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	<title>no-media // portugal &#187; Sociedade</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
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		<title>Três apontamentos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 22:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1018/tres-apontamentos"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1018&amp;w=80" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>

Novo Modelo de Avaliação
Espanta-me que na democracia, onde  é o povo quem manda (dizem), esta carneirada, que elegeu o governo e está em vias de se tranformar numa manada de touros bravos, não tenha pensado em inventar um modelo de avaliação dos governantes eleitos. Porque os governantes são muito menos qualificados como governantes do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1018/tres-apontamentos"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1018&amp;w=80" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><div id=":tt" class="ArwC7c ckChnd">
<div>
<div><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"><strong>Novo Modelo de Avaliação</strong></p>
<p>Espanta-me que na democracia, onde  é o povo quem manda (dizem), esta carneirada, que elegeu o governo e está em vias de se tranformar numa manada de touros bravos, não tenha pensado em inventar um modelo de avaliação dos governantes eleitos. Porque os governantes são muito menos qualificados como governantes do que os professores como professores. Pensando bem, estes pseudo governantes, sem grau de qualificação política, não têm competência nem autoridade para imporem os seus presumidos preconceitos a toda uma nação. É claro: presunção e água benta, cada um toma a que quer, mas o povo &#8220;soberano&#8221; não deve deixá-los abusar. Por isso estou plenamente ao lado dos professores, hoje os Portugueses mais dignos, contra o mais indigno dos governos.</p>
<p><strong>A validade da lei</strong></p>
<p>Para completar a mensagem anterior, lembrarei uma verdade há muito conhecida. &#8220;Uma lei promulgada tem de ter a aprovação tácita do povo a quem se destina&#8221;. Se assim não é,  é lei morta. Vejamos o caso da lei que proíbe o fumo nos espaços fechados. Alguns protestaram contra ela, mas a grande maioria da população aceitou-a e respeita-a, porque a considera necessária e útil.Um bom governante deve ter em atenção os anseios da população, e legislar em conformidade. Aqueles que obedecem a leis repulsivas são escravos, não dignos cidadãos.</p>
<p><strong>Terceiro apontamento</strong></p>
<p>Os governantes que legislam para a minoria dos previligiados, embora se digam democratas, são traidores. Se legislam para uma minoria de estrangeiros, como o BCE, são traidores nojentos. Lembrai-vos da Revolução argentina de há bem poucos anos.Visite o sítio <a href="www.noeuro.it" target="_blank">www.noeuro.it</a>.<br />
</span><span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"></span></div>
</div>
</div>
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		<title>Sabedoria milenar</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 12:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1010/sabedoria-milenar"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1010&amp;w=80" width="80" height="107" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Há talvez uns 3.000 anos, Lao Tsé no famoso livro Tao Te, a certa altura nos aconselha:
&#8220;Acabai com o estudo, e não haverá mais preocupações.
Se é difícil dirigir o povo, é porque sabe demais.
