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	<title>no-media // portugal &#187; Tribuna Livre</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:32:54 +0000</pubDate>
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		<title>O amor pátrio</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 23:31:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1020/o-amor-patrio"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1020&amp;w=80" width="80" height="117" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Vejo pouco a TV portuguesa. Porém, às vezes sintonizo-a, ou para ver futebol, que por vezes não me impede de adormecer, ou para ouvir o Prof. Saraiva, cujo programa muda de hora e de dia com uma frequência estranha, o que me leva a pensar que para os directores da programação a bela série histórica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/1020/o-amor-patrio"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=1020&amp;w=80" width="80" height="117" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Vejo pouco a TV portuguesa. Porém, às vezes sintonizo-a, ou para ver futebol, que por vezes não me impede de adormecer, ou para ouvir o Prof. Saraiva, cujo programa muda de hora e de dia com uma frequência estranha, o que me leva a pensar que para os directores da programação a bela série histórica do Professor José Hermano seja talvez um verbo de encher, quando não têm nenhuma porcaria para nos impingir.</p>
<p>Às vezes também vejo em parte algum concurso que meta a História de Portugal. Mas fico confrangido com as calinadas que se ouvem. O Professor  de quase 90 anos conhece profundamente a nossa História e dá gosto ouvi-lo. Qualquer pascácio, porém, que concorra a um desses concursos idiotas, diz asneiras de arrepiar. Por exemplo: Qual foi o rei que sucedeu a D. Sebastião? O concorrente diz com ar de entendedor: D. João IV&#8230;</p>
<p>Tenho em meu poder dois livrinhos que considero preciosos: uma pequena história da Rússia, que comprei, se não me engano, na livraria russa de Nova Iorque, há já muitos anos. Abrindo parêntesis, a senhora russa, já idosa, que me atendeu, falava português com uma outra senhora. Surpreso, dirigi-me a ela em português. Ela, surpresa também,  julgou que eu fosse brasileiro de S. Paulo, onde ela vivera muitos anos. Segundo me explicou, a pronúncia em S. Paulo assemelha-se muito à portuguesa. Seja&#8230; Fecho parêntesis.</p>
<p>Pois estes dois pequenos volumes de História Russa, com o título de  Málen’kii Rússkii Istórik ( Pequena História Russa) são encadernados, com capa trabalhada a preto, vermelho e ouro e foram publicados em 1911 em S. Peterburgo, pela editora: “Camaraderia (sic) M. O. Wolf”. E a capa está ilustrada com a imagem de um menino e uma menina a lerem um livro, estando inserida num anel, em cuja bordadura se lê: “Zolotáia Biblióteka” (Biblioteca Dourada). Tratava-se de uma biblioteca destinada às crianças.</p>
<p>O que eu pretendo com isto é apenas dar a conhecer a pequena introdução da obra, que me parece notável. Diz ela:</p>
<p>“<em>Amar a terra natal e amar o povo que nela vive é obrigação de cada um, seja criança ou adulto. Mas só pode verdadeiramente amar a sua pátria aquele que se informa da sua sorte passada, que conhece as suas alegrias e as suas tristezas de antanho, que sabe quais foram os seus reis, heróis e obreiros úteis da paz, quais foram os feitos dos primeiros e as obras dos segundos.</em></p>
<p><em>Providenciar-vos, crianças, estes conhecimentos na medida da vossa  compreensão, contar-vos a respeito dos tempos de outrora da Rússia – eis o objectivo destes esboços reunidos sob o título geral de “Pequena História Russa”.</em></p>
<p><em>Se entre vós, meninos, se encontram alguns que ainda não estão em condições de se interessarem por estas narrativas, estas não se perderão em vão: virá tempo, quando também estes pequenos leitores lerão de novo  com prazer a respeito do passado da querida pátria.”</em></p>
<p>É sem dúvida uma lição aos portugueses que se vão esquecendo da nossa história.</p>
<p>Esta história russa para crianças foi provavelmente lida pelo malogrado tzarevitch Alexei Nikolaevitch, nascido em 1904 e atrozmente assassinado juntamente com seus pais e irmãs em 1917, no seu refúgio dos Urais, em Ekaterinburgo. Um crime horroroso e nefando que manchou para todo o sempre a história russa, como o regicídio de D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, em 1908, manchou para sempre a História de Portugal. (Há quem não pense assim!).</p>
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		<title>Grupo Vector em entrevista</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 00:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/929/grupo-vector-em-entrevista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/grupovector.95cff5i9z1oo8kco4cc0kckkw.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="137" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Aproveitando as polémicas manifestações estudantis em Itália, a No Media Portugal decidiu entrevistar um projecto nacional estudantil, de cariz local: no Instituto Superior Técnico. Dão pelo nome de Grupo Vector:
Lendo a apresentação no vosso blogue oficial agradou-nos o carácter local do projecto, é muito específico o objectivo: o activismo no seio de um estabelecimento académico. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/929/grupo-vector-em-entrevista"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/grupovector.95cff5i9z1oo8kco4cc0kckkw.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="137" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>Aproveitando as polémicas manifestações estudantis em Itália, a <strong>No Media Portugal</strong> decidiu entrevistar um projecto nacional estudantil, de cariz local: no <strong>Instituto Superior Técnico</strong>. Dão pelo nome de <strong>Grupo Vector</strong>:</p>
<p><strong>Lendo a apresentação no vosso blogue oficial agradou-nos o carácter local do projecto, é muito específico o objectivo: o activismo no seio de um estabelecimento académico. Acreditam que deste modo se poderão evitar os habituais sectarismos da área nacional, mantendo a porta aberta a todos os estudantes nacionalistas, não importa a organização em que militem fora dos muros da escola?<br />
