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	<title>no-media // portugal &#187; Religião</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
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		<title>O Trevo e a Cruz</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 21:16:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/972/o-trevo-e-a-cruz"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=972&amp;w=80" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>No mapa polícromo  de Hans Buenting (1581), o nosso mundo parece uma flor; as suas três  pétalas representam os três continentes da Europa, Ásia Ocidental  e África, unidos pela Terra Santa. O mapa permite interpretações:  a flor é a fé de Cristo e de Nossa Senhora, e as três pétalas são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/972/o-trevo-e-a-cruz"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=972&amp;w=80" width="80" height="80" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">No mapa polícromo  de Hans Buenting (1581), o nosso mundo parece uma flor; as suas três  pétalas representam os três continentes da Europa, Ásia Ocidental  e África, unidos pela Terra Santa. O mapa permite interpretações:  a flor é a fé de Cristo e de Nossa Senhora, e as três pétalas são  o Islão, o Catolicismo e a Ortodoxia. Enquanto os Ocidentais preferem  ver o Islão como a antítese do Cristianismo, os Cristãos de Leste,  notavelmente S. João Damasceno<sup>1</sup>, consideraram  o Islão  outra Igreja Cristã, a par com a Igreja Católica Ocidental.   Na verdade, o Islão com sua veneração por Cristo e <em>Sitt Maryam</em><sup>2</sup> não está mais longe da Ortodoxia do que o Calvinismo anti-Maria, sem  ícones e sem sacerdotes. As três igrejas oferecem três leituras do  mesmo conceito: os Ortodoxos acentuam o Cristo ressuscitado, os Católicos  concentram-se no Cristo crucificado, e os Muçulmanos seguem o Espírito  Santo. A rejeição dos Ortodoxos de o “<em>filioque</em>”<sup>3</sup> é a sua ligação adicional com o Islão; aproximação teológica  ancorada na proximidade geográfica.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Esta visão do Islão  como a terceira grande igreja da nossa <em>oikouménè</em> é básica  para a nossa compreensão da guerra do Médio Oriente. Na verdade, há  muitas maneiras de interpretar o conflito: a economia política, a demografia,  a geopolítica e a teoria racial  oferecem as suas interpretações  divergentes. O problema é que nenhuma satisfaz suficientemente. Um  forte sentimento de que o problema pede uma explicação de natureza  religiosa encontrou a sua expressão na doutrina do livro “<em>Clash  of Civilizations</em>” de Huntington<sup>4</sup>, que posiciona o “Islão  contra o Cristianismo” como a repetição das Cruzadas medievais.  A sua aplicação grosseira, rasteira, pode encontrar-se em todo os  grandes jornais ocidentais, desde o NY Times até ao império de Berlusconi,  e levada ao extremo por Oriana Fallaci<sup>5</sup> e Ann Coulter<sup>6</sup>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Mas o conflito entre  as três grandes igrejas terminou – para bem ou para mal, os galantes  cavaleiros com as capas vermelhas de peregrinos sobre as brilhantes  armaduras já não cavalgarão pelos montes da Palestina ou pelos campos  de Poitou exclamando <em>Lumen Coeli</em> para os igualmente nobres e  valentes Sarracenos com seus pendões verdes. As suas áreas de influência  estão bem estabelecidas, e as pequenas escaramuças de fronteira e  os desafogos de alma servem apenas para manter os bravos despertos.  Não há nenhuma “ameaça islâmica contra o Catolicismo” ou “ameaça  católica contra a Ortodoxia”, embora muitos afirmem  o contrário.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Os Cristãos Ortodoxos  da Grécia e da Rússia, da Palestina e da Síria compartilham as mesmas  ideias dos Muçulmanos e são igualmente hostis à invasão americana.  As tentativas de instilarem o sentimento pró-americano em Moscovo e  Atenas invariavelmente falham. “As  suas (dos Ortodoxos) maneiras  de ver parecem ter mais em comum com a opinião pública no Cairo ou  Damasco do que em Berlim ou Roma”, admitiu “The Wall Street Journal”.  Mas basta do tolo conceito de conflito entre o Cristianismo e o Islão.  Na minha opinião, e neste artigo, a ‘Cristandade’ inclui o Islão  e as grandes Igrejas Apostólicas do Leste e do Ocidente.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A teoria de Huntington,  conquanto errónea, baseia-se na fundação profunda da <strong><em>teopolítica</em></strong>,  uma palavra desconhecida do dicionário da Microsoft Word, mas introduzida  por Carl Schmitt<sup>7</sup>. Este grande pensador é difícil posicioná-lo,  pois é reclamado como seu pelos Nazis e Neo-cons, Desconstrucionistas  e Anti-globalistas,  e por pensadores tão diferentes como Leo  Strauss e Giorgio Agamben, Huntington e Derrida<sup>8</sup>. Na opinião  de Schmitt, “todos os conceitos mais ricos de significado da doutrina  moderna são conceitos religiosos secularizados.”</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A doutrina “democracia  liberal e direitos humanos”  levada pelos<em> marines</em> americanos,  mesmo para lá do Oxus e do Tigre, é uma cripto-religião, uma forma  extrema de heresia do Cristianismo judaizado. Alexandre Panarin, um  moderno (falecido) filósofo político russo, notou o carácter anti-cristão  da doutrina americana: “ A nova visão americana de Bens descontextualizados  e seus dessocializados Consumidores é um mito pagão”; na sua opinião  a doutrina US representa uma queda no paganismo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Na minha opinião,  esta nova religião pode ser chamada Neo-Judaísmo; os seus adeptos  imitam as atitudes clássicas judaicas; os Judeus agem muitas vezes  como sacerdotes desta nova fé e são considerados sagrados pelos seus  adeptos. Na verdade, enquanto as mesquitas ardem na Holanda e as igrejas  são arruinadas em Israel,  não se excitam quaisquer emoções  como as provocadas quando são escritos <em>grafitti</em> na parede duma  sinagoga. Os US qualificam os seus aliados pela sua atitude para com  os Judeus. O Templo do Holocausto [“Museu”] ergue-se ao lado da  Casa Branca. O apoio ao estado de Israel é condição <em>sine qua non</em> para os políticos americanos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Toda a gente pode pertencer  aos “Eleitos” da nova fé – a escolha é sua; a Novíssima Aliança  admite tanto Gentios como Judeus; adorai Mamona, não façais caso da  Natureza, Espírito, Beleza, Amor; senti-vos pertencer a uma raça à  parte, provai-o por um qualquer êxito deste mundo – e podereis entrar.  Por outro lado, qualquer judeu pode escolher sair; não há qualquer  virtude ou culpa biológica. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Ainda existe um forte  sentimento de continuidade entre o Paleo-Judaísmo e a nova versão.  O estado judaico é a corporização do medo paranóico e do ódio ao  estrangeiro judaicos, enquanto que a política cabalística do Pentágono  é outra manifestação destes mesmos medo e ódio a uma escala global.  As ideias para o Neo-Judaísmo foram formadas pelo nacionalista judeu  Leo Strauss, e promovidas pelos escritores judaicos do New York Times.  Há um projecto de fornecer ao Neo-Judaísmo ritos exotéricos com a  construção de um novo Templo de Jerusalém no local da Mesquita al-Aqsa.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O Neo-Judaísmo é  a fé não oficial do Império Americano, e a guerra no Médio Oriente  é sem dúvida a Jihad Neo-Judaica. Isto é intuído por milhões. Tom  Friedman do NY Times escreveu que os iraquianos chamam  “judeus”  aos invasores americanos. O Neo-Judaísmo é o culto do globalismo,  do neo-liberalismo, da destruição da família e da natureza, anti-espiritual  e anti-cristão.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Também é um anti-social  culto da comodificação, da alienação e do desenraizamento; lutando  contra a sociedade coesa, contra a solidariedade, contra a tradição  – em resumo, contra os valores defendidos pelas três grandes igrejas.  Como a igreja perdeu a sua posição no Ocidente, os adeptos do Neo-Judaísmo  consideram a Cruistandade Ocidental quase morta e lutam contra ela por  meios sem sangue através da ADL, da ACLU<sup>9</sup> e de outras organizações  anti-cristãs. A “Village Voice” chama a Bush “o Cristão”,   “The New York Times” escreve sobre o abuso das crianças pelos padres,  Schwarzenegger  deita abaixo uma igreja em “<em>The Last Days</em>”,    – eis a frente ocidental da Jihad neo-judaica. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Mas o Islão é o último  grande reservatório do espírito, da tradição e da solidariedade,  e os  Neo-Judeus lutam contra nele com toda a potência de fogo  de que dispõem. O Islão tem de ser esmagado para que o Templo neo-judeu  seja erigido no local de al-Aqsa. O Islão é a fé predominante dos  vizinhos e inimigos de Israel. O Islão tem um papel histórico na defesa  da Palestina, o centro da flor de três pétalas, a depositária da  pré-tradição profetizada por Guénon.<sup>10</sup> Carl Schmitt observou  “o grande paralelo histórico” entre os nossos dias e os dias de  Cristo. Na verdade, a guerra na Palestina é muitas vezes interpretada  como uma nova tentativa dos (Neo-) Judeus e adoradores de Mamona de  crucificarem Cristo na Sua terra. Guénon considerava  que a modernidade  (representando o <em>kali yuga</em> ou o estádio final) concluiria  com o aparecimento do Anticristo e o fim do mundo. Assim a guerra contra  o Islão é uma fase da última guerra, a Guerra contra Cristo. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A um nível metafísico  mais profundo, existe uma luta entre duas tendências: um poder que  procura juntar o Céu à Terra e ressacralizar o mundo; e um poder que  tenta separar o Céu e a Terra – para profanar o mundo. A potência  unificadora é representada como Cristo nos braços de Nossa Senhora.  A potência separadora, o Grande Profanador, é mais do que os Judeus;  mas eles avidamente o apoiam , pois, na sua visão, o mundo fora de  Israel (Persona Divina, não o estado) deve ser profano e ateu. Assim,  as acções dos Neo-Judeus levam eventualmente à profanação do mundo,  e, noutro nível, à libertação das limitações impostas pela sociedade  e por Deus, à vitória do individualismo.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">II</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Agora, já que diagnosticamos  a doença (Neo-Judaísmo, como religião nova e o Médio Oriente como  sua <em>jihad</em>), podemos tentar uma cura. A peça central desta guerra  não é o campo de batalha de Falluja, mas a batalha sobre as mentes  feita por ideias: vencerá Cristo ou o Anticristo? Esta questão não  é decidida pela força das armas, mas pela nossa capacidade de derrotar  o inimigo no discurso. Vós, meus leitores e camaradas, sois uma unidade  lutadora de elite do exército espiritual; exponde o inimigo e vencei-o.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">É possível combater  uma religião, especialmente o Neo-Judaísmo, uma forma extrema de heresia.  Nós deveríamos mostrar as suas raízes religiosas, os seus trastes  hereditários religiosos e profanos, ridicularizar os seus conceitos  e lançar luz sobre os seus crimes. Quando os predecessores do Neo-Judaísmo  começaram a combater a Igreja, fizeram troça dos seus princípios.  Deste ponto de vista, o estrénuo actor francês  Dieudonné<sup>11</sup> fez tanto como qualquer outro para fazer parar <em>a Jihad</em>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Guénon considerava  a Reforma como a Queda, como o começo do <em>Kali Yuga</em>: o Neo-Judaísmo  deve então ser visto como a sua terminação, como o extremo da Reforma,  onde o corpo reformado se torna em total oposição ao anterior à Reforma.  De certo modo, a nossa tarefa é Contra-Reforma, e o nosso estandarte  é Nossa Senhora, que é ‘majestosa como tropas com estandartes’  (SS 6:4). Schmitt também considerava Nossa Senhora, a Virgem Maria,  o símbolo religioso e cultural mais importante, embora ele não tivesse  consciência da sua ligação ao Islão. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A tendência judaizante  que primeiro apareceu na Cristandade com a Reforma (ou, segundo Dugin<sup>12</sup>,  com o desvio da igreja romana do credo de Niceia) floresceu agora no  Neo-Judaísmo. Esta religião é vulnerável porque não é uma fé  universal. Como o seu predecessor, o [Paleo-]Judaísmo, é uma religião  para os Escolhidos; desta vez para os  Escolhidos de Mamona, e  para lá do Mamona vemos o Grande Profanador, o Anticristo. Os Escolhidos  são apenas alguns; o resto segue esta heresia contra os seus próprios  melhores interesses.