Por isso, aquele que o dirige pelo saber, é o ladrão do seu país,
e aquele que o dirige pela ignorância, a felicidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1010/sabedoria-milenar"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1010&amp;w=80" width="80" height="107" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Há talvez uns 3.000 anos, Lao Tsé no famoso livro Tao Te, a certa altura nos aconselha:</p>
<p>&#8220;Acabai com o estudo, e não haverá mais preocupações.<br />
Se é difícil dirigir o povo, é porque sabe demais.<br />
Por isso, aquele que o dirige pelo saber, é o ladrão do seu país,<br />
e aquele que o dirige pela ignorância, a felicidade do povo.&#8221;</p>
<p>Tantos são os exemplos que a história nos apresenta que se torna até monótono repetir passagens que mostram a sabedoria do grande Lao.<br />
Parece que ele nos quis dizer que a ignorância pressupõe uma vida simples, profundo contacto e respeito pela natureza, e que a sabedoria acaba por colocar os homens em confronto, ou em total desrespeito e desprezo para com o próximo.</p>
<p>Estamos a assistir a um monstruoso desastre económico de dimensões planetárias e isso, sem dúvida, que se deve aos «espertos» que durante anos procuraram tirar vantagem dos mais incautos.</p>
<p>&#8220;Quanto mais meios para ganhar, tanto mais confusão nos Estados e suas famílias.<br />
Quanto mais inventivos e espertos os homens, mais coisas astutas aparecem.<br />
Quanto mais leis e decretos, tanto mais bandidos e ladrões.&#8221;</p>
<p>Vemos também a profusão de horrendos actos de terrorismo, dizimando indiscriminadamente civis, políticos e militares, alguns com pretensa desculpa de serem contra os governos estabelecidos (bem ou mal) outros por puro ódio, e sobretudo pelo alastrar de filosofias fundamentalistas/extremistas, que se considerava deveriam estar extintas no século XXI, e parece que cada vez estão mais activas. Outros ainda com a argumentação de não tendo fontes de rendimento se permitem assaltar, extorquir, matar.</p>
<p>Mais adiante diz-nos ainda:</p>
<p>&#8220;O povo sofre quando é explorado pelos chefes&#8221;</p>
<p>E, não se lembrou Lao Tse, de ter deixado escrito que a felicidade do povo não está certamente em viver na ignorância e ver os governantes, familiares e apaniguados, a encherem os bolsos roubando o que lhe pertence, a ele, povo simples.</p>
<p>Não previu ainda o grande mestre chinês de nos transmitir que o governante não pode ficar quieto quando um vizinho, primário, ainda mais primário se possível, lhe dá uma chapada nas ventas, lhe rouba os negócios que com sacrifício do seu país investiu na vizinhança, e sobretudo quando o mesmo vizinho o esbofeteia também na outra face!<br />
Pior ainda: quando um outro vizinho repete a brincadeira, também em duplicado, ao ver a covardia do dirigente do maior país da América do Sul.</p>
<p>Vergonha é o que sentem os brasileiros que pensam. Parece que são poucos. Os outros, a ignorância generalizada, continua a achar que ser (des)governado por um ignorante é que traz felicidade!</p>
<p>E assim vai o mundo.</p>
<p>In <a href="http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/" target="_blank"><em>A Bem da Nação</em></a>, Rio de Janeiro, 28 de Novembro de 2008</p>
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		<title>Outro nazi</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 18:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Leio na Lusa que o escritor José Saramago parafraseou hoje Hitler para definir o que são os direitos humanos actualmente, definindo-os como &#8220;papel molhado&#8221;. &#8221;Em todo o Mundo os direitos humanos não contam nada. São, como dizia o Hitler que tem frases interessantes, papel molhado&#8221;, disse o escritor e prémio Nobel da Literatura à agência Lusa à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio na Lusa que o escritor José Saramago parafraseou hoje Hitler para definir o que são os direitos humanos actualmente, definindo-os como &#8220;papel molhado&#8221;. &#8221;Em todo o Mundo os direitos humanos não contam nada. São, como dizia o Hitler que tem frases interessantes, papel molhado&#8221;<span id="more-964"></span>, disse o escritor e prémio Nobel da Literatura à agência Lusa à margem de um encontro comemorativo do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem pelas Nações Unidas, realizado em Lisboa. Pronto! Outro nazi. Com que então o Adolfo até tinha frases interessantes e tudo, camarada? Sai queixa-crime se faz favor&#8230;</p>