</strong><br />
O Grupo Vector é um grupo autónomo de nacionalistas do Instituto Superior Técnico. Quer isto dizer que somos estudantes nacionalistas independentes de qualquer organização. Alguns de nós nem sequer estão ligados a grupos no exterior do instituto. Num ambiente universitário cada vez mais uniformizado, formatado e resignado, une-nos o sentimento nacionalista e o inconformismo de quem quer ter uma palavra a dizer no rumo da vida universitária.</p>
<p><strong>A ideia de criação do GV surge originalmente de um grupo de estudantes do técnico, para contrapor as &#8216;jotas&#8217; que não ocultam a sua influência na vida associativa juvenil das faculdades, ou inspirados por iniciativas semelhantes no estrangeiro (CUIB e Blocco Studentesco?</strong></p>
<p>Ao contrário de outros grupos, não somos o braço estudantil de um partido político. Por outro lado, não somos uma secção de um movimento internacional. A nós interessa-nos acima de tudo o instituto e os interesses dos estudantes. De uma perspectiva global, é óbvio que temos relações com grupos universitários nacionalistas de outros países da Europa, já que no fundo, com o processo de Bolonha e a crescente uniformização e privatização do Ensino Universitário europeu, estamos todos na mesma luta.</p>
<p><strong>Quais os problemas mais flagrantes do dia a dia de um estudante académico? Politicamente, notam algum policiamento externo ou destaca-se principalmente a autocensura exercida pelos vossos próprios colegas?</strong></p>
<p>O IST é uma faculdade com cerca de dez mil alunos e é uma das mais conceituadas instituições universitárias portuguesas. No dia-a-dia, os problemas que mais nos afligem são a insegurança nas imediações da faculdade e o crescente controlo dos estudantes dentro do campus (através da instalação de câmaras de vigilância, de &#8220;diligentes&#8221; seguranças e de certas restrições). Entretanto, a adaptação ao processo de Bolonha e as tentativas de privatização do IST (há muito que se fala em converter o instituto numa fundação privada) também são algo que nos preocupa.</p>
<p>Politicamente, o Grupo Vector quer ser claro sem deixar de suscitar a dúvida, quer estar presente sem deixar de parecer invisível. Dessa forma, podemos contornar o policiamento externo e a incompreensão de alguns colegas.</p>
<p><strong>Tendo em conta as diversas notícias vindas a público, consideram recuperável o bom nome do nacionalismo em Portugal?</strong></p>
<p>Consideramos a universidade o nosso campo de acção e, por isso, essa pergunta extravasa um pouco o nosso âmbito. Não fazemos depender a nossa motivação da popularidade das nossas convicções. Já o escritor francês Drieu la Rochelle dizia que &#8220;verdade não precisa de muitos amigos e, mesmo quando vencida, não deixa de ter razão&#8221;.</p>
<p><strong>Julgam que o mau nome do nacionalismo se deve mais à parcialidade da comunicação social, à falta de formação dos jovens nacionalistas ou até às duas causas?</strong></p>
<p>Se é verdade que a imprensa manifesta uma posição muito hostil e até sensacionalista em relação a tudo o que tenha a ver com nacionalismo, verificam-se por vezes episódios infelizes que poderiam ser facilmente evitados. No entanto, esta é uma questão que extravasa completamente a nossa acção.</p>
<p><strong>Embora agradados pela inovação do projecto, ficamos apreensivos no que diz respeito ao símbolo adoptado, adoptar a cruz céltica foi uma ponderação estratégica de choque? Não consideram que o símbolo, por si só, poderá afastar pessoas que à partida poderiam simpatizar com as vossas ideias?</strong></p>
<p>As pessoas que simpatizem com as nossas ideias não vão afastar-se de nós por causa de um símbolo. Da mesma forma, as pessoas que não simpatizam com as nossas ideias, não vão gostar mais do Grupo Vector pela ausência desse símbolo. A cruz céltica, usada pelo Grupo Vector num cartaz de divulgação, é um símbolo ancestral ligado às raízes imemoriais do povo português, usado por diversas organizações universitárias nacionalistas europeias. Além disso, tem um forte impacto visual.</p>
<p><strong>Já ponderaram a criação de um boletim, ou folha, de opinião nacionalista acerca da vida no técnico?<br />
</strong><br />
Desde a sua criação, a acção do Grupo Vector tem sido encarada de uma forma sustentada. Lançado por um grupo restrito de estudantes, o projecto tem atraído progressivamente a atenção e o interesse de mais pessoas, dentro e fora do instituto. Apesar de todas as condicionantes, ao longo da sua existência o Grupo Vector esteve mais ou menos discretamente em diversas frentes na defesa dos alunos. Além disso, podemos dizer que temos várias iniciativas planeadas para os próximos tempos. E embora a criação de um boletim figure entre os nossos objectivos, não é de momento uma prioridade.</p>
<p><strong>Têm ponderado a possibilidade de criação de núcleos noutros estabelecimentos académicos?<br />
</strong><br />
O Grupo Vector, quer pelo seu nome como pelos seus objectivos, só tem sentido dentro do Instituto Superior Técnico. No entanto, não descartamos a colaboração com outros projectos estudantis.</p>
<p><strong>Recentemente ocorreram manifestações conjuntas de organizações juvenis nacionalistas com organizações estudantis de esquerda em Roma, esse tipo de união na acção contaria com a participação do GV se ocorresse em Portugal?</strong></p>
<p>Não temos qualquer preconceito com outras organizações estudantis, até porque partilhamos certos objectivos e reivindicações. Na verdade, o Grupo Vector já esteve presente, mais do que uma vez, em iniciativas promovidas por outras organizações estudantis. No entanto, não acreditamos em uniões impossíveis. É sabido o resultado das manifestações conjuntas em Itália: os estudantes nacionalistas acabaram por sofrer uma carga violentíssima organizada por elementos de extrema-esquerda, com consequências ainda por conhecer.<br />
<strong><br />
Para finalizar, veremos um dia o GV na AE do IST? Caso queiram acrescentar algo…</strong></p>
