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	<title>no-media // portugal &#187; Sociedade</title>
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		<title>Desgraça americana?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 19:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Recortes de imprensa]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1374/desgraca-americana" title="Desgraça americana?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1374&amp;w=80" width="80" height="52" alt="Desgraça americana?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Ao observador atento não passa despercebido que os Estados Unidos se preparam para a possibilidade de novas guerras a nível externo e interno. Caso tal aconteça, e tudo assim o indica, não vai ser uma nova Guerra Civil entre uma União de Estados do Norte e uma Confederação de Estados do Sul. Vai ser algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1374/desgraca-americana" title="Desgraça americana?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1374&amp;w=80" width="80" height="52" alt="Desgraça americana?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Ao observador atento não passa despercebido que os Estados Unidos se preparam para a possibilidade de novas guerras a nível externo e interno.</p>
<p>Caso tal aconteça, e tudo assim o indica, não vai ser uma nova Guerra Civil entre uma União de Estados do Norte e uma Confederação de Estados do Sul. Vai ser algo muito diferente.</p>
<p>Os Governos distanciaram-se de tal modo das populações, cujos interesses deviam defender, que o divórcio parece inevitável e violento!</p>
<p>Antigamente, escolhiam-se os melhores e mais aptos para governar e confiava-se na democracia. Hoje, perdeu-se a confiança tanto nos indivíduos e nos partidos, como no sistema em si. Mas nada se faz para mudar esta situação.</p>
<p>Os norte-americanos não se dedicam a revoluções! Até na altura da sua Declaração de Independência, pouco apoio interno tiveram. Sendo, em grande parte, descendentes de “desenraizados”, que deixaram as suas terras de origem em busca de algo melhor, são uma espécie de “fugitivos de guerras não assumidas”. Não podendo melhorar as suas pátrias ancestrais, desistiram da defesa dos seus habitantes naturais, transformando-se em eternos peregrinos, em busca de mais e de melhor. Muitos perderam a sua ligação cultural; outros, porém, tentam cultivá-la e retransmiti-la aos seus filhos.</p>
<p>Quem os governa soube aproveitar o “caldeirão” de diferentes origens, injectando um patriotismo artificial, balofo, criado de cima para baixo, que não passa de uma frágil casca de ovo, que liberta monstros egocêntricos quando se quebra.</p>
<p>Colocar milhões de bandeiras idênticas numa aglomeração de estados, sem lhes ensinar o respeito, não passa de um acto publicitário de baixo nível. Quando se permite que um grande nadador olímpico, merecedor de todas as medalhas de ouro que recebeu, se apresente no pódio, usando a bandeira nacional como calção de banho, fica demonstrado que há algo de muito errado!</p>
<p>Sem respeito, não há identidade e sem identidade não há pátria!</p>
<p>Então para que serve toda esta “palhaçada” em que transformaram o saudável patriotismo americano?</p>
<p>Vive-se uma espécie de Carnaval permanente, onde já não se sabe o que é realidade ou apenas ficção!</p>
<p>Não sabendo mudar o que acha inaceitável, distanciou-se grande parte da população americana do sistema de governação, ao ponto de se desligar, não apenas emocionalmente, mas também na prática diária, da classe política, que, abertamente, considera sua inimiga.</p>
<p>Cerca de metade de todos os eleitores americanos inscritos nunca votaram para actos eleitorais.</p>
<p>Mais de metade dos congressistas americanos não possuem passaporte, nem nunca viajaram para o estrangeiro. Também não conseguem identificar os nomes dos 50 estados que representam, mas consideram-se aptos a definir políticas planetárias.</p>
<p>O americano, genericamente falando, é bem intencionado e vive, como uma criança ingénua, na sua bola de sabão azul, branco e vermelha, cheio de boas intenções.</p>
<p>Não sabe dos males mundialmente praticados em seu nome, por sistemática omissão no ensino.</p>
<p>Descendente, também em boa parte, de grupos auto-exilados por perseguições religiosas, considera-se um protector da fé, não se apercebendo que os lugares de chefia de muitas das suas igrejas já foram usurpados por gente sem escrúpulos, que os exploram e manipulam.</p>
<p>Na prática, a religião tornou-se, para muitos, num fanatismo baseado em superstições.</p>
<p>O materialismo venceu o espiritualismo!</p>
<p>Deus foi substituído pelo dollar!</p>
<p>Não é pois de admirar que muitas igrejas norte-americanas sejam vistas, pelas Agências de Defesa do estado, como “potenciais ninhos de terrorismo”.</p>
<p>O caso WACO (Texas), da Igreja Davidiana, foi um forte aviso em relação ao que em breve nos espera. Em 1993 desentenderam-se as autoridades com os seguidores de uma das muitas auto-proclamadas igrejas americanas. Uma tentativa de busca domiciliária foi recebida com armas de fogo. Houve mortes a lamentar, de ambas as partes duma contenda totalmente desnecessária. Os funcionários públicos julgaram-se no direito de intervir, a qualquer custo, e os seguidores de um culto julgaram-se com o direito de autodefesa contra tal intromissão. Infelizmente, não surgiu quem conseguisse pacificar ambas as partes. Pior do que isso: a prepotência juntou-se à raiva e seguiu-se um cerco de 51 dias, que acabou da pior maneira possível. Por ordem superior, Forças da Ordem utilizaram tanques equipados com lança-chamas e os edifícios arderam, com todos no seu interior. Morreram perto de 80 pessoas, muitas delas crianças e algumas mulheres grávidas.</p>
<p>Hollywood, sempre pronta a distorcer a verdade, tentou dar a interpretação de que estes fanáticos religiosos se teriam suicidado e provocado o incêndio ao qual as Forças da Ordem apenas assistiram, sem contudo intervir.</p>
<p>Os factos reais, porém, foram outros, e para grande parte da população americana os seguidores da Igreja Davidiana (de cuja existência poucos sabiam), tornaram-se mártires dos direitos individuais.</p>
<p>“Remember WACO!” é uma frase de aviso tão enraizada na geração americana actual, que os defensores do direito à autodefesa se levantam para prestar homenagem aos que caíram nesta “guerra entre o individualismo e a prepotência do Estado”. As Forças da Ordem utilizam a mesma frase, mas no sentido inverso, para fazer medo aos individualistas e avisá-los do que lhes pode acontecer.</p>
<p>Muitos americanos, opositores individuais do regime instalado, até mencionam como sequência simbólica da prepotência e mentira estatal: “WACO / OKLAHOMA BOMBING / 9-11 “.</p>
<p>Estes três termos, encontram-se gravados em muitas almas e nem as tentativas da indústria cinematográfica em dar outra versão dos acontecimentos lhes tira a convicção de que terão de se preparar para enfrentar o “Gigante Demolidor da Liberdade“, como eles o entendem.</p>
<p>Para muitos americanos, a Constituição é a sua Bíblia Política. Nunca a leram, mas sabem que “My home is my castle (a minha casa é o meu castelo)” e que possuem “The Right to bear Arms (o direito de estar armado)”.</p>
<p>Tirar-lhes o direito à autodefesa é carregar num botão muito sensível, de consequências inimagináveis.</p>
<p>Para o comum dos europeus, arrepia a ideia do linchamento público de um ladrão de cavalos. Aos americanos não! Muitos até o aplaudem. O cavalo foi o seu principal meio de transporte durante séculos. O “cowboy”, que para um europeu não passa dum vaqueiro montado, personifica, nos Estados Unidos, uma figura glorificada, comparável ao cavaleiro medieval, com armadura e lança em riste.</p>
<p>Apenas nos Estados Unidos se coleccionam os diferentes modelos de arame farpado, símbolo do avanço da “civilização organizada” sobre um “Wild West“, por muitos visto como um caos de liberdade sem leis!</p>