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O Professor californiano  Kevin McDonald escreveu com algum espanto: “As ricas e poderosas elites  europeias estão muitas vezes inconscientes, ou não lhes dão valor,  dos seus próprios interesses nacionais. Agiram para subverter os interesses  nacionais dos seus próprios povos&#8230;Uma razão pode ser que estas elite  ocidentais são capazes de viver em comunidades fechadas isoladas do  resto do mundo, ignorando completamente os seus parentes étnicos.”  Ele não compreendeu, porém, que as “poderosas elites europeias”  emulam as atitudes tradicionais dos Judeus: eles vivem em “comunidades  fechadas” como os Judeus viviam nos guetos; [historicamente, um gueto  judaico era uma “comunidade fechada” privilegiada, tal como uma  comunidade europeia na Xangai pré-comunista, escreveu Jabotinsky<sup>13</sup>]  e  não encaram o povo comum como seus parentes. Esta é a via  neo-judaica do sucesso, pois os neo-judeus não têm nem parentes étnicos  nem pátria.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Uma imitação raramente  é tão bem sucedida como o original. O poeta sufi<sup>14</sup> Rumi  conta a história bizarra de uma jovem que copulava com um macaco: ela  usava uma beringela para tornar o tamanho enorme dele apropriado às  suas dimensões humanas. A sua patroa reparou no que ela fazia e decidiu  imitá-la; mas não aplicou o truque da beringela e ficou rasgada até  à morte à primeira tentativa. Do mesmo modo, os neo-judeus não conseguiram  reparar no apoio, como que familiar, que os Judeus reais dão aos seus;  prestaram atenção apenas aos aspectos externos do comportamento judaico,  isto é, eles menosprezam a sua sociedade nativa<sup>15</sup>. É por  esta razão que se sujeitam a sofrer o mesmo destino da tola patroa  da manhosa rapariga: sem dúvida, eles decairão  e destruirão a sua  sociedade, não tendo nada onde cair mortos.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A  observação  de McDonald pode ser interpretada como o reconhecimento da traição  feita ao povo pelas elites<sup>16</sup>. Isto é correcto: enquanto  a URSS tombava como resultado da traição das elites, um processo semelhante  está tendo lugar no Ocidente. A Guerra contra o Islão corre tão mal  para os US como para Israel, porque as elites nativas, mobilizadas pela  sua  Igreja não vão pela traição total. Tal traição não  é <em>comme il faut</em> na Dar al-Islam<sup>17</sup>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Podemos separar os  Escolhidos dos desviados, mas primeiro temos de irromper por alguns  anéis defensivos do inimigo. O anel defensivo exterior do Neo-Judaísmo  é a sua firme recusa de que é uma religião. Este estratagema foi  usado pelo Comunismo e eventualmente acabou por o destruir. O segundo  anel defensivo é a apresentação da religião como “um assunto privado,  que não diz respeito aos outros”. A sua <em>Jihad</em> difere da nobre <em> Jihad</em> do Profeta Maomé; em vez de proclamarem a sua fé, os neo-judeus  tentam impor a sua subrepticiamente. A falsa bandeira do “Cristianismo”  bushita adorna o terceiro anel.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Até agora, o Neo-Judaísmo  venceu, derrotando os seus inimigos um a um; agora devemos uni-los todos.  Em termos cabalísticos, devemos juntar as faíscas que se dispersaram  quando os Vasos se quebraram por excesso da luz divina (Shevirath Keilim).  Neste processo reconheceremos as forças e tendências positivas [por  Cristo e Nossa Senhora] do nosso <em>oikuménè</em> e uni-las-emos, ao  mesmo tempo que desmontamos os estratagemas do inimigo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O cisma esquerda-direita  foi imposto pelo inimigo: devemos ultrapassá-lo. A Esquerda e a Direita  referem-se a um universo unidimensional; mas o nosso mundo certamente  tem mais dimensões do que uma. A análise das práticas políticas  judaicas mostra que os Judeus não sobrestimam a distinção Esquerda-Direita:  o líder de um partido Meretz da esquerda, Yossi Sarid, elogiou o líder  assassinado do partido da extrema direita judeo-nazi, Rahavam Zerevi.  Israel não é excepção à regra: os judeus Republicanos mais militantes,  os neo-cons, expressaram a sua disponibilidade para mudarem de partido  e tornarem-se Neo-Liberais, no caso da vitória de Kerry.</span></p>
<ul>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">[</span><span style="font-size: x-small; font-family: Calibri;"><em>Segue-se  um pequeno texto de Patrick J. Buchanan, extraído do </em></span><a href="http://www.antiwar.com/" target="_blank"><span style="font-size: x-small; font-family: Calibri; color: #0000ff;"><em><span style="text-decoration: underline;">www.antiwar.com</span></em></span></a><span style="font-size: x-small; font-family: Calibri;"><em> , o qual comprova o que foi dito imediatamente  atrás, e que me dispenso de traduzir.]</em></span></p>
</ul>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A Esquerda e a Direita  são apenas posições no eixo social, importantes como são. Mas há  outros dois eixos, o Eixo do Espírito e o Eixo da Terra, ou o Eixo  de Cristo e o Eixo de Nossa Senhora. Juntos, eles formam a cruz tridimensional  descrita por Guénon no seu <em>Simbolismo da Cruz</em>. Os nossos inimigos  são capazes de formarem uniões sobre a divisão Esquerda-e-Direita,  pois estão unidos na sua negação a Cristo e rejeição da Virgem.  Do mesmo modo, nós devíamos ser capazes de unirmo-nos com as outras  pessoas do Espírito e da Terra, apesar das diversas opiniões sociais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Se nos referirmos ao  Eixo do Espírito, existe uma dicotomia entre as fés omni-abrangentes  das Três Grandes Igrejas e os cultos exclusivistas. “A Religião  não é um assunto privado de pessoas espiritualmente a ela inclinadas”,  escreveu Panarin; “A Igreja é o garante dos valores, uma autoridade  alternativa e mais alta que está acima dos cambistas. Ela deve ter  o poder de tirar o amor e a beleza feminina, as convicções, e o país  para fora da praça do mercado.” É por isso que o nosso inimigo combate  as Três Igrejas inexoravelmente. Na moderna sociedade, tudo se pode  dizer a respeito das Três Igrejas, mas nada se pode dizer, a não ser  bem, a respeito do Judaísmo, o protótipo do Neo-Judaísmo.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">“A Prática Sagrada  do Assassínio de Crianças” – não se encontra um artigo com tal  título em qualquer parte do nosso mundo “eivado de anti-semitismo”,  embora centenas de crianças palestinas tenham sido massacradas   pelos judeus nos últimos anos. Contudo, encontrar-se-á numa revista  judaica proeminente:</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><strong>“A Sagrada Prática  Muçulmana da Decapitação</strong>”, por </span><span style="font-size: small; font-family: Calibri; color: #1f497d;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Andrew  G. Bostom</span></strong></span><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">, <strong>FrontPageMagazine.com.  13 de Maio de 2004</strong>.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">As reacções à grotesca  decapitação jihadista de ainda outro </span><span style="font-size: small; font-family: Calibri; color: #1f497d;"><span style="text-decoration: underline;">“Judeu  infiel”, Mr. Berg, </span></span><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">esclarecem  que os nossos serviços secretos são ou perigosamente desinformados,  ou simplesmente não querem chegar a acordo com esta feia realidade:  tais assassínios são consistentes com as práticas sagradas do <em> jihad</em>, assim como com as atitudes islâmicas para com todos os infiéis  não-muçulmanos, em particular, os judeus, as quais datam do século  VII, e do próprio exemplo do Profeta Maomé.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Todo o ataque às Igrejas  e suas imagens sagradas é permitido, mesmo o ataque  maligno que foi  usado pelo corpo francês do Estudante Judaico chamado UEJF. Em França,  os tribunais aceitam as exigências judaicas para que se calem os sinos  das igrejas; o <em>hijab</em><sup><em>18</em></sup> é outro bem conhecido  exemplo disso. Na Palestina, na semana passada, a polícia invadiu a  Igreja Anglicana e levou o cristão Mordecai Vanunu, que lá pedira  asilo. Devemos mobilizar as igrejas e defender o seu espírito.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O Comunismo foi uma  tentativa de criar uma nova cristandade que tudo abraçasse, mas sem  Cristo. Embora alguns pensadores da ala direita acentuem a ‘origem  judaica’ do Comunismo, ele era uma ideologia anti-judaica, que tudo  abrangesse. Infelizmente, aplicaram a navalha de Occam<sup>19</sup> com excessivo, demasiado, vigor, e morreram de hemorragia. Nós devemos  aceitar os sobreviventes do colapso e dar-lhes um lugar nas nossas fileiras.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Se nos referirmos ao <strong> Eixo da Terra</strong>, há uma diferença entre os autóctones e os errantes.  Yuri Slezkine<sup>20</sup> propôs chamar-lhes Apolónios e Mercúrios,   em que “a sociedade Apolónia consiste em camponeses, guerreiros e  sacerdotes; enquanto os Mercúrios são mensageiros, mercadores, intérpretes,  artesãos, guias, curandeiros e outros atravessadores de fronteiras”.  Ele compara esta distinção com a dicotomia Judeus-Gentios e   nota: “Os Judeus são mercúrios, enquanto os gentios são apolónios.  No mundo moderno todos nós nos tornámos mais mercúrios – mais Judeus,  se quiserem, e os tradicionais mercúrios – os Judeus – são melhores  como mercúrios do que quaisquer outros”. <sup>21</sup></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Naturalmente, o   “todos nós” do Professor Slezkin são seus colegas em Berkeley  e Moscovo, e dificilmente os camponeses californianos ou russos. Com  esta correcção , a sua tese reformulada:  a fim  de ter  êxito no período do  Kali Yuga, é preciso adoptar qualidades  judaicas e tornar-se um neo-judeu. Estas “qualidades judaicas”,  segundo Slezkin, são “mobilidade, inquietude, desenraizamento, capacidade  de ficar alheio e indiferente, não lutando, não partilhando refeições  – apenas fazendo, trocando, vendendo, e possivelmente roubando, coisas  e conceitos. “Ficar indiferente” implica falta de compaixão; “não  partilhar refeições” implica não compartilhar da fé; “Não lutar”  implica beneficiar das guerra dos outros;  e  “desenraizamento”  leva à tendência a desenraizar os outros. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Na verdade, os Neo-Judeus  não têm compaixão, beneficiam das guerras onde os outros homens lutam,  e não têm raízes,  e são inexoráveis; um ideal descrito por  Jacques Attali<sup>22</sup>, que visa um mundo feito de nómadas modernos  desligados das raízes ou do solo. Devemos fazer voltar os Mercúrios  para a sua modesta posição nas margens da sociedade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Estas qualidades não  são “rácicas”; na verdade, Karl Marx e Simone Weil, Ludwig Wittgenstein  e Otto Weininger<sup>23</sup> são bons exemplos dos nossos camaradas-de-armas   que forneceram ferramentas para o moderno discurso anti-judaico. Eles  provaram que a ‘tendência judaica’ é ideológica e cultural, não  racial. A imensa publicidade e quase promoção pelos <em>media</em> judaicos  é um instrumento para obscurecer esta distinção: o anti-semitismo   biológico  do espírito mediano, extravagante desenvolvimento  de uma luta multissecular contra o espírito judaico, é apresentado  como regra.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Rejeitando o racismo,  podemos igualmente rejeitar o anti-racismo, pois hoje  esta é  uma palavra código para uma atitude extrema anti-autóctone. Em vão  os amigos da Palestina tentam usar este conceito no seu combate pela  igualdade Palestina/Israel. Embora todas a ideia possa ser usada em  mais de uma maneira, o anti-racismo é afinado e afiado para a luta  neo-judaica contra as sociedade nativas coesas. Usá-la-iam hoje contra  Gautémoc ou Boadicea<sup>24</sup>, usam-na  contra Mugabe. O anti-racismo  é a negação do direito do autóctone a decidir o seu destino; um  instrumento para separar o Homem da sua paisagem nativa. Este conceito  deslegitimiza as objecções à inundação de um país com uma enchente  de imigrantes e  à ruína do tecido da sociedade.