquerda são uns pacíficos meninos, cujas bandeiras com a foice e o martelo não têm tanto sangue como a cruz gamada?</p>
<p>Só que em democracia as ideias e as opiniões é suposto serem livres, por péssimas que sejam, e o nosso desgosto com elas não devem servir de agravante penal, sob pena de politização da justiça.</p>
<p>In <strong><em>Sábado</em></strong>, 08 de Outubro de 2008</p>
<p><strong>Do mesmo autor:</strong> <a href="http://pt.no-media.info/815/nao-sabia-que-era-proibido-em-democracia-ser-contra-a-imigracao#more-815" target="_self">Não sabia que era proibido em democracia ser contra a imigração</a></p>
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		<title>Espanha corta com imigrantes</title>
		<link>http://pt.no-media.info/809/espanha-corta-com-imigrantes</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 18:28:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/809/espanha-corta-com-imigrantes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/espanhacortacomimigrantes.51ix6uyplhgksk0gcck0s844g.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="49" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>
O Governo do país vizinho quer devolver certos empregos aos espanhóis e para isso proíbe a contratação de estrangeiros em trabalhos de “difícil cobertura”

O Governo espanhol decidiu reduzir praticamente a zero a contratação directa de estrangeiros para o exercício de profissões onde existe escassez de profissionais, com o objectivo de combater o desemprego dos espanhóis.

Os [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal">O Governo do país vizinho quer devolver certos empregos aos espanhóis e para isso proíbe a contratação de estrangeiros em trabalhos de “difícil cobertura”</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O Governo espanhol decidiu reduzir praticamente a zero a contratação directa de estrangeiros para o exercício de profissões onde existe escassez de profissionais, com o objectivo de combater o desemprego dos espanhóis.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Os cortes – que vão afectar a maioria dos postos preenchidos por imigrantes</p>
<p class="MsoNormal">– inserem-se em medidas anunciadas em Setembro pelo Governo espanhol para adequar todos os programas de emprego em vigor no país à actual conjuntura económica.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Entre as medidas previstas, uma das que suscitou mais polémica foi a defendida</p>
<p class="MsoNormal">pelo ministro do Trabalho, Celestino Corbacho, de estrangular a contratação – nos países de origem – feita através de uma lista de “profissões de difícil cobertura”.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A lista é composta por uma relação de empregos par os quais os empresários têm dificuldades em encontrar trabalhadores em Espanha.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Essa lista serviu desde 2005 para a contratação no estrangeiro de mais de 454 mil imigrantes e só na primeira metade deste ano para contratar mais de 88 mil.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Entre as profissões agora fechadas a estrangeiros encontram-se as de soldador, cozinheiro, camionista, carpinteiro e electricista.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Por outro lado, um estudo revela desemprego em Espanha deverá continuar a aumentar atingindo um nível de 11,5 por cento no final do ano, um valor recorde em 14 anos, segundo uma previsão sobre o comportamento do mercado laboral do país.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O estudo da AFI-AGETT (Analistas Financeiros Internacionais – Associação</p>
<p class="MsoNormal">Grandes Empresas de Trabalho Temporal) antecipa que o número de desempregados possa chegar até ao final do ano aos três milhões, níveis acima dos registados na recessão de entre 1992 e 1994.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">In <strong><em>24Horas</em></strong>, 10 de Outubro de 2008</p>
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