<p>Na Europa também houve tempos em que se previa a autodefesa. No reinado de D. Sebastião, obrigava-se cada cidadão livre a possuir mosquete de mecha, devidamente apetrechado, e a mostrar, uma vez por ano, ser destro no seu manejo. Porém apenas podia ser utilizado “em Defesa da Pátria e da Fé”. Hoje, delegou-se na Europa a defesa do estado às Forças Armadas e a defesa pública a forças da ordem para este fim criadas.</p>
<p>Nos Estados Unidos também existem estas forças, mas grande parte da população não confia nelas, preferindo assim manter-se quieta, mas equipada para uma eventual necessidade de autodefesa.</p>
<p>O Estado mostra cada vez mais sinais de medo da sua própria população e prepara-se para um eventual confronto. As escutas telefónicas, as investigações bancárias e outras demonstram, desde longa data, que não é apenas o ladrão que as Forças da Ordem perseguem, mas qualquer indivíduo rotulado de “potencialmente ‘criminoso’ contra a vontade do Estado”.</p>
<p>Neste contexto, classificam-se todos os defensores dos direitos individuais, da constituição, do direito de autodefesa ou de sinais de patriotismo, como “inimigo potencial”.</p>
<p>Obviamente, também a origem étnica é tida em conta. Na 2ª Guerra Mundial, os americanos levantaram, nos Estados Unidos, muitos Campos de Concentração (na altura chamados Campos de Internamento), para japoneses, alemães, austríacos e seus familiares. Muitos internados morreram aí.</p>
<p>Prepararam-se, agora, estas antigas instalações, há muito abandonadas, para receberem, de novo, grandes quantidades de internados. Desta vez, parece que serão os potenciais opositores ao regime que serão presos.</p>
<p>Isto está em contradição total com a ideia da democracia e das liberdades individuais, tão caras à forma de ser americana. Mas, ao que parece, estes idealismos irão ruir no dia em que a constituição for posta na gaveta. Para isto, basta um novo ataque provocado debaixo de falsa bandeira, apenas para legitimar a anulação da constituição.</p>
<p>Não são apenas os antigos Campos de Internamento, nos desertos americanos, que estão a ser reaproveitados. Também, muitas instalações militares, fora de uso, estão a ser adaptadas para prender grande quantidade de pessoas. Construíram-se até vagões de comboio especiais para transportar presos acorrentados, sentados em longos bancos de alumínio, em dois pisos, todos presos a tubagens. O nome que deram aos novos Campos de Concentração é MDC (Military Detention Center), encontrando-se todos debaixo de alçada e jurisdição militar.</p>
<p>Ao que parece, a governação será feita pela FEMA (Federal Emergency Management Agency), que não deixou boa memória pela sua actuação na catástrofe de New Orleans.</p>
<p>Não se sabe hoje por quem, ou quando, será despoletada esta situação de emergência, que pode levar a máquina do estado a prender grande parte da sua população. Que tanto o Governo como as suas agências se preparam para isto parece ser, cada vez mais, verdade, assim como o armar-se de parte da população, que, em total desespero de causa, se vê empurrada para esta situação.</p>
<p>Parece pois que WACO se pode repetir, mas numa dimensão apocalíptica!</p>
<p>Durante a governação Clinton, pretenderam os democratas diminuir as facilidades de acesso a armas, pensando assim diminuir os crimes. Resolveram então que a venda de armas a civis seria sujeita a regras; impôs-se um prazo entre a aquisição e a entrega da arma e o registo de posse foi sujeito a aprovação policial. Visto que cada lei tem alguns meses até entrar em vigor, aconteceu uma corrida à aquisição de armas sem registo, como nunca houve até então. Os armeiros americanos esvaziaram os seus stocks em poucos dias. Do Canadá e do México, enviou-se tudo o que disparava. Vendeu-se tudo. Da Grã-Bretanha, da Bélgica, da República Checa, da Eslovénia e do Brasil, enviaram-se aviões fretados para levar armas para os Estados Unidos e venderam-se todas.</p>
<p>O Governo Clinton (então com 280 milhões de habitantes nos Estados Unidos) estimou que o número de armas modernas em mãos de civis era de cerca de 350 milhões! Nestas contagens não se incluíram as de pequeno calibre nem as de cano liso.</p>
<p>Agora, após o 9-11, estimou-se de novo, o número de armas em mãos de civis norte-americanos. É importante frisar que não se incluem as armas das Forças Armadas ou Policiais, nem as das Agências ou forças para-militares e muito menos ainda as armas em mãos de mafiosos ou criminosos de delitos comuns. Desta vez, porém, incluíram as armas de pequeno calibre e as de canos lisos. O número a que chegaram é verdadeiramente assustador. Hoje existem cerca de 300 milhões de habitantes nos Estados Unidos com uma posse particular de cerca de 600 milhões de armas, ou seja, duas por habitante!</p>
<p>Há centenas de feiras de armas nos Estados Unidos, que se realizam com grande frequência. Estas estão sujeitas às legislações dos respectivos estados, que variam muito. Basta, por exemplo, andar mais alguns quilómetros e parar num parque de estacionamento de um estado vizinho, para se transaccionar, legalmente, directamente do porta-bagagem, os mais sofisticados modelos, com a quantidade de munição que se quiser.</p>
<p>É voz corrente entre os membros da maior associação desportiva de armas nos Estados Unidos (que tem quatro milhões de membros inscritos), que cada pessoa deve ter, pelo menos, dez mil balas, de cada calibre das suas armas.</p>
<p>Nas feiras de armas americanas vêem-se grandes camiões, em fileiras, para descarregar quantidades enormes de munições, porque o “livre mercado” assim o exige.</p>
<p>Durante as últimas duas décadas, as fábricas americanas de munições transferiram as suas instalações para a Ásia, em busca de mão-de-obra mais barata. É o lucro que os rege, não o patriotismo! Entretanto o “livre mercado” teve como consequência a abertura das portas aduaneiras americanas à importação de munição chinesa. Assim, estamos perante a situação, de as fábricas americanas falirem, sendo substituídas por chinesas. Tanto as forças policiais como os civis americanos utilizam hoje, maioritariamente, munições vindas da China. Mas isto parece não preocupar ninguém.</p>
<p>Uma das grandes molas reais da economia americana é o medo!</p>
<p>Causa-se medo e apresenta-se o produto para se proteger do eventual perigo!</p>
<p>Isto tanto se verifica com a introdução de medicamentos, supostamente seguros e eficazes, como na encomenda de armas sofisticadas. Um bom exemplo: os submarinos nucleares, hoje obsoletos, por serem facilmente detectáveis do espaço, por causa da linha de água quente que os motores de arrefecimento do reactor expulsam.</p>
<p>Nos anos 50 e 60 viveu-se o medo da Guerra Nuclear, surgindo indústrias americanas para construir abrigos particulares, comidas enlatadas e uma grande variedade de produtos eventualmente necessários para uma luta pela sobrevivência. Estes bunkers particulares ainda existem. Servem hoje de esconderijos para as grandes quantidades de munições que se guardam, para qualquer eventualidade.</p>
<p>Anda muito na moda fazer cursos de treino de sobrevivência em caso de “General Civil Uprising” (levantamentos populares), muito divulgados em jogos de vídeo.</p>
<p>Para se distanciar o mais possível da sistemática perseguição estatal, surgiu uma atitude, que, nesta dimensão, apenas se conhece nos Estados Unidos: “To become a non-citizen” (passar a ser um “não-cidadão”). Quando apenas dezenas de milhares sabiam disto, resolveu uma cadeia de televisão fazer um programa sobre esta temática, que, à primeira vista, parecia absurda. Deixaram legisladores e representantes das Forças da Ordem falar acerca do que estava a acontecer, mas também mostraram simples cidadãos, que, com alegria, rasgavam o seu cartão de segurança social (equivale nos EUA ao bilhete de identidade) e que iam viver para as montanhas. O programa teve consequências gravíssimas, porque um crescente número de espectadores se identificou a tal ponto com estes “desertores da civilização”, que acabaram por fazer o mesmo.</p>