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Teófilo d’Obla notou  que “O anti-racismo contemporâneo assim como o conceito dos direitos  humanos não são princípios de luta contra a exclusão e pela protecção  da Pessoa Humana. Muito pelo contrário, é em nome da inclusão e diluição  no Todo amorfo, que estes conceitos são levados até ao pináculo da  cultura dominante”.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O Holocausto [judaico]  é um <em>shibboleth</em><sup>25</sup> dos neo-judeus. Tem uma função  social para ser usado  com o fim de lançar suspeita sobre as maiorias  tradicionalistas: se estas não forem desarmadas, transformadas em “sociedades  abertas”,  o seu estado minado e a sua economia privatizada e  vendida às companhias americanas, elas meter-se-ão num novo holocausto.  Com sentido do social, Panarin escreve: “Quem quer que aceite o Holocausto  como o mais importante acontecimento da História é capaz de fazer  guerra civil contra a maioria tradicionalista e torna-se um membro dum  grupo dedicado aos globalistas”. Mas o Holocausto também tem um valor  teológico pois este acontecimento é oferecido aos crentes para suplantar  a Crucificação.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">A <em>mantra</em><sup>26</sup> dos direitos humanos<sup>27</sup> é uma parte importante do Neo-Judaísmo.  É usada para minar os interesses da sociedade. Os neo-judeus herdaram  do seu antepassado medieval a visão peculiar da sociedade como hospedeira;  uma sociedade a que não pertencem mas parasitam. Há uma contradição  real entre os direitos de tal indivíduio e o direito da sociedade;  o Neo-Judaísmo consistentemente deslegitimiza os direitos da sociedade  [hospedeira]. Assim, o direito de um Chodorkovski ou de um Berezovski  vender a sua companhia de petróleo aos interesses ocidentais é mais  importante do que o direito da sociedade russa dar a cada seu membro  o aquecimento no inverno. O direito dum proxeneta importar pornografia  ou exportar mulheres para lupanares é mais importante do que o direito  da sociedade proteger as suas mulheres ou a sua moralidade.</span></p>
<p align="center"><span style="font-size: medium; font-family: Calibri;"><strong>Conclusão</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O estado judeu de Israel  tornou-se o estandarte do inimigo e tem de ser desmantelado. Os cidadão  israelitas  “Judeus” estão divididos entre duas lealdades:  a lealdade ao país e a lealdade ao Povo Judaico. Esta segunda lealdade  impede-os de se tornarem Palestinos; portanto, ela tem de desaparecer.  Aprovamos os cidadãos israelitas que pediram ao Tribunal Supremo que  se deixasse de os designar de “Judeus”: para um povo basicamente  irreligioso esta palavra tornou-se designativa da lealdade à Judiaria  Mundial. O seu destino está com os seus irmãos palestinos, que os  aceitarão. Uma pequena minoria judaica ultra-ortodoxa pré-sionista  da Palestina demonstrou a sua aderência à tradição: eles devem ser  protegidos como uma relíquia e um testemunho; o seu destino deve ser  deixado aos poderes espirituais.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Os Palestinos são  o epítome do povo autóctone que está a ser desenraizado pelos imigrantes  judeus.  Eles são o último <em>katekhon</em><sup>28</sup>, nos termos  da 2ª carta de S. Paulo aos Tessalonicenses, a última defesa da nossa  herança sagrada, os guardiões da tradição holística antes   desta ser dividida nas Três Igrejas. Eles são as vítimas paradigmáticas  do <em>outsourcing</em>: povo trabalhador que está a ser marginalizado  e substituído por mercenários de mão-de-obra.<sup>29</sup> Portanto,  esta guerra na Palestina é a nossa guerra nos três eixos: é uma guerra  do autóctone contra a potência desenraizadora, é a guerra das Igrejas  universais contra os inimigos de Cristo, é a guerra dos camponeses  e operários, guerreiros e sacerdotes contra os cambistas. É também  uma guerra simbólica: a saber, se o Neo-Judaísmo vai ganhar numa escala  global ou perder globalmente. Esta é a guerra mais decisiva do século,  e o seu resultado decidirá o futuro. </span></p>
<p><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"> <em>PRECE: </em> <strong><em><span style="text-decoration: underline;">DEUS MISERICORDIOSO NOS PROTEJA!</span></em></strong><em> (O Tradutor)</em></span></p>
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		<title>Uma ilha de fé</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 13:45:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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Estou a escrever numa varanda, tendo à minha frente o mar azul de anil e uma rosa vermelha acabada de cortar, que me faz companhia juntamente com alguns gatos. Monte Athos, esta ilha verde fortemente arborizada, espraiando-se no mar Egeu, nação cristã independente sob a protecção da Grécia, lar de vinte abadias imponentes, [...]]]></description>
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<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Estou a escrever numa varanda, tendo à minha frente o mar azul de anil e uma rosa vermelha acabada de cortar, que me faz companhia juntamente com alguns gatos. Monte Athos, esta ilha verde fortemente arborizada, espraiando-se no mar Egeu, nação cristã independente sob a protecção da Grécia, lar de vinte abadias imponentes, é um tranquilo paraíso; o lugar onde centenas de monges e milhares de peregrinos laicos rezam a Deus, trabalham a terra, e colhem pesadas azeitonas e maçãs rubras.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">O Cristianismo Ortodoxo esotérico é um segredo bem guardado da Grécia – as pessoas conhecem<span>  </span>Zorba, o Grego,<span>  </span>e as ilhas ensolaradas, mas se elas soubessem, viriam aqui na sua procura espiritual, não aos Sufis ou aos Budistas Zen; pois, além de ser maravilhosa, esta fé é mais facilmente acessível a um Ocidental. Os monges são homens de sabedoria; alguns vêm da Austrália e da Rússia, França e Palestina. O Abade Vasilios estudou em Lyon e aprecia Píndaro e Dostoevsky.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Este é um bom lugar para reconhecer uma vítima desconhecida da guerra do Iraque: o Cristianismo. A sua reputação foi emporcalhada por pessoas que pronunciam o nome de Cristo – e do fundamentalismo – <st1 :personname productid="em vão. Desde" w:st="on">em vão.  Desde</st1> o <em>NY Times</em> até à revista <em>FrontPage</em>,<span>  </span>várias publicações judaicas oferecem saídas para<span>  </span>bombásticas tretas anti-muçulmanas, gritos de guerra em nome do Conflito de Civilizações. Como resultado, alguns muçulmanos começaram a responder contra-atacando o Cristianismo; e a juventude europeia e americana aprende a pensar que a sua fé é um perigo para a humanidade. Contudo, esta vítima está inocente: a verdadeira Cristandade Ortodoxa, tão fundamentalista quanto possa ser, firmemente rejeita o credo de Mamona e a guerra US contra o Islão.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Fundamentalista é aquele que segue a doutrina tradicional da Igreja. Os textos sagrados não têm significado fora da tradição. Os adversários tentam apelar aos textos pondo-os fora da tradição, mas a tradição está viva e não pode ser destruída em elementos compósitos, des-contextualizada e usada à vontade do freguês; os elementos só podem ser compreendidos no contexto, sendo inteiramente contextualizados pela tradição eclesiástica.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Não há fundamentalistas mais rigorosos do que a comunidade monástica do Monte Athos na Grécia do norte, onde estou a escrever estas palavras. Athos é um grande reservatório espititual, e muitas pessoas vêm compartilhar das suas águas. (Carlos, o príncipe de Gales está também numa abadia). Os monges conservam o fogo da fé cristã tal como ele foi activado por Cristo e seus apóstolos. Não esperam que a sua salvação venha dos Judeus, pois ela já veio na pessoa de Cristo. Não sentem qualquer necessidade de procurar a Ruptura, pois lhes foi dado um plano muito seu: tentar realizar a Segunda Vinda por meio da oração e do esclarecimento espiritual. Para eles, a Segunda Vinda é a experiência mística de ver Cristo na sua glória, e ela é alcançável pela graça divina. A igreja é um meio que ajuda os crentes a vê-Lo. Ela também impede o crente de ser levado pelo sofisma e pelo subterfúgio astucioso.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">As raízes da Igreja Grega são anteriores à primeira missão de S. Paulo a Atenas, pois ele reconheceu o zelo religiosos dos Helenos, que não precisaram de ser convertidos, mas apenas esclarecidos. Simone Weil escreveu a respeito das premonições helénicas de Cristo, tão aparentes na Ilíada. Na sua opinião, os gregos eram cristãos antes de Cristo, e a sua influência no Cristianismo foi preponderante. Ainda hoje, os Gregos são devotados a Cristo, à Sua Mãe e à sua própria Mãe Igreja, a velha Igreja Ortodoxa instituída por S. João e S. Paulo.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">A sua igreja mantém-se alheia à política, mas exerce influência moral. Guiada pela sua igreja, a Grécia não participa na guerra do Iraque, os seus filhos não morrem nas ruas de Baghdad; e<span>  </span>esta nação religiosíssima, cristianíssima, compartilha da maneira de ver dos bons muçulmanos, e nossa também, de que o mundo, incluindo a Grécia,<span>  </span>está ameaçado – não pelo terrorismo islâmico, mas pela luta US contra o terrorismo. A Grécia é um raro lugar onde um dissidente ocidental se sente espiritualmente em casa, já que o grego médio pensa da mesma maneira que os raros intelectuais ocidentais, leitores de Chomsky e Baudrillard. O seu imensamente popular Arcebispo Christodoulos correctamente afirmou que o terrorismo é causado pela “injustiça e desigualdade que impregnam<span>  </span>o mundo”.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">No <em>Wall Street Journal</em>, um grego sionista, Takis Michas, num artigo intitulado <em>“A Grécia é uma Nação Ocidental?</em>”, queixa-se de que apenas 10% dos Gregos pensam que a Grécia devia apoiar os US no seu ataque “contra os estados que albergam o terrorismo”: a maioria pensa que Osama Bin Laden é uma criação da propaganda da CIA. O sionista conclui com horror: “Tais opiniões parecem ter mais em comum com a opinião pública no Cairo ou Damasco do que em Berlim ou Roma”. E basta sobre o tolo conflito entre a Cristandade e o Islão, promovido por estes guardiães da fé cristã, o <em>Wall Street Journal</em> e o <em>New York Times!<o :p></o></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><em><o :p> </o></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Contrariamente ao Ocidente, os Gregos não mostraram nem ódio nem medo dos Judeus. Salvaram muitos dos seus judeus durante a ocupação alemã e trataram-nos bem. Como tinham a sua própria igreja nacional, não transferiram os seus valores espirituais para os Judeus os guardarem. O famoso compositor grego Mikis Theodorakis<span>  </span>respondeu, imediatamente e sem hesitar,<span>  </span>ao seu interrogador israelita que sarcasticamente lhe perguntara se, na sua opinião, os Judeus puxam os cordelinhos por trás de George Bush: “Não por trás, mas pela frente.” “A América, a superpotência está hoje de facto controlada pelos Judeus?”, perguntou o inquisidor antes de pronunciar o seu veredicto. “Sim”, respondeu Mikis, o homem que tem mais amigos judeus do que o americano médio.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Onde não há medo dos Judeus, não há também apoio automático aos US, e a opinião de<span>  </span>Theodoralis de que a raiz do mal está na política do Presidente Bush mais do que no mundo islâmico é compartilhada por muitos gregos. Os Gregos conhecem os muçulmanos não dos livros – vivem na vizinhança deles há um milénio. Têm consciência de que a sua longa conflituosidade com os vizinhos turcos atingiu o seu nadir com o governo anti-islâmico de Mustafa Kemal Ataturk, enquanto o Sultão islâmico Selim, o Terrível, gastou uma fortuna restaurando os mosteiros de Athos. As comunidades muçulmanas estão bem integradas na Grécia, pois a igreja nacional é muito tolerante para com as minorias religiosas e a sua população não religiosa.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Ora, tanto a Esquerda grega quanto a Direita estão unidas na sua rejeição ao movimento Judeo-Americano de conquista do Oriente, no apoio ao multiculturalismo e à não separação da Igreja do Estado. Apoiam os Palestinos e desejam que os Judeus recuperem o juízo. Eles são um bom exemplo para os fundamentalistas US. Na verdade, a Grécia é a prova de que o Cristianismo fundamentalista não é o de George Bush, e que a alternativa a ele não é a Primeira Sinagoga Lésbica de Nova Iorque.