<p>In <a href="http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/" target="_blank"><em>Tomar Partido</em></a>, 15 de Novembro de 2008</p>
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		<title>O luzinhas e as iluminações</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2008 16:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Continente]]></category>

		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/953/o-luzinhas-e-as-iluminacoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/luzes.aqbn0w5gsogsgo84oo0wg4kw4.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="106" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Quando eu era miúdo, havia na Baixa um tontinho a quem chamavam o Luzinhas. Durante 11 meses do ano, o Luzinhas era um tontinho discreto. Em Dezembro, o Luzinhas justificava a sua alcunha, porque ficava completamente sob o efeito das iluminações de Natal. O rapaz - teria os seus vinte e poucos anos - passava então os dias a pasmar, como que em transe, para as decorações luminosas que enfeitavam toda a Baixa.</p>
<p>Podia fazer um frio de rachar calhaus, uma ventania de fim do mundo e do céu desabarem milhares de litros de água, que o Luzinhas não arredava pé do meio do passeio, o olhar parado fixo nas figuras alusivas feitas de lâmpadas. Às vezes, lá vinha um lojista puxá-lo para o abrigo de um toldo, mas era como se ele nem sentisse a tormenta. Só tinha mesmo olhos para as luzes.</p>
<p>Quando calhava alguém parar a seu lado a apreciar as iluminações, era como se o Luzinhas tivesse encontrado uma alma gémea. Tocava levemente no ombro da pessoa, levantava o braço, apontava para o ar e balbuciava: &#8220;O anjinho&#8230;&#8221; , &#8220;O presépio&#8230;&#8221;, &#8220;O Menino Jesus&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se acontecia alguém dar-lhe corda e tentar puxar- -lhe pela língua, aproveitava para fazer sempre o mesmo pedido: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; Porque o Luzinhas não pedia dinheiro nem cigarros, não era um mendigo. Pedia, só e sempre, &#8220;um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221;.</p>
<p>Se alguém lhe propunha um lanche diferente, um<em> Sumol</em> e um queque, por exemplo, hesitava alguns segundos, depois dizia lentamente que não com a cabeça e repetia: &#8220;Um galão e um bolo de arroz&#8230;&#8221; E toca de ir para a pastelaria, satisfazer o pequeno desejo do contemplador das iluminações natalícias. Que, segundo testemunhas, só já tarde da noite, com a Baixa quase completamente vazia e adormecida, abandonava a sua contemplação e ia para casa.</p>
<p>O Luzinhas era um tontinho inofensivo e &#8220;poético&#8221;, daqueles que uma certa literatura piegas e um certo jornalismo ronceiro, hoje desaparecidos, gostavam muito de mungir para puxarem a lágrima fácil ao leitor. E veio-me à cabeça não por sentimentalismo de calendário ou por nostalgia pronta-a-sentir, mas porque agora as iluminações de Natal em Lisboa são acendidas cada vez mais cedo e são cada vez mais abundantes, por causa dos grandes centros comerciais, mas perderam quase por completo os motivos decorativos próprios da quadra. Tornaram-se friamente &#8220;laicas&#8221; e neutras.</p>
<p>Sobretudo as iluminações camarárias, onde já não se vêem presépios, anjos a tocar trombeta, estrelas de Belém, o Menino Jesus nas palhinhas ou os Reis Magos, mas sim figuras estilizadas e motivos abstractos, sem qualquer relação directa ou associação com a festa que se vive.</p>