<p>Agora são milhões, que vivem nos Estados Unidos afastados de tudo e de todos, sem cartões de identidade, sem impostos e com nomes inventados. Educam particularmente as suas crianças, para não as vacinar nem inscrever em escola alguma. Voltaram o relógio do tempo séculos atrás e sentem-se bem assim. Mas, sempre armados até aos dentes, para que ninguém ouse tirar-lhes a liberdade pela qual estão dispostos a morrer.</p>
<p>Nos Estados Unidos criticam-se como incompreensíveis os terroristas bombistas, que enfrentam no Médio Oriente (e com razão).</p>
<p>Não se dão conta, porém, que existe um grande paralelismo entre o fanatismo com que um muçulmano abraça a morte, para a qual pretende levar consigo o maior numero possível de inimigos, com a prontidão que muitos americanos têm em morrer algures, agarrados às suas armas, levando consigo o maior número possível de inimigos.</p>
<p>Será que realmente ninguém apreendeu com WACO?</p>
<p>Terão morrido tantos em vão?</p>
<p>O homem é, supostamente, o único “animal”, que tropeça duas vezes na mesma pedra! Mesmo que seja verdade, tal não nos obriga a repetir erros tão graves.</p>
<p>Peço ao leitor que veja nestes meros apontamentos um grito de alerta para uma situação preocupante para toda humanidade.</p>
<p>A esperança mantém a hipótese de que surja quem ainda possa pacificar a situação.</p>
<p>Nenhuma guerra é inevitável!</p>
<p>Se ela acontece é porque houve quem a quisesse e não houve quem ousasse evitá-la!</p>
<p>O destino não está escrito, nem nos é ditado, mas é por nós formado!</p>
<p>O divórcio entre a governação e grande parte da população, pode facilmente levar à DESGRAÇA AMERICANA, com consequências para todo mundo.</p>
<p>Mas nada tem de ser!</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.grifo.com.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=279&amp;Itemid=1" target="_blank"><em>Projecto Grifo</em></a>.</p>
<p>*O autor visitou o Continente Norte-Americano durante décadas. Leccionou e deu palestras como “visiting professor” no Smithonian Institut de Washington; na Arizona Historical Society de Phoenix; no Harvard Club de New York e em instituições culturais e de ensino de um grande número de Estados Americanos.</p>
<p>Em 1977 foi eleito “Honorary Member” (o 3º não americano) pela associação de mais prestígio entre os americanos coleccionadores de armaria antiga.</p>
<p>Em 1986 recebeu o “Certificat of Commendation” da NASE (National Academy For School Executives) “for the Enrichment of the Expertise and Skills of School Executives through Professional Development Programs”.</p>
<p>Em 2001, foi a sua intervenção nas Nações Unidas na “First International Conference on Small Arms”, que ajudou a estabelecer a diferença no tratamento de armas antigas das modernas.</p>
<p>Em 2005 foi declarado “One of the Top 100 Scientists of Scientific and Historical Research”, pela Cambridge.</p>
<p>Desde 1972 representa Portugal nos congressos internacionais de coleccionismo de armaria.</p>
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		<title>Sobreviverá o mundo à morte de Michael Jackson?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2009 15:10:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1357/sobrevivera-o-mundo-a-morte-de-michael-jackson" title="Sobreviverá o mundo à morte de Michael Jackson?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1357&amp;w=80" width="80" height="106" alt="Sobreviverá o mundo à morte de Michael Jackson?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>É a esta a questão que se pode colocar após ter visto fluir à escala planetária uma onda de “Jacksonmania” que, por comparação, aquela da “Obamania” nestes últimos meses nada mais foi do que uma brisa. Desde o anúncio da morte do cantor, todas as cadeias de televisão do mundo, ou poucas faltaram, transformaram-se em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1357/sobrevivera-o-mundo-a-morte-de-michael-jackson" title="Sobreviverá o mundo à morte de Michael Jackson?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1357&amp;w=80" width="80" height="106" alt="Sobreviverá o mundo à morte de Michael Jackson?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>É a esta a questão que se pode colocar após ter visto fluir à escala planetária uma onda de “Jacksonmania” que, por comparação, aquela da “Obamania” nestes últimos meses nada mais foi do que uma brisa. Desde o anúncio da morte do cantor, todas as cadeias de televisão do mundo, ou poucas faltaram, transformaram-se em “canais Jackson” – “<em>breaking new</em>s” oblige. Desde então, algumas delas não difundem mais que os clips do inventor do <em>Moonwalk</em>. Na França, as grandes cadeias generalistas também alteraram a sua programação, fazendo desaparecer durante vários dias toda a informação que não conduza a <em>Neverland</em>. Nem uma palavra sobre a situação no Irão, sobre a guerra no Afeganistão ou sobre os atentados no Iraque. Prioridade a Michael Jackson!</p>
<p>Desde então, as reportagens e as homenagens sucedem-se em catadupa enquanto que, de Los Angeles a Tóquio passando por Paris, Buenos Aires ou Nairobi, concentrações espontâneas reúnem centenas de milhar de alucinados equipados com os seus telemóveis e leitores de mp3. Saber-se-á tudo sobre Jackson, as suas origens, a sua carreira, as suas mudanças de pele, os seus êxitos (750 milhões de discos vendidos), as suas últimas repetições, os seus últimos momentos, os seus filhos, as suas finanças, a sua herança. Saber-se-á tudo porque é preciso saber tudo. Tudo afogado num dilúvio de ditirambos e hipérboles. O maior cantor, o mais vendido, o mais genial, o mais criador, o mais, o mais…</p>
<p>Esta comoção planetária deixa-nos pensativos. O talento, real ou suposto, de Michael Jackson, não se questiona, tampouco a sua capacidade como cantor (e ainda menos como bailarino). O que aqui se avalia é o tratamento da informação por parte da comunicação social. Porque o facto é este: nenhum acontecimento no mundo obteve tal “cobertura” mediática desde os atentados do 11 de Setembro de 2001. Nenhum. Se amanhã se produzisse a morte de Obama, de Putin ou do Papa, haveria talvez menos circunstância. Muitos jornalistas profissionais e não só: como seria até mesmo tecnicamente possível, dar mais cobertura a qualquer coisa que não esta? Daí a questão: a morte de Michael Jackson é realmente o evento mais importante do mundo nos últimos dez anos?</p>
<p>Os comentários dos “fãs” mais histéricos também dão que pensar. Desde a Califórnia, as televisões têm-nos feito passar pelas câmeras numa rivalização de afirmações delirantes: “O maior cantor de todos os tempos”, “O homem mais importante desde Jesus Cristo”, “Serão necessários anos para ultrapassar esta dor”, etc. Para os funerais de “<em>Bambi</em>”, registaram-se quase meio milhão de pedidos de bilhetes no mundo. As licitações no e-bay ascenderam a 100.000 dólares por um bilhete. Nos Estados Unidos, onde a histeria parece ser uma componente da vida social, contabilizam-se já várias dezenas de suicídios. O planeta vacila. Nasce uma nova religião!</p>
<p>Certamente não é de hoje que imensas massas estejam dispostas a atravessar o mundo para assistir a um evento desportivo ou musical, uma vez que os partidos políticos, os sindicatos e as Igrejas já não sensibilizam tanto o grande público – o que também é significativo. Mas aqui, em matéria de desmesura, foram aparentemente ultrapassadas todas as fronteiras.</p>
<p>A distracção, aí está. A distracção num sentido pascaliano: o que distrai desviando a atenção do resto. Essa que faz desaparecer tudo debaixo da agitação das lantejoulas, do ruído, das luzes multicolores e dos clips. O “<em>diversity management</em>” que só perversos blasfemadores podem querer atrapalhar.</p>