<p>Quem sabe se o Grupo Vector não se encontra já dentro da Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico…</p>
<p>De resto, queremos agradecer por esta oportunidade e desejar boa sorte ao projecto No-Media na sua luta pela informação livre e independente.</p>
<p><strong>Blogue oficial:</strong> <a href="http://grupo-vector.blogspot.com/" target="_blank">http://grupo-vector.blogspot.com/</a></p>
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		<title>A propósito do artigo de Israel Shamir “A Intifada Russa”</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Aug 2008 14:32:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/717/a-proposito-do-artigo-de-israel-shamir-%e2%80%9ca-intifada-russa%e2%80%9d"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/carlgustav.48cjftfin5k44s08c444cg44k.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="109" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Os actuais soberanos suecos são pessoas simpáticas a quem desejo todas as venturas.
A Rainha Sílvia nasceu na Alemanha em 1943 de pai alemão e mãe brasileira, descendente de portugueses e espanhóis. Tendo servido sob o nacional-socialismo, o pai de Sílvia parte em 1947 para o Brasil, onde a futura rainha viveria no Estado de S. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/717/a-proposito-do-artigo-de-israel-shamir-%e2%80%9ca-intifada-russa%e2%80%9d"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/carlgustav.48cjftfin5k44s08c444cg44k.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="109" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt">Os actuais soberanos suecos são pessoas simpáticas a quem desejo todas as venturas.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt">A Rainha Sílvia nasceu na Alemanha em 1943 de pai alemão e mãe brasileira, descendente de portugueses e espanhóis. Tendo servido sob o nacional-socialismo, o pai de Sílvia parte em 1947 para o Brasil, onde a futura rainha viveria no Estado de S. Paulo durante 10 anos, na sua infância e adolescência. Daí o ser fluente na língua portuguesa. Em 1976 casa-se com o já Rei da Suécia Carlos Gustavo. Tiveram três filhos: duas raparigas e um rapaz. A mais velha, a Princesa Vitória, é a actual herdeira do trono, pois a lei sálica deixou de vigorar na Suécia.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt">Na página seguinte vemos uma fotografia da família real tirada há já perto de trinta anos, que ilustra a capa dum livro de contos sueco, por mim adquirido em Malmö por ocasião do transporte pela TAP da equipa de futebol do F. C. do Porto a Copenhague. Essa minha primeira e única viagem à Escandinávia deu-me a impressão muito agradável de que entrara num<span>  </span>mundo de contos de fadas, com neve nas ruas, crianças loiras e lindas, cisnes bravos, como eu julgava não existirem. Depois o embarque em Dragör (lê-se Draieur), pequeno porto de pescadores,<span>  </span>no enorme <em>ferry-boat</em>, a curta travessia para Malmö, através dos soltos blocos de gelo que flutuavam no Öresund, estreito canal que separa o sul da Suécia (Skåne) da grande ilha dinamarquesa Sjælland (Zelândia), tudo isso me deixou uma impressão inesquecível e uma simpatia por aquela gente. Devido à minha enorme curiosidade por línguas estrangeiras,<span>  </span>excessiva, diga-se, para as minhas limitadas capacidades, eu tinha estudado sueco na minha adolescência, repassando o livro “<em>Teach Yourself Swedish</em>” umas duas ou três vezes. Aprende-se, mas com um só livro não se pode ir muito longe. E fiquei muito aquém das minhas ambições linguísticas. Nessa brevíssima visita a Malmö, aproveitei a ocasião para comprar um dicionário escolar e um livro de contos infantis: “Kungliga sagoboken”, que<span>  </span>quer dizer “O Livro de Contos Real”, e no fundo da capa, aos pés da família real, “Med prinsessans af Wieds saga till Carl XVI Gustav”, isto é: “Com o conto da princesa de Wied até Carlos XVI Gustavo”. A princesa de Wied (1843-1916) foi uma notabilíssima nobre dama alemã da casa de Hohenzollern-Sigmaringen, que foi coroada rainha da Roménia em 1881, tendo-se casado com o rei Carol I. Elisabeth von Wied foi escritora e escreveu este primeiro conto do “Kungliga Sagoboken”, intitulado “Conto a respeito da coroa”, que começa, tanto quanto pude perceber, com a tristeza dum povo cujo rei morrera sem herdeiro. Não sei como se desenvolve o enredo, mas este início faz sugerir a maneira como nasceu há 200 anos a dinastia Bernadotte, a que pertence o actual rei Carl XVI Gustav. Essa maneira não é muito digna, admitamos, por isso não conto mais. O leitor que procure em <span style="color: blue"><a href="http://ameliefr.club.fr/E-Bernadotte.html">http://ameliefr.club.fr/E-Bernadotte.html</a>. </span>Só direi apenas que o primeiro rei dessa dinastia foi Carl XIV Jean, entronado em 1818,<span>  </span>ex-sargento do exército do Directório,<span>  </span>ex-marechal do exército napoleónico, ex-francês Jean Baptiste Jules Bernadotte, ex-inimigo dos reis em geral, como atestou à hora da sua morte uma tatuagem que ele tinha escondida no peito: “<em>Mort aux rois</em>”.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><em><span lang="FR">Salut au roi Carl XVI Gustav ! <o :p></o></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 27pt"><em>P.S. Como isto já vai longo deixarei as outras notas que tinha em mente para mais tarde, se Deus quiser!<o :p></o></em></p>
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		<title>De novo &#8220;portugalização&#8221;?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 19:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/650/de-novo-portugalizacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/bandeira2.8tdmcp5o23wos0wokkook4ckk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>A chamada &#8220;revolução do 25 de Abril&#8221;, que não foi, na verdade, mais que o rebentamento dum cano de esgoto, com trágicas e irremediáveis consequências, teve por alegada finalidade a &#8220;libertação&#8221; de Portugal da &#8220;ditadura&#8221;, quiçá da &#8220;tirania&#8221;,  fascista criada pelo &#8220;abjecto ditador&#8221; Salazar.