<p>Isto não tem nada a ver com o ser-se religioso ou não, ou com o ainda ter ilusões sobre uma quadra que há muito se tornou num pretexto para o consumismo galopante. Tem, isso sim, a ver com tradições antigas, simpáticas e pertinentes, que se vão perdendo sem que ninguém faça nada para as recordar e manter.</p>
<p>Se o Luzinhas fosse vivo hoje, coitado, andava aflito a olhar para as iluminações de Natal, à procura de uma personagem, de uma imagem familiar em que pudesse fixar os olhos.</p>
<p>In <strong><em>Diário de Notícia</em><em>s</em></strong>, 15 de Novembro de 2008</p>
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		<title>A cabeça do peixe</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 07:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Um regime político que favorece &#8212; ou até fomenta &#8211;o individualismo egocentrista (a tal &#8220;liberdade&#8221;) não governa uma Nação, mas indivíduos. O território passa a ser, como dizia Eça de Queiroz, um &#8220;sítio&#8221;, onde se vive ou vegeta, e donde se foge muitas vezes. Uma tal pseudo-nação não tem futuro. O facto de alguns, ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um regime político que favorece &#8212; ou até fomenta &#8211;o individualismo egocentrista (a tal &#8220;liberdade&#8221;) não governa uma Nação, mas indivíduos. O território passa a ser, como dizia Eça de Queiroz, um &#8220;sítio&#8221;, onde se vive ou vegeta, e donde se foge muitas vezes. <span id="more-932"></span>Uma tal pseudo-nação não tem futuro. O facto de alguns, ou muitos, poderem ser excepcionais pelo seu talento e pela sua produtividade útil, não faz uma nação.Porque ao lado deles há a multidão dos menos favorecidos, que quando  muito, julgam ver progresso nacional nas obras desses poucos. Mas a riqueza de uns poucos não é a riqueza nacional. A injustiça e o mal-estar social acaba sempre por aparecer, e com eles os &#8220;terroristas&#8221;, os revoltados, os &#8220;comunistas&#8221;, etc. E a Nação desaparece, o patriotismo desaparece, o egoísmo predomiona, e só há duas vias de escape: a Revolução ou uma Fuga ilusória. Esse regime político é a &#8220;Democracia&#8221;. Não liberta, aprisiona; não une, separa; não faz gente feliz, mas gente revoltada. E quando se atribuem os males da comunidade ao Povo, esse inocente, comete-se um erro de julgamento.O mal está em cima, na cabeça dos supostos doutores bem pensantes. É pela cabeça que o peixe apodrece.</p>
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		<title>O homem providencial</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 20:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/894/o-homem-providencial"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/homemprovidencial.co5wzbl4ea044wwog8ogscskk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="104" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Há povos para os quais não se coloca a ideia da superação do &#8220;isto funciona assim, logo assim continuaremos, sejamos poderosos ou fracos&#8221;. Que eu saiba, nenhum britânico viu em Churchil um líder providencial, mas um chefe que as circunstâncias impuseram quando se tratou de prometer aos ilhéus da Albion apenas &#8220;sangue, suor e lágrimas&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/894/o-homem-providencial"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/homemprovidencial.co5wzbl4ea044wwog8ogscskk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="104" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Há povos para os quais não se coloca a ideia da superação do &#8220;isto funciona assim, logo assim continuaremos, sejamos poderosos ou fracos&#8221;. Que eu saiba, nenhum britânico viu em Churchil um líder providencial, mas um chefe que as circunstâncias impuseram quando se tratou de prometer aos ilhéus da Albion apenas &#8220;sangue, suor e lágrimas&#8221;. Também dinamarqueses, holandeses ou belgas jamais os pediram, se bem no decurso da última guerra aparecessem candidatos que, afinal, não eram homens providenciais mas traidores ao serviço de uma potência que deles fez pau-de-toda-a-obra, para logo os enganar e recusar-lhes o poder que esperavam da aliança com os atacantes e ocupantes dos seus países.</p>