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">No seu relatório de “polícia do pensamento”, no <em>Wall Street Journal</em>, Takis Michas descreve os pecados dos Gregos: “<em>nos anos da década de 80, eles albergaram organizações tidas no Ocidente como terroristas, e opuseram-se à instalação na Europa<span>  </span>pela administração Reagan de mísseis Cruise e Pershing. A seguir ao colapso do comunismo na Europa Oriental, a narrativa anti-americana acabou por ser adoptada pela Direita política. As políticas americanas na Bósnia e no Kosovo foram largamente vistas como almejando destruir a igreja, enquanto o derrube de Slobodan Milosevitch – celebrada em todo o mundo – foi vista como uma manigância da CIA.</em>”</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">O relatório de Michas sobre os Gregos apareceu logo a seguir ao muito esperado livro de Diana Johnstone, <em><span style="color: blue"><span> </span>Fools’ Crusade: Yougoslavia, NATO and Wester Delusions</span></em><span style="color: blue"> </span>(A Cruzada dos Loucos, a Jugoslávia, a NATO e as Ilusões Ocidentais), que demolia as falsas “provas” das atrocidades sérvias no Kosovo. Hoje sabemos que o mundo não tinha motivos para festejar o derrube de Miloshevitch – ou mesmo de Saddam Hussein. Mas os Gregos compreenderam isto mais cedo, quando era a opinião de apenas uma minoria esclarecida do Ocidente. Como foi possível? Por que razão os Gregos eram superiores<span>  </span>aos intelectuais ocidentais na compreensão da realidade destas mentiras dos meios de comunicação?</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">A razão, na minha opinião, está no carácter tradicional da Igreja Grega Ortodoxa e da sua ligação ao povo e ao estado. A separação da Igreja e do estado, esta tão decantada realização da Revolução Francesa e ainda mais dos pais fundadores dos US, cortou cerce as âncoras da sociedade ocidental, que vogou à deriva contra os rochedos. Enquanto na França a Igreja Católica nacional ainda ocupa um lugar importante e exclusivo, os US, o país sem uma igreja de estado, tornaram-se vítimas e servos de Mamona. As pequenas igrejas independentes dos US não tiveram a capacidade para modelar a mente da nação; competiam por uma saída nos <em>media</em> na posse dos Judeus; e ficaram para sempre ameaçadas pelas autoridades fiscais; romperam com a tradição e tornaram-se a presa de lobos.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Esta ausência de uma igreja mina ainda mais o conceito subjacente da unidade-em-Deus, elaborada por T. S. Eliot em “<em>The Christian Idea of Society</em>” (1939). Os povos vivem unidos por uma ideia; esta ideia pode (ou na verdade deve) ser o seu culto comum e a sua comunhão unificadora. Esta necessidade de uma igreja nacional que una o povo por uma simples comunhão foi manifestada pela decisão de Eliot em manter-se membro da Igreja Anglicana nacional, ao mesmo tempo que aderia ao dogma católico. No contexto palestino, Eliot preferiria um ‘estado islâmico’ a um secular.</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Os US foram a primeira experiência em larga escala do que acontece a uma sociedade construída na base da procura do lucro, em vez de sobre a rocha da fé. Os pais fundadores deviam ter lido a história do sábio chinês Mencius (372-<st1 :metricconverter productid="289 a" w:st="on">289 a</st1>. C.). Ele foi ver o Rei Hui que disse: “Velho, como tu tiveste a coragem de vencer a distância de 1000 li para aqui vires, podes conhecder um processo de tirares lucro do meu estado.” Mencius respondeu: “Por que mencionas a palavra ‘lucro’? O que conta é a benevolência e a rectidão. Se o Rei diz “Como posso lucrar com o meu país?”, os ministros dirão: “Como podemos nós lucrar com os nossos feudos?”, e os intelectuais e os plebeus dirão: “Como poderemos nós lucrar?” Se as classes superiores e inferiores lutam para arrancar lucro umas das outras, o estado fica em perigo.”</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify">Na verdade, foi o que aconteceu nos US. Estejam embora as instituições socialistas longe da perfeição, elas oferecem contudo alguma semelhança com a solidariedade, negada pelos que procuram o lucro. Mas a Grécia convenceu-me: nada pode superar a igreja nacional, que seja inteiramente nacional e inteiramente integrada no círculo das igrejas.¶</p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 10pt">(Traduzido do inglês “An Island of Faith”)<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><o :p> </o></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 10pt">Notas do tradutor português:<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 10pt"><o :p> </o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 63pt; text-align: justify; text-indent: -42.75pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(1)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                     </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">O Monte Athos (em grego: Á</span></em><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol">gon <span> </span></span></em><em><span style="font-size: 10pt">ó</span></em><em><span style="font-size: 10pt; font-family: Symbol">roV &#8212; </span></em><em><span style="font-size: 10pt">Áion óros:<span>  </span>Monte Sagrado) não é propriamente uma ilha geográfica, mas sim uma península (quase ilha) o terceiro e longo dedo da Península da Calcídia, que se estende mais a leste pelo Mar Egeu adentro. Na ponta desse dedo existe o Monte Athos propriamente dito, com uma elevação de <st1 :metricconverter productid="2033 metros" w:st="on">2033 metros</st1> – um local privilegiado para estar em meditação próximo de Deus.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 69.75pt; text-align: justify; text-indent: -42.75pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(2)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                 </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Píndaro – Poeta lírico da Antiga Grécia (sec. V a. C.).<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 63pt; text-align: justify; text-indent: -36pt"><em><span style="font-size: 10pt">(3)<span>          </span>Fundamentalismo cristão – Antigo leitor crítico de “LUSO” apontou-me que eu defendia o Cristianismo antigo, já fora de moda, que o Cristianismo agora<span>  </span>é outro. Ora, na verdade não há Cristianismo antigo nem moderno, há simplesmente Cristianismo. A sua doutrina é imutável, como é imutável a sua incompatibilidade com as guerras entre civilizações. Para o verdadeiro cristão, todos os homens são irmãos.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 45pt; text-align: justify; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(4)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">     </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>      </span>Ver Epístolas aos Tessalonicenses, no Novo Evangelho.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 63pt; text-align: justify; text-indent: -36pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(5)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                 </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt"><span> </span>S. João Evangelista era o mais novo dos discípulos de Jesus, que na hora da sua morte o<span>     </span>encarregou de tomara conta de sua mãe Maria. Segundo a tradição ortodoxa, Maria e João foram os primeiros a chegar ao Monte Athos, donde pediram a Jesus a consagração do local. <o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 45pt; text-align: justify; text-indent: -18pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(6)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">     </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>       </span>Baudrillard (1929-2007)<span>  </span>&#8211; filósofo francês. Procurar na Internet.<o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 63pt; text-align: justify; text-indent: -36pt"><!--[if !supportLists]--><em><span style="font-size: 10pt"><span>(7)<span style="font-family: 'Times New Roman'; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal">                 </span></span></span></em><!--[endif]--><em><span style="font-size: 10pt">Noam Chomsky (1928 &#8211;) – linguista emérito americano de origem judaica; altamente<span>     </span>crítico da política internacional americana.<o :p></o></span></em></p>
<p><em><span style="font-size: 10pt; font-family: 'Times New Roman'">(8)<span>     </span>Thomas Stearns Eliot (1888-1965) foi um notável escritor e poeta cristão, nascido<span>       </span>americano, mas inglês por cultura e adopção, tendo-se naturalizado em 1927. Formou-se em Filosofia em Oxford, foi mestre de escola, empregado bancário e depois director da Editora Faber &amp; Faber. Escreveu numerosas obras literárias e recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1948</span></em></p>
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		<title>Da excelência do traje eclesiástico</title>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 10:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#8220;Siete Excelencias de la Sotana&#8221;, um interessante artigo publicado no blogue &#8220;Crux et Gladius&#8221; sobre o porte do traje eclesiástico, um dos acessórios da tradição mais odiados pela turba modernista e progressista.
Aproveito a ocasião para lamentar, uma vez mais, o abandono quase total do uso deste traje por parte da maioria do clero português, indício [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://cruxetgladius.blogspot.com/search?updated-max=2008-05-19T23%3A01%3A00-08%3A00"><font color="#5588aa">&#8220;Siete Excelencias de la Sotana&#8221;</font></a>, um interessante artigo publicado no blogue <a href="http://cruxetgladius.blogspot.com/"><font color="#5588aa">&#8220;Crux et Gladius&#8221;</font></a> sobre o porte do traje eclesiástico, um dos acessórios da tradição mais odiados pela turba modernista e progressista.<span id="more-458"></span></p>
<p>Aproveito a ocasião para lamentar, uma vez mais, o abandono quase total do uso deste traje por parte da maioria do clero português, indício exterior da sua gravíssima laicização, sem paralelo em qualquer outro país europeu, talvez com a excepção de França.</p>
<p class="post-footer">&nbsp;</p>
<p class="post-footer-line post-footer-line-1"><span class="post-author"><a href="http://casadesarto.blogspot.com/">http://casadesarto.blogspot.com/</a></span></p>
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		<title>Alarme em Amesterdão</title>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 13:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lido no Le Monde deste fim-de-semana: &#8220;Em Amesterdão, cidade onde o culto religioso està em recessão quer entre os catolicos, quer entre os protestantes, as igrejas que ficam devolutas são transformadas em discotecas, galerias de exposições, departamentos camaràrios, salões de beleza ou escritorios. Segundo um intelectual nascido e criado na cidade, &#8216;Não é bonito, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lido no <em>Le Monde </em>deste fim-de-semana: &#8220;Em Amesterdão, cidade onde o culto religioso està em recessão quer entre os catolicos, quer entre os protestantes, as igrejas que ficam devolutas são transformadas em discotecas, galerias de <span id="more-455"></span>exposições, departamentos camaràrios, salões de beleza ou escritorios. Segundo um intelectual nascido e criado na cidade, &#8216;Não é bonito, mas antes isso do que virarem mesquitas. Faremos tudo para que tal não aconteça&#8217;. Em menos de dez anos, o islamismo serà a primeira religião da Holanda&#8221;.</p>
<p><a href="http://jantardasquartas.blogspot.com/">http://jantardasquartas.blogspot.com/</a></p>
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		<title>Tradição sem cedências</title>
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		<pubDate>Thu, 15 May 2008 10:59:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[


Grande e importante entrevista do Cardeal Castrillón, Presidente da Pontifícia Comissão &#8220;Ecclesia Dei&#8221;, sobre todo um conjunto de questões respeitantes à Missa Tradicional de rito latino-gregoriano. Em Roma, há de novo quem saiba falar em termos de sim, sim, não, não!