<p>Em Setembro de 1995, 500 políticos e dirigentes económicos de primeira ordem, reuniram em São Francisco sob a égide da Fundação Gorbachov para discutirem os seus pontos de vista sobre o mundo futuro. A maior parte estava de acordo na afirmação de que as sociedades ocidentais se encontravam em vias de se tornarem impossíveis de dirigir e que era necessário encontrar um meio para manter por intermédio de novos meios a subjugação à dominação do Capital. A solução aceite foi a proposta por Zbigniew Brzezinski sob o nome de “<em>tittytainment</em>”. Com este término agradável, entedia-se um “cocktail de diversão embrutecedora e de alimentação suficiente, que permitisse manter de bom humor a população frustrada do planeta”.</p>
<p>“We are the World!”, cantava Michael Jackson. Que mundo? O mundo do <em>tittytaiment</em>. Um mundo sem saída de emergência. Sejamos francos: ninguém se pode sentir verdadeiramente feliz a habitar um mundo no qual, a partir de agora nada, estritamente nada, é mais importante que a morte de um rei da música pop.</p>
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		<title>CDS/PP: política de imigração deve ser menos flexível</title>
		<link>http://pt.no-media.info/1321/cdspp-politica-de-imigracao-deve-ser-menos-flexivel</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 21:48:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O cabeça-de-lista do CDS-PP às eleições europeias, Nuno Melo, defendeu hoje que a política de imigração deve ser &#8220;menos flexível&#8221; em tempos de crise, quando as economias não são capazes de gerar emprego. &#8220;Se as economias gerarem emprego a política de imigração deve ser mais flexível, se não deve ser menos flexível&#8221;, afirmou, alertando que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cabeça-de-lista do CDS-PP às eleições europeias, Nuno Melo, defendeu hoje que a política de imigração deve ser &#8220;menos flexível&#8221; em tempos de crise, quando as economias não são capazes de gerar emprego.</p>
<p>&#8220;Se as economias gerarem emprego a política de imigração deve ser mais flexível, se não deve ser menos flexível&#8221;, afirmou, alertando que, &#8220;no actual cenário de crise&#8221;, o país &#8220;tem pouca coisa a oferecer&#8221;.</p>
<p>&#8220;Por exemplo neste cenário de crise, tem pouca coisa para oferecer aos imigrantes. A não ser o desemprego, a rua e até casos de exploração social&#8221;, afirmou, destacando que neste momento estão inscritos nos centros de emprego 32 mil imigrantes, o que representa um aumento de 60 por cento dos desempregados imigrantes em Portugal.</p>
<p>O candidato comentava os dados hoje noticiados pelo jornal &#8220;Público&#8221;, que dão conta da saída de estrangeiros por Portugal estar a perder capacidade de atracção, dados que ainda não têm reflexo nas estatísticas oficiais.</p>
<p>Na opinião de especialistas ouvidos pelo Público, &#8220;é urgente colocar um travão à tentação xenófoba que ameaça em tempos de crise&#8221;, afirma aquele jornal.</p>
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		<title>And justice for all (getting away with it)</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 18:06:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1265/and-justice-for-all-getting-away-with-it" title="And justice for all (getting away with it)"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1265&amp;w=80" width="80" height="116" alt="And justice for all (getting away with it)" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Revolta pré-fim de semana talvez mas salta à vista de todos que a justiça no nosso país é apenas uma espécie de miragem habilidosa que alimenta uma casta de mentalidade e acção podre, contaminando e minando o ânimo de quem trabalha para o sonho sair da mente e caminhar alguns passos que seja. Sei bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1265/and-justice-for-all-getting-away-with-it" title="And justice for all (getting away with it)"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1265&amp;w=80" width="80" height="116" alt="And justice for all (getting away with it)" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Revolta pré-fim de semana talvez mas salta à vista de todos que a justiça no nosso país é apenas uma espécie de miragem habilidosa que alimenta uma casta de mentalidade e acção podre, contaminando e minando o ânimo de quem trabalha para o sonho sair da mente e caminhar alguns passos que seja.</p>
<p>Sei bem que a generalização, essa espécie de globalização preconceituosa e de utilidade individualista é um caminho perigoso, mas o estado da justiça em Portugal dá a esse perigo uma &#8220;justiça&#8221; inesperada. Na justiça Portuguesa pode-se generalizar à vontade e pessoalizar só um bocadinho olhando, com fraca mas necessária esperança, para todos os funcionários, magistrados e pessoas com alguma competência e vontade de mudar mas que em nome e consciência própria sabem que são poucos e, talvez, inglórios os seus esforços e a sua seriedade.</p>
<p>Este blog não é político: é humano. E não quero escrever para o Expresso nem sequer o título do post de hoje será uma referência a um grande disco dos Metallica. Escrevo como cidadão. Permito-me a isso sem obrigações estéticas.</p>
<p>Já passaram alguns amargos anos sobre outros mais bem amargos em que os Moonspell estiveram envolvidos em vários processos judiciais contra o nosso ex-baixista que, depois de abandonar a banda, registou à nossa revelia o nome da mesma, bem como, ainda enquanto elemento dos Moonspell, tinha registado música e letras quer do disco Irreligious, quer do Sin/Pecado, disco para o qual nem sequer contribuiu ou gravou qualquer parte. As coisas foram resolvidas após quase 8 anos por acordo extra-judicial e concerteza o visado terá a sua versão, tal como nós temos a nossa, a que ficou registada na única vez em que todos nos sentámos nos bancos de um tribunal, num dos episódios mais tristes da nossa vida enquanto homens e músicos.</p>
<p>Facto é que apesar de tudo nós sempre mantivemos as nossas prioridades e convicções e a nossa discrição. Afinal, quem nos segue, quer é ouvir e sentir música e mensagem e coube-nos a nós gastar o dinheiro, o bem-estar, a vida necessária a não desitirmos do nosso sonho e a não nos calarmos, sem reacção perante a injustiça e a traição. Foi o que fizemos, sofrendo muitas vezes, em silêncio deixando a nossa música continuar a soar.</p>
<p>De todo este longo e custoso processo destaco o facto de nunca nos termos sentado, como réus, num banco de tribunal e de todas as acções movidas contra nós (para nos impedir de tocar, sonhar, trabalhar e como tal, indirectamente, contra a &#8220;família&#8221; Moonspell)terem sido irremediavelmente perdidas pela outra parte e como tal nunca nos conseguiram parar! Durante este penoso processo existiram duas situações que ilustram na perfeição a generalização que assumo da justiça Portuguesa, seus meios e seus &#8220;protagonistas&#8221;. Uma ocasião foi um inquérito com um magistrado a que tive de comparecer, uma espécie de pré-audiência para atestar da importância do caso e se chegaria ao tribunal. Fui atendido por um magistrado que tirava a caspa do cabelo com um lápis, com os olhos colados a um panfleto que anunciava um magusto próximo e que, propositadamente, se referia ao nome das nossas músicas de forma displicente, falhando o Inglês como se de uma língua menos nobre se tratasse. Aliás, a sua sobranceria era toda ela como se tratasse de um assunto menor chegando ao ponto de me perguntar o porque de tanta agitação e celeuma, afinal não se discutiam obras de Bethooven (deve ter sido o único compositor que lhe ocorreu)mas simplesmente canções de Rock and Roll. O escriba (Fernando como eu) digitava, incrédulo. Ao chegar a casa telefonei à nossa advogada para lhe dizer que esse juíz iria arquivar o caso. A Drª não acreditou em mim, ou não quis acreditar, já que numa simples audiência é quase impossível chegar a essa conclusão. O facto é que este foi mesmo para arquivo dando razão à generalização de quem tem uma ideia pré-feita, um fim de tarde mau e uma preguiça do tamanho do atraso justiceiro. Também não é preciso cursar Direito para saber ler as pessoas, tal como o fiz desde que me sentei à frente daquele ignorante doutor.</p>