<p>A espera pelo &#8220;homem que nos vai salvar&#8221; é uma característica dos povos meridionais, mas também do Centro e Leste da Europa, por suposto enxerto do messianismo semita que ali criou raízes profundas. Encontramo-la, também, como elemento marcante da escatologia política indo-asiática. Já me tinha ocorrido o paralelismo nas obras do clássico Georges Dumézil, mas um estudo mais aturado da até então desconhecida vasta bibliografia requerida aos estudos do Sudeste-Asiático, permitiu-me ver a questão sob um outro prisma. Temos, assim, o elemento semita veículado pelo cristianismo, de um líder de faculdades superiores de direcção que se revela em momentos de perigo, ao qual se justapõe o elemento &#8220;indo-ariano&#8221; de um homem dotado de poderes excepcionais que vem à terra travar um combate sem trégua e sem compromisso entre o Bem e o Mal. Não compreender estas linhas genéticas e com elas fazer caricatura superificial da adesão emocional entre um povo e um homem em momentos de pânico, aceitando a mais estreita cartilha do freudismo datado, torna o problema do &#8220;messianismo político&#8221; inabordável e pasto da simples opinião.</p>
<p>Ora, o messianismo semita padece de ponto de aplicação. É uma espera adiada, pois que vai recusando um a um os candidatos, pouco eloquentes e padecendo de fraquezas humanas que os tornam imprestáveis. Os judeus nunca aceitaram o Messias, qualquer que fosse, pelo que a liderança messiânica ali nunca vingou. Se encontramos na Europa povo que reune maior número de características deste messianismo, este será, absolutamente, o português. O &#8220;sebastianismo&#8221; é um permanente fracasso político, pois os D. Sebastião que se foram sucedendo mostraram-se pouco fieis ao cânone; logo, recusados. Olhando para os últimos duzentos anos, candidatos muitos houve, indivíduos como ideias: o pombalismo, a república, Sidónio, a Seara, Homem Cristo Filho, Rolão Preto, o Homem Novo do pêcêpismo a cavalo no neo-realismo, a Revolução dos Cravos, a &#8220;Europa&#8221; (&#8230;). Este messianismo acomoda-se na espera e é sintoma evidente da ausência de bom senso, medo de um projecto colectivo, incapacidade para reunir forças, endémica suspeição ou inveja pelos homens de qualidade que surgem para, logo, sobre eles cair uma chuva de facadas. Houvi há horas a comunicação que o primeiro-ministro da Islândia fez aos seus concidadãos. Mostrou-se forte, convencido que o mal passará e que todos devem pagar a crise que todos semearam. Em Portugal, seria de imediato constituído responsável pelo descalabro. A diferença está aqui. Enquanto nos mantivermos - homens e mulheres de esquerda ou de direita - crispados de suspeição, incapazes de dar o benefício e insusceptíveis de um projecto colectivo, estamos condenados ao ranger de dentes, aos ataques figadais e a esse odiozinho mesquinho que nos come por dentro.</p>
<p>In <a href="http://www.combustoes.blogspot.com/" target="_blank"><em>Combustões</em></a>, 25 de Outubro de 2008</p>
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		<title>I ENCONTRO DE BLOGUES NACIONALISTAS</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 21:09:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Curtas]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma ideia Alma Pátria: uma oportunidade para trocar conhecimentos e experiências.
Também uma ocasião de convívio, a realizar na região de Cantanhede dia 29 de Novembro.
Digam de vossa justiça, contactando para o Alma Pátria ou vitorramalho1@gmail.com
Há leitão e vinho da Bairrada.