Passados 34 anos, podemos ver já com clareza em que consistiu essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/650/de-novo-portugalizacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/bandeira2.8tdmcp5o23wos0wokkook4ckk.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>A chamada &#8220;revolução do 25 de Abril&#8221;, que não foi, na verdade, mais que o rebentamento dum cano de esgoto, com trágicas e irremediáveis consequências, teve por alegada finalidade a &#8220;libertação&#8221; de Portugal da &#8220;ditadura&#8221;, quiçá da &#8220;tirania&#8221;,  fascista criada pelo &#8220;abjecto ditador&#8221; Salazar.</p>
<p>Passados 34 anos, podemos ver já com clareza em que consistiu essa &#8220;libertação&#8221;: Destruição de Portugal, sua dependência da &#8220;União Europeia&#8221;, perda da sua moeda, instabilidade social, aumento da criminalidade (que certos fâmulos dessa data previam ir acontecer com o regresso dos soldados de África, como se eles fossem criminosos que andassem a matar pretos&#8230;), perda da sua importância política, perda das suas forças armadas, reduzidas a pouco mais que nada, inoperância da polícia, reduzida a pouco mais que lançadora de multas, perda da liberdade efectiva dos Portugueses, que tiveram de pôr grades nas janelas das suas moradias e que vivem preocupados com os possíveis e até prováveis ladrões e assaltantes, aumento da ganância e da falta de palavra, periculosidade acrescida nas cidades, onde uma família honesta já não pode, como antigamente, passear tranquila à noite nas ruas, aumento muito sensível do neuroticismo, aumento do número dos muito ricos e do número dos pobres, reaparecimento da &#8220;sopa dos pobres&#8221;, que havia muito tinha deixado de existir, conflituosidade política, descrença geral da população nos políticos, que são sempre os mesmos e sempre empoleirados, aumento da especulação, aumento do número de automóveis e de grandes obras, que muitos julgam ser sinal de progresso. Em resumo: anomia, confusão, inquietação, empobrecimento, falta de fé, falta de esperança, domínio estrangeiro, perda  da independência nacional, hipocrisia. Chamam a  tudo isto democracia e liberdade!</p>
<p>Costumavam dizer os &#8220;democratas&#8221; que os homens são naturalmente bons. A &#8220;democracia&#8221;, na prática, como parece evidente, desmente tal teoria, ou então é ela que os faz maus. Como sair desta bagunça?</p>
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		<title>“Check list” da morte de uma Nação</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 14:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>goncalvf</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/629/%e2%80%9ccheck-list%e2%80%9d-da-morte-de-uma-nacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/bandeira1.12je69wf4bjkskcw4cwg84g0g.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>Baseado em inúmeros case studies (como se diz hoje em dia), no futuro qualquer plano de aniquilação de uma Nação deverá contemplar os seguintes passos (lista não exaustiva e não necessariamente a seguir pela ordem abaixo):
- retirar-lhe a soberania política, integrando-a numa unidade supra-nacional;
- retirar-lhe a soberania económica, retirando-lhe as políticas monetária e cambial e, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/629/%e2%80%9ccheck-list%e2%80%9d-da-morte-de-uma-nacao"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/cache/bandeira1.12je69wf4bjkskcw4cwg84g0g.9wzo4bhiyewwwccsss80skos.th.jpeg" width="80" height="59" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p class="snap_preview">Baseado em inúmeros <em>case studies</em> (como se diz hoje em dia), no futuro qualquer plano de aniquilação de uma Nação deverá contemplar os seguintes passos (lista não exaustiva e não necessariamente a seguir pela ordem abaixo):</p>
<p>- retirar-lhe a soberania política, integrando-a numa unidade supra-nacional;</p>
<p>- retirar-lhe a soberania económica, retirando-lhe as políticas monetária e cambial e, cereja no topo do bolo, fazendo-a adoptar uma moeda comum ao citado espaço supra-nacional;</p>
<p>- afogá-la sob um fluxo de imigração, de preferência de outros continentes e culturas, propagandeando as alegadas vantagens da miscigenação;</p>
<p>- massacrar os habitantes com uma ideologia única e dominante, caricaturando todas as ideias que se lhe oponham; aquela deve ser de feição mundialista, anti-Nacional e anti-Tradição;</p>
<p>- implementar uma agenda de transformação social, não de base económica mas comportamental e ética (ou falta dela): promoção do aborto, a eutanásia como algo natural ou mesmo desejável, a homossexualidade como uma simples orientação pessoal, as drogas como uma simples escolha, o repúdio da família tradicional e a adopção de comportamentos que choquem os mais velhos;</p>
<p>- cúmulo desta tarefa hercúlea mas, como se sabe, perfeitamente exequível, <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=970090">assassinato da língua nacional</a>, seja pelas alterações ao longo de gerações de promoção da deseducação nacional, seja por decreto.</p>
<p>Esta é um roteiro para a morte das nações, definido há muito e posto em prática com método e, desgraçadamente, com impressionante eficácia. A partir do momento em que se derrubou a ordem antiga, baseada em valores nacionais e espirituais, e se erigiu o poder da matéria, com o dinheiro em primeiro plano, estava criada a base para o resto do plano, acima esboçado.</p>
<p>In <a href="http://atrida.wordpress.com/" target="_blank"><em>Odisseia</em></a>, 21 de Julho de 2008</p>
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		<title>A corrupção do Poder</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 09:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fuas Roupinho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[O que vem ocorrendo, em Tribunal, era previsível. E Deus queira que não se agrave. Na frequência e, sobretudo, em intensidade.