<p>Após um outro esforço financeiro e legal, levamos este caso a tribunal, onde toda a nossa matéria foi dada como provada tendo o réu sido, no entanto, absolvido ao abrigo de um convénio com a lei alemã (mais suave que a nossa na mesma àrea de jurisprudência)tendo nós chegado ao absurdo de uma &#8220;vitória&#8221; onde tudo aquilo que pretendiamos para desbloquear a situação e recuperar o que nos era legítimo nos foi negado por quem nos tinha dado toda a razão.</p>
<p>A sobranceria continuava, afinal não eram mesmo obras de Beethoven, nem sequer um crimes relacionados com drogas, sexo ou finanças (mesmo que fossem, talvez o desfecho fosse o mesmo). Pois não, não era, era simplesmente a nossa vida, a nossa música, as nossas letras, o nosso nome, o nosso público, a nossa continuidade.</p>
<p>Dizem e bem que a lei é pura interpetação. Pois, para mim, falta humanidade e seriedade nessas leituras, é esse todo o problema. As faculdades e os vícios da justiça criam autómatos, mais fiéis ao espirito da técnica do que ao da lei pois quando não se decide tendo em vista o equilibrio e a justiça social, talvez então a anarquia e o niilismo não sejam conceitos menos disparatados como ganhar um caso e ficar com o mesmo problema.</p>
<p>E enquanto se puder mentir (ou desmemoriar), ofendendo a inteligência de todos, numa comissão de inquérito parlamentar e tudo ficar na mesma; enquanto se governar e decidir em tribunais eleitos a pensar em tudo menos em quem e no que se deve; enquanto não houver retorno, consequência ou castigo de quem erra, por leveza, nestas decisões então a justiça é só isso mesmo: habilidade para quem sabe empatar e dizer as &#8220;não-verdades&#8221; certas no tempo e no sítio certo; e miragem, à laia das palmeiras do Dubai, para quem tem dinheiro e conhecimentos (não adquiridos em sede de estudo) fazendo com o que o regime, em algumas coisas, mantenha a sua &#8220;antiguidade.&#8221;</p>
<p>E quando é assim a revolta antes do fim de semana deve aparecer escrita.</p>
<p>post scriptum/curiosidade para desanuviar:</p>
<p>PRÉMIO DA CRÍTICA 2008<br />
A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2008, a João Brites pela criação de Saga &#8211; Ópera extravagante.O júri foi constituído por Ana Pais, Constança Carvalho Homem, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, à actriz Carla Galvão, ao encenador Miguel Loureiro, e ao encenador Nuno Cardoso.A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 23 de Março (segunda-feira), no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz (Lisboa), às 19h, sendo livre a entrada. Para quem não sabe participei neste espectáculo na personagem Deus Pirata. Fico feliz por todos os que deram tudo neste espetáculo, elenco, o Bando, Banda da Armada, Jorge Salgueiro, a equipa técnica e todos quanto foram ver!!!</p>
<p>In <a href="http://loudspectator.blogspot.com/" target="_blank"><em>The Eternal Spectator</em></a>, 27 de Fevereiro de 2009</p>
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		<title>Pátria analfabeta?</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 13:14:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1257/patria-analfabeta" title="Pátria analfabeta?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1257&amp;w=80" width="80" height="112" alt="Pátria analfabeta?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Embora tenha passado ao lado de quase todos os cidadãos, pelo menos a valer-me do testemunho do milhar e meio que passam pelo meu local de trabalho, a maior e a mais moderna livraria do país encerrou as portas. Refiro-me à Livraria Byblos, que chegou a ser elogiada no estrangeiro pela sua tecnologia de Identificação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1257/patria-analfabeta" title="Pátria analfabeta?"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1257&amp;w=80" width="80" height="112" alt="Pátria analfabeta?" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Embora tenha passado ao lado de quase todos os cidadãos, pelo menos a valer-me do testemunho do milhar e meio que passam pelo meu local de trabalho, a maior e a mais moderna livraria do país encerrou as portas. Refiro-me à Livraria Byblos, que chegou a ser elogiada no estrangeiro pela sua tecnologia de Identificação por Rádio Frequência, única no mundo (não me perguntem o que é, o que me agrada nos livros é precisamente a ausência de tecnologias estranhas: papel, tinta e cola; para quê complicar?).</p>
<p>Mal soube da abertura desta planeei uma visita, a verdade é que fui protelando e acabei por não visitar nenhuma vez as instalações da maior livraria de Portugal, nem lá fui em ocasião da apresentação da revista “Nova Águia” (na qual vou colaborando de quando em vez). Por norma, para contenção de despesas nestes tempos negros, evito passar nos arredores de livrarias já que nunca resisto à tentação de entrar e sair com, pelo menos, um livro.</p>
<p>Muito se podia apontar o dedo aos donos da Livraria Byblos, pessoalmente chocou-me a escolha de localização já que os transportes para as Amoreiras (não há estação de metro, coisa muito importante para a mobilidade do moderno cidadão sedentário) deixam a desejar e o estacionamento ainda menos, é raro o dia em que não ando meia hora às voltas até encontrar estacionamento quando vou trabalhar – se fosse para comprar um livro desistia passados dez minutos. Fora isto há quem lhes aponte o dedo (o Pacheco Pereira, por exemplo) à escassez de títulos originais, sim a coisa era grande mas tinha mais e mais do mesmo, repetido e em grande, pois.</p>
<p>Pessoalmente a maior falha que lhes detecto – aos administradores ou o que é – foi a ousadia que tiveram em abrir uma livraria gigantesca num país em que ninguém lê. Em que estavam a pensar? Teriam maior sorte se tivessem investido na Maior Casa de Frangos Assados do país, mas numa livraria?</p>
<p>Referi anteriormente noutras publicações (na extinta “VoxBlogs Magazine”, pelo menos) que o luso povo tem vindo a sofrer um processo de estupidificação flagrante, para o provar recordei as dezenas de títulos de revistinhas em banda-desenhada que existiam na minha juventude e na minha infância, podem rir se quiserem mas tenho veementemente a certeza que o gosto pela leitura é algo que se desenvolve por hábito e as aventuras do Pato Donald e do Tio Patinhas são certamente muito mais atraentes que começar logo pelos “Lusíadas” ou pela “Mensagem”.</p>
<p>E as revistas mencionadas já eram sinal de decadência, Portugal teve em tempos criação bdófila própria e grande em abundância e qualidade (de momento recordo apenas as revistas “Camões” e “Major Alvega”, mas muitas outras houve).</p>
<p>De quando em vez receio mesmo que o nosso futuro se assemelhe ao do filme “Idiocracy”, uma comédia tão chocante quanto alarmante que aconselho – desconheço se já terá passado no Cineclube da Horta, mas deixo aqui a dica. A comédia, para não vos estragar a história, trata de um mundo futuro, daqui a centenas de anos, em que as populações se foram estupidificando de geração para geração até culminar numa idiocracia… coisa que prefiro não descrever.</p>
<p>In <strong><em>Tribuna das Ilhas</em></strong>, 27 de Fevereiro de 2009</p>