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			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title"></h3>
<p class="post-body"><a href="http://bp0.blogger.com/_n90Q0MUdb80/SCePJGa31aI/AAAAAAAAATQ/YAI7ye7xzZI/s1600-h/CardealCastrillon.jpg"><img border="0" src="http://bp0.blogger.com/_n90Q0MUdb80/SCePJGa31aI/AAAAAAAAATQ/YAI7ye7xzZI/s320/CardealCastrillon.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; cursor: hand; text-align: center" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199281681327445410" /></a>
</p>
<p align="justify"><a href="http://thenewliturgicalmovement.blogspot.com/2008/05/cardinal-castrilln-tradition-without.html"><font color="#5588aa">Grande e importante entrevista do Cardeal Castrillón</font></a>, Presidente da Pontifícia Comissão &#8220;Ecclesia Dei&#8221;, sobre todo um conjunto de questões respeitantes à Missa Tradicional de rito latino-gregoriano. Em Roma, há de novo quem saiba falar em termos de sim, sim, não, não!</p>
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		<title>Fundamentação do Individualismo Pós-Moderno</title>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 00:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/372/fundamentacao-do-individualismo-pos-moderno"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/suicidio.8tr4lyqlbqww4oosoko4ssgco.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a> O presente trabalho, esquecendo a Europa pré-cristã e focando essencialmente a contemporaneidade, tem a intenção de revelar, de uma forma superficial, logo não exaustiva, mas sistemática, alguns dos principais pensadores e respectivas correntes político-filosóficas que têm na sua base o individualismo. Banido durante a Idade da Luz ou da Fé, o individualismo, fórmula dogmatizada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/372/fundamentacao-do-individualismo-pos-moderno"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/suicidio.8tr4lyqlbqww4oosoko4ssgco.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_Khg_9sdoa4U/SBmQ9GeYdAI/AAAAAAAAAPY/3-fFe1L8f8M/s1600-h/individualismo.jpg"><img border="0" src="http://bp3.blogger.com/_Khg_9sdoa4U/SBmQ9GeYdAI/AAAAAAAAAPY/3-fFe1L8f8M/s400/individualismo.jpg" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; cursor: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195343024533042178" /></a> O presente trabalho, esquecendo a Europa pré-cristã e focando essencialmente a contemporaneidade, tem a intenção de revelar, de uma forma superficial, logo não exaustiva, mas sistemática, alguns dos principais pensadores e respectivas correntes político-filosóficas que têm na sua base o individualismo. Banido durante a Idade da Luz ou da Fé, o individualismo, fórmula dogmatizada para almejar a felicidade no egoísmo, encontra terreno fértil com o rebentar do Renascimento e da sua força cultural, o Humanismo. Esta corrente de pensamento, marcada pelo antropocentrismo, caracteriza-se por um ferrenho individualismo, a máxima importância é dada ao homem e os valores humanos aparecem como centros da vida política e social. A visão antropocêntrica e naturalista do homem e do Universo sobrepuseram-se definitivamente ao teocentrismo, pois, havia a necessidade de libertar o homem da moral divina, uma vez que, as leis feudais prejudicavam o enriquecimento da burguesia. Considerava-se que as intervenções do Estado dificultavam as actividades comerciais lesando o desenvolvimento do mercantilismo. O humanismo renascentista defendia obstinadamente a tese de que o homem é naturalmente bom. Admitindo que é bom, este homem endeusado sabe sempre o que melhor fazer em cada momento, dispensa qualquer regra exterior, bane as regras sociais pois só limitam a sua acção, nega os conhecimentos dos seus antepassados porque impõem limites à criatividade. Mas, se a tese da bondade natural do homem é verdadeira, porque é que o mal sempre acompanhou o ser humano!?</p>
<p>O individualismo surge em radical oposição ao universalismo, a todo o colectivismo, ao idealismo e ao cristianismo, em suma, a tudo o que promova a união ou sustente a primazia do todo. O individualismo pode ser encarado como uma filosofia que subordina o interesse geral à conveniência particular, atribuindo uma importância exagerada ao indivíduo. Manifesta-se, esta forma independente de vida, em teorias e atitudes espalhadas por toda a parte. Fortalecido nas teorias de Kant, o individualismo foi adoptado mais tarde, de uma forma extremista e narcisista, por toda a esquerda hegliana e suas diversas ramificações. A preponderância perante os outros indivíduos conduz ao egocentrismo mas a modernidade engendrou, apoiada no subjectivismo e no relativismo, forma de o alicerçar.</p>
<p align="justify">
O erguer do indivíduo como valor fundamental não impediu que os seus membros se associassem em grupos muito próprios e especializados. Cada um destes grupos, comungando de semelhanças de vida, interesses sectários, ideologia, hábitos e posição social, defende como melhor ou maior aproximação à verdade, a sua forma de encarar a vida, o que confere enorme relativismo à sociedade. Assim, o individualismo é também um fenómeno de grupos de interesses manifestado em associações, cujos elementos do grupo são movidos por um proveito comum, como acontece no socialismo, no comunismo e no anarquismo. Também o neoliberalismo dos nossos dias resulta de organizações associativistas, pois clubes de interesses económicos defendem uma economia de mercado com menor intervenção do Estado visando o catapultar do lucro individual. O individualista considera e usa o Estado como um meio para atingir os fins particulares, entende que cada um tem os seus próprios direitos e o Estado não tem direito algum.</p>
<p align="justify">
Na viragem do século XVII para o século XVIII, John Locke expoente do liberalismo político, vincadamente individualista, juntamente com os empiristas britânicos, para os quais a história é uma colecção de factos mortos, sobressaindo David Hume à cabeça, serviu de ponto de partida para o liberalismo futuro. O empirismo ao tentar destruir a metafísica enfraqueceu todo o misticismo e consequentemente toda a moral natural transmitida por Deus ao homem. A ideologia liberal encontrou no racionalismo e no empirismo as suas bases filosóficas. Ao homem vertical opõe-se agora o homem liberal cuja razão individual passou a considerar-se como fonte de toda a verdade e moralidade. Na economia o individualismo apoia-se geralmente na célebre frase: “laissez faire, laissez passer”. A livre competição provocará assim o triunfo dos mais aptos, dos mais capazes, ou caso a justiça não funcione, o que não é difícil num sistema relativizado, dos mais vigaristas premiando o parasitismo e o oportunismo.</p>
<p align="justify">
Jean Jacques Rousseau, utopista pioneiro da Revolução Francesa, ao defender a bondade natural dos homens, argumentando no seu Contrato Social que “o homem nasce livre, mas por toda a parte se encontra agrilhoado” e que “nascemos bons, a sociedade é que nos corrompe”, viria a influenciar o nascimento do individualismo mais extremista, o anarquismo. Diz ainda o filósofo das “luzes” que “O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada”, como se a vida não exigisse esforço, como se as nossas vontades nunca se equivocassem, como se os desejos do corpo falassem mais alto do que a razão do pensamento que ele diz defender. O prussiano Immanuel Kant, no século XVIII, dá a argumentação necessária para a disseminação da tese da boa vontade que faz o homem autónomo, inevitavelmente envolto no egocentrismo. Tese esta que se pretendia universal. Kant ao estabelecer a fundamentação da ética formal, que não depende de algo que se considera bem supremo para o homem, estabelece que o homem deve determinar-se a si próprio no agir e a ser autónomo. Esta ética formal é vazia de conteúdo, não estabelece nenhum bem ou fim que deva ser seguido, não nos dá instruções ou referências para o agir. Ao dizer “O céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim”, Kant abre a porta a toda e qualquer subjectividade, a todo e qualquer individualismo, pois cada ser particular determinará as regras mais convenientes, a cada instante, consoante os ditames dos seus próprios interesses.</p>
<p align="justify">
O liberalismo triunfante na Revolução Francesa de 1789, propugna a primazia da liberdade e dos direitos individuais e, impõe-se como valor determinante da concepção liberal. O Estado liberal deve intervir o mínimo possível na vida do cidadão particular, abrindo caminho para o seu ideal de ordem económica, o qual se caracteriza pelas actividades comerciais completamente livres de regras. Pretende-se a não interferência nas actividades económicas permitindo o jogo natural da lei da oferta e da procura. O Iluminismo, movimento de suporte à revolução, incrédulo em relação às verdades herdadas, insurge-se contra toda a autoridade externa, ou seja contra a autoridade não reconhecida pela conveniência do próprio indivíduo. Segundo os mentores da revolução da razão há que defender a independência total do indivíduo face à sociedade que manifestamente o oprime.</p>
<p align="justify">
O anarquismo, doutrina que defende a liberdade absoluta, declarando guerra a toda a autoridade e lei, contribuiu de forma destacada para o enorme caudal individualista, que se engrossava no final do século XIX, através dos seus principais mentores Mikhail Bakunine, Pierre Proudhon e Max Stirner. Activista revolucionário e escritor russo, Mikhail Bakunine foi o principal propagador do anarquismo colectivista e, ao associar as ideias libertárias com o movimento operário, lançou as bases do anarco-sindicalismo. Proclama a sociedade como uma federação de associações livres de trabalhadores recusando assim toda a herança civilizacional, toda a história do homem, toda a ciência humana. Max Stirner dotado de um espírito herético e libertário foi o teórico do anarquismo individualista, definia-se como &#8220;único&#8221; e defendia que “a sociedade oprime e aniquila a vontade individual”. Stirner, atormentado pelo ódio, era um teórico da libertação total do indivíduo apoiando o assassinato de expoentes do Estado, como soberanos, presidentes da república, generais, etc. Stirner baseia-se no vigor antiautoritário do indivíduo e concebe a sociedade como um conjunto de pequenos produtores auto-suficientes. “Todo o direito estabelecido é um direito que me é estranho” e “só pelo crime o indivíduo pode destruir o poder do Estado” são frases de Stirner que dispensam qualquer comentário. O teórico incontestado do socialismo anarquista foi Pierre-Joseph Proudhon, para quem todo o controlo do homem sobre o homem era sinónimo de escravidão. Defendia uma organização social baseada no mutualismo, na solidariedade e na livre associação, porém ao dizer “O proprietário, o gatuno, o herói, o soberano, pois todos estes nomes são sinónimos”, transparece o absurdo, equivale a dizer que o bem e o mal também são sinónimos, o irracionalismo individualista atinge aqui proporçoes delirantes.</p>
<p align="justify">
Ludwing Feuerbach, alemão representante de peso da esquerda hegliana inspirou o socialismo utópico. Advogava que “o homem é para o homem o ser supremo”, o mesmo é dizer que o homem é o ser absoluto. Fomenta-se, assim, a ditadura de cada homem sobre o seu semelhante. Seguindo este raciocínio as conclusões são mirabolantes, assim, na actualidade temos seis biliões de seres supremos onde cada um deve ter a liberdade total para impor os seus caprichos a todos os outros. Karl Marx feuerbachiano convicto, juntamente com Friedrich Engels, viria a fabricar o comunismo, também designado socialismo científico, cujo objectivo era a abolição do Estado. Frase sua que prova isso mesmo: “O comunismo é o movimento real que abole o estado actual”. Na base do comunismo assenta o individualismo pois afirma a primazia na suficiência e autonomia do homem. O seu humanismo é ateu, nega a existência de Deus e visa instalar a ditadura do proletariado através da luta de classes.</p>