Ignoro os motivos que determinaram os protagonistas dos últimos eventos. Portanto, sobre esses factos, não posso emitir outra opinião que não seja aquela por onde comecei. A qual, necessariamente, teve de ser bastante geral e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><font size="4">O que vem ocorrendo, em Tribunal, era previsível. E Deus queira que não se agrave. Na frequência e, sobretudo, em intensidade.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Ignoro os motivos que determinaram os protagonistas dos últimos eventos. Portanto, sobre esses factos, não posso emitir outra opinião que não seja aquela por onde comecei. A qual, necessariamente, teve de ser bastante geral e abstracta.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Discordo dos juízos que pretendem centrar, na legislação e no governo, a responsabilidade das perturbações verificadas. Há ali culpas, graves e que não são raras, mas o desempenho dos Tribunais, <em>in se</em>, também não está inocente.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Todos os agentes judiciários contribuem para esta calamidade: magistrados; oficiais de Justiça; advogados; solicitadores; peritos; testemunhas; e as próprias partes que litigam de má fé.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Aqueles que são dotados de outra instrução e educação conseguem responder lutando por diferente modo. Mas não se pode esperar o mesmo comportamento de gente bisonha e temperamental.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Chega um momento em que a pressão é tanta que se dá a explosão. A sensação vivida por alguns, tantas vezes justa, de que não estão a ser tratados com equidade, quer do ponto de vista absoluto, quer num plano relativo a casos idênticos, é muitíssimo difícil de suportar.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Não se pode dizer que o sucedido me viesse surpreender: o perigo de uma reacção violenta já fora anunciado por mim há anos. </font><a href="http://ceifamagistrados.blogspot.com/2008/05/o-drama-judicirio_30.html"><font size="4" color="#5588aa">Ainda recentemente o fiz neste blogue</font></a><font size="4">. E comportamentos agressivos eram de temer, porque as estruturas da Justiça abanavam e continuam pouco firmes. A falta de integridade não transmite paz, leva ao desespero e, nessas condições, um homem é capaz de tudo.</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><font size="4">Diz-se que não há parto sem dor. Que isto seja caminho para uma melhoria, são os meus votos!</font></p>
<p align="justify">
<p align="justify">
<p align="right"><font size="4">Joaquim Maria Cymbron</font></p>
<p align="right">
<p align="right"><font size="4"><a href="http://ceifamagistrados.blogspot.com/2008/06/corrupo-do-poder.html">http://ceifamagistrados.blogspot.com/2008/06/corrupo-do-poder.html</a></font></p>
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		<title>A área nacional definha</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 20:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[É incrível a decadência da blogosfera nacional. Menos da qualidade do que ainda se vai escrevendo que de duas coisas: da quantidade de postais publicados e do número de visitas. Passado o entusiasmo dos anos 2004 e 2005 (e em parte de 2006) entrou-se numa situação de desânimo e até de indiferença. Indiferença dos leitores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Times New Roman">É incrível a decadência da blogosfera nacional. Menos da qualidade do que ainda se vai escrevendo que de duas coisas: da quantidade de postais publicados e do número de visitas. Passado o entusiasmo dos anos 2004 e 2005 (e em parte de 2006) entrou-se numa situação de desânimo e até de indiferença. Indiferença dos leitores e indiferença de quem escreve.<o></o></font><font face="Times New Roman">No meu antigo blogue “Santos da Casa” chegava a ter dias com mais de 140 visitas e não passava um dia sem ter vários comentários. Já este “Odisseia” não suscita quaisquer comentários e as visitas raramente passam as 30 por dia. É evidente que, mesmo não havendo preocupação em chegar a muita gente, há limites para o esforço que envolve publicar postais com alguma qualidade.<o></o></font><font face="Times New Roman">Nunca gostei de blogues sem comentários e irritam-me igualmente aqueles em que há moderação, pois impedem qualquer taco-a-taco na discussão dos temas. Mas hoje os leitores já não estão para debater coisa nenhuma. Na área nacional cada facção entrincheirou-se no seu pequenino meio, visitam-se e comentam nos seus espaços apenas, deixou de haver troca de perspectivas. Entretanto vão surgindo como cogumelos movimentos nacionalistas, fazendo lembrar a proliferação de grupúsculos no tempo do PREC. Já o PNR, movimento que era suposto agregar gente do meio independentemente da sensibilidade, afugentou meio mundo com a sua complacência para com comportamentos “musculados” (nas palavras e actos); imagine-se a imagem que ficou na população em geral, ainda por cima inflacionada pela histeria mediática.<o></o></font><font face="Times New Roman">Para mim, o nacionalismo em Portugal é hoje um movimento moribundo. Com os erros que se repetem de década para década, mudando as pessoas e os movimentos, é caso para pensar se alguma vez se vai conseguir ter um projecto credível, sólido, que atraia estratos da população pouco ideologizados mas com sensibilidade patriótica, no fundo quem permitiria o crescimento e a afirmação do movimento.<o></o></font><font face="Times New Roman">Voltando à blogosfera, felizmente ainda se vão mantendo algumas casas recomendáveis, em geral aquelas que já passaram o marco dos quatro anos e às quais não é lícito pensarem <st1 ProductID="em desistir. Não" w:st="on"></st1>em desistir. Não é o caso deste nado-morto “Odisseia”, onde pouco consegui dizer de novo e onde ilusoriamente procurei transfigurar o destino final de projectos anteriores.<o></o></font><font face="Times New Roman">Para já não penso em parar, vou colaborar mais amiúde com o </font><a href="http://pt.no-media.info/"><font face="Times New Roman">No-Media</font></a><font face="Times New Roman"> e eventualmente em outros projectos. Por isso, até já, noutro local.</font></p>