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		<title>Para o António de Oliveira Salazar</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 22:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1224/para-o-antonio-de-oliveira-salazar" title="Para o António de Oliveira Salazar"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1224&amp;w=80" width="80" height="121" alt="Para o António de Oliveira Salazar" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Passei os olhos por aquela série da SIC sobre a tua alegada “vida privada”. Mais uma. Agora é uma série de séries e livros – como comentava no outro dia o Pacheco Pereira, basta entrar numa qualquer livraria para confirmar que te tornaste num “best-seller”. Onde quer que estejas, suponho que ficarás agradado. Imagino também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1224/para-o-antonio-de-oliveira-salazar" title="Para o António de Oliveira Salazar"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1224&amp;w=80" width="80" height="121" alt="Para o António de Oliveira Salazar" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Passei os olhos por aquela série da SIC sobre a tua alegada “vida privada”. Mais uma. Agora é uma série de séries e livros – como comentava no outro dia o Pacheco Pereira, basta entrar numa qualquer livraria para confirmar que te tornaste num “best-seller”.</p>
<p>Onde quer que estejas, suponho que ficarás agradado. Imagino também o gozo que tiveste ao seres nomeado, naquele programa de televisão, “o maior português de sempre”.</p>
<p>São as vantagens de estar morto. Se estivesses ainda vivo, serias, decerto, um daqueles velhos rezingões e ressentidos, a dizer mal de tudo e de todos. Assim, vais tendo umas alegrias de vez em quando, para mais com os casos de corrupção que por aí andam…</p>
<p>Há, de resto, muito boa gente a defender que o teu azar foi não teres morrido na década de cinquenta – ou mesmo na de quarenta, logo a seguir à guerra. Terias saído no teu auge – enquanto aquele que saneou as finanças públicas e livrou o país da guerra. Se bem que este teu alegado mérito seja um pouco anedótico – Portugal conseguiu livrar-se da guerra essencialmente por uma razão geográfica; se estivéssemos no centro da Europa, não haveria qualquer arte diplomática que da guerra nos tivesse livrado…</p>
<p>No essencial, como sabes, essa era também a perspectiva do Agostinho da Silva (sim, esse que também foi censurado e perseguido pelo teu regime): ele achava que tu foste o “gesso” necessário para recuperar a “perna partida” (o estado em que a I República deixou o país). Mas ficaste tempo demais e o país gangrenou…</p>
<p>Eu acho, sobretudo, que tu estás é mal enterrado. As paixões histéricas que ainda despertas isso o impedem. Enquanto houver gente, de um lado, a santificar-te, e, do outro, a demonizar-te, nunca mais poderemos voltar a página e seguir em frente. Como já aqui escrevi, faz falta uma visão não maniqueísta sobre ti e o Estado Novo em geral – uma visão que assinale, de forma serena e equilibrada, tanto o teu activo como o teu passivo (censura, perseguições políticas, etc.). Tudo isto, claro está, fazendo o devido enquadramento histórico – se o fazemos já em relação, desde logo, a Afonso Henriques, até, para não ir mais longe, ao Marquês de Pombal…</p>
<p>Talvez essa seja também uma tarefa para a NOVA ÁGUIA. Já aqui sugeri que, daqui a uns anos, poderíamos dedicar-te um número. Para te enterrarmos de vez e assim nos deixares, para sempre, em paz. Os mortos mal enterrados tornam-se fantasmas, mas os fantasmas também têm limite de idade…</p>
<p>Apesar do deplorável estado a que isto chegou, o caminho não é para trás…</p>
<p>In <a href="http://novaaguia.blogspot.com" target="_blank"><em>Nova Águia</em></a>, 09 de Fevereiro de 2009</p>
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		<title>As novelas de bola encarnada!</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 10:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1220/as-novelas-de-bola-encarnada" title="As novelas de bola encarnada!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1220&amp;w=80" width="80" height="111" alt="As novelas de bola encarnada!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Muita gente se lembra, confesso também ter uma vaga memória, da Novela Gabriela Cravo e Canela, que quando estreou na RTP Açores era eu “puto de fraldas”. Foi um fenómeno de audiências, um pesadelo dos vizinhos abastados que, ao verem as suas economias transformadas numa TV, levavam com a vizinhança toda, à hora da novela! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1220/as-novelas-de-bola-encarnada" title="As novelas de bola encarnada!"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1220&amp;w=80" width="80" height="111" alt="As novelas de bola encarnada!" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Muita gente se lembra, confesso também ter uma vaga memória, da Novela Gabriela Cravo e Canela, que quando estreou na RTP Açores era eu “puto de fraldas”. Foi um fenómeno de audiências, um pesadelo dos vizinhos abastados que, ao verem as suas economias transformadas numa TV, levavam com a vizinhança toda, à hora da novela! Lembro-me particularmente daquele episódio em que assistimos ao senhor Nacibe de boca aberta, por ver a sensual Gabriela subir a escada para ir buscar a bola dos miúdos acima de um telhado. Esse sim foi um momento histórico para o povo português, esse e a demissão de Durão Barroso.</p>
<p>A Gabriela fez despertar nações inteiras para o poder de transmitir as fabulosas obras de Amado por milhares de pessoas e libertou a nudez e sexualidade para as multidões. Com adaptações mais ou menos fiéis de grandes obras literárias, a indústria televisiva, quer a brasileira, quer a britânica conseguiram colocar literatura na vida das pessoas que não tinham acesso a nenhum tipo de cultura.</p>
<p>Infelizmente, nos dias que correm as histórias que vemos nas telenovelas são apenas guiões moldados conforme as sondagens efectuadas aos telespectadores, isto claro, no caso da televisão brasileira, porque na televisão portuguesa, os guiões são “fotocópias” mal tiradas e adaptadas de outras telenovelas de anos anteriores, com as mesmas personagens só que com nomes diferentes.</p>
<p>No entanto, lá de vez em quando, aparece-nos uma obra adaptada. Por momentos, alguns ganham fé que as tão recicladas obras de produção nacional tragam ideias novas que nos “prendam” ao sofá.</p>
<p>E realmente aparecem, obras adaptadas de autores portugueses, de grandes best-sellers, com grande pompa e circunstância, com grandes festas de inauguração e de apresentação e quando o produto dito extraordinário chega ao consumidor é um “engulho”. O conteúdo adaptado é tudo o que envolve sexo, violência e promiscuidade. Tenho de concordar que realmente em algumas obras é o que tem toda a piada, porque são factores presentes na humanidade, mas no horário nobre televisivo não passa de mau gosto e de desonestidade intelectual.</p>
<p>Torna-se preocupante, quando nas grelhas dos canais portugueses estão programas com níveis de exposição sexual tão alta como os que podemos ver durante o dia e, principalmente, nos horários em que estão as crianças em casa depois da escola, o que eu acho um pouco demais para as necessidades culturais e educativas da nossa sociedade. Quem me conhece e lê esta crónica, pensa com certeza que um dos meus fusíveis queimou, o que até acredito que sim, mas acho um pouco demais o que se vê nos programas para as crianças e para os adolescentes. Acho necessário uma “injecção” de bom senso para travar algum libertinismo saloio que nos abunda, mas que infelizmente têm mercado, num país que os três “F” de Fátima, Futebol e Fado estão a ser substituídos por sabe-se lá o quê!</p>
<p>In <a href="http://desconjuro.blogspot.com" target="_blank"><em>Desconjuro</em></a>, 21 de Janeiro de 2009</p>