<p align="justify">
Saltando do liberalismo radical de Marx para o liberalismo moderado britânico, sobressai o importante economista e filósofo escocês Adam Smith. Considerado o pai da economia moderna, defendia que as nações seriam tanto mais fortes e prósperas quanto mais permitissem que os indivíduos pudessem viver de acordo com as suas iniciativas. Adam Smith teorizou que os indivíduos poderiam estruturar a sua vida económica e moral sem se restringirem às intenções do Estado e tentou conciliar o interesse egoísta individual com a desordem social. Advogava que a iniciativa privada deveria agir livremente sem entraves. Ainda no século XIX, o filósofo inglês Jeremy Bentham, mudando o paradigma ético fundou a moral utilitarista. Defendia que a crença na lei natural, em direitos naturais ou em contratos sociais não passava de superstição. Apregoava “A maior felicidade para o maior número”. Ao negar os direitos naturais, Bentham subverte a liberdade individual beneficiando assim os opositores da autoridade e da ordem estabelecida. John Stuart Mill, filósofo e economista britânico, influenciado pelas teorias económicas de Adam Smith, cuja filosofia combina o utilitarismo de Bentham e o positivismo francês foi dos pensadores liberais mais influentes. Adaptou o utilitarismo ao liberalismo. Diz Mill “O único fim em vista do qual a humanidade está autorizada, individual ou colectivamente, a interferir com a liberdade de quaisquer dos seus membros é a auto-protecção”. O mesmo é dizer que qualquer indivíduo deve ter total liberdade de acção. A época liberal contribuiu determinantemente para o surgir do Capitalismo moderno graças à fomentação da iniciativa privada e à teoria estatal de «deixar fazer, deixar passar». O individualismo conduziu a que, na primeira metade do século XIX, a burguesia egoísta e cobiçosa vivesse satisfeita no seu mundo livre ignorando a pobreza e o infortúnio dos milhares de desenraizados ao seu redor.</p>
<p align="justify">
Os teóricos do socialismo, fiéis representantes do liberalismo moderado, deram também o seu contributo para o reforço do individulismo. O socialismo, ou socialismo utópico é essencialmente um produto da Revolução Industrial, que despoletou no século XIX, na sua origem está o filósofo francês Charles Fourier que idealizava que cada homem deveria conseguir o bem-estar trabalhando segundo as suas próprias inclinações, o inglês Robert Owen, pioneiro do socialismo utópico, foi o primeiro a empregar o termo «socialismo», e o político socialista francês Louis Blanc. Filósofo do século XIX vinculado intelectualmente ao socialismo francês foi também Auguste Comte. Aderente à maçonaria, Comte elaborou o positivismo e a sociologia para apressar a reforma social e modificar a sociedade de acordo com os novos padrões egocêntricos. O positivismo inspirando-se no empirismo inglês e em filósofos do Iluminismo visou substituir em tudo o absoluto pelo relativo. Assistimos, desta forma, a um novo reforço do individualismo. O saber positivo é um saber de factos, mas estes factos dependem da perspectiva do sujeito, os fenómenos são assim entregues à arbitrariedade humana, logo, permitindo as interpretações mais convenientes. A teoria da realidade de Comte é extremamente redutora e totalizadora pois sustenta que só o positivo, ou seja, o que é visível e o relativo podem considerar-se real.</p>
<p align="justify">
Querendo afastar a existência de toda a transcendência de forma a ofuscar o farol orientador do bem supremo, abrindo assim caminho ao relativismo moral, emerge o materialismo, que embora não sendo novidade ganha uma nova dimensão no século XIX. Karl Vogt, materialista alemão famoso, possesso de irracionalismo, afirma que “os pensamentos estão para o cérebro tal como a urina para os rins”. Ainda um outro seu conterrâneo e contemporâneo, Jakob Moleschott tenta provar que é o nosso corpo que comanda o nosso pensamento e a nossa vontade depende da alimentação que lhe oferecemos. Na mesma linha de pensamento, Ludwing Feuerbach dizia “O homem é aquilo que come”. Desta forma, o espírito não tem espaço num corpo que vale apenas pelo que transforma. Ludwig Bucher, outro materialista alemão, diz que só devemos aceitar como verdadeiro aquilo que podemos ver, imaginar, medir, pesar. Ao defender que o espírito faz parte da força que é uma simples manifestação da matéria retira a liberdade ao homem para se livrar do determinismo que prende à medíocridade. O individualista materialista nega a evolução e a possibilidade do homem crescer para a excelência. Negando a existência de uma alma separada do corpo, argumentando que a força está ligada à matéria, nega a existência de um supremo bem fora do próprio indivíduo. Sustenta ainda, Bucher, que “não há diferença entre um cérebro que pensa, um músculo que se contrai ou uma glândula que segrega”. Igualar o órgão responsável pela consciência e pelo discernimento a um músculo como o pénis, permite ao individualista livra-se assim de qualquer responsabilidade sobre os actos que comete. Presenciamos, através das teses deste materialismo extremo, o irracionalismo e o individualismo em perfeita harmonia.</p>
<p align="justify">
Entretanto, alargando-se o campo do irracionalismo, aparece o movimento artístico e filosófico intitulado romantismo como reacção ao culto da razão. Cultura que medrou no espaço essencialmente urbano levou a que alguns dos seus seguidores publicitassem que, o ócio era o ideal do génio e a inércia a primeira virtude romântica. Instituiu-se a obrigação do romântico liberal viver intensamente a vida e dar azo ao sonho. O espírito romântico designou toda uma visão de mundo centrada no indivíduo. Os autores românticos ao voltaram-se cada vez mais para si mesmos, imergiram em completo desespero e, tragicamente, muitos deles puseram termo a própria vida.</p>
<p align="justify">
A terminar a época novecentista, o alemão Friedrich Nietzsche antidemocrático e simultaneamente antitotalitário revela-se um representante fidedigno do individualismo aristocrático. Filósofo bêbado de antimoralismo, potenciador da cobiça e dos desejos, Nietzsche viria a inspirar correntes políticas antagónicas como o nacional-socialismo e o comunismo. O primeiro alimentou-se do seu vitalismo enquanto o segundo do seu espírito destrutivo e do obcecado ateísmo. Diz Nietzsche no seu Para Além do Bem e do Mal “A moral das intenções tornou-se um preconceito, deve ser suprimida, viva o imoralismo”, desta forma não haveria barreiras às vontades individuais por mais aberrantes e intolerantes que fossem. Para Nietzsche a condição fundamental de toda a vida é o perspectivismo marcadamente individualista.</p>
<p align="justify">
Entramos no século XX com o neurologista austríaco Sigmund Freud, o fundador da psicologia analítica ou psicanálise, a qual, no seu entender, não era mais do que uma troca de palavras entre o paciente e o médico. Este afamado fanático do sexo atribuiu desde cedo uma importância extrema aos impulsos sexuais e aos mecanismos inconscientes ou de recalcamento que a psicanálise pode apurar. Segundo Freud, a história do ser humano é marcada pela repressão, assim, ao atacar os constrangimentos e ao desviar os costumes contribuiu decisivamente para a emancipação sexual livre de quaisquer pudores. Para Freud a vida normal em sociedade exige o sacrifício dos instintos básicos do indivíduo, entendendo assim que, os instintos indomados e insatisfeitos podem desembocar em doença, em perturbação mental. Freud sempre encarou os sintomas neuróticos como o resultado da repressão dos impulsos sexuais. Portanto, não se pode desligar os ensinamentos de Freud da promiscuidade sexual moderna. Há incontornavelmente uma conexão forte entre Freud e o instigar a que o máximo prazer individual seja o valor fundamental na sociedade contemporânea.</p>
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Em conversa com uma amiga, recentemente consultada por um psicoterapeuta, observei com curiosidade que no seu discurso verbal proferia com frequência ordinarices que não faziam parte do seu vocabulário habitual. Ao ser questionada do porquê de tal linguagem obscena respondeu que o psicanalista a tinha aconselhado a soltar os seus recalcamentos, a libertar-se daquilo que a reprimia. Assim lançava a sua cólera ordinária em cima do primeiro interlocutor disponível. O narcisismo, o egoísmo, o mau carácter e a falta de respeito são desta forma legitimados pelas terapias mentais modernas inspiradas em Freud. Contudo, Freud tinha razão ao defender que muitas vezes são os impulsos irracionais que determinam o que pensamos, o que sonhamos e o que fazemos. A psicanálise viria a influenciar, nos anos 20, a arte e a literatura dando origem ao surrealismo. O escritor surrealista francês André Breton afirmou que a arte devia provir do inconsciente, numa inspiração totalmente livre onde as diferenças entre sonho e realidade se esbatem. Ao atrofiar o discernimento da consciência, com palavras e imagens que estão para além da realidade, abre-se a porta ao subjectivismo, à relativização de valores, à imprecisão do certo e do errado. O individualismo violando as mentes alheias, com a cultura surrealista, ganha novo folgo.</p>
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Após a Primeira Guerra Mundial o marxismo é recuperado e repensado pela escola filosófica de Frankfurt, dirigida pelo filósofo e sociólogo alemão Marx Horkheimer. Este nicho intelectual possuía um elenco de pensadores de real destaque: Theodor Adorno; Walter Benjamim; Herbert Marcuse e o freudiano Erich Fromm. Mais tarde juntou-se-lhes Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão que é dos principais representantes de «teoria crítica» da escola de Francoforte. As investigações desta escola vão desde a sociologia à estética e do freudo-marxismo à crítica da tecnicidade. O filósofo alemão Ernest Bloch, marxista assumido, falecido em 1971, diz “Considero a libertação da consciência [...] como uma das tarefas fundamentais do materialismo revolucionário de hoje”. Libertando-se a consciência fomenta-se a brutalidade e legitimam-se as maiores bizarrias.<br />
O marxismo durante o século XX sofreu uma metamorfose, o seu fracasso na economia e a patente desumanidade obrigou à revisão das suas teses. Lavando a face e mudando de estratégia ataca astutamente, nas últimas décadas, na área da cultura. O marxista italiano António Gramsci preparou uma revolução cultural visando a destruição dos valores ancestrais, criando desta forma uma nova cultura. A ideia é a infiltração dos pressupostos marxistas na cultura existente para a transformar numa nova cultura materialista longe da ideia de Deus e de todos os valores transcendentes. Mudando-se os valores modifica-se o pensamento, e modificando-se o pensamento o êxito será fácil acreditam os novos marxistas. Assustador e na realidade é o que se está a passar perante a incapacidade de reacção das populações face ao sufoco das sofisticadas propagandas que a tecnologia moderna permite.</p>