<p><font face="Times New Roman"><o></o><a href="http://atrida.wordpress.com/2008/05/29/a-area-nacional-definha/">http://atrida.wordpress.com/2008/05/29/a-area-nacional-definha/</a></font></p>
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		<title>Descobriram a Pólvora</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 19:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[De quando em vez ainda me espantam, os nossos politiqueirotes. No outro dia ia morrendo engasgado de tanto rir, com a farsolice que via na televisão, ora vamos por partes, almoçava aqui o vosso amigo um excelente repasto, regado com um tinto daqueles que já não há, pelo menos desde que os ianques e as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">De quando em vez ainda me espantam, os nossos politiqueirotes. No outro dia ia morrendo engasgado de tanto rir, com a farsolice que via na televisão, ora vamos por partes, almoçava aqui o vosso amigo um excelente repasto, regado com um tinto daqueles que já não há, pelo menos desde que os ianques e as suas revistecas e blogues pardelhas sobre vinhos lançaram a moda das água-pézecas deslavadas, de que eles gostam, o meu tinto não, é do antigamente, carregado, cheio de mosto, perfumado de fruta, enfim não nos desviemos.<br />
Ora, estava eu a degustar uma bela posta do fiel amigo alhado e azeitado a preceito, com um magusto de couve nova, quando oiço na televisão, num encontro qualquer de um desses partidos de indigentes intelectuais que temos por cá, uma senhora, de ar sério, pose de quem tem algo de muito importante e nunca dito, entalado na goela, pronto a saltar para fora, tudo denunciava que daquela bocarra iria sair algo de importante, um portento da sapiência politiqueira, de ar grave e tom de voz bagaceiro a madame lá atirou com esta:<br />
“ O nosso grande problema é a competitividade, se não formos competitivos, bem podemos fazer investimentos que Portugal não cresce”<br />
Claro andei para cair da cadeira abaixo de tanto rir, a senhora em causa já foi ministra e por várias ocasiões, arengava agora na qualidade de convidada para as jornadas parlamentares de um dos dois partidos da alternância, um dos tais que nos tem enterrado, desde o seu grande timoneiro, até ao menino guerreiro passando pelo Furão Fujão, minhas e meus caros, eu não aguentei, juro-vos que quase morria de tanto rir, engasgado com o diabo da lasca do “gadus morhua” entalado no gorgomilo.<br />
Ao dianho aquela assombração com voz de quem entorna umas branquinhas da queima, porra, que não há pai para tanta cretinice por junto, então agora deixou-se a produtividade e passou-se para a competitividade, realmente, vale bem a pena fazer doutoramentos e mestrados e pós graduações para chegar a conclusões brilhantes dessas, génio puro aquela senhora.<br />
Nos idos tempos do “Oásis”, vozes existiram que declaram, que era necessário aproveitar os dinheiros comunitários, que era necessário, promover a qualidade e os mercados externos com produtos de qualidade, quase contrário esta nave soçobraria, poucas bem poucas eram essas vozes, eu aqui onde me tem era uma delas, num poucas as vezes que à laia de premonição declarei “…ainda vamos pagar isto bem caro…”, muitas e vivas felizmente são as testemunhas disso, alguns até engoliram as palavras de então, cegos que estavam pelo alcatrão e cimento e então personificava o nosso “progresso”.<br />
Tristes estão hoje de eu ter razão, triste fico de ouvir semelhantes avantesmas, ademais televisionadas a proferir tão grandes e gravosos disparates, apetece perguntar, então e quando fostes governantes que fizesteis vós senhora, vós e vossa cáfila de apaniguados partidários, sim que acções vos defendem, que ditas e boas atitudes fizeram em bem da tal competitividade, pois, eu até sei, alias a julgar pelo estado actual, nada um grande e redondo nada.<br />
Será que esta gente não tem vergonha na cara, será que esta gente julga que somos todos uns imbecis que agarrados à novelucha e à jogatana futeboleira, não olhamos o resto, não sentimos todos os dias as imbecilidades de desgovernos diferentes mas todos iguais, será…<br />
Um abraço, deste vosso amigo<br />
Barão da Tróia</p>
<p><a href="http://tabernainconformados.blogspot.com/2008/01/descobriram-plvora.html">http://tabernainconformados.blogspot.com/2008/01/descobriram-plvora.html</a></p>
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		<title>E que tal sermos Igreja?</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 16:46:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[A reportagem que passou ontem na RTP1, logo após o telejornal da noite, peca gravemente sob diversos pontos de vista.