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		<title>Há falta de vida e de política, para além do &#8220;Freeport&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Feb 2009 10:44:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1218/ha-falta-de-vida-e-de-politica-para-alem-do-freeport" title="Há falta de vida e de política, para além do &#8220;Freeport&#8221;"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1218&amp;w=80" width="80" height="120" alt="Há falta de vida e de política, para além do &#8220;Freeport&#8221;" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Experimentem ver na televisão um desses delírios propagandísticos de palanque, tirando-lhe o som. Gravem-no. Ponham-lhe a voz de Paulo Portas, Barroso, Menezes ou Louçã. Peçam discursos enlatados a uma qualquer agência de comunicação, &#8220;soundbytes&#8221; e &#8220;slogans&#8221;, as que procuram as frases das modas que passam de moda, sejam progressistas ou reaccionárias, desde que adaptadas à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1218/ha-falta-de-vida-e-de-politica-para-alem-do-freeport" title="Há falta de vida e de política, para além do &#8220;Freeport&#8221;"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1218&amp;w=80" width="80" height="120" alt="Há falta de vida e de política, para além do &#8220;Freeport&#8221;" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Experimentem ver na televisão um desses delírios propagandísticos de palanque, tirando-lhe o som. Gravem-no. Ponham-lhe a voz de Paulo Portas, Barroso, Menezes ou Louçã. Peçam discursos enlatados a uma qualquer agência de comunicação, &#8220;soundbytes&#8221; e &#8220;slogans&#8221;, as que procuram as frases das modas que passam de moda, sejam progressistas ou reaccionárias, desde que adaptadas à espuma do tempo. Pronto. Está cozinhado o &#8220;action man&#8221;, o &#8220;gajo porreiro, pá&#8221;, o líder de plástico insuflável pela federação de interesses das forças vivas, enquanto as polícias e os magistrados, em vez dos crimes, investigam os seus próprios meios de investigação, numa nova guerra de secos e molhados. Logo, já não temos a quem gritar o &#8220;aqui d&#8217;el rei&#8221; ou o &#8220;oh! da guarda&#8221; do nosso velho Estado de Segurança com que tentámos fugir ao esquema da vindicta privada.</p>
<p>Passemos para a dita autonomia da sociedade civil, e para as profundas correntes e concepções do mundo e da vida que a deveriam marcar. Tomemos o exemplo da blogosfera. Onde o nosso querido primeiro-ministro está completamente retalhado entre uns que, desde já, o condenaram às penas da Inquisição, como bode expiatório, ou inimigo de estimação, e alguns outros logo alinham no sindicato situacionista do elogio ao grande líder, pensando que mantêm o subsídio, o emprego ou a subida de carreira, depois de uma intervenção no congresso ou nas novas fronteiras, citando maridos e esposas de governantes, o presidente do INA, ou ilustres administrativistas que sabem administrar a parecerística.</p>
<p>Para muitos, tudo não passa de uma manobra, inventando-se o inimigo conveniente que, por comodismo, continua a ser o fantasma de sempre, entre os pedreiros livres, as forças da reacção ou as congregações, todas controladas por polvos internacionais, ao serviço do capitalismo, dos judeus, ou das sotainas do Vaticano, porque comunistas já não há. Cabem quase todos no ginásio do Casal Vistoso, onde ser produtivo é utilizar a técnica heterossexual da fornicação, para que, nove meses depois, se denuncie a infertilidade do capitalismo, dos &#8220;gays&#8221;, das &#8220;lesbians&#8221; e dos &#8220;transsexuals&#8221;, as coisas mais parecidas com duas notas de cem euros metidas dentro das trevas sufocantes de uma &#8220;valise&#8221; de cartão canelado. A não ser que se utilize a notinha para fazer deslizar um qualquer desses pozinhos de cristal, vindos do comércio justo da produção de papoila pelos esforçados camponeses do Afeganistão, explorados pelas multinacionais e as grandes irmãs petrolíferas ao serviço do Pentágono, da Wall Street e do Clube de Bilderberg.</p>
<p>A Joana Amaral Dias que faça queixinhas ao Mário Soares e que peça ajuda ao Balsemão e à Clara Ferreira Alves. Quem falta às sessões missais perde pontos no campeonato do poder e, pelo menos, outra tem de ser a nossa voz nas televisões, já cansadas da loira e mais dispostas a ouvir, pela enésima vez, a dulcíssima e morena Ana Drago, a cantarolar o ser de esquerda hoje, num substantivo tão fluidamente adjectivo quanto o conceito progressista de Sócrates, esse que nada tem a ver com a designação do partido mais monárquico do 4 de Outubro de 1910, o de José Luciano Corte Real, o que menos adesivos parece ter fornecido a Afonso Costa.</p>
<p>O Freeport já era. O que fica é a confirmação das vacas sagradas do modelo constitucional de administração da justiça em nome do povo. Onde o ministro da justiça é um mero gestor do economato que vende instalações judiciárias e compra computadores e software, desde que o ministério se perdeu no &#8220;outsourcing&#8221; da pretensa modernização administrativa, onde até foi pioneiro da manobra do PRACE, depois dos platónicos discursos dos laborinhos cavaquistas. Nem sequer consegue mobilizar consagrados cientistas do direito para as reformas, dado que quase todos eles enveredaram pela engenharia da parecerística e apenas se mostram ao povo quando há assembleias gerais da banca privatizada ou nacionalizada, deles.</p>
<p>Quando qualquer bom jornal, que correu atrás das parangonas, conseguiu, em poucos dias, desfazer meia dúzia de nós de um processo que permanecia no limbo, vemos como, além da lentidão, os nossos meios judiciários sobre temas quentes estão bem longe do movimento da vida e apenas operam retroactivamente, sem o sentido deontológico de um conceito prospectivo e presentístico de justiça. Por outras palavras, a ineficácia quase apela ao inevitável regresso a formas de vindicta privada, onde não faltam os tradicionais desafios perante a assembleia geral dos vizinhos, com a consequente declaração do inimigo público, o qual perde mesmo toda a esfera jurídica de protecção, nomeadamente a presunção de inocência até ao trânsito em julgado da sentença, porque já está condenado antes de ser suspeito. Apenas falta uma qualquer lei ou regulamento, do Estado central ou de um desses pequenos corpos endogâmicos por ele orçamentados, que venham a declarar inelegível um qualquer opositor, ou eventual opositor, para gáudio dos instalados. Não estamos longe dessa fase, neste manicómio em autogestão. Até poderia dar exemplos&#8230;</p>
<p>Prefiro hoje ver o jogo dos dragões contra as águia e a segunda parte da convenção dos bloquistas, nesse discurso de ódio ao capitalismo e ao liberalismo, onde as críticas ao mercado e à livre concorrência apenas favorecem a emergência do proteccionismo e do feudalismo, os tradicionais inimigos da liberdade. Não tarda que volte o Leviathan, tendo, numa das mãos, a espada e, na outra, o báculo, em nome da alma artificial da ideologia, porque o homem do palanque, aproveitando a onda, vai pedir que, entre dois males, escolhamos o mais suave, nesse tom de esquerda menos, onde a falta de autenticidade e de convicção, pintadas de propaganda coxa, já começam a ser insuportáveis&#8230;</p>
<p>In <a href="http://tempoquepassa.blogspot.com/" target="_blank"><em>Sobre o Tempo Que Passa</em></a>, 08 e Fevereiro de 2009</p>