<p>O Círculo de Viena, grupo de filósofos e cientistas, inspirado na obra do filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein, engendrou o neopositivismo lógico, também designado empirismo lógico. Ofereceu à filosofia um novo ponto de partida e um forte dinamismo, contudo, o neopositivismo situa-se no prolongamento do empirismo inglês do século XVIII e do positivismo de Stuart Mill e de Auguste Comte. Liga-se directamente à corrente filosófica do empirismo-criticismo de Ernest Mach e de Richard Avenarius do século XIX. O neopositivismo debruça-se sobre a análise lógica da linguagem que considera como o único domínio reservado à filosofia. O utensílio cujo emprego é constantemente recomendado pelo neopositivismo lógico é o «princípio de verificação». Trata-se de compreender aquilo por que uma afirmação é verificada, daí se chega ao extremo em que tudo o que não é verificável não tem sentido. Hans Reichenbach, Moritz Schlick e Rudolf Carnap, que concebe a estrutura do mundo no seio do sujeito individual, são os seus principais representantes. Os neopositivistas, discípulos de Hume, sustentam que não é possível passar para além da experiência sensível pois para além da experiência não há linguagem com significado. Desta forma se nega todo o conhecimento milenar com base na evolução espiritual abrindo-se caminho para as interpretações factuais do momento. Por outro lado, ao escravizar o indivíduo ao rigor da linguagem lógica, desumanizando-o, aprisiona o ser humano ao mecanicismo involutivo.</p>
<p>Na continuidade do positivismo atinge-se o cume do relativismo com o filósofo austríaco Paul Feyerabend conhecido pelo seu anarquismo epistemológico. Dando continuidade às teses de Kuhn e de Lakos argumenta que não há sistemas de valores universais para quê se estabeleçam comparações do que é bom e do que é mau, chega a dizer que “em qualquer circunstância ou etapa do desenvolvimento do ser humano, só se pode defender um princípio. Refiro-me ao princípio do vale tudo”. Numa sociedade em que vale tudo a justiça não vale nada, e está aberto o caminho ao despotismo.</p>
<p>Inspirado pelo filósofo empirista Franz Brentano, o judeu Edmund Husserl representante do subjectivismo racionalista, fabricou a fenomenologia e atribui a primazia ao sujeito individual. No entanto, a fenomenologia reduz o mundo ao que aparece à consciência e, na medida em que aparece, o fenómeno fica reduzido à consciência de cada um. O ego ou o “eu” passa a ser o centro da consciência, Husserl chega a chamar à sua filosofia egologia pura, visto que o ego ocupa o lugar central do seu pensamento. Dotado de pensamento pessimista, defendeu a suspensão da crença, não acreditava que a verdade fosse possível de alcançar com a metafísica ou com os fundamentos da filosofia. Entende que a verdade absoluta revela-se no fenómeno, no dado, onde o mundo fica reduzido ao que aparece à consciência de cada indivíduo. Diz Husserl “designo por essência o que se encontra no ser autónomo de um individuo e que constitui o que ele é”. Imediatamente a seguir à 2ª Guerra Mundial, a fenomenologia teve o seu apogeu devido à promoção feita pela Escola de Viena. O método fenomenológico situa-se na ponta extrema do empirismo e do positivismo. A fenomenologia acha possível o conhecimento imediato do objecto qualquer que ele seja. A evolução da fenomenologia desemboca no existencialismo, corrente esta, que constitui originalmente uma reacção contra o hegelianismo e a favor da individualidade, pois é uma filosofia que afirma a originalidade da existência individual. O termo existência designa exclusivamente a realidade do eu concreto e mundano. Para o existencialismo, a existência é o fenómeno fundamental e a sua estrutura originária de pensamento é a liberdade absoluta, liberdade esta que não está submetida ou ligada a nada que de alguma maneira a determine ou dirija. A teoria existencialista interpreta o ser como fenómeno que aparece ante a existência, cujo princípio fundamental é a liberdade.</p>
<p>Após a Segunda Guerra mundial democratas e comunistas governam o mundo. O filósofo francês Jean-Paul Sartre, existencialista ateu agarrado ao marxismo, pró-comunista, dá ênfase ao “eu”. A liberdade para Sartre não pode ser determinada ou regida por fins ou por um mundo de valores. Sartre adopta uma óptica individualista ou subjectiva. Admite que não há mais nada a não ser a existência concreta do homem sustentada no nada e como tal recomenda o aproveitar a vida, a potenciação do prazer sem limites. Para Sartre o homem não tem nenhuma essência por isso deve criar-se a si mesmo e está condenado a improvisar. A angústia de Sartre conduz a que o homem entre em perdição e assim se legitimem todas as suas acções. Ao afirmar “O homem está condenado a ser livre” significa que não deve respeitar valores eternos nem normas que nos orientem, estamos totalmente entregues a nós próprios. Esquece-se assim que o homem é um animal social. O desespero do humanismo de Sartre é visivel quando diz “Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento”. Na mesma linha individualista encontramos o seu colega, filósofo existencialista francês, Maurice Merleau-Ponty, representante da fenomenologia existencial e defensor do comunismo da Rússia soviética, afirma «Eu sou o meu corpo» e lança assim mais esperanças para o enorme exército individualista ávido de validações para as suas extravagâncias. Ao reduzir a pessoa apenas ao corpo, Marleau-Ponty nega toda a transcendência e desliga-se do mundo exterior. Reduz-se a si mesmo, nada mais importa a não ser o seu próprio corpo mergulhado na indiferença para com o meio ambiente que o envolve. É, assim, desaproveitada toda a história do homem.</p>
<p>No engrossar do antropocentrismo encontramos a ética humanista que se reforça com o judeu psicanalista, influenciado por Freud e Marx – Erich Pinchas Fromm. Esta ética baseia-se no princípio de que “Só o próprio homem, e não uma autoridade que o transcenda, pode determinar o critério de pecado e de virtude”, pensamento de Erich Fromm. Esta ética impõe como único padrão o indivíduo isolado e egoísta. Erich Fromm, por outro lado, sente o perigo do individualismo em expansão e é pertinente ao proferir que “&#8230;esta «individuação» crescente significa crescente isolamento, insegurança, e consequentemente, dúvida no que diz respeito ao papel do indivíduo no Universo, ao sentido da sua vida, e juntamente com tudo isto, um sentimento crescente da sua própria impotência e insignificância com indivíduo”.</p>
<p>O filósofo francês Gilles Deleuze, falecido em 1995, influenciado por Nietzsche, é considerado um dos mestres do pensamento de vanguarda. Para Deleuze, &#8220;a filosofia é a arte de formar, inventar, fabricar conceitos&#8221;. Ou seja, os conceitos passam a ter uma noção relativizada, podem ter vários significados, à medida das vantagens particulares. A sua filosofia, caracterizada pela vitalidade e pelo desejo, cruza-se com a psicanálise, nomeadamente a freudiana. Reduz o desejo ao complexo de Édipo. Na publicação de L&#8217;Anti-Edipe, em 1972, escrito em colaboração com Félix Guattari, os autores reflectiam sobre o poder do desejo e atacaram a psicanálise como instituição que impede qualquer &#8220;produção do desejo&#8221;. Se a psicanálise já serve para auxiliar a libertar os desejos reprimidos, logo, desejos não naturais, será impossível de calcular que desejos pretende Deleuze produzir. Diz-nos, este vanguardista, no prólogo da sua obra Diferença e Repetição “Acreditamos num mundo em que as individuações são impessoais e em que as singularidades são pré-individuais”. O mesmo é dizer que o efeito de individuar, o acentuar as particularidades individuais, não devem respeitar as características que definem a pessoa. Podemos mesmo dizer que a obra de Deleuze é uma fábrica de individualistas. Em oposição, o cristão personalista francês, Emmanuel Mounier propõe a seguinte definição de pessoa: «Uma pessoa é um ser constituído como tal por uma forma de subsistência e de independência em seu ser; mantém esta subsistência mediante a adesão a uma hierarquia de valores livremente adoptados, assimilados e vividos num compromisso responsável e numa constante conversão; unifica assim toda a sua actividade na liberdade e desenvolve, por acréscimo e, por impulsos de actos criadores, a singularidade da sua vocação». Do lado contrário está o individualismo cuja tendência é libertar o indivíduo de toda a obrigação de solidariedade.</p>
<p>Quando se pensava que o cume do individualismo já tinha sido alcançado eis que surge o judeu Jacques Derrida, influenciado por Marx e Rousseau, completamente possesso de ódio a toda a ordem estabelecida. Engendra o desconstrutivismo visando demolir paredes espirituais e fronteiras naturais, argumentando que as diferenças devem ser banidas. O bem e o mal perdem a sua polaridade subvertendo-se todos os valores, a política contemporânea foi completamente influenciada por esta forma estranha de interpretar a realidade. Derrida morreu em 2004 pelo que a força da sua destruição é bem visível e ainda incalculáveis as consequências da inversão de valores e do apelo à destruição. A ideia era desconstruir as estruturas normais do pensamento e substitui-las pela mente aberta às novas formas de pensamento. Derrida promoveu uma verdadeira lavagem cerebral às massas, cada vez mais embrutecidas, do mundo Ocidental.</p>
<p>Perante o júbilo do individualismo não podemos deixar de visionar a imagem dos dois burros que atados com uma corda ao pescoço puxam cada um para seu lado, exercendo forças em sentido contrário, não saindo do mesmo lugar. Ninguém dúvida que seria muito mais inteligente e produtivo se os burros caminhassem na mesma direcção em vez de teimosamente medirem forças. As teorias individualistas surgem para justificar os piores instintos do ser humano, como o egocentrismo, o culto do próprio “eu”. O homem ao fazer de si mesmo a medida de todas as coisas permite que os maus hábitos adquiridos sejam legítimos e exemplares. E sob a batuta despótica do egoísmo e da inveja, quer os humores momentâneos, quer os caprichos ganham uma dimensão incrível. A vitória das revoluções socialistas de tipo marxista permitiu a concentração de poder num único indivíduo. O totalitarismo guiado por princípios da religião individualista como, “cada indivíduo é um óptimo legislador universal”, permitiu que Lenine, Estaline e Mao Tse Tung precipitassem a morte a mais de 100 milhões de pessoas. Para o relativismo a deslealdade, a crueldade ou a ingratidão são tão louváveis como a honestidade ou a temperança, pois estas qualidades estão submetidas a pontos de vista.</p>
<p>O neoliberalismo, na continuidade do liberalismo, a partir da década de 1970 passou a significar a doutrina económica que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, acarinhando sempre o princípio das amplas liberdades individuais. Como tudo tem a sua evolução, mais recentemente surgiu o anarco-capitalismo, cuja génese está no economista inglês Gustave de Molinari. Porém, o economista americano Murray Newton Rothbard deu-lhe um novo dinamismo nos anos 50 do século XX. O anarco-capitalismo é uma versão radical do liberalismo clássico, considera que todas as formas de governo são prejudiciais e desnecessárias, incluindo as relacionadas com a justiça e a segurança. É também uma versão radical do libertarianismo e uma forma de anarquia que permite que um indivíduo isolado, mas forte em meios económicos, explore ao máximo todos os outros. Os anarco-capitalistas consideram-se parte da tradição anarco-individualista. Aplicando o individualismo às actividades económicas a ambição desmedida é reforçada e mesmo premiada, por outro lado o individualismo quando toma conta do indivíduo fraco de espírito e moralmente mal formado arrasta-o para a miséria, para o vício, para a depressão. O triunfo do individualismo provocou o aumento, de uma forma astronómica, das desigualdades sociais.</p>