Em primeiro lugar, pela fraquíssima capacidade jornalística portuguesa em compreender e tratar assuntos que fujam aos domínios da tragédia mediática corriqueira e sem interesse público. No que respeita à religião, este aspecto apresenta-se com especial gravidade, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title">A <a href="http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2008/04/cruz-e-o-compasso-reportagem-rtp-vdeo.html"><font color="#990000">reportagem que passou ontem na RTP1</font></a>, logo após o telejornal da noite, peca gravemente sob diversos pontos de vista.</p>
<p>Em primeiro lugar, pela fraquíssima capacidade jornalística portuguesa em compreender e tratar assuntos que fujam aos domínios da tragédia mediática corriqueira e sem interesse público. No que respeita à religião, este aspecto apresenta-se com especial gravidade, sendo visível a total ausência de conhecimento, por mínimo que seja, sobre a instituição Igreja e o que com ela se relacione, ou, quando o há, a forma ideologicamente inquinada com que transparece.</p>
<p>Segundo, pelas afirmações das partes entrevistadas durante a peça que, quer de um lado quer de outro, são quase sempre declarações desprovidas da radicalidade que a temática deveria requerer, deixando-se levar pelo bom-senso vigente na regulação de qualquer formulação de pensamento. No fundo, uma tentativa deliberada de mostrar mais consenso que divisão, remetendo-a para um passado supostamente negro que não se quererá repetir, ou não fossem as Luzes e as suas premissas o ponto de encontro concordante entre a Igreja do Vaticano II e a Maçonaria.</p>
<p>E, terceiro, pelo tratamento rápido, superficial e simplista que as duas realidades anteriores implicam. Ou seja, nada a fazer se temos uma classe redactorial fraca e comprada, tentando dissecar velhas rivalidades de quem já não as tem.</p>
<p>Aliás, toda a reportagem tende para um ponto de convergência: a Igreja, renovada pela revolução dos anos 60, compreensiva e atenta aos sinais da modernidade, rendendo-se ao encanto confortável de com ela cooperar e abrido-se ao diálogo para encontrar &#8220;respostas&#8221; fora da Mensagem, terá ainda muito que caminhar a fim de acompanhar a clarividência laicista que os &#8220;livres pensadores&#8221; descobriram, faz já dois séculos. O grão-mestre agradece e reconhece o esforço, a sociedade fica livre de uma Igreja coerente e passamos todos a viver no contraditório constante da guerra civil da numerologia relativista, liberal, <span style="font-style: italic">ligeiramente</span> socialista e sem justa medida. Nesse sentido, como não notar a resposta dada por D. Carlos Azevedo à questão de poder ou não um católico ser maçon? Os documentos dizem que não, e a expressão episcopal denota um &#8220;ainda&#8221;!</p>
<p>Curiosa é também a distinção que o maçon de serviço fez entre a Igreja pré e pós-conciliar. A ultima agrada-lhe, claro está, porque concordante com a trilogia sanguinária &#8220;Liberdade, Igualdade e Fraternidade&#8221; que, desde o rolar de cabeças, desvirtua a Boa vivência do que enuncia: da Liberdade, fez libertinagem; da Igualdade, igualitarismo; da Fraternidade, <span style="font-style: italic">lobby</span>. E a Igreja, o que diz? Depreendeu o jornalista que quer aproximação, quiçá reconciliação, e confirmou a expectativa nas palavras do lado da Cruz. Mais, fez comparação absurda entre a antropologia cristã e a crendice maçónica no GADU (vai na volta, por dica de D. Carlos, como se fossem uma só verdade embora vivida de maneira distinta&#8230;) e, pelo meio, não se esqueceu do contracto feito com os irmãos/primos ao afirmar, com toda a certeza historicista, que a maçonaria nada teria ou terá com a carbonária. Abre-se espaço, ou talvez não, para criar a teoria igualmente certeira de que o Santo Ofício nada seria à Igreja&#8230; Porque a verdade é que se aproxima o centenário da república, vivem-se os cem anos do regicídio e há que lavar as manchas de sangue que lhes ficaram nos trapos que põem à cintura.</p>
<p>De resto, foi eficaz a técnica de entrevistar o bispo e só depois o pedreiro para permitir a réplica do segundo e não a do primeiro, por mais que este estivesse predisposto a alinhar no apertar de mãos e no acatar dos conselhos superiores de quem lutou pela democracia e, espantemo-nos, pelo serviço nacional de saúde. Talvez tenhamos nós também que fazer dos nossos templos espaços privilegiados para discutir taxas moderadoras e direitos de assistência médica. Talvez tenhamos nós que ser tolerantes, mesmo com o erro. Talvez tenhamos nós que protestantizar mais a Liturgia.</p>
<p>Pois é, meus amigos. Se é de aulas que se queixam, ontem tivemos uma&#8230; e bem esclarecedora! O modernismo é aquilo, quer o do jornalista, quer o do maçon, quer ainda - e especialmente este - o de D. Carlos Azevedo. Não tendo gostado, perguntem-se, questionem-se, pensem, rezem e coloquem a possibilidade &#8220;abominável&#8221; (dizem eles) de restaurarmos a nossa amada Igreja pela Tradição, a Sã Doutrina e a consequente boa prática litúrgica, comunitária e política&#8230; de restaurarmos a Fé. Enfim, de separarmos as águas entre os mata-padres, anti-clericalistas e inimigos de Deus, e nós, cristãos sem culpa das loucuras totalitárias de Rousseau&#8230;</h3>