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		<title>Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, dos incendiários aos corta-fogos, sem choque tecnológico</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 13:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1196/por-mim-que-so-sei-que-nada-sei-tambem-sei-de-quem-sabe-bem-mais-do-que-eu-dos-incendiarios-aos-corta-fogos-sem-choque-tecnologico" title="Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, dos incendiários aos corta-fogos, sem choque tecnológico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1196&amp;w=80" width="80" height="54" alt="Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, dos incendiários aos corta-fogos, sem choque tecnológico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>O ritmo dos acontecimentos, marcados pela febre prequiana do manicómio em autogestão, vai livrando-nos, em bebedeira, do frio da invernia. Não há factos, há apenas interpretação de factos. Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, mesmo que seja quem o quer tramar. Sei, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1196/por-mim-que-so-sei-que-nada-sei-tambem-sei-de-quem-sabe-bem-mais-do-que-eu-dos-incendiarios-aos-corta-fogos-sem-choque-tecnologico" title="Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, dos incendiários aos corta-fogos, sem choque tecnológico"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1196&amp;w=80" width="80" height="54" alt="Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, dos incendiários aos corta-fogos, sem choque tecnológico" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>O ritmo dos acontecimentos, marcados pela febre prequiana do manicómio em autogestão, vai livrando-nos, em bebedeira, do frio da invernia. Não há factos, há apenas interpretação de factos. Por mim, que só sei que nada sei, também sei de quem sabe bem mais do que eu, mesmo que seja quem o quer tramar. Sei, por exemplo, que abundam incendiários e especialistas em corta-fogos, e que há pretensos bem intencionados que continuam a praticar o maquiavélico, julgando que os fins justificam os meios, mas esquecendo que o maquiavelismo é, além de uma péssima política, uma péssima moral. Ilude-nos no curto prazo, mas, a médio prazo, transforma-se num logro, mesmo no plano politiqueiro.</p>
<p>O presidente da república discursa em Fátima e toma como pretexto um relato jornalístico de umas bocas emitidas por um antigo assistente meu, ilustre professor de direito, que não pode ser considerado como responsável pelo mau estado da nossa produção legislativa. Outros, quase todos, enredados pela tríade sondagem, sondagem, sacanagem, julgam-se Dreyfus, como se houvesse tempo para que surgissem a &#8220;Action Française&#8221; e o sionismo de Herzl, confundindo Zola com Câncio. E tudo acontece quando o Papa Bento XVI, pressionado pelos seus fundamentalistas, vem solenemente reconhecer o Holocausto, enquanto o líder dos turcos islâmicos moderados vai a Davos encenar uma ruptura espectacular com o presidente do Estado de Israel, da mesma forma como denuncia o anti-semitismo. E lá temos dois antigos moderados a passarem do corta-fogo ao incendiário. Não há factos, há apenas interpretação de factos.</p>
<p>O descendente institucional dos otomanos e de Ataturk tem alguma legitimidade. Já teve como antecessores na liderança governamental ilustres judeus turcos, e representa uma terra que acolheu os Judeus que Portugal e Espanha expulsaram. E a intervenção papal merece, sem sombra de dúvida, o aplauso de todos os homens de boa vontade. Enquanto isto, na Grã-Bretanha, emerge o chauvinismo e a xenofobia dos sindicalistas, contra o emprego dado pelas refinarias a europeus do sol e do sul, minusculizados, nomeadamente a portugueses. Esperemos que o sionismo, o fundamentalismo e o nacional-socialismo não alastrem por outras paragens. Mesmo que sejam magistrados e polícias portugueses, duvidando de polícias e magistrados europeus. Esperemos que outro chefe de governo português não tenha que repetir Costa Cabral e entrar numa fila por onde já circularam Pinochet e Valle e Azevedo. Seria trágico.</p>
<p>Por outras palavras, também á chamada administração da justiça, chegou a badalada integração europeia e a globalista gestão de dependências e interdependências. Mesmo sem comentarmos as notícias de hoje e as parangonas dos telejornais de ontem, porque outras peças surgirão de forma mais esclarecedora, pouco me interessam as contabilidades das sondagens, as mecânicas dos cenários políticos ou os propagandismos dos defensores do situacionismo, incluindo os mesmos administrativistas que subscreveram pareceres ilibadores da actuação do Casino de Lisboa, em situação paralela. Até dou desconto a ilustres advogados que, certamente, continuam defensores dos seus clientes. Mas, nem por isso, devo passar para o lado dos acusadores, ou tomar partido neste maniqueísmo, onde quase nos querem dividir entre a direita e a esquerda, o oposicionismo e o situacionismo. Não se embebedem e desliguem a lareira se estiverem em ambiente fechado pela endogamia e o carreirismo. Não há factos, há apenas interpretação de factos. E quod non est in actis, non est in mundo. O que as polícias e os magistrados não puserem nos processos, não entra no processo, mesmo que venha nos jornais. Mesmo que Copérnico tenha provado o erro do heliocêntrico, até Galileu foi obrigado a reconhecer, perante os inquisidores, que tinha errado, confessando que o Sol é que andava à volta da Terra, mas acrescentando que nosso planeta, apesar da declaração processual se movia. Não há factos, mas apenas interpretação dos factos. Mas, hoje, o Papa já não tem inquisições para mandar na ciência que alguns, enganados, diziam que o poderia incomodar. Porque o mundo continua a mover-se e não são os sujeitos que andam à volta do objecto, mas antes os objectos que andam à volta do sujeito, para que o mundo processual se aproxime do direito, o direito volte a ser regido pela sujeita e essas criações artificiais deixem o mundo do teatro das relações jurídicas e comecem a aproximar-se da vida. Onde há factos e não apenas interpretações de factos.</p>
<p>Apenas lamento que a febre do facciosismo tenha chegado à blogosfera, onde anteriores serenos analistas estão a atingir as raias da loucura propagandística, muito além daquilo que deve ser a justa luta pela transparência, que o chamado quarto poder tem desencadeado. Porque até o senhor presidente da república já lê jornais e faz discursos baseados em pequenas bocas tiradas do contexto e reproduzidas mediaticamente, ofendendo ilustres cientistas do direito e representantes daquilo que foi a melhor escola de direito da família de Portugal, a fundada pelo meu querido mestre Pereira Coelho. Prefere tratar apenas de assuntos de Estado como os torneios de golfe, dado que o pingue pongue o irrita.</p>
<p>PS: Na imagem, exemplo de um eficaz corta-fogo que o plano tecnológico poderia introduzir, com acesso ao &#8220;Magalhães&#8221; e ao ritmo deste tempo de imagem, sondagem e sacanagem.</p>
<p>In <a href="http://tempoquepassa.blogspot.com/" target="_blank"><em>Sobre o Tempo que Passa</em></a>, 30 de Janeiro de 2009</p>
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		<title>Justiça, Justiça, por onde andas?</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 23:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Um militante nacionalista escreveu uma opinião e esteve em prisão preventiva&#8230; Um emigrante ilegal violou uma menor e ficou com TIR (ou seja facilitaram-lhe a fuga)&#8230; Um governante envolvido numa gigantesca polémica, com indicíos seguros de algo pouco claro (para não dizer pior), com já diversas contradições comprovadas nos depoimentos prestados de 2005 até agora, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um militante nacionalista escreveu uma opinião e esteve em prisão preventiva&#8230;<br />
Um emigrante ilegal violou uma menor e ficou com TIR (ou seja facilitaram-lhe a fuga)&#8230;<span id="more-1185"></span></p>
<div>Um governante envolvido numa gigantesca polémica, com indicíos seguros de algo pouco claro (para não dizer pior), com já diversas contradições comprovadas nos depoimentos prestados de 2005 até agora, com envolvimento (directo ou indirecto) nesta colossal trama, que lhe irá acontecer???</div>
<div></div>
<div>In <a href="http://reverentia-lusa.blogspot.com" target="_blank"><em>Reverentia</em></a>, 25 de Janeiro de 2009</div>
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