Blogues que já divulgaram
ÁREA NACIONAL
ALTERNATIVA SOCIAL
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Uma ideia <a href="http://almapatria-patriaalma.blogspot.com/"><span style="color: #de7008;">Alma Pátria</span></a>: uma oportunidade para trocar conhecimentos e experiências.<br />
Também uma ocasião de convívio, a realizar na região de Cantanhede dia 29 de Novembro.<br />
Digam de vossa justiça, contactando para o <a href="http://almapatria-patriaalma.blogspot.com/"><span style="color: #de7008;">Alma Pátria</span></a> ou <a href="mailto:vitorramalho1@gmail.com"><span style="color: #de7008;">vitorramalho1@gmail.com</span></a></div>
<div>Há leitão e vinho da Bairrada.</p>
<p>Blogues que já divulgaram</p>
<p><em><a class="link" href="http://fascismoemrede.blogspot.com/" target="_new"><span style="color: #996699;">ÁREA NACIONAL</span></a><br />
<a class="link" href="http://alternativa-social.blogspot.com/2008/10/encontro-de-blogs-nacionalistas.html" target="_new"><span style="color: #996699;">ALTERNATIVA SOCIAL</span></a></em></div>
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		<title>Sindicato em guerra aberta aos professores</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 21:05:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comunicados]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Manifestação]]></category>

		<category><![CDATA[Professores]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/846/sindicato-em-guerra-aberta-aos-professores"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/manifestaca_profesores_15_de_novembro.3bnon29zkqckcwccoo40ok080.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="104" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A história pode resumir-se assim: um grupo de professores anunciou uma manifestação no dia 15 de Novembro de 2008 para continuar a reivindicar por alterações no sistema de ensino. Uma dessas reivindicações é a &#8220;recusa da divisão gratuita e injusta dos professores&#8221;. Acontece que os sindicatos comunistas não admitem que haja alguém a mover-se fora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/846/sindicato-em-guerra-aberta-aos-professores"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/manifestaca_profesores_15_de_novembro.3bnon29zkqckcwccoo40ok080.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="104" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>A história pode resumir-se assim: um grupo de professores anunciou uma manifestação no dia <a href="http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/"><span style="font-weight: bold;"><span style="color: #999999;">15 de Novembro de 2008</span></span></a> para continuar a reivindicar por alterações no sistema de ensino. Uma dessas reivindicações é a &#8220;recusa da divisão gratuita e injusta dos professores&#8221;. Acontece que os sindicatos comunistas não admitem que haja alguém a mover-se fora do seu controle, independentemente da legitimidade das reivindicações. Assim, após terem conhecimento dessa manifestação, os sindicatos trataram de anunciar uma outra, uma semana antes. Trata-se, precisamente, de promover a divisão gratuita e injusta dos professores. Uma boa oportunidade para os professores se libertarem do jugo dos sindicatos, controleiros que apenas defendem os seus próprios interesses, como ficou bem patente nesta manobra suja e típica dos comunistas.</p>
<p><a href="http://terraportuguesa.blogspot.com/2008/10/sindicato-em-guerra-aberta-aos.html">http://terraportuguesa.blogspot.com/2008/10/sindicato-em-guerra-aberta-aos.html</a></p>
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		<title>Quando o crime compensa</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 14:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/844/quando-o-crime-compensa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/basta_criminalidade_2.cmj9qt3hipkwg8kss0w4wgo8s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="65" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Uma onda de assaltos varreu ontem a cidade de Coimbra, confirma-se aquilo que temos vinda a alertar. Para além da criminalidade que cresce em todas as nossas cidades é natural que os criminosos dos grandes centro populacionais apertados pelo cerco mediático da policia comecem as expandir o “lucrativo negocio” pelo país, uma vez que ai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/844/quando-o-crime-compensa"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/basta_criminalidade_2.cmj9qt3hipkwg8kss0w4wgo8s.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="65" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Uma onda de assaltos varreu ontem a cidade de Coimbra, confirma-se aquilo que temos vinda a alertar. Para além da criminalidade que cresce em todas as nossas cidades é natural que os criminosos dos grandes centro populacionais apertados pelo cerco mediático da policia comecem as expandir o “lucrativo negocio” pelo país, uma vez que ai a sua acção está facilitada pelo fraco policiamento e pelo factor surpresa.<br />
Num outro dia quando na mesma noite foram também assaltadas várias lojas e habitações na cidade, soubemos que a PSP nesse dia contava apenas com seis operacionais na rua. Os meios de segurança estão concentrados em Lisboa e Porto, porque os votos ai são maiores e porque a comunicação social também ai é em maior número.<br />
Coimbra é hoje uma cidade muito pouco segura, por culpa da desertificação da baixa, por falta de efectivos na polícia, mas sobretudo porque após detidos os criminosos são imediatamente postos em liberdade.<br />
Ontem mais uma vez a má sorte veio bater à porta de alguém que não sendo nacionalista <a class="link" href="http://questoesnacionais.blogspot.com/2008/10/uma-remoo-duvidosa.html" target="_new"><span style="color: #996699;">soube dar-nos razão e estar do nosso lado quando foi preciso</span></a>. Fica <a class="link" href="http://questoesnacionais.blogspot.com/2008/10/carta-aberta-ao-presidente-da-cmara.html" target="_new"><span style="color: #996699;">aqui</span></a> a sua carta aberta ao Presidente da Câmara de Coimbra e a minha solidariedade.</p>
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		<title>Mais sete breves notas: agora sobre o nacionalismo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 22:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/823/mais-sete-breves-notas-agora-sobre-o-nacionalismo"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/mil1.ggs6sh3yxncc4wwkssc8wg48.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="113" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Para a Ariana