<p>O Hedonismo, antigo sistema filosófico que fazia do prazer imediato o objectivo da vida, regressou em força ameaçando não só a evolução humana, como também uma indesejável regressão. O lema dos seguidores da nova (des)ordem passou a ser “eu faço o que eu quero”. Em nome do interesse individual soltam-se os instintos mais primários, não interessa o respeito pelo próximo. O comportamento excêntrico aumenta e o narcisismo manifesta-se apelando à atenção dos outros, como quem diz, olhem para mim, estou aqui. A educação obviamente deixou de ser uma prioridade na sociedade individualista de tradição liberal. A boa educação permite que o homem adquira competências para bem cumprir o seu dever, ou seja, garante que o homem seja verdadeiramente livre. O desrespeito por todas as regras de convivência social só tem um fim – a escravatura. A escravidão que resulta do individualismo exacerbado tem duas componentes, uma interna que prende o indivíduo à mediocridade dos seus vícios, e a outra externa que agarra o individualista à sorte daqueles lhes irão sustentar os vícios tornando-o eternamente depende. Este ser egocêntrico escravizado jamais será capaz de se orientar e, assim, ser verdadeiramente livre. O individualismo acaba por ser uma afirmação do bizarro e a imposição das vontades irracionais aos outros, cujo fim, invariavelmente, conduz ao isolamento e à solidão.</p>
<p>Construir sempre foi mais difícil do que destruir, porém o individualismo abre a porta não só à destruição como também à desconstrução que é a legitimação para toda a inversão de valores que o homem divinamente inspirado pelo supremo bem criou. O individualista não deixa espaço para a relação de confiança necessária ao bom relacionamento humano, uma vez que obcecado pelo dilatar da sua pança, sempre insatisfeita, corrói todos os outros em seu próprio favor. É como o eucalipto que seca tudo ao seu redor. Resta-lhe obter algum conforto imediato, mas fugaz, nas tecnologias da moda que prendem o homem à loucura da imaginação, da fantasia, do falso. A busca do reconhecimento intensifica-se à medida que se torna quase missão impossível, pois como cada cabeça sua sentença, a cada individualista a sua alienação. As relações pessoais não convivem bem com o conflito de interesses. Cada individualista sua mania que se traduz em actos de revolta contra a comunidade, em palavras provocatórias, em aparência desequilibrada. Ganha espaço a ingratidão, o desprezo pelo sacrifício dos antepassados que tanto derramamento de sangue, suor e lágrimas custou. Uma árvore que seja separada das suas raízes só tem um fim, a morte. A negação da ordem acarretará o aumento do sofrimento, físico e mental, a toda a humanidade. Para que no mundo se permita a máxima liberdade possível, será também necessário que restrições impeçam os assaltos violentos contra a liberdade de outros, o que revela que a máxima liberdade é um paradoxo. Pois, a máxima liberdade de uns será o inferno de outros. O mecanismo de desordem é um mecanismo de irracionalidade, porém parece interessar, e sem dúvida trazer vantagens, a alguém. A loucura do homem individualizado é impulsionada por aqueles que comandam os destinos do mundo.</p>
<p>Este pequeno estudo permite visionar que muito provavelmente um Governo Mundial, cuja trave mestra é o individualismo, está já na forja.</p>
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		<title>O Fiel Bracarense</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 22:10:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/256/o-fiel-bracarense"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/fiel_bracarense.b5dqg364epwgkswg4sog40o00.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Observando a imprensa portuguesa, é impossível não ficar com a impressão de que o Cónego Melo seria um homem duvidoso. Levantam-se dúvidas e suspeitas, relacionamentos curiosos, presumíveis crimes. Veremos daqui a alguns anos se constará do obituário de algumas das figuras que nos vão ocupando a mente e o país, as suspeitas, as alegações, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/256/o-fiel-bracarense"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/fiel_bracarense.b5dqg364epwgkswg4sog40o00.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Observando a imprensa portuguesa, é impossível não ficar com a impressão de que o Cónego Melo seria um homem duvidoso. Levantam-se dúvidas e suspeitas, relacionamentos curiosos, presumíveis crimes. Veremos daqui a alguns anos se constará do obituário de algumas das figuras que nos vão ocupando a mente e o país, as suspeitas, as alegações, as acusações que não chegaram à barra do tribunal&#8230;<br />
Protector da sua terra, como poucos confrontou “de caras” a hidra que a tentava dominar. Defendeu a democracia, sabendo que na altura era a única forma de evitar a destruição imediata do Cristianismo neste país. Foi um homem prudente, de grande lucidez e que percebeu que sem confronto directo, os equilíbrios de forças nunca poderão ser alterados. Sem nunca ter tido um cargo político, creio ter sido um dos grandes homens políticos portugueses do fim de século.<br />
O povo agradecido dedicou-lhe um monumento, sabendo que lhe devia grande parte da liberdade que hoje goza. Mais importante, o povo de Braga deve-lhe anos, por não ter tido a necessidade de recomeçar do zero, como aconteceu em tantos locais do sul do país. Não conhecendo os números decisivos de expropriações, de fugas forçadas para o Brasil, de gente que teve de comprar coisas que lhe haviam sido roubadas, arrisco que em virtude do clima de resistência gerado pela figura do Cónego Melo e das suas patrióticas simpatias (a protecção dada em Braga aos proscritos do MDLP), o número de crimes será mínimo quando comparado com o resto do país.<br />
Depois do conflito, a vida normal, a restauração da Sé de Braga, por que tanto lutou.<br />
Em Portugal, a não pronunciação de um homem por um crime só iliba os que os media decidem deixar em repouso. A justiça dos homens já falou. Faça-se a Outra.</p>
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		<title>DUQUESNE  DIFFUSION, o Centro de Chiré em linha</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 00:26:41 +0000</pubDate>
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Por intermédio da Duquesne Diffusion, o Centro de Chiré-en-Montreuil, de Jean Auguy, o maior e mais dinâmico distribuidor de livros católicos tradicionais em língua francesa - especialmente identificado com a defesa da tradição católica, não só a promovida pela Fraternidade de São Pio X, mas também a encetada pelos grupos dependentes da Comissão Pontifícia &#8220;Ecclesia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title"></h3>
<p class="post-body"><a href="http://bp3.blogger.com/_n90Q0MUdb80/SBJJTs5hVTI/AAAAAAAAASs/OPvS8NMPDtQ/s1600-h/sacrecoeur.jpg"><img src="http://bp3.blogger.com/_n90Q0MUdb80/SBJJTs5hVTI/AAAAAAAAASs/OPvS8NMPDtQ/s200/sacrecoeur.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193293923130365234" border="0" /></a></p>
<p align="justify">Por intermédio da <a href="http://www.duquesne-diffusion.com/"><font color="#5588aa">Duquesne Diffusion</font></a>, o Centro de Chiré-en-Montreuil, de Jean Auguy, o maior e mais dinâmico distribuidor de livros católicos tradicionais em língua francesa - especialmente identificado com a defesa da tradição <span id="more-248"></span>católica, não só a promovida pela Fraternidade de São Pio X, mas também a encetada pelos grupos dependentes da Comissão Pontifícia &#8220;Ecclesia Dei&#8221; - chegou finalmente à rede; mais vale tarde do que nunca!</p>
<p>Estando o respectivo sítio ainda a dar os primeiros passos, nem por isso deixo de sugerir vivamente aos meus leitores, em especial aos de tendência mais acentuadamente católica tradicional e monárquica orgânica, que solicitem ao Centro de Chiré o envio de alguns exemplares dos catálogos de novidades editoriais que o mesmo todos os meses publica e distribui pelos seus correspondentes, entre os quais me incluo. Verão que não se arrependem!</p>
<p><a href="http://casadesarto.blogspot.com/2008/04/duquesne-diffusion-o-centro-de-chir-em.html">http://casadesarto.blogspot.com/2008/04/duquesne-diffusion-o-centro-de-chir-em.html</a></p>
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		<title>Ocasião para relembrar a boa doutrina</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 14:12:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/222/ocasiao-para-relembrar-a-boa-doutrina"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=222&amp;w=80" width="80" height="127" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Leio nos blogues amigos &#8220;Tradição Católica&#8221;, &#8220;Ascendens&#8221; e &#8220;Gazeta da Restauração&#8221;, relatos sobre o miserável desempenho protagonizado por D. Carlos Azevedo numa reportagem televisiva dedicada às relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, na qual o Bispo Auxiliar de Lisboa demonstrou uma indisfarçada simpatia pelo &#8220;filhos da viúva&#8221;. Nada a admirar num notório modernista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/222/ocasiao-para-relembrar-a-boa-doutrina"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=222&amp;w=80" width="80" height="127" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><span style="color: #333333; font-family: Georgia">Leio nos blogues amigos <a href="http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/2008/04/que-nojo-que-repugnncia-que-dio.html"><font color="#5588aa">&#8220;Tradição Católica&#8221;</font></a>, <a href="http://ascendensblog.blogspot.com/2008/04/cep-e-maonaria.html"><font color="#5588aa">&#8220;Ascendens&#8221;</font></a> e <a href="http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2008/04/e-que-tal-sermos-igreja.html"><font color="#5588aa">&#8220;Gazeta da Restauração&#8221;</font></a>, relatos sobre o miserável desempenho protagonizado por D. Carlos Azevedo numa reportagem televisiva dedicada às relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria, na qual o Bispo Auxiliar de Lisboa demonstrou uma indisfarçada simpatia pelo &#8220;filhos da viúva&#8221;. Nada a admirar num notório modernista, <a href="http://casadesarto.blogspot.com/2007/07/os-bispos-portugueses-e-o-motu-proprio.html"><font color="#5588aa">bem conhecido pela sua pública antipatia para com a Missa tradicional de rito latino-gregoriano</font></a> - de facto, a qualidade de uma árvore vê-se não só pelos frutos que dá, mas também pelas simpatias e antipatias que exibe. E que D. Carlos Azevedo manifeste um mal contido apreço pelos pedreiros-livres não me causa espanto de maior: apoiante convicto do espírito do V2, entendido como ruptura com toda a tradição da Igreja, a sua postura recorda aos mais distraídos que as doutrinas pós-conciliares da &#8220;nova cristandade&#8221; laicista, da colegialidade, da falsa liberdade de religião e do ecumenismo, mais não são do que autênticos cavalos de Tróia do jacobinismo maçónico infiltrados no seio da cidade de Deus que é a Igreja.</span><span style="color: #333333; font-family: Georgia">De qualquer maneira, porque de um mal é sempre possível retirar algum bem, eis aqui uma excelente ocasião para relembrar a boa doutrina, ensinada em dois documentos fundamentais da Igreja, sobre quais devem ser as verdadeiras relações do Catolicismo com a Maçonaria: o primeiro, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/leo_xiii/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_18840420_humanum-genus_po.html"><font color="#5588aa">a Encíclica &#8220;Humanum Genus&#8221;, do grande Papa Leão XIII</font></a>; o segundo, <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19831126_declaration-masonic_po.html"><font color="#5588aa">a Declaração sobre a Maçonaria, da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, datada de 26 de Novembro de 1983, <strong><span style="font-family: Georgia">redigida pelo então Cardeal Ratzinger</span></strong>, e aprovada pelo Papa João Paulo II</font></a>.</p>
<p><a href="http://casadesarto.blogspot.com/2008/04/ocasio-para-relembrar-boa-doutrina.html">http://casadesarto.blogspot.com/2008/04/ocasio-para-relembrar-boa-doutrina.html</a><o></o></p>
<p></span></p>
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