<p class="post-title"><a href="http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2008/04/e-que-tal-sermos-igreja.html">http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2008/04/e-que-tal-sermos-igreja.html</a></p>
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		<title>Quando a liberdade enche as prisões</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Apr 2008 13:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>viktortora</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

		<category><![CDATA[Tribuna Livre]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/149/quando-a-liberdade-enche-as-prisoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=149&amp;w=80" width="80" height="44" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a>“Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="http://pt.no-media.info/149/quando-a-liberdade-enche-as-prisoes"><img src="http://pt.no-media.info/cms/wp-content/plugins/yet-another-photoblog/YapbThumbnailer.php?post_id=149&amp;w=80" width="80" height="44" style="float:left;padding:0 10px 10px 0;" ></a><p>“Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada”<br />
Os jovens de hoje ao lerem um texto como este ficam convencidos que foi escrito por um grande democrata. No entanto os que escrevem textos como este foram os que pós 25 de Abril se apresaram a encher as prisões com muito mais gente do que a que dela tinha saído. As sevicias os interrogatórios as prisões efectuadas pró elementos do partido da amplas liberdades, protegidos por tropa fandanga eram diárias.<br />
Felizmente esse período conturbado da nossa história contemporânea foi ultrapassado, na opinião dos historiadores do sistema graças ao Partido Socialista. Assim se ao PCP é atribuída a luta contra a longa noite fascista, ao PS os escribas do sistema atribuem a conquista da liberdade.<br />
Um dia a historia dos últimos anos da nossa pátria vai ser contada por alguém minimamente independente.<br />
O que acabo de escrever é tão verdade em relação aos tempos do PREC como é agora.<br />
O sistema, envergonhado com a questão dos presos políticos, pretende escondê-los com base no argumento dos crimes de delito comum.<br />
Será que neste momento existem presos políticos em Portugal? A resposta não podia ser mais simples. É verdade, neste momento existem presos políticos em Portugal.<br />
Dentro em breve vai iniciar-se o julgamento de Mário Machado e Vasco Leitão. As correias de transmissão do regime tudo vão fazer para que a opinião pública acredite que se trata de um vulgar caso de criminalidade.<br />
Mas se perdermos algum tempo a analisar todo este processo e sobretudo a forma como foi conduzido, vamos chegar a conclusões muito diferentes.<br />
1- No famigerado dia em que a policia entrou em casa de alguns cidadãos, cujo único crime era serem nacionalistas, os meios de comunicação deste rectângulo, crucificaram-nos de imediato. A presunção de inocência tanta vezes usada para desculpabilizar ao amigos e muita escumalha que aterroriza o cidadão comum, neste particular ficou na gaveta. Eram facínoras de extrema-direita, fogueira com eles e a burguesia dorme mais descansada.<br />
2- Na aplicação da medida cautelar de segurança, estamos novamente perante uma dualidade de critérios. Enquanto pedófilos, assassinos, e outra gentalha do género aguarda muitas vezes o julgamento em quase total liberdade, o sistema achou por bem, aplicar outra medida.<br />
3- Aquando da entrada em vigor do código de ma memoria, houve alguma esperança que pelo menos neste caso servisse para repor alguma justiça. Antes pelo contrário, enquanto víamos o sistema a libertar muito criminoso, por meio de manobras no mínimo estranhas as medidas em nada foram alteradas.<br />
4- Agora chegado o julgamento somos confrontados com a pressa em fazer “justiça”. Mais uma vez somo forçados a comparar. Criminosos em liberdade devido à demora dos julgamentos, é o pão-nosso de cada dia. Mais uma vez e para a mesma situação duas medias completamente diferentes.<br />
O mais provável é que o sistema tente a todo custo condenar o Vasco e o Mário, por crimes de delito comum e nunca porque ousaram enfrentar os novos senhores do templo.<br />
A matilha do costume vai-lhes cair em cima e nem o velho argumento tantas vezes esgrimido das condições sociais pode ser aplicado neste caso. São fascistas está tudo dito.<br />
O partido que supostamente nos trouxe a liberdade é o mesmo partido que nos últimos tempos manda a policia carregar sobre manifestações, saneia sindicalistas e funcionários públicos, vigia sindicatos e faz listas de grevistas e conseguiu passados alguns anos sobre o PREC fazer aparecer novamente presos políticos em Portugal.</p>
<p><a href="http://almapatria-patriaalma.blogspot.com/2008/04/quando-liberdade-enche-as-prises.html">http://almapatria-patriaalma.blogspot.com/2008/04/quando-liberdade-enche-as-prises.html</a></p>
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