1. Em Portugal, o “nacionalismo” é dos conceitos mais estigmatizados pelo PC (Politicamente Correcto).
2. Isto, obviamente, para uso doméstico, porque para fora as coisas tendem a inverter-se. Historicamente, sempre se valorizaram os “nacionalismo africanos”, na sua luta pela independência, o “nacionalismo timorense”, antes e depois da descolonização, e, actualmente, o PC não esconde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/823/mais-sete-breves-notas-agora-sobre-o-nacionalismo"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/mil1.ggs6sh3yxncc4wwkssc8wg48.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="113" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p><em>Para a Ariana<br />
</em><br />
1. Em Portugal, o “nacionalismo” é dos conceitos mais estigmatizados pelo PC (Politicamente Correcto).</p>
<p>2. Isto, obviamente, para uso doméstico, porque para fora as coisas tendem a inverter-se. Historicamente, sempre se valorizaram os “nacionalismo africanos”, na sua luta pela independência, o “nacionalismo timorense”, antes e depois da descolonização, e, actualmente, o PC não esconde a sua simpatia pelos nacionalismos hispânicos: catalão e basco, sobretudo (o galego é demasiado suspeito de lusofilia…).</p>
<p>3. Na sua luta contra a anexação indonésia, por exemplo, Xanana Gusmão era apresentado, nos media, como o “líder dos nacionalistas timorenses”. Pelos mesmos media, tenho ouvido e lido que o “líder dos nacionalistas portugueses” é o Mário Machado…</p>
<p>4. Outro exemplo curioso: quando o Fidel Castro diz (dizia) “Pátria ou Morte!”, o PC acha(va) bem. Mas as mesmas palavras noutra boca…</p>
<p>5. Como sou instintivamente anti-PC, seria levado a assumir-se como nacionalista por isso, mas a verdade é que nem por isso me assumo. Seria uma razão demasiado curta…</p>
<p>6. A meu ver, só faz sentido ser-se “nacionalista” quando a nação está ainda por se concretizar – nomeadamente, enquanto Estado. Nessa medida, decerto, se fosse da Catalunha, seria nacionalista catalão, se fosse do País Basco, seria nacionalista basco (ainda que não necessariamente terrorista…), se fosse da Galiza, seria nacionalista galego, defendendo ou não a (re)união com Portugal (ponto a desenvolver).</p>
<p>7. Em Portugal, contudo, por ser uma nação (quase) perfeita – no plano do Estado, território, população, etc. –, a questão não se põe, de todo, com a mesma pertinência. Portugal, como aqui tenho defendido, só faz (mais) sentido dentro do espaço lusófono e, nessa medida, é sobretudo a essa luz que deve ser (re)pensado. Ora, a essa luz, sob esse enfoque, ser-se nacionalista é demasiado pouco, demasiado curto… A meu ver, importa pois ser “não nacionalista” por excesso. Importa ser, como já aqui em tempos me assumi (em boa companhia, de resto) minho-timorense…</p>
<p>In <a href="http://novaaguia.blogspot.com" target="_blank"><em>Nova Águia</em></a>, 12 de Outubro de 2008</p>
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